Unidade Popular sai fortalecida de sua primeira eleição em Florianópolis
17 de novembro de 2020
Categoria: Brasil, Destaques, Últimas Notícias
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CANDIDATURAS DO POVO – Julia Ew e Matheus Menezes representam a Unidade Popular em Florianópolis (Foto: Reprodução /Jornal A Verdade)
A falta de recursos não impediu a UP de colocar seu programa de propostas nas ruas. Feita de madeira reciclada, canos, megafone e caixa de som, a Tribuna Popular foi o palco de denúncias, agitação e propaganda do partido.
Júlia Andrade Ew e Matheus Menezes
FLORIANÓPOLIS (SC) – Sem tempo de TV ou rádio, sem fundo partidário e com a menor porcentagem do fundo eleitoral do país, as campanhas da Unidade Popular Pelo Socialismo (UP) em sua primeira participação eleitoral foram verdadeiras demonstrações de força, disciplina e entusiasmo. Em Florianópolis não foi diferente, numa campanha que se caracterizou como uma verdadeira guerra contra o fascismo na cidade.
Na capital de Santa Catarina, o estado que mais votou em Bolsonaro, a UP conquistou 575 votos do povo em suas candidaturas proporcionais, o que representa 0,25% do eleitorado total da cidade, que tem 508.826 habitantes. Em sua primeira campanha no município, a UP já fez uma votação significantemente mais expressiva que partidos consolidados como PSTU, PCB, PV e AVANTE.
Esse resultado expressivo em um dos estados em que o partido é mais recente é fruto de um incansável trabalho político por parte da direção e da militância do partido, que fez uma campanha de olho no olho, conversando e visitando centenas de pessoas, apresentando para além das candidaturas, o programa do partido, as lutas dos movimentos que o compõe e o jornal A Verdade: mais de 700 jornais foram vendidos durante a campanha e pré-campanha nas ruas, e muitas pessoas assinaram o jornal para continuar em contato com a mídia popular. Pode-se dizer que boa parte dos eleitores de Florianópolis é composta por leitores do jornal A Verdade.
JORNAL A VERDADE – Imprensa popular foi fundamental para organizar as eleições em Florianópolis. (Foto: Jornal A Verdade)
Enquanto grande parte dos partidos, inclusive de esquerda, se detiveram prioritariamente em uma campanha de redes sociais, a UP consolidou suas bases nas ruas. O sentimento de rejeição aos partidos burgueses e ao governo federal impulsionou ainda mais a campanha da Unidade Popular, partido declaradamente antifascista, antirracista, antimachista e socialista!
Tribuna Popular
A falta de recursos não impediu a UP de colocar seu programa de propostas nas ruas. Feita de madeira reciclada, canos, megafone e caixa de som, a Tribuna Popular foi o palco de denúncias, agitação e propaganda do partido. Situada numa das principais esquinas de Florianópolis, foi na Tribuna que se viraram votos, fizeram contatos e filiações. Se a justiça burguesa fechou as portas ao partido dos pobres em sua primeira aparição eleitoral, nas ruas o debate aconteceu de forma aberta, sincera e objetiva: combatendo o bolsonarismo, os partidos oportunistas e milionários, divulgando a alternativa dos trabalhadores, mulheres e estudantes!
MATHEUS MENEZES – Candidato pela Unidade Popular, Matheus é um jovem revolucionário, preto, pobre e da Periferia. (Foto: Jornal A Verdade)
Lutas na Cidade
Durante a campanha, Florianópolis foi palco de diversas lutas. Apesar das políticas de maquiagem do prefeito reeleito, não foram poucas as vezes em os trabalhadores da cidade saíram às ruas em protesto. A começar com as manifestações dos movimentos populares de moradia e ocupações urbanas contra a política de despejos do prefeito Gean Loureiro (DEM), que com seu Projeto de Lei Complementar (PLC) 1801 busca, ainda hoje, legalizar despejos sumários, sem mandado judicial, em plena pandemia. A Unidade Popular e o MLB (Movimento de luta nos bairros vilas e favelas) marcaram presença na resistência pelo despejo zero.
LUTA NACIONAL – Unidade Popular participou da campanha do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) contra os despejos. (Foto: Jornal A Verdade)
Em um intervalo de 30 dias, duas crianças foram executadas pela PMSC nas periferias: Marcos (15 anos) e Naninho (12 anos) que moravam, respectivamente, no morro do Quilombo e na Costeira do Pirajubaé. Até hoje, três atos foram organizados pelos familiares de Naninho. Contra a política de extermínio de pretos e pobres de SC, a UP e o Jornal a Verdade estiveram presentes no protesto, se somando ao grito de revolta dos familiares, que foi brutalmente reprimido pela PMSC.
LUTA POR JUSTIÇA – Unidade Popular denunciou a violência policial e o genocídio da juventude nas favelas. (Foto: Jornal A Verdade)
Depois da absolvição de André Camargo Aranha, empresário que estuprou Mari Ferrer, dois atos em defesa da vida das mulheres e exigindo justiça por Mari Ferrer aconteceram na capital catarinense. A Unidade Popular, juntamente ao Movimento de Mulheres Olga Benário, somou-se também nessa batalha, contra a impunidade cedida aos homens ricos, contra a cultura do estupro e o machismo.
PELO FIM DA CULTURA DO ESTUPRO – Mesmo durante as eleições, a Unidade Popular participou em conjunto com o Movimento de Mulheres Olga Benario do ato por justiça para Mariana Ferrer. (Foto: Jornal A Verdade)
Além da falta de política habitacional, do racismo, violência policial e machismo, a UP em sua primeira campanha também denunciou o estado precário de trabalho de milhares de trabalhadores de Florianópolis que, pela falta de oportunidades, vivem de bicos e da informalidade. É o caso de jovens, grupos indígenas e centenas de imigrantes, que diariamente enfrentam racismo e a fiscalização da guarda municipal e da polícia, muitas vezes chegando até a serem presos e tendo seus materiais apreendidos pelo simples fato de estarem trabalhando.
Pudemos, ao longo de nossa campanha, travar lutas, fazer denúncias e lançar propostas, organizar e conhecer muitas novas pessoas, o que faz da primeira campanha da UP em Florianópolis uma campanha vitoriosa!
Próximos Passos
Nossa luta não se resume às urnas! Com um governo anti-povo do DEM reeleito, muitas serão as lutas que devemos travar em Florianópolis. Hoje, convidamos a todas e todos a comparecer quinta-feira pela manhã na esquina da Jerônimo Coelho com a Conselheiro Mafra, esquina da Tribuna Popular, para informar ao nosso povo o resultado e nossa avaliação das eleições, agradecer a todos os que nos apoiaram e apontar próximos passos de nossa organização!
Convidamos igualmente todas e todos os filiados e simpatizantes da Unidade Popular para no próximo fim de semana, no sábado dia 21, realizarmos uma plenária de avaliação da participação da UP nas eleições, organizarmos os próximos passos e avançar rumo ao poder popular.
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sábado, 21 de novembro de 2020
sábado, 23 de maio de 2020
Unidade Popular promove cursos de formação à distância no Rio

FORMAÇÃO E BRIGADAS – Enquanto a Unidade Popular promoveu cursos, os demais movimentos populares, como o Movimento Luta de Classes, promoveu as brigadas de solidariedade. (Foto: Jornal A Verdade)
Redação RJ
Jornal A Verdade
RIO DE JANEIRO – A quarentena e as medidas de isolamento de combate ao coronavírus levaram muitas pessoas a ficarem em casa e mudarem sua rotina, em que pese todos os esforços contrários do governo Bolsonaro.
Nesse tempo, ficou difícil fazer reuniões, panfletagens ou manifestações. Mesmo as brigadas do jornal A Verdade, antes tão participativas, tiveram que ser readequadas à nova realidade, acontecendo principalmente em conjunto com as ações da Rede Solidária do MLB.
Sabemos que tudo isso uma hora vai passar, e centenas de companheiros e companheiras aguardam ansiosos o momento para reocupar as ruas, praças, bairros, trens, empresas, escolas e universidades, desta vez com ânimo redobrado para derrubar esse governo fascista dos banqueiros.
Mas, até lá, precisamos aproveitar todo o tempo que temos para manter firme nossas convicções, saúde e disposição física e ideológica para as duras batalhas que nos aguardam. Pensando nisso, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) no Rio de Janeiro está organizando desde março cursos de formação online para a militância durante a quarentena. O objetivo é manter companheiros e companheiras ativos e envolvidos organicamente com o partido, mesmo à distância.
O curso funciona com seis turmas semanais (Centro/Zona Sul, Zona Oeste, Zona Norte, Tijuca, Baixada e Região dos Lagos), envolvendo mais de cem pessoas. Cada turma se “encontra” uma vez por semana por meio de um aplicativo de teleconferência para estudar a sequência didática estabelecida. Dias antes das aulas, todos recebem o material a ser estudado e devem lê-lo. “Essa foi uma maneira que encontramos de manter o contato com a militância e, ao mesmo tempo, estimular nossos companheiros e companheiras a estudarem o marxismo e aprofundarem a formação durante a quarentena”, explicou Esteban Crescente, presidente da UP-RJ.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Quais argumentos a legalização da Unidade Popular comprova?
Em virtude da legalização da Unidade Popular Pelo Socialismo, analisar seu processo de construção comprova alguns argumentos sobre a organização independente dos trabalhadores.
Thales Caramante

INDEPENDÊNCIA – A Unidade Popular comprovou em seu processo de legalização que a classe trabalhadora está disposta a se organizar de maneira independente – (Foto: Pedro Lima/Jornal A Verdade).
BRASIL – Acima de um fato político, a legalização do partido Unidade Popular (UP) comprova substancialmente alguns argumentos que até então eram menosprezados por parcela do povo e militantes de esquerda. Entre variados setores do reformismo, existiam dúvidas ou até mesmo discordâncias com a criação da Unidade Popular como uma alternativa necessária para os paupérrimos e marginalizados pelo Estado, que busca favorecer apenas os historicamente abastados e privilegiados.
Inicialmente, a afirmação de que a Unidade Popular é construída sem dinheiro dos capitalistas carrega em si um peso político, principalmente contra o argumento dos reformistas e conciliadores de classes sobre a impossibilidade de construir um projeto político independente da burguesia. Porém, o significado desse projeto não termina em si mesmo. Esse fato político, além de enaltecer moralmente a classe trabalhadora, dar orgulho aos simples, comprova que os trabalhadores não precisam do apoio dos ricos, seja material, política e organizadamente. Sendo assim, a classe operária é, mesmo que hoje muito pobre, autossuficiente. Ou seja, ela necessita apenas de si mesma e sua própria organização como arma para conquistar objetivos econômicos e políticos em contraposição ao pensamento parlamentarista reformista de negociar os direitos básicos dos trabalhadores, como ocorreu na recente aprovação do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro. Não, os trabalhadores, os escravos modernos assalariados, podem dar infinitos passos sem abrir concessões de seus direitos por interesses individuais dos ricos. A UP demonstrou que é necessária apenas a organização unitária e obstinada para chegar a esses objetivos.
Apoiando essa ideia, Guilherme Brasil (UP) afirma para A Verdade que a experiência de legalização da UP “comprova que nem todo partido precisa de pessoas ricas para conseguir se manter, comprova que o trabalho de base é o que é realmente mais importante. […] ao contrário das outras organizações que esqueceram seus movimentos de base.”
Em segundo lugar, a legalização da UP pôs em xeque uma ideia um tanto estabelecida como princípio entre certos renegados, de que o povo brasileiro é ignorante, passivos, burros etc.. Desistiram de falar em socialismo e poder para os explorados, guardando seus ideais coletivos apenas para suas fantasias pessoais e românticas de como deveria ser a sociedade. Esses intelectuais demonstram toda sua pomposidade ao se colocar acima do povo, não como parte dele, não deixam de gastar sua garganta para atacar os trabalhadores que não seguem seus dogmas, tidas como ordens divinas, advindas de todo sua “intelectualidade”. A Unidade Popular, em antagonismo a essa tese, comprova de maneira eficaz que os trabalhadores não dependem da boa vontade ou dos elogios daqueles que já há muito ignoram os anseios da população pobre e ignorada pelo Estado. Mostrou, ainda mais, o desejo dos assalariados e dos periféricos de conhecer, compreender e desenvolver o socialismo.

TRABALHO DE BASE – Guilherme Brasil durante a campanha de legalização da Unidade Popular na Zona Leste de São Paulo – (Foto: Jornal A Verdade).
Defendendo as opiniões populares, Guilherme – que fez parte das equipes fixas de coletas e cadastros da UP em seu período de legalização – destaca que “o povo quer, sim, saber de partido e que o povo ouve quando falamos [de socialismo] e que o povo quer uma alternativa. Mesmo que essas 1 milhão e 200 mil pessoas não soubessem o que exatamente é socialismo, elas ainda querem uma mudança, uma alternativa, uma transformação. Então, quando a gente ia nos trens, nos ônibus, nas praças, nos bairros, e falava sobre as pautas que a gente defende, as lutas que a gente defende, as posições que o partido defende, as pessoas entendiam também que aquilo também era delas. E aí davam sua assinatura de apoio, […] então isso mostra que o povo reconhece quem são os seus, reconhece quem tá fazendo a luta e reconhece suas próprias necessidades e, assim, perceberam na Unidade Popular uma esperança realmente.”
Assim, a legalização da Unidade Popular comprovou também a possibilidade da classe trabalhadora de construir o poder popular, mesmo que os mais céticos digam que não houve vitória expressiva, ou que o Estado não saiu enfraquecido, não ponderam as condições jurídicas, legais e burocráticas às quais os trabalhadores estavam submetidos para legalizar uma legenda partidária. O estado burguês não é derrotado apenas nas grandes cisões e rupturas, ele pode ser derrotado em objetivos políticos. No caso, a burocracia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ditava que o objetivo do Estado era impedir novos partidos legalizados no país – mais, que partidos se fundissem com a ideia da cláusula de barreira. Portanto, a UP legalizada quebrou a ideia do Estado de impedir novas legendas, ou seja, uma prova direta da capacidade de derrotar todas as máquinas burocráticas desenvolvidas pelos donos do poder, aproveitando todas as brechas e descuidos do inimigo de classe.
“O Partido não pode se iludir com o parlamento burguês, não pode se iludir com a justiça burguesa. Foi justamente por isso [por essa falta de confiança] que a gente pensou em todos os detalhes, os mínimos detalhes, tentando sempre resolver os problemas que nem aconteciam, mas que a gente achava que iria acontecer, para que não desse problema. […] Fica comprovado para o povo que é possível lutar por algo grande, ou seja, é possível lutar por uma sociedade nova. A legalização da UP foi um laboratório da possibilidade de se construir uma sociedade nova, com muita organização, com planejamento e com a força do povo agindo.” Confirma novamente Guilherme Brasil.
Em suma, a Unidade Popular criou – ou recriou – algo já há muito tempo esquecido no Brasil: uma tradição revolucionária, apoiando-se nos detalhes mais ricos dos trabalhadores pobres. Pelo espírito pós legalização, essas comprovações irão alimentar por muito tempo os militantes e filiados, que agora partem em uma nova etapa: crescer, crescer e crescer.
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sexta-feira, 26 de abril de 2019
Militantes do MLB Presos Após Emboscada da PM
Militantes do MLB Presos Após Emboscada da PM

A ocupação da prefeitura de Belo Horizonte aconteceu por volta das 12:30 de maneira pacífica. Assim que os manifestantes chegaram, a prefeitura evacuou o prédio e cercou as pessoas que estavam lá dentro usando o batalhão de choque da Guarda Civil. Por volta das 14:00, o batalhão de Choque da Polícia Militar de Minas Gerais chegou à prefeitura.
O prefeito da cidade, Alexandre Kalil (PHS), se recusou a negociar com as famílias do MLB, dizendo que só as atenderia quando o prédio estivesse desocupado e com data marcada.
O movimento, cansado de não ser recebido pelo prefeito, decidiu se manter dentro da prefeitura até que tivesse suas reivindicações ouvidas.
Mantendo sua posição intransigente, Kalil proibiu a entrada de advogados e chamou os companheiros Leonardo Péricles, Poliana Souza e Maura Rodrigues para uma reunião de negociação e em seguida mandou prendê-los.
Em entrevista ao Jornal A Verdade, Aiano Mineiro, militante do MLB disse que “A reunião na verdade se tratava de uma emboscada, os companheiros foram detidos e levados para o Ceflam 2”, que é uma delegacia da região.

A proposta do movimento é fazer um acampamento pela liberdade de Leonardo Péricles, Poliana e Maura.
O MLB está mobilizando os moradores de outras ocupações urbanas da cidade para uma vigília em frente à prefeitura de Belo Horizonte até a liberdade dos companheiros que foram presos por lutarem pelo direito de morar dignamente.
É inadmissível, mesmo sabendo que o Estado pertence à burguesia, e que apenas diz, da boca pra fora, prezar pelos princípios democráticos e de direito, a administração pública armar emboscada para prender quem luta. Os agentes estatais devem agir com transparência, e em situações de conflito, onde o estado chama movimentos sociais para negociação, é ilegal qualquer armadilha. Esse tipo de conduta, vindo da administração pública, só é possível com o avanço do fascismo, do estado policialesco que recai sobre todos aqueles que lutam.
REDAÇÃO SÃO PAULO
Em anexo, uma carta do militante Jahy Pronsato da Universidade Federal de Santa Catarina:
O importante é a gente ter consciência de que o Péricles é o nosso representante, o representante do nosso partido, um partido de luta, que representa a resistência e a coragem do povo. O Péricles representa isso, mas acima de tudo, nós também representamos nosso partido. A prisão dele é só mais uma manifestação do fascismo brasileiro, da militarização do governo, mais uma manifestação como todas as outras. Cabe a nós denunciar, criticar, lutar, resistir, mais do que nunca! Devemos mostrar a esses canalhas que nosso partido não é fraco, nossos movimentos não são fracos. Todo o apoio deve ser centralizado contra a prisão dos companheiros nossos, mas acima disso, contra a repressão que viemos sofrendo a muito tempo. Uma hora isso ia acontecer, imaginem só, um presidente de um partido revolucionário que nasce num governo fascista, com companheiros moradores de ocupação, ele mesmo um morador de ocupação, militantes que estão lado a lado do povo! Haveria repressão mais cedo ou mais tarde, como sempre se teve. Cabe a nós a resistência e a luta companheiros, cabe a nós a denuncia, o apoio, a raiva guiada para ações práticas que mostrem que ninguém está sozinho aqui, que todos vamos defender aquilo que acreditamos, independente de quem vier pra cima de nós!
RESISTIREMOS, COMO SEMPRE RESISTIMOS!
LUTAREMOS COMO SEMPRE LUTAMOS!
RESISTIREMOS, COMO SEMPRE RESISTIMOS!
LUTAREMOS COMO SEMPRE LUTAMOS!”
RESISTIREMOS, COMO SEMPRE RESISTIMOS!
LUTAREMOS COMO SEMPRE LUTAMOS!
RESISTIREMOS, COMO SEMPRE RESISTIMOS!
LUTAREMOS COMO SEMPRE LUTAMOS!”
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