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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ahmadinejad fala na ONU e faz boas perguntas.

Assembleia-Geral da ONU
30.Set.11 :: Outros autores
Mahmoud AhmadinejadOs grandes meios de comunicação social mundial seguem a prática de silenciar, deturpar e caricaturar as posições políticas de todos os que não se encontrem inteiramente submetidos à engrenagem imperialista dominante. Publicando o recente discurso do Mahmoud Ahmadinejad na ONU, o diário.info (acompanhando outros meios de informação que prezam a liberdade) cumpre a indispensável tarefa de romper essa teia de desinformação.


Em nome de Deus, o Compassivo, o Generoso.
Louvemos Alá, o senhor do Universo, e que a paz e todas as bênçãos desçam sobre nosso Mestre e Profeta Maomé, e sobre seu lar puro, seus nobres companheiros e todos os mensageiros divinos.
‘Oh, Deus, apressai a vinda do Imã al-Mahdi, assegurai-lhe saúde e vitória, e fazei de nós seus seguidores, que atestam sua perfeição’.
Senhor Presidente (etc.),
Agradeço a Alá, o Magnífico, o Generoso, que me deu, mais uma vez, a oportunidade de falar a essa assembleia mundial. Tenho o prazer de manifestar meu agradecimento sincero a Sua Excelência Joseph Deiss, presidente da 65ª sessão, por seus imensos esforços durante seu mandato. Congratulo-me também com Sua Excelência Nassir Abdulaziz Al-Nasser, pela eleição para presidir essa 65ª sessão das Nações Unidas e desejo-lhe pleno sucesso.
Permitam que aproveite a oportunidade para homenagear todos os mortos do ano que passou, sobretudo as vítimas da trágica fome que atinge a Somália e das devastadoras inundações que agrediram o Paquistão. Conclamo todos a que ampliem as acções de ajuda e assistência às populações afectadas naqueles países.
Ao longo de vários anos, falei aqui sobre várias questões globais e sobre a necessidade de se introduzirem mudanças fundamentais na actual ordem mundial.
Hoje, considerando os eventos internacionais, tentarei analisar a actual situação, de um ângulo diferente.
Como todos sabem, o domínio e a superioridade dos seres humanos sobre outras criaturas dependem da própria natureza e verdade da humanidade, que são dons de Deus e manifestação da corporificação do espírito divino:
– A fé em Deus, que é criador eterno de todo o universo.
– A compaixão, o amor aos outros, a generosidade, a busca de justiça e integridade de palavras e acções.
– A busca por dignidade para alcançar os cumes da perfeição, a aspiração de cada um a elevar a própria vida, material e espiritualmente, e o anseio por realizar a liberdade.
– A oposição à opressão, à corrupção e a discriminação, e o emprenho para apoiar os oprimidos.
– A busca por felicidade, por prosperidade e segurança duradouras, para todos.
Eis algumas das manifestações dos atributos comuns, divinos e humanos, que se deixam ver claramente nas aspirações históricas dos seres humanos, reflectidas na herança que recebemos da mesma busca, pela arte, pela literatura, em prosa e em verso, e pelos movimentos socioculturais e políticos que traçam a trajectória humana ao longo da história.
Todos os profetas divinos e todos os reformadores sociais convidaram os seres humanos a trilhar esse caminho bom e recto. Deus deu dignidade à humanidade para elevá-la à altura Dele, para que, assim elevada, a humanidade possa assumir o papel de Seu sucessor, na Terra.
Caros colegas e amigos:
É vivamente claro que, apesar de todas as realizações históricas, inclusive a criação da ONU – que foi produto de incansáveis lutas e esforços de homens de pensamento livre e amantes da justiça, que nunca desistiram de buscá-la, e da cooperação internacional –, as sociedades humanas ainda estão longe de ter alcançado todos os seus nobres desejos e aspirações. Muitas nações em todo o mundo sofrem hoje, sob as actuais circunstâncias internacionais.
E – apesar do desejo e do ímpeto para promover a paz e a fraternidade –, as guerras, os assassinatos em massa, a miséria que se alastra, crises socioeconómicas e políticas continuam a agredir o direito e a soberania das nações, deixando atrás de si danos irreparáveis, em todo o mundo.
Aproximadamente três mil milhões de seres humanos em todo o mundo vivem com menos de 2,5 dólares por dia; e mais de mil milhões de seres humanos não comem sequer uma refeição suficiente, e regularmente, por dia. Quarenta por cento das populações mais pobres do mundo partilham apenas 5% do rendimento global. E 20% dos mais ricos do mundo dividem entre si 75% do rendimento global total. Mais de 20 mil crianças inocentes e pobres morrem diariamente no mundo, devido à pobreza. Oitenta por cento dos recursos financeiros dos EUA são controlados por 10% da população dos EUA; 90% da população tem de sobreviver com apenas 20% desses recursos.
Quais as causas e as razões que subjazem por trás dessas desigualdades? Como se pode remediar tal injustiça?
Os que dominam e comandam os centros do poder económico global culpam ou o desejo do povo por religião e a busca por trilhar o caminho dos divinos profetas, ou a fraqueza das nações, ou o mau desempenho de grupos de indivíduos. Afirmam que só o que aqueles mesmos centros do poder económico global pensem, decidam e prescrevam poderia salvar a humanidade e a economia mundial.
Caros colegas e amigos
Não lhes parece que as causas-raizes desses problemas devam ser procuradas na ordem que hoje domina o mundo, ou no modo como o mundo é governado?
Gostaria de chamar a gentil e atenta atenção de todos para as seguintes questões:
Quem arrancou à força dezenas de milhões de pessoas de seus lares na África e em outras regiões do mundo, durante o sombrio período da escravidão, fazendo daquelas pessoas vítimas da mais cega ganância materialista?
Quem impôs o colonialismo por mais de quatro séculos, a todo aquele mundo? Quem ocupou terras e massivamente assaltou recursos naturais que eram património de outros povos, quem destruiu talentos e empurrou para a destruição os idiomas, as culturas e as identidades de tantos povos?
Quem deflagrou a primeira e a segunda guerras mundiais, que fizeram 70 milhões de mortos e centenas de milhões de feridos, de mutilados e de sem-tecto?
Quem criou a guerra na península da Coreia e no Vietname?
Quem, servindo-se de hipocrisia e ardis, impôs os sionistas, durante 60 anos de guerras, destruição, terror, assassinatos em massa, na região do mundo onde ainda estão?
Quem impôs e apoiou durante décadas ditaduras militares e regimes totalitários em países da Ásia, da África e da América Latina?
Quem atacou com armas atómicas populações indefesas e desarmadas e guarda milhares de ogivas nucleares em seus arsenais?
Quais são as economias que dependem, para crescer, de criar guerras e vender armas?
Quem provocou e estimulou Saddam Hussein a invadir e impor um guerra de oito anos contra o Irão? Quem o assessorou e o equipou para que atacasse nossas cidades e nosso povo com armas químicas?
Quem usou os misteriosos incidentes de 11 de Setembro como pretexto para atacar o Afeganistão e o Iraque – matando, ferindo, deslocando milhões de seres humanos de seus locais tradicionais de vida nos dois países –, exclusivamente para alcançar a ambição de controlar o Oriente Médio e seus recursos de petróleo?
Quem aboliu o sistema de Bretton Woods e imprimiu milhões de milhões (trillions) de dólares sem qualquer lastro em ouro ou em moeda equivalente? Esse movimento desencadeou feroz inflação em todo o mundo, que serviu para facilitar a pilhagem de ganhos económicos que outras nações tivessem.
Qual o país cujos gastos militares superam anualmente uma centena de milhar de milhões de dólares, mais que todos os orçamentos militares de todos os povos do mundo, somados?
Qual, de todos os governos do mundo, é hoje o mais endividado?
Quem domina os establishment da política económica em todo o mundo?
Quem é responsável pela recessão económica mundial, que hoje impõe suas pesadas consequências aos povos de EUA e Europa e de todo o planeta?
Que governos estão sempre prontos a bombardear com milhares de bombas outros países, mas sempre são lerdos e hesitantes, quando se trata de distribuir comida, para povos atormentados pela fome, como na Somália e em outros pontos?
Quem domina o Conselho de Segurança da ONU, ao qual caberia zelar pela segurança internacional?
E há outras dezenas de perguntas semelhantes e, para todas elas, as respostas são claras.
A maioria das nações e governos do mundo não têm qualquer culpa ou responsabilidade na criação das actuais crises globais e, de fato, são, elas, sim, vítimas daquelas políticas que geram crises.
É claro como a luz do dia que os mesmos senhores de escravos e potências coloniais que, antes, provocaram as duas guerras mundiais, causaram toda a miséria e a desordem que, desde então, são causa de efeitos que se vêem em todo o planeta.
Caros colegas e amigos,
Teriam, aqueles poderes arrogantes, a competência e a habilidade para comandar ou governar o mundo, ou seria aceitável que se auto designem os únicos defensores da liberdade, da democracia, dos direitos humanos, enquanto seus exércitos atacam e ocupam outros países?
Como poderá algum dia a flor da democracia brotar dos mísseis, das bombas e dos canhões da NATO?
Senhoras e senhores,
Se alguns países europeus ainda se servem do Holocausto, depois de sessenta anos, como pretexto, para continuar a pagar resgate, pagar à chantagem dos sionistas, não será também obrigação daqueles mesmos senhores de escravos e potências coloniais pagar indemnizações às nações afectadas?
Se os danos e perdas do período da escravidão e do colonialismo tivessem sido de fato indemnizados, o que teria acontecido aos manipuladores e potências que se escondem nos porões da cena política nos EUA e na Europa? E haveria ainda divisão entre o norte e o sul do mundo?
Se os EUA e seus aliados da NATO cortassem pela metade os seus gastos militares e usassem esses valores para ajudar a resolver os problemas económicos em seus próprios países, estariam aqueles povos padecendo os sofrimentos da actual crise económica mundial?
Que mundo teríamos, se a mesma quantidade de recursos fosse alocada às nações mais pobres?
O que pode justificar a presença de centenas de bases militares e de inteligência dos EUA em diferentes partes do mundo – 268 bases na Alemanha, 124 no Japão, 87 na Coreia do Sul, 83 na Itália, 45 no Reino Unido e 21 em Portugal? O que significa isso, senão ocupação militar?
E as bombas armazenadas nessas bases não criam risco de segurança para outras nações?
Senhoras e senhores,
A principal pergunta tem de interrogar sobre a causa que serve de base a essas atitudes. A principal razão tem de ser buscada nas crenças e tendências do establishment.
Assembleias de pessoas em contradição com valores e instintos humanos básicos, sem fé em Deus e sem atenção à via ensinada pelos divinos profetas, impõem a ganância, a sede de poder e seus objectivos materialistas, e tentam calar todos os superiores valores humanos e divinos.
Para eles, só o poder e a riqueza contam. E justificam-se todos e quaisquer actos que promovam essas metas sinistras.
Nações oprimidas sobrevivem sem qualquer esperança de verem restaurados e protegidos os seus direitos legítimos de resistir e opor-se àquelas potências.
Aquelas potências visam só ao progresso delas próprias, prosperidade e dignidade só para elas mesmas, e miséria, humilhações e aniquilação para todos os demais povos.
Consideram-se superiores às demais nações da Terra e por isso fariam jus a concessões e privilégios. Nada respeitam, não respeitam ninguém e violam, sem qualquer consideração, direitos de todas as demais nações e governos e povos do mundo.
Proclamam-se, elas mesmas, guardiãs indiscutíveis de todos os governos e nações. Para tanto, servem-se da intimidação, de ameaças e da força. E fazem mau uso, uso abusivo, de mecanismos internacionais. Quebram, burlam, simplesmente, todas as leis e regulações internacionalmente reconhecidas e respeitadas.
Insistem em impor a todos o seu estilo de vida e suas crenças.
Apoiam oficialmente o racismo.
Enfraquecem países mediante a intervenção militar – destroem a infra-estrutura que encontrem naqueles países, para mais facilmente conseguirem saquear recursos naturais, tornando cada vez mais dependentes, nações e povos que querem ser independentes e soberanos.
Semeiam sementes de ódio e hostilidade entre nações e povos de diferentes crenças, para impedi-los de alcançar seus objectivos de desenvolvimento e progresso.
Todas as culturas, a vida, os valores e toda a riqueza de cada nação, as mulheres, os jovens, as famílias, além da riqueza material de cada nação, são sacrificadas ante o altar daquelas ambições hegemonistas e de uma inclinação doentia para escravizar e submeter os diferentes.
Hipocrisia e todos os tipos de fingimento e mentira são admitidos, se ajudam a promover os interesses imperialistas. Admitem o tráfico de drogas e a matança de inocentes, se lhes parece que, com isso, facilitam a rota para que alcancem seus objectivos diabólicos. A NATO está há muito tempo extremamente activa no Afeganistão ocupado. E, apesar disso, houve ali aumento dramático na produção de drogas ilícitas.
Não admitem nenhuma opinião divergente, nenhum questionamento, nenhuma crítica. Mas, em lugar de tentar oferecer alguma explicação para o que fazem, põem-se, eles mesmos, na posição de vítimas.
Servindo-se de uma rede imperial de imprensa e comunicações, que sempre esteve como ainda está sob a influência do pensamento colonialista, ameaçam qualquer opinião que discuta a versão oficial do Holocausto, do 11 de Setembro e da violência dos exércitos invasores e ocupantes.
No ano passado, quando se impôs, em todo o mundo, a necessidade de fazer-se investigação séria sobre os segredos ocultados nos incidentes de 11/Setembro/2001 – ideia apoiada por todas as nações e governos independentes e pela maioria da população dos EUA –, meu país e eu, pessoalmente, fomos pressionados e ameaçados pelo governo dos EUA.
Em lugar de nomear equipe para investigar com seriedade o que realmente acontecera, assassinaram o perpetrador e jogaram o cadáver ao mar.
Não teria sido razoável levar à justiça e processar abertamente o principal perpetrador do incidente a fim de identificar os elementos por trás do espaço seguro proporcionado para os aviões introduzirem-se e atacarem as torres gémeas do World Trade?
Por que não se cogitou de usar o julgamento de um suspeito, para realmente descobrir quem mobilizou terroristas e levou a guerra e tantas outras misérias a tantas partes do mundo? Há informação secreta que tenha de permanecer secreta?
Considerar o sionismo visão ou ideologia sagrada é como obrigação imposta ao mundo. Toda e qualquer discussão sobre os fundamentos e a história do sionismo são pecados imperdoáveis. Mas eles permitem e endossam todos os sacrilégios e insultam todas as demais religiões.
Liberdade real, dignidade plena, bem-estar e segurança estáveis e duradouros são direitos de todos os povos.
Nenhum desses valores é alcançável enquanto tantos dependerem do actual e ineficiente sistema de governança mundial, nem ninguém jamais os alcançará mediante intervenção militar comandada por potências arrogantes e sob fogo dos aviões mortíferos da NATO.
Aqueles valores só se podem realizar em contexto de independência reconhecida, de reconhecimento dos direitos dos diferentes, mediante cooperação harmónica.
Haverá meio para resolver os problemas e desafios que atormentam o mundo, no contexto dos mecanismos e ferramentas que dominam o quadro internacional hoje? Há meios para ajudar a humanidade a atingir sua eterna aspiração por igualdade, segurança e paz?
Todos os que tentaram introduzir reformas que preservassem as normas e tendências hoje existentes fracassaram. Os importantes esforços conduzidos pelo Movimento dos Não Alinhados e pelos Grupos 77 e 15 (G-77 e G-15), e por tantos destacados indivíduos, fracassaram também e não conseguiram introduzir mudanças fundamentais.
A administração e o governo mundiais exigem reformas nos fundamentos. O que temos de fazer agora?
Caros Colegas e amigos,
Temos de trabalhar com decisão firme e em cooperação colectiva para traçar outro plano, que considere os princípios e os valores humanos fundamentais como o monoteísmo, a justiça, a liberdade, o amor e a busca pela felicidade.
A criação da Organização das Nações Unidas ainda é dos maiores feitos históricos da humanidade. É preciso reverenciar a importância desse feito e usar o mais extensamente possível as capacidades dessa organização como ferramentas para alcançar os mais nobres projectos de toda a humanidade.
Não podemos permitir que a organização planetária que manifesta o desejo colectivo de todos e as aspirações de toda a comunidade de nações seja desviada de seu bom curso e convertida, também ela, em arma a serviço das potências mundiais armadas.
Temos de construir condições que assegurem a participação colectiva e o envolvimento de todas as nações, num esforço que leve à paz e à segurança para todos os povos do mundo.
É preciso dar sentido profundo e real à governança partilhada e colectiva do mundo. Esse sentido profundo e real deve considerar e respeitar os princípios do direito internacional. A ideia de justiça deve servir de critério e base efectiva para todas as decisões e acções no plano internacional.
Todos temos de reconhecer que não há outro modo para governar o mundo e pôr fim à violência, à tirania, a todas as discriminações.
Não há outra via que leve a sociedade humana à prosperidade e ao bem-estar. Essa é verdade viva e reconhecida. Ao reconhecer essa verdade, deve-se reconhecer também que o que temos ainda não é suficiente. E temos de abraçar com fé o trabalho, que terá de ser incansável, para conseguir o que ainda não temos.
Caros Colegas e Amigos
Governança partilhada e colectiva do mundo é direito legítimo de todas as nações, e nós, como representantes delas, temos o dever de defender os direitos dos povos do mundo.
Embora algumas potências tentem insistentemente frustrar todos os esforços internacionais que visem promover a cooperação colectiva, temos, mesmo assim, de fortalecer nossa certeza de que alcançaremos o objectivo comum de construir cooperação colectiva e partilhada para governar o mundo.
As Nações Unidas foram criadas para tornar possível que todas as nações participassem do processo internacional de tomar decisões.
Todos sabemos que esse objectivo ainda não foi alcançado porque falta justiça nas estruturas e mecanismos hoje vigentes nas Nações Unidas.
A composição do Conselho de Segurança é injusta e desigual. Portanto, mudanças ali e a reestruturação das Nações Unidas são exigências basilares das nações, às quais a Assembleia Geral tem de dar atenção.
Na sessão inaugural da reunião do ano passado, destaquei a importância dessa questão e propus que essa década fosse declarada década da Governança Global partilhada e colectiva.
Quero hoje reiterar aquela proposta. Estou certo de que, mediante a cooperação internacional diligente, e com esforços de todos os líderes e governos do mundo, todos comprometidos com construir relações de justiça, e com o apoio das demais nações, conseguiremos construir um brilhante futuro comum.
Esse movimento trilha com certeza o caminho certo para criar o que temos de criar, para assegurar futuro promissor a toda a humanidade.
Futuro que será construído quando iniciativas da humanidade ouçam o que ensinam os divinos profetas, sob a liderança iluminada do Imã al-Mahdi, salvador da humanidade e herdeiro de todas as palavras divinas, dos líderes e da descendência de nosso grande Profeta.
A criação de uma sociedade suprema e ideal, com a chegada de um ser humano perfeito, que ama verdadeira e sinceramente todos os seres humanos, garantida promessa de Alá.
Virá com Jesus Cristo, para liderar os amantes da liberdade e da justiça que erradicarão a tirania e a discriminação e promoverão o conhecimento, a paz, a justiça, a liberdade e o amor por todo o mundo. Cada indivíduo conhecerá a beleza do mundo e as coisas boas e os actos justos trarão felicidade à humanidade.
As nações, hoje, já despertaram e, aumentando a consciência entre todos, as nações já não sucumbirão à opressão e à discriminação.
O mundo testemunha hoje, mais que nunca, o amplo despertar em terras islâmicas, na Ásia, na Europa e na América. Esses são movimentos em expansão, em influência e alcance, que visam a fazer justiça, criar liberdade e construir melhor futuro para todos.
O Irão, nossa grande nação, permanece pronto para dar a mão a outras nações nessa bela via de harmonia, alinhados, todos nós, com as justas aspirações de igualdade de toda a humanidade.
Saudemos mais uma vez o amor, a liberdade, a justiça, o conhecimento e o futuro luminoso pelo qual a humanidade espera.

Nova York, 65ª sessão da Assembleia Geral da ONU, 22/9/2011
[*] Presidente do Irão.

Mahmoud Ahmadinejad

FORTALECER A GREVE NACIONAL DOS BANCÁRIOS

imagemCrédito: 4.bp.blogspot
Os bancários deflagraram sua greve nacional a partir de hoje, 27/09. O setor burguês que mais lucra no Brasil (25 bilhões só no primeiro semestre de 2011, aumento de 19% em relação ao ano passado), não está disposto a atender qualquer reivindicação, ameaçando inclusive retirar conquistas anteriores, assim como, descontar os dias parados. Na mesa de negociação, bancos públicos (leia-se governo Dilma) e privados estão de mãos dadas na política de manterem o arrocho salarial, a pressão desmedida por metas, as demissões constantes e o descumprimento da jornada legal de seis horas.
É nesse quadro de endurecimento que os bancários recusaram a proposta de apenas 8% de reajuste oferecida pela patronal. Isso foi o que orientou a CUT, central que dirige a maioria dos sindicatos no país, acompanhada pelas demais forças com presença sindical na categoria: INTERSINDICAL, CTB, CONLUTAS e CONTEC.
A grande dificuldade, é que a CUT, direção majoritária nos principais sindicatos, não preparou os bancários para o duríssimo enfrentamento que se avizinha. Organizou encontros preparatórios com pouquíssima participação da base e convocou apenas duas assembléias: uma para ratificar a pauta nacional e a segunda para referendar a recusa da proposta dos banqueiros e decretar a greve por tempo indeterminado.
Agora com a greve em curso, caberá aos bancários de todo o país a difícil tarefa de superar essas debilidades da campanha, sendo decisivo para isso a participação ativa da base nos piquetes, manifestações e assembléias, construindo uma greve superior as anteriores, que incomode efetivamente o funcionamento do setor financeiro e tenha condições de dobrar intransigência dos banqueiros, tanto públicos, como privados.
Unidade Classista
(Base de Bancários do PCB) 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A matança Líbia

Nota dos Editores
Os Editores
26.Set.11 :: Editores

A palavra vândalos recorda uma horda guerreira que, segundo os historiadores da época, destruiu na Europa tudo por onde passava.
Transcorridos 1500 anos, um sistema de poder imperial hegemonizado pelos EUA vandaliza na África do Norte um enorme território (1 760 OOO Km2) escassamente povoado (6 milhões de habitantes). Arrasa infra-estruturas, pulveriza bairros inteiros, chacina os moradores, destrói tudo, excepto as instalações petrolíferas.
A execução do projecto criminoso principiou em Fevereiro com o «levantamento» de Benghazi, concebido com antecedência e comandado por tropas de elite da Grã-bretanha e agentes dos serviços secretos britânicos, da CIA e da Mosad israelense.
O plano previa uma vitoria rápida. Mas bombas da NATO continuam a explodir sobre o solo líbio transcorrido meio ano já. A agressão armada a esse pequeno povo configura uma violação indisfarçável da Resolução do Conselho de Segurança (imposta pelos EUA, França e Grã Bretanha) que criou a chamada «zona de exclusão aérea».
Em Agosto, os agressores, quando os «rebeldes» entraram em Tripoli, festejaram a fim da «guerra de libertação» e «a vitória da democracia».
Mentiram. A resistência do povo líbio prossegue em Sirte, Beni Walid, Gadhames, Sebhah, nos oásis do Fezão. Mesmo na capital a resistência aos invasores aumenta, tal como também em bairros de Benghasi, Misrata, Brega e outras cidades. E os aviões da NATO, que prolongou “por mais três meses” o seu falso mandato, bombardeiam diariamente as forças do governo legítimo quando estas põem em debandada a tropa fandanga do CNT.
Kadhafi, segundo a troika imperialista, permanece aliás na Líbia e dirige a resistência.
A ocultação da realidade não tem o poder de transformar em epopeia libertadora a agressão ao povo líbio, elogiada pelo Presidente Obama no discurso que pronunciou na Assembleia-geral da ONU como modelo exemplar de futuras cruzadas dos EUA.
É tempo de todos tomarem consciência de que na guerra líbia está espelhada a barbárie imperialista contemporânea.
Os Editores de odiario.info

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Campos/RJ: Prefeita cassada..." COR VADIA" !?

COVARDIA OU COR VADIA???

DO BLOG ESTOU PROCURANDO O QUE FAZER...

O secretário de Governo Geraldo Pudim através da rádio Diário está convocando todas as pessoas que receberam uma casa popular do governo Rosinha, que recebem o vale alimentação, que são beneficiados pelo cartão cidadão e demais programas sociais e ainda os prestadores de serviços que se dirijam a sede da prefeitura para prestar solidariedade a prefeita Rosinha que tomou a decisão de resistir .
O momento exige responsabilidade. A batalha deve ser travada na esfera judicial. Transformar a sede da prefeitura em trincheira, expondo as pessoas a riscos não é atitude de governantes responsáveis.

Aprofunda-se a crise para os trabalhadores - É tempo de dar resposta

 
 
26.Set.11 :: Outros autores
Fred GoldsteinNos EUA o peso da crise capitalista recai sobre os trabalhadores de forma cada vez mais dura: o desemprego aumenta, a produção foi reorganizada em termos que aumentam exponencialmente a força de trabalho inactiva. Sem uma intervenção governamental do mesmo tipo da que foi realizada no período da Grande Depressão, a massa dos desempregados e dos pobres não cessará de aumentar. Mas a solução real é a ruptura com o sistema da exploração capitalista.

A crise da economia capitalista renovou o seu percurso em plano inclinado quando o governo dos EUA anunciou que nenhuns novos empregos foram criados no mês de Agosto. Esta notícia desastrosa para os 30 milhões de trabalhadores desempregados e sub-empregados nos EUA surge perante o pano de fundo de um ameaçador arrefecimento da economia mundial.
Além do crescimento zero no número de empregos de Agosto, tanto os números da criação de empregos de Junho como os de Julho foram revistos em baixa num total de 58 mil. O número de zero empregos criados faz parte de uma tendência descendente firme.
Se bem que isto seja má notícia para os desempregados, aqueles que continuam a trabalhar também sofreram um golpe no mês de Agosto. Quanto maior o desemprego, maior a pressão sobre aqueles trabalhadores que ainda têm emprego. Esta pressão verifica-se nas estatísticas mais recentes.
As horas semanais trabalhadas caíram de 34,3 para 34,2, enquanto o salário/hora declinou numa média de 3 centavos. Estes números parecem pequenos mas eles somam-se a um declínio médio em salários semanais de quase 5 por cento numa base anual.
Para além disso, houve um aumento de 430 mil trabalhadores em “tempo parcial involuntário” — trabalhadores que necessitam um emprego em tempo integral mas têm de trabalhar em tempo parcial, tanto por terem sido colocados em horários parciais como porque era o que o patronato oferecia nas novas contratações.
O patronato aprecia o desemprego em massa devido à competição que cria entre trabalhadores, tornando mais fácil cortar salários, forçar aumento dos ritmos de trabalho, cortar benefícios e portanto arrancar cada vez mais lucros do suor dos trabalhadores. E, muito importante, quanto mais alto for o nível de desemprego, maior a ameaça aos sindicatos, pois tanto empresas como governos têm como alvo os contratos colectivos, sabendo que as greves são difíceis de levar a cabo durante períodos de alto desemprego.
Os efeitos racistas do desemprego tornaram-se ainda mais dramáticos em Agosto quando a taxa de desemprego para afro-americanos atingiu oficialmente os 16,7 por cento enquanto para os latinos foi de 11,3 por cento. Quando se olha para o número de trabalhadores que caíram fora da força de trabalho e não são contados nas estatísticas do desemprego, a percentagens de trabalhadores oprimidos sem trabalho são muito maiores.

Dois anos após a recuperação sem empregos, uma nova crise está em fermentação

Faz agora mais de dois anos sobre a chamada “recuperação”. O sistema de lucro capitalista, o chamado “mercado livre”, deixou dezenas de milhões sem emprego a tempo inteiro. A taxa de pobreza está em ascensão; um sexto da população sofre de fome, incluindo um quarto das crianças; milhões estão a enfrentar arrestos [hipotecários] e despejo das suas casas.
Agora, a acumular a esta recuperação sem empregos está a ameaça de uma nova onda de despedimentos. O crescimento da economia estado-unidense arrefeceu para 1 por cento no primeiro semestre deste ano. Por todo o mundo o capitalismo está de facto a desacelerar, seja na Europa, incluindo a Alemanha, França e Inglaterra, seja na Ásia, incluindo o Japão, Coreia do Sul, Índia e China, ou na América Latina, incluindo a sua maior economia, o Brasil.

Crescimento económico e trabalhadores sob o capitalismo

A questão do crescimento económico é crucial para a condição da classe trabalhadora. Sob o capitalismo os trabalhadores têm apenas duas condições em relação a empregos. Um trabalhador ou está a ser explorado por um patrão capitalista ou por alguma instituição governamental e portanto tem um emprego, ou um trabalhador está desempregado. Não há nada de intermédio.
O crescimento da produção capitalista significa que mais trabalhadores são necessários para serem explorados e os serviços precisam expandir-se. Portanto trabalhadores têm empregos, mesmo se cada vez mais destes empregos são de baixo salário, tempo parcial e/ou temporário.
A contracção do crescimento capitalista significa que trabalhadores não são necessários ao patronato e são despedidos. As receitas do governo declinam mas os bancos continuam a exigir o seu juro e o principal destes governos e os gastos militares continuam aos milhões de milhões — assim trabalhadores para o governo são despedidos.
A mais recente e mais perigosa ameaça para trabalhadores para o governo vem do U.S. Postal Service, o qual está a ameaçar despedir 120 mil trabalhadores, encerrar mais de 3000 agências de correio e livrar-se de mais outros 100 mil trabalhadores pelo atrito.
Sobreprodução e desemprego
Por que está a desacelerar o crescimento do capitalismo estado-unidense? O patronato está sentado em cima de US$2 milhões de milhões de dinheiro vivo. Por que não está a contratar e, ao invés disso, está a despedir? Não é por causa da incerteza, como afirmam seus apologistas. Não é por causa de regras governamentais, tão pouco.
É por causa da contradição fundamental do próprio capitalismo — a sobreprodução. A produção capitalista cresce cada vez mais rápido quando os patrões aplicam mais tecnologia, aceleram os ritmos de trabalho, externalizam e deslocalizam produção em busca de lucro. Cada vez mais trabalhadores, não só nos Estados Unidos como no mundo todo, produzem cada vez mais em cada vez menos tempo por salários cada vez mais baixos.
O pagamento que os trabalhadores levam para casa não só não aumenta, como está a diminuir enquanto a produção de mercadorias que devem ser vendidas com lucro se expande a um ritmo galopante. O capacidade de consumo do povo ou se eleva a ritmo de caracol ou na realidade se reduz.
Quanto mais tecnologia o patronato utiliza, menos e menos trabalhadores ele precisa. Hoje há 131 milhões de trabalhadores nas folhas de pagamento, o que é menos do que o número de trabalhadores nas folhas de pagamento no ano 2000. A economia dos EUA está hoje no mesmo nível de produção que estava em 2007, antes do estouro da bolha habitacional e da crise económica que atingiu o mundo.
Isso significa que os patrões precisam pelo menos 10 a 11 milhões de trabalhadores hoje do que precisavam há quatro anos. E isto sucede em consequência da eliminação de empregos pela tecnologia capitalista e da globalização do sistema de exploração com baixos salários.

Exigência de um maciço programa governamental para o emprego

Está previsto que o presidente Obama faça um discurso sobre “empregos” dentro de poucos dias. Este discurso não apresentará um programa que possa inverter o desastre do desemprego no país. O único meio de começar a tratar o desemprego em massa, o qual se tornará pior se houver um novo período de baixa, é lançar um maciço programa de empregos promovido pelo governo.
Tem ser à escala do Works Progress Administration (WPA) durante a Grande Depressão. Sete milhões de trabalhadores receberam empregos e construíram tudo, desde barragens e pontes a parques, escolas e rodovias; eles criaram arte, escreveram peças de teatro, plantaram árvores e fizeram trabalho socialmente útil.
Naquela época, tal como hoje, os patrões não contratavam porque numa depressão não podiam ampliar os seus lucros vendendo o que era produzido. O povo estava sem dinheiro e não podia comprar. Mas, sob a pressão de manifestações em massa de desempregados, greves gerais e ocupações de fábricas, o governo federal foi forçado a tornar-se o empregador principal. Palácios do governo e municipalidades tornaram-se a antecâmara do emprego. Milhões que queriam trabalhar obtiveram trabalho.
Quando uma nova crise ameaça, a única possibilidade de minimizar uma nova onda de despedimentos e reverter os que já aconteceram é lançar uma luta de massas por empregos ou rendimento e serviços a todos os níveis de governo — federal, estadual e local. Os republicanos estão abertamente contra a resolução da crise, enquanto o Partido Democrático também está ligado à Wall Street e nada avançou para o ataque à crise.
Ambos os partidos e governos, a todos os níveis, estão a afirmar que não têm dinheiro. Mas o chamado debate do défice é um debate falso. Trabalhadores, comunidades, juventude e estudantes vêm em primeiro lugar.
O direito dos trabalhadores a um emprego, alimentação, habitação, educação é um direito fundamental, superior aos direitos de milionários e bilionários, superior ao direito de banqueiros viverem à custa de fundos públicos, superior ao direito do complexo militar-industrial a prosperar com os lucros de guerra enquanto multiplicam guerras de conquista e ocupação.
Uma luta de massas de uma classe trabalhadora mobilizada por toda a parte nas ruas e lugares de trabalho pode começar a sacudir o dinheiro solto nos sacos de dinheiro da classe dominante capitalista. Esta é a única forma de fazer esta crise recuar.
A longo prazo, um programa de empregos sob o capitalismo, mesmo sendo governamental, não pode ser mais do que um remendo temporário. O WPA não ultrapassou a depressão; o desemprego em massa prevaleceu até a II Guerra Mundial.
A única solução permanente para a crise de empregos é livrarmo-nos juntos do sistema do lucro e colocar a economia a trabalhar para as necessidades humanas e não para a ganância humana. A distribuição da riqueza criada pela classe trabalhadora deve ter lugar com base na necessidade social e económica. Isso chama-se socialismo e funciona melhor onde o nível de produtividade é alto — o que é exactamente onde o capitalismo fracassa.

Articles copyright 1995-2011 Workers World. Verbatim copying and distribution of this entire article is permitted in any medium without royalty provided this notice is preserved.

O original encontra-se em http://www.workers.org/2011/us/workers_crisis_0915/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
Fred Goldstein

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Desmatamento na Amazônia

Imazon detecta aumento do desmatamento na Amazônia em agosto

Luana Lourenço
Da Agência Brasil
Em Brasília

Comentários 1

O Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (Imazon) registrou avanço do desmatamento na Amazônia em agosto. Em um mês, os satélites usados pelo instituto para fazer a avaliação  identificaram 240 quilômetros quadrados (km²) de novos desmates. A área desmatada no mês passado é 158% maior que a registrada pelo Imazon em julho, quando a floresta perdeu 93 km². Em relação a agosto de 2010, o índice de aumento ficou em 15%.
As novas derrubadas estão concentradas no Pará, responsável por 49% de todo o desmatamento do bioma em agosto, com 119 km² de florestas a menos. Rondônia desmatou 46 km² no período. Mato Grosso foi responsável por 35 km² de área desmatada e o Amazonas, por 23 km². No Acre, foram derrubados 10 km² de floresta e Roraima e o Tocantins foram responsáveis por 6 km² e 1 km² de novos desmates, respectivamente.
Além do corte raso (desmatamento total), o levantamento do Imazon mede a degradação florestal, que considera florestas intensamente exploradas por atividade madeireira ou atingidas por queimadas. Em agosto, a degradação avançou sobre 131 km² de áreas de floresta. Em relação a agosto de 2010, quando a degradação atingiu 1,5 mil km², houve redução de 92%, principalmente no Pará, em Mato Grosso e em Rondônia.
O Imazon estima que os 240 km² desmatados em agosto provocaram a emissão de 13,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente – medida que considera todos os gases de efeito estufa.

domingo, 25 de setembro de 2011

Líbia: Aisha Kadhafi adverte que a luta continua!

Líbia: Muammar Kadhafi está motivado e a lutar ao lado dos seus apoiantes - filha Aisha

24 de Setembro de 2011, 06:56
Tripoli, 24 Set (Inforpress) – Muammar Kadhafi está motivado e a lutar ao lado dos seus apoiantes contra as forças revolucionárias que afastaram o seu regime do poder, disse a sua filha Aisha numa gravação áudio divulgada sexta-feira.


Nas suas primeiras declarações públicas desde a queda de Tripoli há um mês, Aisha Kadhafi acusou os novos líderes do país de traidores, observando que alguns deles eram membros do regime de Kadhafi antes de desertarem durante a guerra civil.

“Aqueles que traíram o compromisso que tinham (com Kadhafi), porque é que não vos trairão”, questionou num alerta aos líbios.

A mensagem gravada de quatro minutos foi divulgada sexta-feira na Al-Rai TV, com sede na Síria, que já transmitiu declarações de Muammar Kadhafi e do seu filho Seif al-Islam desde que fugiram de Tripoli.

Aisha, a sua mãe e dois irmãos fugiram para a Argélia no final de Agosto quando os rebeldes chegavam à capital líbia. O paradeiro do pai é desconhecido.

“Asseguro-vos de que ele está bem, um crente em Deus, animado, tem a sua arma e está a lutar lado a lado com os seus guerreiros”, disse Aisha, repetindo apelos do seu pai para que os “leões” de Tripoli e de outras cidades lutem contra os novos governantes do país.

O Conselho Nacional de Transição tem lutado para consolidar o controlo sobre todo o país desde a entrada dos rebeldes em Tripoli no final de Agosto, enfrentando ainda resistência nas cidades de Bani Walid (sudeste de Tripoli), Sirte (a terra natal de Kadhafi) e Sabha (sul). Lusa/fim

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sábado, 24 de setembro de 2011

Rússia: Golpe imobiliário gera protesto. E agora Medvedev?!

Partido Comunista liderou o protesto do povo

"Rogues roubou habitação" em um Shcherbinka Moscou. Defraudado investidores imobiliários mudou-se para tomar medidas decisivas e chamar para a participação no protesto de toda a Rússia


23/09/2011 18:13
TV Naumkin. mkkprf.ru
Há apenas uma semana seis titulares casas de juros de casas inacabadas na rua rego pacificamente reunidos na fonte da cidade. No último sábado cerca de 250 acionistas reunidos para assaltar sua casa inacabada e bloquear as estradas na capital defraudado investidores imobiliários - Cidade Scherbinka.
Na manhã de 17 de setembro titulares de juros começaram a se reunir em torno das portas que levam ao local da construção. Ao longo da  cerca alinhados dezenas de carros nos pára-brisas "autorização especial". Eles devem emitir data e os nomes das empresas, os nomes dos prefeitos e ministros, que tinha prometido para concluir a construção de casas no barranco.
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2004, JSC "Stroymetresurs".
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2006, o Grupo SU-155. "
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2005, o ministro da Seregin complexo de edifícios ".
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2010 Ministro da Defesa complexo de edifícios Perepelitsa ".
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2010, o Grupo Morton ".
Por "permissão especial. Gully titulares interesse. Emitidas em 2011, Deliberando Prefeito Scherbinka Shchepetev ".
Em um grupo de 30/12 equity-titulares começaram a apitar a buzina de máquinas - foi um sinal para o topo da ação, e outro grupo começou a quebrar no local da construção. Pessoas ocupadas no ano passado abandonou a sede do Movimento Inter-Regional Público "Proteger os direitos dos participantes na construção de habitação" em uma das casas inacabadas. Poucas horas depois, eles mudaram a coluna para a estrada na direção da travessia ferroviária com sinais e bandeiras, bloqueando completamente o tráfego em uma direção. Eles cruzaram a travessia ferroviária, e lançou os seus cartazes na travessia de pedestres uma das principais vias da cidade. Os manifestantes bloquearam o tráfego em parte perto do cruzamento ferroviário.
Lá eles permaneceram por cerca de uma hora, entoando: "Nossas crianças não têm onde morar", "Dostroyte nossa casa", "Rogues roubou casa!". Motoristas têm sido simpáticos aos manifestantes, e respondeu ao seu pedido para ficar durante vários minutos na travessia. Como resultado, as ações da ferrovia cruzar a cidade Scherbinka uma das principais vias da cidade, e depois entrar na cidade se da estrada de Varsóvia foi bloqueado. À noite, chegou aos detentores de capital próprio agindo Prefeito Shchepetev PT Ele não podia responder a pergunta básica - quando os construtores vão entrar em cena e as pessoas vão ver, pelo menos, agendar uma da construção.
O que realmente acontece com o objeto de preocupação para a ravina, e que empurra esses graddan a tais atos desesperados?
Em 2010, o edifício inacabado no barranco tinha 6 anos. Em janeiro daquele ano, Moscow Region Governador Boris Gromov pediu as cabeças dos municípios para planejar a realização do "problema" casas.
Em fevereiro, o Acting Prefeito NN Tupikin, chefe da filial local do partido "Rússia Unida", o plano do governador introduzido. Data de conclusão de seis casas na rua rego designado no plano - 4 º trimestre de 2011. O governador prometeu que os chefes de municípios para a falta de resposta "ao máximo."
Em agosto do ano passado foi assinado um acordo entre o Ministério do complexo de edifícios, Região de Moscovo, a administração da cidade Scherbinka, LLC "Wade Estate" Ltd. e "a Ossétia do Norte-Morton," a conclusão dos seis casas problemático, mas a construção de casas ainda não tenha retomado.
Durante o ano, realizou cinco reuniões com representantes do grupo de iniciativa de acionistas realizada em 2 de barranco e reuniões em geral. Em cada reunião, representantes da prefeitura e LLC Scherbinka "Morton-RSO," para informar os accionistas sobre os problemas e se preparando para entrar no canteiro de obras.
Mas na primavera de 2011, tornou-se claro que o ritmo actual dos preparativos para o lançamento do LLC "Morton-RSO," um canteiro de obras atrasou por razões inexplicáveis. 
Por exemplo, como compensação para a conclusão da construção de seis casas LLC "Morton-RSO," desenvolveu um projeto para liberar um pouco mais acres adjacentes ao local. Administração Shcherbinka começou a inscrição da terra há apenas um mês! Atrasos semelhantes existem e para trazer, em conformidade com a legislação e revisão do mérito da documentação do projeto para a casa, e este processo lento é controlado pela empresa, "Morton-RSO."
Em março de 2011 a administração de GO Scherbinka submete ao tribunal de arbitragem de Moscou afirmam região para «Estate Wade" para cobrar aluguel pela terra. Como decorre do texto da reclamação, CJSC "Stroymetresurs" (o primeiro investidor do edifício) não fez um único pagamento para o arrendamento de terra e está em processo de falência. Mas o processo coloca a Administração Shcherbinka razão para não ir à falência, e para o usuário da terra atual.
Em 2006, o grupo SU - 155 levou até a conclusão de suas casas, mas sem chegar a acordo sobre a compensação pelo seu trabalho, deixou gully acionistas em uma posição ainda mais invejável - agora para a conclusão da compensação pedida não uma, mas duas empresas. E eles concordam é cada vez mais difícil. OOO "Estate Wade", como proprietário de terras com 6 casas inacabadas, recorreu ao Tribunal de Arbitragem da região de Moscou com um pedido de admissão ao local para o SU-155 e da empresa de segurança, pois o SU-155 cabines de construção não só admitiu LLC "Morton -RSO "sobre o assunto.
No entanto, o Shcherbinka Administração, Minoblstroy e representantes de investidores estão tentando tranquilizar os acionistas, que tudo corra conforme o planejado, e está prestes a LLC "Morton-RSO," entrar em cena. E os tribunais, compensação e outras "pequenas coisas" investidores imobiliários não têm que se preocupar. Mas o interesse dos titulares gully, enganados pelo garantias e do adiamento da conclusão da construção não é a primeira vez, temem que suas casas estavam de pé, ao ar livre por mais de 8 anos, podem simplesmente entrar em colapso.
Representantes dos acionistas acreditam que, enquanto as autoridades permanecem em Shcherbinka as mesmas pessoas que cometeram e podem ter contribuído para o surgimento na situação de defraudado investidores imobiliários, o problema não vai ser.
Esta ação são os titulares de juros para eleições justas no Shcherbinka, que será realizada 04 dezembro de 2011 a nível municipal, regional e federal.
Detentores de interesse Shcherbinka demandas políticas, como o único poder que está com os investidores imobiliários pode resolver seu problema.
Em 2005, DA Medvedev descreveu a situação com defraudado investidores imobiliários no país "um espetáculo nacional." Em 2006, V. Putin disse que o problema será resolvido defraudado investidores imobiliários ao trimestre IV de 2008, estas ordens foram completamente ignoradas pelo sistema burocrático e completamente desacreditada - porque hoje, de acordo com "registo dos acionistas afetados" na Rússia mais de 110 000 famílias que compraram apartamentos nos prédios em construção, mas de habitação nunca recebeu.
Em março de 2011, V. Putin mais uma vez, anunciou publicamente que em Junho de 2012, todos defraudado investidores imobiliários obter um apartamento. Ele pediu aos ministérios e agências para maximizar os esforços nessa direção. Em novembro de 2010, o ministro do complexo de edifícios, Moscow Region PS Perepelitsa acionistas garantiu que a construção será retomada em fevereiro de 2011, mas por 01 de setembro de 2011 a construção ainda está congelado.
Se esta promessa não for cumprida, a autoridade do presidente e do governo pode colocar uma cruz. Este será um reconhecimento público de impotência de poder, falta de controle das ações de autoridades locais.
Hoje, a sede reabrir detentores de capital próprio na rua rego apagar a luz. Eles estão de plantão todos os dias pessoas. Eles dizem que estão prontos para atacar, e outros protestos em massa. Eles não vão sair até que a construção não seja retomada na sua totalidade.
Comunistas e Interregional Pública Movimento "Proteção dos participantes humanos na construção de habitação" são a raiva do povo à frente de seus irmãos equivocados em todo o país. Em outubro, eles planejam realizar em muitas regiões da Rússia All-russa de ação em larga escala defraudado investidores imobiliários.
"Juros titulares Rússia, Unite!"
21 de setembro de 2011
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 Nota de Netuno: Tradução modesta, não ideal.
   Mas Venceremos!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A Grécia, luta & futuro

O Povo da Grécia luta pela construção do futuro

Miguel Urbano Rodrigues
23.Set.11 :: Colaboradores
Os governos do capital de Washington a Berlim, alarmados com a crise pantanosa em que estão atolados, apresentam da Grécia a imagem de uma sucursal do inferno. Mas pelo mundo afora milhões de oprimidos acompanham com admiração e respeito o combate dos trabalhadores revolucionários do país que foi berço de uma civilização que marcou indelevelmente o rumo da humanidade.

O agravamento da crise nos países do Sul da zona euro intensificou o debate ideológico na Europa.
Os governantes, os banqueiros, os dirigentes das transnacionais e os media ditos de referência repetem monocordicamente que não há alternativa para o capitalismo. Mas é indisfarçável o seu mal-estar perante o avolumar da contestação ao sistema.
Os responsáveis pela recessão e pelo desemprego de dezenas de milhões de trabalhadores constatam que as guerras de agressão imperiais e o saque dos recursos naturais dos povos do Terceiro Mundo não trazem solução à crise estrutural do capitalismo.
Enquanto prosseguem politicas impostas pelo capital que descarregam o custo da crise sobre as suas vítimas, desenvolvem um grande esforço para evitar que os protestos contra o sistema de opressão atinjam um nível que ameace a sua continuidade. Nesse contexto, as campanhas para promover a alienação das massas são especialmente perversas. O objectivo é impedir que os trabalhadores tomem consciência do funcionamento da engrenagem da falsa democracia representativa (que na realidade é uma ditadura de classe) e se mobilizem para um combate permanente e frontal contra o sistema.
A tese bolorenta segundo a qual através de lentas reformas aprovadas pelos Parlamentos o capitalismo pode evoluir, humanizando-se, é retomada em toda a Europa pelas classes dominantes. Os governantes repetem que a via eleitoral, a única democrática, aponta o rumo certo para que as reivindicações dos oprimidos se concretizem numa atmosfera de paz social. Tudo se resolveria afinal num diálogo sereno entre o capital e o trabalho, entre os chamados parceiros sociais e o patronato.
Um discurso complementar desse é o dos intelectuais que, afirmando ser anti-imperialistas e anti-neoliberais, proclamam que a saída da crise depende da acção dos movimentos sociais. Mas excluem todas as formas de violência na luta que deveria visar reformas graduais.
A criminalização do socialismo e dos partidos operários marxistas-leninistas é uma constante na teorização desses senhores. Nessas campanhas desempenham um papel fundamental os social-democratas.
Não é de estranhar que as forças da direita e os partidos social-democratas tenham recebido com mal disfarçada simpatia a formação do chamado Partido da Esquerda Europeia ao qual aderiram muitos partidos comunistas do velho Continente (o grego e o português foram excepções). Tão benévola atitude é compreensível porque essas organizações se opõem à radicalização da luta de massas, defendendo elas também estratégias reformistas que na prática anestesiam a combatividade dos trabalhadores, neutralizando-os como força de choque.
LIÇÕES DA HISTÓRIA
A comunicação apresentada no Rio pelo representante do Partido Comunista da Grécia, no Seminário promovido pelo Partido Comunista Brasileiro para comemorar o 140º aniversário da Comuna de Paris (v.odiario.info, 18.09.11), é um documento importante que contribui para a clarificação do debate ideológico inseparável de grandes lutas contemporâneas.
É oportuno lembrar que a burguesia francesa não hesitou em se aliar em l871 ao exército prussiano após a derrota da França, para massacrar na Paris revolucionaria os comunards comunistas.
Essa aliança contra natura, rica em ensinamentos para quantos lutam hoje contra o capitalismo, confirmou então uma realidade enunciada por Marx: o capital não tem pátria.
O comunista grego alertou para uma evidência: o Estado burguês não pode ser utilizado contra os interesses da classe dominante. Por outras palavras, as instituições criadas pela burguesia para lhe servir os objectivos não podem funcionar como trampolim para o socialismo.
Na América Latina, em regimes presidencialistas tem sido possível eleger presidentes com programas anti-neoliberais com pendores socializantes. Mas o resultado desses processos não permite optimismo. No Chile «a via pacifica para o socialismo» terminou num golpe sanguinário. No Brasil, na Argentina e no Uruguai, Lula, os Kirchner e Tabaré Vasquez arquivaram compromissos assumidos com o povo e levaram adiante políticas que favoreceram o grande capital, aprovadas pelo imperialismo. E na Venezuela, na Bolívia e no Equador, o desfecho das corajosas opções de Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa suscita interrogações sem resposta.
Na União Europeia é ilusória a ideia de que possa instalar-se no poder qualquer governo empenhado em aplicar um programa de esquerda ambicioso. A «democracia parlamentar» é, na prática, uma ditadura da burguesia de fachada democrática.
UM LUAR DE ESPERANÇA
O Partido Comunista da Grécia presta um serviço aos trabalhadores de todo o mundo ao sublinhar que o Estado burguês tem de ser totalmente destruído. Reformas cosméticas não alteram a sua essência de instrumento de opressão dos explorados.
As lutas dos trabalhadores por reivindicações em múltiplas frentes são não apenas necessárias como indispensáveis. Vitórias sectoriais abalam o poder da burguesia e fortalecem a combatividade das massas, mas essas vitórias são ineficazes se não se inserirem numa estratégia de ruptura com o sistema. No âmbito de uma ruptura com a política de um governo, mas dentro do sistema, são por este neutralizadas.
O mesmo se pode dizer da acção dos Movimentos Sociais. O papel desempenhado por muitos deles foi útil, contribuiu para o desmascaramento e desprestígio do neoliberalismo. Mas o imperialismo logo se apercebeu de que o carácter espontandeista da contestação ao sistema não configurava uma ameaça real. Algumas ONGs são instrumentos da CIA; uma percentagem ponderável é dirigida por social-democratas anti-comunistas.A evolução do próprio Fórum Social Mundial -alias rapidamente infiltrado por políticos a serviço do capital (até Mário Soares!) - demonstrou precisamente isso. Em breve, controlado por social-democratas, passou a defender a impossível humanização do capitalismo.
A mensagem transmitida ao mundo pelo Partido Comunista da Grécia no Rio de Janeiro vale por um convite à reflexão sobre o papel decisivo e insubstituível do partido revolucionário marxista-leninista nas grandes lutas sociais do nosso tempo.
O seu representante nos lembrou que na Grécia houve mais de 20 greves gerais desde 2010 e muitas sectoriais. A mobilização maciça dos trabalhadores foi possível devido ao elevado nível da consciência de classe e de consciência política de uma parcela importantíssima do povo grego. Uma frente muito ampla de organizações e forças progressistas - o PAME – uniu partidos, sindicatos, federações e comités de orientação classista em torno de objectivos consensuais.
A luta permanente das massas travada em condições dificílimas sob uma repressão violenta não visou uma ruptura imediata orientada para a tomada do poder a curto prazo.
O Partido Comunista- o KKE – sabe que tal meta é inatingível na actual conjuntura. A reafirmação da exigência da destruição do Estado burguês não significa que esse objectivo tenha data no calendário.
Numa atmosfera de tensão diária, de denúncia da política de vassalagem perante as imposições da União Europeia e do imperialismo estadounidense, o KKE, sem medo das palavras, defende há anos um programa revolucionário. Sustenta com firmeza que a socialização dos meios de produção básicos é na Grécia uma exigência da Historia, assim como a da banca e a das telecomunicações e transportes. Exige a gratuidade total da saúde, da educação e da previdência. E, agora, defende a saída da União Europeia, da NATO e do euro.
Reivindicações essas inaceitáveis para o Estado burguês. Mas justas, traduzindo aspirações profundas de um povo que não esquece a repressão selvagem do exercito britânico, em 1945,quando, no final da guerra, expulsos o nazis alemães, os trabalhadores estavam prestes a conquistar o poder para construir uma sociedade progressista e livre.
Foi essa tenacidade e lucidez na luta do KKE que viabilizou o surgimento do PAME, como organização frentista de perfil revolucionário.
Enquanto de Washington a Berlim os governos do capital, alarmados com a crise pantanosa em que estão atolados, apresentam da Grécia a imagem de uma sucursal do inferno, mundo afora milhões de oprimidos acompanham com admiração e respeito o combate dos trabalhadores revolucionários do pais que foi berço de uma civilização que marcou indelevelmente o rumo da humanidade.
A arrogância e o poder do imperialismo desencorajam hoje, é um facto, milhões de pessoas. Mas a maioria das grandes revoluções antigas e contemporâneas irrompeu contra a lógica aparente da História. Os povos, quando destruíram uma ordem social que para eles se havia tornado não somente ilegítima como insuportável, nem sempre pensaram no futuro imediato.
Acumulada, a opressão, ao ultrapassar determinado limite, gera nas vítimas uma quase indiferença perante a morte. E chega um momento em que o desespero, ao generalizar-se, em efeito epidémico, disponibiliza as massas para lutas que conduzem a rupturas revolucionárias. Isso aconteceu com o Revolução Francesa de 1789,com as Revoluções Russas de Fevereiro e Outubro de 1917, e na segunda metade do século passado no Vietnam, em Cuba, na Argélia.
Em Portugal era imprevisível que o golpe militar do 25 de Abril fosse o prólogo de uma revolução que iria abalar o Mundo, a mais profunda na Europa Ocidental pelas suas conquistas desde a Comuna de Paris.
Manter a esperança firme não é uma atitude romântica; é um dever comunista. O representante do KKE admitiu no Brasil que «o século XXI será marcado por uma nova onda de revoluções socialistas.»
Faço minha a sua convicção.

Vila Nova de Gaia, 20 de Setembro de 2011

Proposta de Palestina Independente na ONU.

Organização solidária chama para reconhecer Palestina PDF Imprimir E-Mail


Escrito por Martha de la Caridad Moya Delgado   
viernes, 23 de septiembre de 2011
OSPAAAL- logo23 de septiembre de 2011, 10:52Havana, 23 sep (PL) A Organização de Solidariedade dos Povos da África, Ásia e América Latina chamou à comunidade internacional a apoiar hoje o reconhecimento do Estado Palestino independente nas Nações Unidas.
Terríveis sofrimentos tem padecido o irmão povo palestino desde que em dito organismo fosse aprovada a Resolução 181, em 1947, sobre a partição de Palestina e a criação em seu solo de dois Estados: um árabe e outro judeu, recorda uma declaração enviada a Prensa Latina.

Essa data, acrescenta o texto, assinala o nascimento e reconhecimento do Estado de Israel, que de imediato deviria a potência ocupante, e o começo a mais de seis décadas marcadas pelo expansionismo e genocídio sionista.

A criminosa política do Estado de Israel não teria podido se sustentar sem o amparo, a proteção, a impunidade , o abastecimento bélico e o financiamento ilimitado dos Estados Unidos, denuncia a declaração.

Assinala que a comunidade das nações independentes tem hoje a possibilidade de fazer valer o Direito Internacional, e de contribuir a consertar uma prolongada injustiça histórica contra um povo que não tem deixado de resistir, persistir e se levantar heroicamente uma e outra vez na defesa de seus direitos. O reconhecimento por Nações Unidas do Estado Palestino independente, recalca, seria apenas um primeiro passo, do enorme significado simbólico e prático para que se faça justiça.

Dinamizemos todas as consciências, unamos todas as vontades, é preciso erguermos com firmeza as nossas vozes pela heróica Palestina, conclui o documento.

mmd/pgh/dsa

Cuidado com as cabeças, satélite cairá na Terra!!

Nasa ainda não determinou local em que satélite cairá na Terra

Cientistas da Nasa continuam acompanhando a órbita Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior (Uars, na sigla em inglês). A expectativa é de que ele caia na Terra nesta sexta-feira, podendo, porém, fazer a reentrada somente no sábado. Também há muita incerteza em relação ao local de impacto na Terra.
Os especialistas afirmam que poderão ter mais precisão da localização da queda nas 12 horas anteriores ao retorno. De acordo com a Agência Espacial Americana, o risco do Uars atingir uma pessoa é de um em 3,2 mil. O satélite pesa seis toneladas.
Usando as últimas posições do Uars, especialistas tentaram fazer projeções para determinar a posição de impacto, mas as estimativas têm apenas 10% de precisão. Há uma gama de probabilidades que têm que ser levadas em consideração. Ainda não se sabe, no entanto, qual será o caminho pelo qual o satélite percorrerá até cair Terra.
De acordo com informações da Nasa, o satélite irá se partir em 26 fragmentos em sua aproximação com o planeta, sendo que o mais pesado deles terá cerca de 160 quilos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Troy Davies : Linchamentos dissimulados continuam.


Mundo

'Eu sou Troy Davies' gritava a multidão

Troy Davis durante seu julgamento em 1991 - Foto:/ AP

O Globo
Num caso que comoveu os EUA, Troy Davis, condenado por matar um policial, foi executado na noite de quinta-feira, minutos após a Suprema Corte ter negado um recurso de última hora apresentado pelos seus advogados - que alegavam haver falhas no processo.
A pena de morte, que estava marcada inicialmente para 20h de ontem (horário de Brasília), chegou a ser adiada devido ao recurso, provocando comemorações de cerca de 200 manifestantes que durante todo o dia se concentraram diante de uma penitenciária de Jackson, na Geórgia.
Após quatro horas de deliberação, no entanto, a Suprema Corte anunciou que não impediria a execução por injeção letal. Ao ouvir a decisão, muitos manifestantes caíram no choro.
Há 20 anos no corredor da morte, Davis, de 42 anos, se transformou num símbolo da luta contra a pena e do pedido de tratamento legal mais justo para os negros, atraindo a atenção de pessoas como o Papa Bento XVI e o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter.
Ele é acusado da morte de um policial que trabalhava como segurança. Mas desde sua condenação, em 1991, sete das nove testemunhas mudaram suas declarações e algumas disseram ter sido coagidas pela polícia. Uma outra, Quiana Glover, afirma que um homem cujo depoimento foi determinante para a condenação lhe confessou a autoria do crime. Tampouco há arma ou prova física que ligue Davis ao crime.
- Eu sou Troy Davis - gritava a multidão diante da penitenciária, em manifestação repetida em Paris.
Leia mais em EUA executam preso em caso repleto de dúvidas

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

USA, agressões & o ($)preço da guerra.

 
21.Set.11 :: Outros autores
Hugh Gusterson Como afirmam Dana Priest e William Arkin no seu belo livro novo, Top Secret America, os americanos “gastaram milhares de milhões de dólares para fazer com que a máquina do governo derrote o terrorismo sem nunca realmente questionar o que estão a receber em troca”. O décimo aniversário do 9/11 é um momento de reflexão, sim, mas é também uma oportunidade para começar a fazer perguntas difíceis.


Resolver problemas pela via das armas acaba por criar novos problemas de todo o tipo. O 10º aniversário da tragédia do 11 de Setembro oferece uma oportunidade para reflectir sobre os custos e benefícios das guerras que os EUA iniciaram contra o Iraque e o Afeganistão depois dos ataques terroristas. Um novo e abrangente estudo, intitulado “Costs of War”, patrocinado pela Brown University (a que estou ligado) sugere que os custos foram totalmente desproporcionados em relação aos benefícios. Este estudo deveria ser leitura recomendada para comentadores e dirigentes políticos de todo o país. Não obstante as sugestivas palavras dos autores dos discursos presidenciais sobre a coragem dos soldados norte-americanos e do êxito da “resposta”[1], é difícil encontrar qualquer escala pela qual se possam avaliar as guerras no Iraque e no Afeganistão como sucessos. Em dólares, como em sofrimento humano, o preço da guerra foi pavoroso (como o site Costs of War torna claro, com um misto de gráficos elucidativos e pesquisa bem fundamentada).
O prejuízo mais evidente é o financeiro. De todas as guerras em que o país se envolveu, apenas a II Guerra Mundial custou mais ao país do que as guerras no Iraque e no Afeganistão. Apesar de neoconservadores conceituados, desde Paul Wolfowitz a Ken Pollack, terem previsto que a guerra no Iraque em grande parte se pagaria a si própria, o economista prémio Nobel Joseph Stiglitz e a sua colaboradora Linda Bilmes estimam que, em fundos já desembolsados ou garantidos, as guerras no Iraque e no Afeganistão custaram até agora ao contribuinte norte-americano uns alarmantes 3,2 triliões de dólares, pelo menos.
Dada a preocupação com o deficit em Washington, vale a pena notar que estes 3,2 triliões de dólares incluem 200 mil milhões em pagamento de juros sobre estas guerras desde 2001. Isto acontece porque a Administração Bush decidiu financiar estas guerras através de empréstimos e não pela via dos impostos cobrados àqueles em nome de quem estas guerras foram travadas. Se as previsões do Departamento do Orçamento do Congresso se confirmarem, os EUA terão gasto mais 800 mil milhões de dólares em juros de guerra por volta de 2020.
Esta hemorragia financeira tem efeitos colaterais na economia norte-americana. O Governo pede tanto dinheiro emprestado que torna mais difícil os consumidores contraírem empréstimos, aumentando o pagamento dos empréstimos hipotecários em média 600 dólares por ano, por exemplo. As guerras também aumentaram grandemente o preço do petróleo, ampliando assim a recessão, e desviaram mais de 3 mil milhões que poderiam ter sido investidos na renovação de infra-estruturas nos EUA. Ou em postos de trabalho: um milhão de dólares gastos com o exército cria 8,3 postos de trabalho, ao passo que um milhão de dólares gastos em educação gera 15,5 postos de trabalho, e um milhão gasto na saúde cria 14,3 postos de trabalho. Se estimarmos que o Pentágono gastou 130 mil milhões por ano directamente nestas guerras, esse valor, se gasto internamente, teria criado 900 milhões de postos de trabalho nos EUA na educação, ou 780 milhões na saúde.
E depois temos os mortos, os feridos e os deslocados. De modo a evitar acusações de sensacionalismo, o projecto Costs of War usa deliberadamente números conservadores, em que as estimativas diferem, mas mesmo os números conservadores são horríveis. Enquanto que alguns estudos colocam o número de iraquianos mortos acima de um milhão, o projecto Costs of War fornece o número mais baixo de 225 000 afegãos e iraquianos que se sabe terem perdido as suas vidas; 137 000 de entre esses eram civis. Quase oito milhões de iraquianos e afegãos (um número tão grande quanto a soma das populações de Connecticut e Kentucky) se pensa terem sido deslocados. Em cerca de 6 000, o número de soldados americanos mortos é muito menor, mas ainda é mais do dobro do que perdemos nos ataques terroristas que tanto traumatizaram o país há uma década atrás. E cada soldado morto deixa uma marca no coração de alguém.
Se os jornais periodicamente nos lembram desses soldados americanos mortos, mostrando-nos os seus rostos [2], os feridos são menos visíveis, mas o custo de cuidar deles apenas irá aumentar. Cerca de 100 000 soldados americanos sofreram oficialmente ferimentos no Iraque e no Afeganistão, mas muitos destes ferimentos, como o stress pós-traumático, podem manifestar-se apenas após o regresso. Mais de 522 000 veteranos das nossas guerras no Médio Oriente já apresentaram pedidos de atestados de incapacidade. Com base na experiência anterior na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Coreia e na Guerra do Vietname, sabemos que os custos dos cuidados de saúde com estes veteranos não atingem o máximo antes de passarem 30 ou 40 anos do fim da guerra. Por outras palavras, poderíamos fazer regressar até ao último soldado do Iraque e do Afeganistão amanhã, mas os custos do seu tratamento continuarão a subir até pelo menos 2040. Estima-se que estes custos atinjam um total entre 600 mil milhões de dólares e 1 trilião.
É claro que alguns desses veteranos irão pagar os custos da guerra de outro modo: a taxa de suicídio no exército é o dobro da taxa de suicídio na sociedade civil, e os veteranos de guerra tem 75% mais de probabilidade que os civis de morrer em acidentes de automóvel. Uma pesquisa em curso do Governo dos EUA constatou que mais de um quarto dos veteranos da guerra do Iraque abusam do consumo de álcool, e a taxa de abuso de medicamentos prescritos por veteranos de guerra é agora seis vezes maior do que era em 2002.
Entretanto, dois milhões de crianças norte-americanas têm vivido nos últimos anos com o sofrimento de ter um dos pais no Iraque ou no Afeganistão. Alguns viram os pais regressar da guerra com membros amputados, lesões cerebrais, e stress pós-traumático. Estas crianças, provenientes, em número desproporcional, de minorias comunitárias, estão mais propensas do que os seus congéneres civis a ter problemas na escola, a sofrer de depressão e a exibir distúrbios comportamentais. Elas representam um outro tipo de juros sobre o nosso investimento na guerra; e que iremos pagar por muito tempo. À medida que cortamos nos serviços sociais como parte da redução no orçamento federal, muitas destas crianças, e as suas famílias, lutarão sozinhas com os seus problemas; uma exteriorização intolerável dos custos da guerra para uma sociedade que afirma estar comprometida com os valores da família.
Quando ouvimos os nossos líderes falar em “operações militares” e “ataques cirúrgicos”, é tentador pensar no poderio militar como uma ferramenta poderosa e precisa para alcançar objectivos, como o afastamento de Saddam Hussein, ou a derrota dos Taliban. Aprendemos com o Iraque e com o Afeganistão (tendo aparentemente esquecido a lição anterior que nos deram os vietnamitas) que os ferramentas de guerra tem um preço alto a pagar, acabam por matar muitas pessoas inocentes, bem como seus alvos, e que os tiros de resposta deixam um rasto de seres humanos devastados e fragilizados, que enfrentam as consequências da guerra durante décadas após os últimos soldados terem deposto as armas.
Como afirmam Dana Priest e William Arkin no seu belo livro novo, Top Secret America, os americanos “gastaram milhares de milhões de dólares para fazer com que a máquina do governo derrote o terrorismo sem nunca realmente questionar o que estão a receber em troca”. O décimo aniversário do 9 / 11 é um momento de reflexão, sim, mas é também uma oportunidade para começar a fazer perguntas difíceis.
Notas da tradução:
[1] No original, surge. É difícil encontrar uma correspondência exacta em português; o autor refere-se a um movimento de resposta, por parte de vários sectores da sociedade norte-americana, aos ataques do 11 de Setembro. O que quer que se pense desta resposta, ela sentiu-se, a título de exemplo, num aumento do número de recrutamentos no Exército, mas também se usa o termo noutros contextos, nomeadamente para referir o aumento de oportunidades de negócio para as firmas de segurança.
[2] No original, “Faces of the Fallen”; o autor refere-se a rubricas como a do jornal Washington Post, que tem este nome, e que publica os nomes e retratos dos soldados dos EUA mortos em combate.
Tradução de André Rodrigues P. Silva

Hugh Gusterson