sexta-feira, 26 de março de 2021
quarta-feira, 24 de março de 2021
Atividade física deve ser incentivada entre o povo
sábado, 6 de março de 2021
PM-RJ prende camelô por criticar armamento da Guarda Municipal
terça-feira, 16 de fevereiro de 2021
STF libera privatizações de estatais
No último dia 05 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) deu legalidade às intenções do Governo Bolsonaro para privatizar sete empresas estatais: Casa da Moeda, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Dataprev, Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), Empresa Gestora de Ativos (Emgea) e o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S/A (Ceitec).
Esta movimentação faz parte da estratégia do ministro da Economia Paulo Guedes, representante oficial dos banqueiros no Governo, para acabar com o serviço público, tudo amparado pela Lei do Programa Nacional de Desestatização (PND). Agora basta um simples decreto presidencial para incluir qualquer empresa estatal no PND.
Segundo nota do Sindicato Nacional dos Moedeiros (entidade que representa os trabalhadores da Casa da Moeda), “o posicionamento da maioria dos ministros pode desencadear uma avalanche de privatizações de empresas estatais, que foram criadas por lei específica e necessitariam de outra lei específica para decretar o seu fim. A sinalização do STF é um perigo para a soberania do país”.
A Casa da Moeda foi incluída oficialmente no PND em outubro de 2019, após a publicação do Decreto 10054/19, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Ainda segundo o Sindicato, “a Casa da Moeda vem sendo sucateada desde 2016, com a gestão do Governo Temer, que foi o primeiro a anunciar o interesse em privatizar a empresa. Ainda em 2016, o presidente apresentou a MP745/16, que se converteu na Lei 13.146/17 e passou a prever a quebra do monopólio da Casa da Moeda na fabricação de moedas e papel moeda”.
Os ataques à Casa da Moeda continuaram no Governo Bolsonaro, que apresentou a MP 902/19 – que previa o fim da exclusividade da Casa na produção de papel moeda, passaportes e selos postais e fiscais –, prontamente rejeitada após a mobilização do Sindicato e dos moedeiros em defesa da soberania da empresa.
Redação
A Verdade
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
Forças Armadas e Bolsonaro são obstáculos à vacinação do povo

FORA BOLSONARO – Maioria dos brasileiros são contra Bolsonaro e a favor da vacinação (Foto: Reprodução/Rafaela Felicciano)
Bolsonaro e Forças Armadas derrubaram dois médicos do Ministério da Saúde para colocar um general que comprasse cloroquina, boicotasse a vacinação e usasse seu suposto conhecimento de logística para privatizar o SUS.
Redação Nacional
Jornal A Verdade
RECIFE (PE) – Mais de 60 países já estão vacinando suas populações contra a Covid-19. Mesmo países menos desenvolvidos como o Butão, Maldivas, Bangladesh, Nepal, Mianmar e Seicheles já iniciaram a vacinação até de crianças.
Mas nosso país, o Brasil, não tem insumos para fabricar a vacina contra a Covid-19 porque Bolsonaro e seus filhos vivem atacando a China e planejaram, com Donald Trump, o bilionário golpista dos EUA, proibir a Huawei de implantar a rede 5G no Brasil. Esse governo militar do ex-capitão, em vez de investir no Instituto Butantã e na Fiocruz para desenvolverem tecnologia e produzirem a vacina, preferiu usar bilhões dos cofres públicos para fabricar no laboratório do Exército milhões de comprimidos de cloroquina. No total, o Brasil gastou R$ 250 milhões em cloroquina, um remédio eficiente para a malária, mas totalmente ineficaz para a Covid-19.
Em consequência, os quartéis do Exército estão abarrotados de cloroquina, mas nenhum posto de saúde ou hospital do SUS tem vacina. Pior: centenas de pessoas estão morrendo nos hospitais superlotados por falta de oxigênio nos estados do Amazonas e Pará, faltam leitos para internar brasileiros com coronavírus em vários outros hospitais e, segundo os médicos, se continuar crescendo a taxa de contaminação no país faltarão também respiradores.
Conclusão: as Forças Armadas e Bolsonaro são os maiores obstáculos à vacinação do povo brasileiro. Para esconder essa realidade e continuar mentindo para o povo, o governo Bolsonaro declarou que os militares e as Forças Armadas são obstáculos ao socialismo e são quem decide se o Brasil vive numa democracia ou ditadura. Duas mentiras que não se sustentam em pé. As Forças Armadas sempre quiseram implantar uma ditadura militar no Brasil e sempre defenderam a ditadura da burguesia sobre os trabalhadores. Foram mais de sete golpes militares que realizaram no Brasil, e, em todas as vezes, foram derrotados pelo povo brasileiro, comandado por heróis como Manoel Lisboa, Carlos Lamarca, Carlos Marighella, Olga Benario, Sônia Angel, entre outros.
As Forças Armadas também planejaram com os EUA derrubar o governo da Venezuela, mas hoje, o que vemos? O governo de Nicolas Maduro, na Venezuela, salvando vidas no Amazonas, enviando caminhões com cilindros de oxigênio, enquanto Bolsonaro manda a ABIN ficar defendendo seu filho envolvido no escândalo das rachadinhas.
Essas mesmas Forças Armadas também derrubaram dois médicos do Ministério da Saúde para colocar um general que comprasse cloroquina, boicotasse a vacinação e usasse seu suposto conhecimento de logística para privatizar o SUS.
O fato é que o povo brasileiro é o verdadeiro obstáculo à ditadura militar e à destruição do Brasil que Bolsonaro e sua família estão realizando. Fora Bolsonaro! Impeachment já! Pelo poder popular!
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021
No coração da Amazônia, a cidade de Manaus não consegue atender as vítimas do coronavírus
Os mais de 2 milhões de habitantes da cidade de Manaus, no norte do Brasil, vivem um verdadeiro clima de terror frente aos efeitos do coronavírus na população; faltam oxigênio e leitos em quase todo sistema de saúde.
Manaus já havia sido uma das regiões brasileiras mais castigadas pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus no primeiro semestre de 2020. Mas agora, frente ao crescimento do que parece ser uma segunda onda do vírus, sem que os efeitos da primeira onda fossem abrandados, a região parece viver um colapso do sistema de saúde que não dá mais conta de atender a crescente quantidade de infectados.
Localizada no norte do Brasil, no meio da floresta Amazônica e no encontro entre os rios Negro e Amazonas, Manaus é uma das grandes cidades periféricas do país. São mais de 2 milhões de habitantes que vivem do polo industrial da zona franca, do setor de serviços e de atividades extrativas e de agricultura. Apesar dos altos índices de pobreza entre a população, Manaus é uma das municipalidades que mais responde pela produção nacional de riquezas, sendo o 6° maior PIB do país (2018) e o terceiro município com maior produção industrial, atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo.
Toda essa riqueza não serviu, no entanto, para defender o povo manauara dos efeitos da pandemia. Se no primeiro semestre de 2020 a cidade de Manaus foi uma das mais afetadas, sendo o poder público obrigado a abrir covas comuns nos cemitérios como única forma de poder enterrar os mortos, agora em 2021 o serviço público de saúde entrou em colapso. Já os ricos da região, políticos e donos de empresas, seguem sendo tratados em hospitais caríssimos do sudeste do país e transportados de avião frente à primeira necessidade.
Segundo Jesem Orellana, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz Amazonas, o oxigênio acabou e os hospitais se transformaram em verdadeiras câmaras de asfixia para os doentes. “Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes”, declarou. Durante toda a semana, profissionais de saúde atuando na linha de frente dos hospitais denunciaram a situação através de vídeos e mensagens nas redes sociais.
O governo Bolsonaro virou as costas para o povo de Manaus
Muita coisa pode ser dita sobre a situação atual em Manaus, o que não se pode dizer, no entanto, é que os governos foram surpreendidos com o crescimento da transmissão do vírus e da gravidade dos doentes. Dois fatores se conjugaram para formar o desastre atual: um governo regional fraco (governador Wilson Miranda, do Partido Social Cristão – PSC) e incapaz de tomar medidas para proteger a população; e um governo federal fascista (Bolsonaro), que através de seus deputados e apoiadores trabalharam para boicotar as medidas sanitárias e viraram as costas para o povo de Manaus no momento de maior gravidade.
Já no mês de dezembro, era evidente o aumento exponencial da quantidade de infectados e o colapso do sistema de saúde era iminente. O governo do Estado chegou a anunciar medidas de distanciamento social mais restritivas, mas essas foram sistematicamente boicotadas com apoio dos deputados federais fascistas da base de apoio de Bolsonaro, como seu filho, Eduardo Bolsonaro e a deputada Bia Kicis, que mobilizaram comerciantes e empresários e comemoram a abertura do comércio, pressionando o governador e propagando notícias falsas.
O Ministério da Saúde, por outro lado, nada fez como preparação para o aumento dos casos na região. Não mobilizou estoques de equipamentos, oxigênio, profissionais de saúde ou leitos, apenas continuou fazendo propaganda do medicamento hidroxicloroquina como a salvação para todos os males da Covid19. Registra-se que o governo comprou e mantém em estoque, parte desse já próximo a data de vencimento, milhões de caixas deste medicamento comprovadamente ineficaz para a maioria dos pacientes com sintomas graves causados pelo novo coronavírus.
O descaso é de tamanha proporção que pode ser classificado como crime contra a população de Manaus, sendo o governo de Bolsonaro diretamente responsável pelas mortes e, também, pelas milhares de vítimas que sofrerão as sequelas da contaminação pelo vírus nos próximos anos. Trata-se, também, de um grande ataque contra os profissionais de saúde que trabalham na linha de frente no município, especialmente as enfermeiras, técnicas e pessoal de atendimento que está sendo obrigado a jornadas de trabalho desumanas, a trabalhar sem recursos mínimos e sofrendo uma enorme exposição à carga viral que coloca a vida de todos eles em risco, cotidianamente.
A verdade é que o governo fascista de Jair Bolsonaro tem verdadeiro desprezo pelo povo da região amazônica, a grande maioria de origem indígena e cabocla. Bolsonaro só consegue ver a região sob a ótica dos seus amigos milionários e generais militares que frequentam o território, ou seja, a Amazônia é para eles apenas fonte de extração de superlucros e matéria-prima, dinheiro que será gasto em festa de luxo e compras milionárias em São Paulo ou em Miami.
Já são dois anos de governo sem nenhum projeto de desenvolvimento sustentável para a região, de geração de emprego e renda através da preservação da floresta e dos rios e de investimento em saúde, educação e moradia para a sofrida população da região metropolitana de Manaus.
É irônico que bem no meio da floresta amazônica, região que é conhecida como o pulmão do mundo pela capacidade de geração de oxigênio e de absorção do gás carbônico da atmosfera, reduzindo o aquecimento global, os doentes estão morrendo exatamente pela falta de oxigênio para respirar. A abundância de recursos pode rapidamente se transformar em carência, se o objetivo é o lucro e não a vida das pessoas.
Sandino Patriota, São Paulo
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