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quinta-feira, 7 de junho de 2018

PCR comemora 52 anos de fundação


PCR comemora 52 anos de fundação

No último dia 28 de maio, o Partido Comunista Revolucionário (PCR) comemorou seus 52 anos de fundação numa assembleia em Recife. Fundado em maio de 1966 por Manoel Lisboa, Selma Bandeira, Amaro Luis de Carvalho, entre outros revolucionários, o PCR foi o único partido criado durante a ditadura militar que permanece vivo até os dias de hoje, mantendo a mesma ideologia de sua fundação, a defesa do marxismo-leninismo e a transformação revolucionária da sociedade para o socialismo.
Em clima de festa, seus militantes se reuniram para ouvir as histórias da fundação do partido e de seus heróis. Poesias, músicas e muitas palavras de ordem encheram a sede do partido com a alegria e convicção de todos os presentes. Ao final do evento, todos saíram com a certeza de que a revolução é inevitável e necessária para transformar a sociedade. Fortalecido a cada novo militante que ingressa nas suas fileiras, o PCR vive, luta e avança!
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terça-feira, 26 de julho de 2016

PCR / Fora Temer! Pelo poder popular e o socialismo!

Fora Temer! Pelo poder popular e o socialismo!

fora temer 5O golpe parlamentar que afastou da Presidência Dilma Rousseff, eleita por mais de 54 milhões de brasileiros, e impôs à nação o governo interino de Michel Temer, em vez de diminuir, agravou a crise política e econômica vivida em nosso País. Como sabemos, esse golpe foi resultado de ampla articulação que teve no centro a grande burguesia nacional, suas entidades (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, Confederação Nacional da Indústria – CNI, Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, entre outras), os partidos (PMDB, PSDB, PPS, DEM, PSB, DEM, PP, PTB e PSD), e contou com o apoio dos grandes meios de comunicação e dos altos mandos das Forças Armadas.
Prova do aprofundamento da crise política é que, em menos de 40 dias, três ministros foram demitidos, o governo teve que voltar atrás em várias das medidas adotadas, como o fim do Ministério da Cultura, o cancelamento dos contratos do Minha Casa Minha Vida (MCMV), bem como o crescente descrédito e desaprovação popular ao Governo Temer, registrado em todas as pesquisas realizadas. Vale salientar que essas vitórias foram possíveis graças a centenas de manifestações populares e à adesão cada vez maior do povo à palavra de ordem “FORA TEMER”.
Por outro lado, verificamos o agravamento da crise econômica: os desempregados já chegam a 12 milhões e o governo estima que poderá passar de 14 milhões até o final do ano; o custo de vida torna-se insuportável, como evidencia o preço do quilo do feijão – que em algumas cidades chega custar R$ 14,00 –; o aumento do número de famílias morando nas ruas; o crescimento do número de estudantes que abandonam as universidades; o fechamento de milhares de empresas e a suspensão da produção por diversas fábricas.
Enquanto isso, prossegue o maior assalto da história do País aos cofres públicos e ao dinheiro da Nação, com dois dos maiores banqueiros brasileiros ocupando o Ministério da Fazenda (Henrique Meirelles) e a presidência do Banco Central (Ilan Goldfajn). De fato, só neste ano, o Governo do Brasil, às custas do caos na saúde pública e da privatização do patrimônio público brasileiro, pagará aos banqueiros R$ 600 bilhões.
Portanto, conforme afirmamos em março, “um governo de Michel Temer, apoiado pelo PSDB e bandos fascistas, não vai tirar o Brasil da crise. Pelo contrário, se hoje está ruim para os trabalhadores, com Temer, PMDB, DEM e PSDB no governo ficará ainda pior. Entretanto, como sabemos, o PT e o PCdoB foram corrompidos pela burguesia, abandonaram o socialismo e aderiram de corpo e alma às concepções burguesas, isto é, ao capitalismo, e passaram a defender como natural a propriedade privada dos meios de produção e a exploração do homem pelo homem. Para financiar suas milionárias campanhas eleitorais, envolveram-se num grande esquema de corrupção na Petrobras e nas obras públicas, além de terem seus principais dirigentes envolvidos em maracutaias, com parentes virando empresários, etc., o que os levou a perderem a autoridade moral indispensável para travar a luta política pela transformação da sociedade. Consequentemente, não mais se constituem numa alternativa popular em nosso País. É preciso perder qualquer ilusão em relação a essas forças. Depois, nenhuma situação de polarização política como a que vivemos hoje fica indefinida por longo tempo”.
Na realidade, a crise se acelera numa velocidade gigantesca. A cada dia, novas denúncias de corrupção e a incapacidade de apresentarem saídas para a crise em favor do povo desmoralizam os principais partidos políticos da burguesia e da socialdemocracia, e suas principais lideranças tornaram-se incapazes de representar todo o sentimento de revolta e vontade de mudança das massas populares.
Diante de uma crise política e econômica de tal magnitude, as forças políticas da direita e da esquerda se apresentam confusas e mudam suas posições a cada semana. Tal fenômeno ocorre particularmente com a socialdemocracia e a pequena burguesia. Há, no entanto, um ponto em comum em todas essas posições: querem uma solução sem a classe operária estabelecer seu poder e domínio na sociedade, isto é, querem manter a burguesia como classe dominante e lutam para conservar o capitalismo e não para derrubá-lo. Já nós, os comunistas revolucionários, lutamos para derrubar este domínio burguês; defendemos uma revolução popular e uma nova sociedade, uma sociedade socialista.
Em outras palavras, vivemos um período de grande disputa e debate político nas ruas, fábricas, universidades, escolas, enfim, em toda a sociedade. Essa situação exige que cada dirigente e cada militante do PCR assuma seu papel neste momento histórico. Camaradas, é urgente cumprir e levar à prática as tarefas revolucionárias que o momento exige. Temos que romper com qualquer defensiva ou teoria de que não Podemos influir nos rumos do País. Como disse Lênin, “a questão não está no número, mas na exposição correta das ideias e da política do proletariado verdadeiramente revolucionário”. Isso significa que temos que ir às ruas, às fábricas, às escolas, às universidades. É necessário levar nossas propostas para mudar o País para a classe operária e para o povo. Defender que a saída para a crise é o poder popular, que é preciso parar de imediato com a sangria do dinheiro público para os banqueiros, suspender o pagamento dos juros da dívida, reestatizar todas as estatais privatizadas, realizar a reforma agrária popular, controlar as remessas de lucros, taxar as grandes fortunas, estabelecer o controle popular dos grandes meios de comunicação, pôr fim ao lucro na educação e na saúde, estatizar as empreiteiras que assaltaram os cofres públicos, ampliar as liberdades de organização e expressão, prender todos os corruptos e torturadores, defender que “ditadura nunca mais”, apurar todos os crimes da ditadura militar, prender todos os estupradores e agressores de mulheres, reduzir a jornada de trabalho, lutar pelo direito ao emprego, reduzir imediatamente os preços dos alimentos, dar moradia para todas as famílias que não têm casa, etc. A solução para a crise é pôr fim ao domínio dessa classe dominante que nos explora há séculos. É o poder popular. É o socialismo.
É nosso dever tomar a iniciativa política em todos os lugares onde atuamos e destacar militantes para irem aos bairros e fábricas levar nossa proposta política e apresentar nosso programa para a saída da crise sintetizado na palavra de ordem “Fora Temer! Pelo Poder Popular e pelo Socialismo!”.
Junho de 2016
Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR)
Postado em 11 julho, 2016 às 18:05.
Categorias: ComunicadosDestaqueEspecial.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Nota do Comitê Central do PCR sobre a crise política

Nota do Comitê Central do PCR sobre a crise política


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Não ao retrocesso! A saída para a crise é o poder popular!
Desde o término das eleições de 2014, quando a candidata do PT, Dilma Rousseff, venceu Aécio Neves, do PSDB, com 51,64% dos votos contra 48,36%, uma intensa disputa entre as principais forças e partidos políticos vem se desenvolvendo em nosso país.
De um lado, os partidos derrotados nas eleições, apoiados pelos poderosos meios de comunicação da burguesia e financiados pelas maiores entidades empresariais, como a Fiesp, vão às ruas e propagam pelos jornais, rádios e TVs que a solução para resolver a crise econômica capitalista em nosso país é o impeachment de Dilma e o fim da corrupção do PT.
De outro lado, o governo do PT, PCdoB, entre outros, luta para impedir esse golpe e também vai às ruas defender o respeito ao resultado das eleições, o chamado “Estado Democrático de Direito” e os programas sociais implementados nos dois governos Lula e nos dois mandatos de Dilma.
É importante destacar que ambos defendem a continuidade do saque dos recursos públicos para enriquecer a oligarquia financeira, o pagamento dos juros da dívida pública e fazem a defesa aberta da política de privatização e do apoio do Estado aos grandes monopólios e ao agronegócio.
Derrotar a direita golpista e barrar o retrocesso
Entretanto, nas manifestações pelo impeachment é notável a ausência da classe operária e da imensa maioria dos pobres do país. Como constatou a reportagem do insuspeito jornal da burguesia Folha de S. Paulo, o que predomina é uma classe média com roupas de grife, grandes, médios e pequenos empresários e bandos fascistas.
Por isso, não podemos considerar que o resultado dessa disputa tanto faz, que pouco importa quem seja o derrotado ou o vitorioso. Tal posição é um erro, é subestimar o que seria um governo do PMDB em aliança com o PSDB, DEM e as forças mais reacionárias do país.
De fato, o impeachment de Dilma significa empossar Michel Temer na Presidência da República. Trata-se de um oportunista, que não medirá esforços para agradar a grande burguesia nacional e internacional e o imperialismo norte-americano e que, apesar de sua fachada liberal, tem arraigadas tendências ditatoriais. Este será um governo que, com o falso rótulo de “salvação nacional”, tudo fará para defender a oligarquia financeira e jogar sobre os ombros da classe trabalhadora as consequências da profunda crise da economia capitalista. Assim, não vacilará em adotar medidas que golpeiam os trabalhadores e a soberania nacional, tais como a limitação do direito de greve, flexibilização das leis trabalhistas, ampliação da jornada de trabalho, fim do salário mínimo, venda da Petrobras, privatização do Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios, feroz perseguição aos revolucionários, repressão aos movimentos sociais, e imporá restrições à liberdade de expressão e de manifestação.
Por outro lado, a continuidade do governo Dilma, embora seja a continuidade do ajuste fiscal e de medidas como a reforma da previdência, privatizações e aprovação da “Lei Antiterrorismo”, não poderá reprimir o movimento popular e atacar os sindicatos, pois perderá o que ainda tem de apoio entre a classe trabalhadora e o povo brasileiro.
Sem dúvida, vivemos uma nova situação política. As manifestações são cada vez mais constantes e não podemos agir agora como se elas não estivessem acontecendo. Cabe, portanto, a todos os comunistas revolucionários a tarefa de impedir um retrocesso ainda maior nas poucas e limitadas liberdades democráticas que ainda temos. Isso significa ser contra o impeachment de Dilma e a ascensão de Temer ao poder, pois, se hoje já está ruim para os trabalhadores, com o PMDB, o DEM e o PSDB no governo, ficará ainda pior.
Entretanto, sabemos que o PT e o PCdoB traíram os interesses da classe trabalhadora, foram corrompidos pela burguesia e aderiram de corpo e alma às concepções burguesas, isto é, ao capitalismo e à defesa da sagrada propriedade privada e da exploração do homem pelo homem.
De fato, para financiar suas milionárias campanhas eleitorais, esses partidos se envolveram no círculo vicioso da corrupção e das relações promíscuas com a burguesia, o que os levou a perderem a autoridade moral indispensável para travar qualquer luta política séria na sociedade.
Por isso, não mais se constituem numa alternativa popular em nosso país, e é preciso perder qualquer ilusão em relação a eles.
A saída para a crise é o poder popular e o socialismo
O período de grande disputa e debate político que vivemos nas ruas, fábricas, bairros, universidades, escolas, enfim, em toda a sociedade, exige que cada militante do PCR assuma seu papel nesse momento histórico. Devemos cumprir com mais agilidade e profundidade nossas responsabilidades e levar à prática as tarefas revolucionárias que este momento exige. Isso significa assumir a vanguarda na luta da classe operária por seus direitos, dos estudantes por uma educação de qualidade e contra o corte de verbas, do povo pobre por moradia e melhores condições de vida e realizar mais agitação nas ruas, mais brigadas do jornal A Verdade.
A conjuntura não permite que fiquemos aguardando para ver o que os poderosos vão fazer. Ao contrário. É preciso ir às fábricas, aos bairros populares, às escolas e universidades apresentar nossas propostas para mudar o país em favor da classe operária e do povo: defender que a saída para a crise é o poder popular, que é preciso parar de imediato com a sangria do dinheiro público para os banqueiros, suspender o pagamento dos juros da dívida, reestatizar todas as estatais privatizadas, realizar a reforma agrária popular, controlar as remessas de lucros, taxar as grandes fortunas, estabelecer o controle popular dos grandes meios de comunicação, o fim do lucro na educação e na saúde, a estatização das empreiteiras que assaltaram os cofres públicos, ampla liberdade de organização e de expressão, prisão de todos os corruptos e torturadores, a apuração de todos os crimes da ditadura militar, prisão de todos os estupradores e agressores da mulher, redução da jornada de trabalho, direito ao emprego, moradia para todas as famílias que não têm casa, etc. A solução para a crise é pôr fim ao domínio dos ricos sobre o país, é o socialismo.
Abaixo o ajuste fiscal e o pagamento da dívida pública!
Dinheiro do povo para educação, saúde e moradia!
Não ao impeachment! Temer é pior que Dilma!
Pelo poder popular!
Comitê Central do Partido Comunista Revolucionário (PCR)
22 de março de 2016

quarta-feira, 25 de março de 2015

Resolução do PCR sobre a conjuntura

Resolução do PCR sobre a conjuntura

Lutar contra o retrocesso na política e na economia, construir a UP, desenvolver a consciência de um revolução popular nas massas e ampliar as lutas dos trabalhadores, das mulheres e da juventude
passeata maceió

  1. Como sabemos, a vitória de Dilma e do PT na última eleição para presidente da República foi uma das mais apertadas da história recente do país. Do total de votos válidos, Dilma obteve 54,5 milhões, enquanto Aécio, 51,041 milhões, ou seja, uma diferença de apenas 3,4 milhões. Além disso, 30,14 milhões de pessoas não votaram em nenhum dos dois candidatos.

  1. Esse resultado expressou um fortalecimento da direita e o crescimento do desgaste do PT junto a setores da população que, em eleições anteriores, votaram neste partido. De fato, somados os votos em Aécio e as abstenções/nulos/brancos, mais de 80 milhões de pessoas não votaram na candidata do PT e de Lula. Destaque-se ainda que o problema não foi falta de dinheiro para a campanha, uma vez que Dilma gastou R$ 330 milhões. O mesmo, porém, vale para o PSDB, pois 84 milhões de brasileiros rejeitaram sua volta à Presidência. As eleições demonstraram, portanto, um certo equilíbrio entre essas duas forças.

  1. Expressão ainda deste desgaste foi a redução da bancada do PT na Câmara dos Deputados: em 2002, elegeu 91 deputados federais; em 2006, 83; em 2010, 88; em 2014, caiu para 70, além de ter perdido em 17 das 27 capitais do país.

  1. O enfraquecimento do PT é resultado do seu processo de degeneração e de direitização que vem ocorrendo desde que o partido aprofundou seus vínculos com a grande burguesia nacional (José Alencar) e com o capital financeiro (Carta aos Brasileiros), mudou sua posição sobre as privatizações e a dívida pública, e, após ter assumido o governo, não realizou nenhuma mudança estrutural na economia do país, nem adotou medidas importantes, como a reforma agrária, a suspensão dos pagamentos dos juros da dívida pública, nem nacionalizou nenhuma das empresas privatizadas por FHC, diferente do que fizeram os governos da Bolívia e da Venezuela, etc. Junte-se a isso o envolvimento cada vez maior do PT em escândalos de corrupção, como é o caso da Operação Lava-Jato.

  1. Após as últimas eleições, esse desgaste se acelerou devido às concessões feitas à direita, como a nomeação de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda (indicado pelo dono do Bradesco), de Katia Abreu para o Ministério da Agricultura (indicada pelo agronegócio), entre outros. Mais grave foram as medidas de ajuste fiscal para obter o superávit primário (garantia para pagar os juros da dívida pública), as MPs 664 e 665, que reduzem o direito ao seguro desemprego e ao abono salarial de milhões de trabalhadores e o corte de verbas da educação. Ainda retirou de milhões de famílias o direito à redução das contas de energia e aumentou estas tarifas, assim como fez com o preço da gasolina, além de permitir que grandes redes de supermercados realizassem uma onda de aumentos nunca vista nos últimos anos no país. Tais medidas, contrárias ao que pregou na campanha eleitoral e criticou nos seus adversários, fez a presidenta Dilma perder credibilidade e autoridade perante grande parte da população, além de colocar na defensiva partidos e forças políticas de esquerda que a apoiaram, gerando desconfiança nas massas trabalhadoras e fortalecendo ainda mais a direita e seu discurso.

  1. Ao mesmo tempo, desde a posse do novo governo, cresceu a disputa interna dentro do PT, e o ex-presidente Lula passou a fazer publicamente críticas a ministros e ao modo Dilma de governar, reunindo-se com o PMDB e dando razão aos seus achaques e à sua pressão por mais espaço no governo. Tal comportamento enfraqueceu ainda mais a presidenta e sua autoridade junto ao PT, ao PMDB e a toda chamada base aliada. O fato é que o governo perdeu a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e votações no Congresso, o que aumentou a desconfiança dos setores da grande burguesia em relação à sua capacidade de seguir governando.

  1. As forças de esquerda que apoiaram a reeleição, vendo as medidas de ajuste fiscal impostas pelo governo, tentaram se mobilizar para revertê-las, convocando as massas para irem às ruas. Entretanto, como o desgaste do governo se acelerava e a extrema-direita continuava se fortalecendo e ameaçando com um impeachment, as manifestações, que inicialmente tinham como reivindicações o repúdio ao corte de direitos e às MPs 664 e 665, a defesa da Petrobras e da democratização dos meios de comunicação, etc., transformaram-se principalmente em atos de apoio ao governo Dilma.

  1. No total, segundo a CUT, as manifestações do último dia 13 de março reuniram entre 150 e 200 mil pessoas em todo país. Embora tenham sido importantes, representam um número pequeno num país do tamanho do Brasil, ainda mais por serem atos convocados por partidos de esquerda, parlamentares, prefeituras e entidades como CUT, MST e UNE, em apoio a um governo eleito há menos de cinco meses com mais de 54 milhões de votos. Lembremos que as manifestações de junho de 2013 reuniram mais de três milhões de pessoas.

  1. Por outro lado, a direita, com total apoio dos grandes meios de comunicação, realizou, no dia 15 de março, atos contra a corrupção e contra o governo, que, segundo o Instituto do DataFolha, levaram às ruas mais de 500 mil pessoas, sendo 72% dos participantes desses atos eleitores do PSDB e, em sua maioria, provenientes das camadas médias e ricas da população. Mesmo assim, esses atos mostraram a ofensiva da direita e de sua capacidade de mobilização de setores mais privilegiados da população e, caso continuem, podem influenciar setores populares. Após o dia 15, um relatório da Secretaria de Comunicação Social da Presidência assim descreveu o estado de espírito da direita e dos membros do PT: “Ironicamente, hoje são os eleitores de Dilma e Lula que estão acomodados com o celular na mão, enquanto a oposição bate panela. Dá para recuperar as redes, mas é preciso, antes, recuperar as ruas”.  E: “Não adianta falar que a inflação está sob controle quando o eleitor vê o preço da gasolina subir 20% de novembro para cá ou sua conta de luz saltar em 33%. O dado oficial IPCA conta menos do que ele sente no bolso. Assim como um senador tucano (Antonio Anastasia, MG) na lista da Lava Jato não altera o fato de que o grosso do escândalo ocorreu na gestão do PT”, afirma.

  1. Cabe aqui notar que nem o dia 13/03 nem o dia 15/03 tiveram a massividade e o caráter combativo das manifestações de junho de 2013, que enfrentaram uma feroz repressão e obtiveram conquistas como a redução dos preços das passagens em várias capitais e cidades do país, e sem contar com apoio de nenhum governo ou meio de comunicação.

  1. No momento, embora uma minoria reacionária deseje um golpe militar contra o governo e a volta da ditadura, não há correlação de forças para isso, pois nosso povo conquistou a democracia burguesa graças à luta das massas e de revolucionários como Manoel Lisboa, Carlos Marighella e Sônia Angel e não admite a volta do fascismo. Em suma, os golpistas não passarão! Mas há sim a possibilidade de um golpe institucional, ou seja, de um impeachment, haja vista que o governo segue fazendo concessões à direita e não abre mão de adotar um ajuste fiscal que prejudica os mais pobres nem de demitir seus ministros que representam os interesses das classes ricas. Além disso, seu principal aliado no Congresso Nacional, o PMDB, não tem nenhum princípio.

  1. Para barrar o crescimento da direita e reconquistar o apoio popular, o governo precisa mudar, governar para as massas trabalhadoras e não para as classes ricas, fazer os ricos pagarem pela crise e não os que trabalham e ganham baixos salários. Taxar as grandes fortunas, controlar as remessas de lucros, suspender o pagamento dos juros, controlar os preços, colocar a Polícia Federal para investigar as privatizações e parar de fazer concessões selvagens, privatizações de rodovias, aeroportos e leilões do petróleo. Se o governo continuar jogando nos setores populares a conta da crise, permitindo que as grandes empresas sigam demitindo em massa, eliminando direitos conquistados pelo povo, a direita, com sua demagogia e seus meios de comunicação, atrairá mais e mais apoio junto à população.

  1. Diante desse quadro, não devemos ficar indiferentes. Devemos repudiar todas as tentativas de golpe, denunciar os crimes da ditadura militar, exigir punição para os torturadores, desmascarar quem é o PSDB e o DEM, o que fizeram contra o povo. Ao mesmo tempo, devemos deixar claro que não concordamos com a política econômica do governo, com o ajuste fiscal, com as privatizações e com os privilégios para o capital financeiro. Enfim, o governo precisa dar uma guinada à esquerda e tomar medidas firmes como o congelamento dos preços, a suspenção do pagamento da dívida pública, reestatizar as empresas privatizadas, reduzir o valor da conta de luz e dos aluguéis, taxar as grandes fortunas, diminuir os impostos sobre os trabalhadores, etc. Devemos ainda defender a imediata demissão de Joaquim Levy e Kátia Abreu, mais verbas para a saúde e a educação, e afirmar que nenhuma crise no Brasil pode ser solucionada com a burguesia no governo, além de propagandear nosso programa revolucionário. O fato é que o povo só vai às ruas defender um governo quando este está ao seu lado, e não ao lado dos ricos, ou quando há um risco de golpe fascista e de implantação de uma ditadura no país.

  1. Camaradas, o momento exige firmeza e combatividade de todos os militantes do Partido Comunista Revolucionário. Mais do que nunca, necessitamos crescer a influência do nosso partido sobre as massas trabalhadoras, organizar e apoiar greves, recrutar centenas de militantes, organizar células nos bairros, nas fábricas, nas escolas e universidades, organizar brigadas do jornal A Verdade todas as semanas, conquistar sindicatos, DCEs, realizar ocupações, passeatas e ensinar ao povo que só conquista quem luta. Elevar a consciência das massas sobre a necessidade de uma revolução popular e sobre o que é uma sociedade socialista.

  1. Por fim, não podemos esquecer, porém, que temos também uma grande tarefa neste ano de 2015, que é conquistar a legalização da Unidade Popular pelo Socialismo. É preciso sair da defensiva e colocar como nossa prioridade a coleta de apoiamentos para a UP, ter metas diárias e organizar os dias nacionais para coleta de assinaturas.

O PCR vive e luta!
22 de março de 2015
Secretariado Nacional do Partido Comunista Revolucionário (PCR)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Revolucionar a vida para revolucionar o Brasil

viva o socialismoNos últimos anos, um grande sentimento de mudança cresceu na consciência do nosso povo, uma onda de otimismo que tem levado as massas exploradas dos quatro cantos do país a se levantarem contra as injustiças sociais. Milhões acreditando que não se pode mais continuar vivendo sob a batuta dos ricos empresários e seus monopólios. Mas como realizar essas mudanças tão esperadas e transformar todo esse sentimento que contagiou os corações brasileiros em realidade? Como viver essa primavera no Brasil? Como derrotar os responsáveis pelas duras injustiças vividas pela população trabalhadora?
Lênin nos responde: “Deem-nos uma organização de revolucionários e revolucionaremos o mundo”. Ao afirmar isso, em 1903, o grande revolucionário russo nos ensinou uma lição que está mais atual do que nunca. Essa organização se mantém e se desenvolve com o apoio das amplas massas e com sua profunda confiança, resultado de uma relação umbilical com ela. O caminho é claro: sentir como seu o descontentamento e transformar todo esse grau de insatisfação em mobilização contra seus inimigos de classe. Tal organização deve estar municiada pelo mais poderoso instrumento teórico do proletariado, o marxismo-leninismo.
No Brasil, há 48 anos, construímos esse instrumento, o Partido Comunista Revolucionário (PCR). Mesmo com a tortura, assassinatos e perseguições, conseguimos resistir e mantivemos a bandeira erguida. Agora, nesta etapa histórica, para vencer em definitivo a classe dos capitalistas e implantar o socialismo, é preciso vencer nossas dificuldades e encarar o desafio de multiplicar as fileiras comunistas.
Assim, como aceitar que nossa organização, vanguarda da massa sedenta por mudanças, não consiga crescer? Como se explica que milhares adquiram uma nova consciência e não encontrem no PCR seu porto seguro? Como não se entusiasmar diante de uma situação tão favorável para as mudanças?
A verdade é que ainda duvidamos se é o nosso partido o motor dessas transformações. Insistimos em criar empecilhos para esse salto à frente, não confiamos em nossa própria força para modificarmos a realidade e transferimos nossa responsabilidade para terceiros, quando, pelo contrário, somos nós os catalisadores de uma revolução política no Brasil. Somos tomados pelo desânimo porque esquecemos a dura vida da classe operária, todo seu heroísmo cotidiano, nos desligamos dela, supervalorizamos nossos desejos e vontades individuais. Queremos muito destaque no nosso trabalho e nos esquecemos de que a labuta que constrói toda a sociedade é resultado da união de milhões de simples mãos calejadas.
Deixamos a rotina resultante da luta concorrencial imposta pela burguesia ganhar terreno nas nossas mentes. Fazemos as mesmas coisas como se não tivessem sentido, sem perspectivas. E por quê? Pelo fato de abandonarmos um princípio profundamente revolucionário, a autocrítica. Não aprofundamos o conhecimento teórico da nossa ação, e, assim, nossa ação parece vazia, improdutiva. Nos sentimos já prontos e acabados e deixamos de lado nossa incessante busca por sermos seres humanos mais humildes, característica que diferencia, por princípio, nossa classe da burguesia.
O fato é que, para sermos o principal instrumento transformador deste país, necessitamos combater a arrogância e o individualismo, que, em geral, turvam nossa consciência. Precisamos nos colocar a serviço dessa revolução, retirando quaisquer condições que impeçam seu crescimento. É preciso conhecer mais a fundo o marxismo-leninismo, núcleo científico e orientador da nossa ação, fundir esta teoria com a vida das massas exploradas. É urgente extinguir todas as amarras da ideologia dominante ainda presentes no nosso Partido e torná-lo, assim, um centro de atração das classes trabalhadoras.
Por fim, nosso compromisso se renova quando assumimos a condição de militante consciente, comunista ativo, dono da própria vida, elo entre a ideologia comunista e a classe que defendemos. Nossa empolgação e entusiasmo renascem quando nos colocamos a serviço da transformação social sem pedirmos nada em troca, sem procurarmos as causas dos nossos erros nos erros de outros companheiros ou companheiras.
Somos os senhores do mundo, somos os proletários. Por isso, revolucionemos a nossa vida cotidiana e revolucionaremos o Brasil.
Serley Leal, Fortaleza
bandeira PCR
Postado em 17 fevereiro, 2015 às 21:35.
Categorias: Destaque.
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