Algumas luas de Netuno são:
Há também as Luas mais afastadas de Netuno.
Náiade;
Larissa
Conhecido também como 1989 N 2, 1981 N 1;
Larissa era mãe de Pelasgo, filho de Poseidon (Netuno).
Larissa foi "oficialmente" descoberto em 1989, pela Voyager 2 embora tivesse sido observado, em 1981, por Dave Tholen e colegas, através do método de ocultação estelar.
Como Proteu, Larissa tem forma irregular (não-esférica) e parece ser extremamente craterizado.
- Dados Gerais
- Distância de Netuno: 73.600 km;
- Diâmetro: 193 km (208 x 178);
Nereida
Nereida (Netuno II) é o mais exterior e o terceiro maior dos satélites conhecidos de Netuno.
Nereida é qualquer uma das 50 ninfas dos mares, filhas de Nereu. Descoberto em 1949 por Kuiper.
A órbita de Nereida é mais excêntrica que a de qualquer planetas ou satélites do sistema solar; sua distância de Netuno varia de 1.353.600 a 9.623.700 quilômetros.
A estranha órbita de Nereida indica que ele pode ser um asteróide capturado ou um objeto do Cinturão de Kuiper.
- Dados Gerais
- Distância de Netuno: 5.513.400 km;
- Diâmetro: 340 km;
Proteu
Proteu é o sexto dos satélites conhecidos de Netuno e o segundo maior.
Conhecido também como 1989 N 1.
Proteu era um deus marinho que assumia formas as mais extravagantes. Descoberto em 1989 pela Voyager 2. Embora seja maior que Nereida, sua descoberta não foi anterior a dessa lua por ser muito escuro e estartão próximo de Netuno que sua presença é ofuscada pelo clarão do planeta.
Proteu tem forma irregular (não-esférica). Proteu é provavelmente quase tão grande quanto é possível a um corpo irregular antes que sua força gravitacional o force a tomar a forma esférica.
A superfície extremamente craterizada não apresenta sinais de atividade geológica.
- Dados Gerais
- Distância de Netuno: 117.600 km;
- Diâmetro: 418 km (436 x 416 x 402);
Tritão
Tritão é o sétimo e o maior de todos os satélites de Netuno.
Descoberto por Lassell, em 1846, apenas algumas semanas após a descoberta de Netuno.
Na mitologia grega, Tritão era um deus marinho, filho de Poseidon (Netuno); é geralmente representado com cabeça e tronco humanos e cauda de peixe.
Tritão foi visitado por uma única nave espacial, a Voyager 2, em 25 de abril de 1989. Quase tudo que sabemos sobre Tritão vem desse encontro. A órbita de Tritão é retrógrada. É a única grande lua a gravitar "para trás", as outras únicas são as de Júpiter, Ananque, Carme, Pasífae e Sinope e a de Saturno, Febe, todas as quais têm menos de 1/10 do diâmetro de Tritão. Tritão não poderia ter-se condensado nessa configuração a partir da Nebulosa Solar primordial. Ele deve ter sido formado em outro ponto (talvez no cinturão de Kuiper?) e, posteriormente, ter sido capturado por Netuno. Mas nenhum mecanismo confiável foi até hoje apresentado que pudesse explicar como isso poderia ter ocorrido. Mas um cenário de captura poderia explicar não apenas a órbita de Tritão, mas também a estranha órbita de Nereida , e prover a energia necessária para derreter e diferençar o interior de Tritão.
Por causa de sua órbita retrógrada, as interações de maré entre Netuno e Tritão retiram energia de Tritão, dessa forma diminuindo sua órbita (e aumentado a rotação de Netuno). Em algum futuro distante, ele ou se fragmentará (talvez formando um anel) ou colidirá com Netuno.
A natureza incomum da órbita de Tritão, a semelhança das propriedades gerais entre Plutão e Tritão, e a natureza altamente excêntrica da órbita de Plutão, sugerem alguma relação histórica entre eles.
O eixo de rotação de Tritão é também incomum, inclinado 157 graus em relação ao eixo de Netuno (que, por sua vez, está inclinado 30 graus do plano da órbita de Netuno). Isso acrescenta uma orientação com respeito ao Sol, um tanto semelhante a de Urano, com regiões polares e equatoriais alternadamente apontando para o Sol. Isso provavelmente resulta em mudanças sazonais radicais, uma vez que um polo depois do outro se move para a luz solar. Durante o encontro com a Voyager 2, o pólo sul de Tritão estava voltado para o Sol.
A densidade de Tritão (2,0) é ligeiramente maior que a das luas geladas de Saturno (e.g. Réia). Tritão é provavelmente cerca de 25% gelo de água, com o resto constituído de material rochoso.
A Voyager constatou que Tritão tem atmosfera, embora seja uma atmosfera tênue (cerca de 0,0l milibar), composta basicamente de nitrogênio, com uma pequena quantidade de metano. Uma fina névoa estende-se a uma altura de 5-10 km.
A temperatura na superfície de Tritão é de apenas 34,5 K (-235 ºC, -391 ºF), tão frio quanto Plutão. Isso se deve, em parte, a seu alto albedo (0,7 - 0,8), o que significa que há pouca absorção da fraca luz solar. A essa temperatura, o nitrogênio, o metano e o dióxido de carbono estão todos solidamente congelado.
Há muito poucas crateras visíveis, a superfície é relativamente jovem. Quase todo o hemisfério sul é coberto por uma "capa de gelo" de nitrogênio e metano congelados (foto 1).
Há extensos vales e desfiladeiros, dispostos em um complexo padrão por sobre toda a superfície de Tritão. É provável que resulte de ciclos de congelamento/descongelamento (foto 2).
As formações mais interessantes (e totalmente inesperadas) desse mundo peculiar e interessante são os vulcões de gelo. Esse material eruptivo é provavelmente nitrogênio líquido, poeira, ou compostos de metano das camadas abaixo da superfície. Uma das imagens da Voyager mostra uma pluma elevando-se 8 km acima da superfície e estendendo-se 140 m com o vento (foto 3).
Tritão, Io e Vênus, até onde sabemos, são os únicos corpos do sistema solar, além da Terra, onde ainda há atividade vulcânica (embora Marte tenha sido vulcanicamente ativo no passado). É também interessante observar que processos vulcânicos bastante diferentes ocorrem nas regiões exteriores do sistema solar. As erupções da Terra e de Vênus (e de Marte) são de material rochoso, e são provocadas pelo calor interno. As erupções de Io são provavelmente de enxofre ou compostos de enxofre, provocadas por interações de marés com Júpiter. As erupções de Tritão são de compostos muito voláteis, como nitrogênio ou metano, provocadas por aquecimento sazonal pelo Sol.
- Dados Gerais
- Distância de Netuno: 354.760 km;
- Diâmetro: 2700 km;
Foto 1
Foto 2
Foto 3
Foto 4
As luas mais afastadas de Netuno
As quatro luas mais interiores de Netuno são:
Náiade
Náiade (Netuno III) é o mais interior dos satélites conhecidos de Netuno:
Distância de Netuno: 48.200 km;
Diâmetro: 58 km;
(conhecido também como 1980 N 6)
Náiade era uma das ninfas que presidiam aos rios, córregos, fonte e mananciais.
O último dos satélites descoberto, em 1989, pela Voyager 2.
Náiade, Talassa, Despina e Galatéia, todos tem formas irregulares.
Talassa
Talassa (Netuno IV) é o segundo dos satélites conhecidos de Netuno:
Distância de Netuno: 50.000 km; Diâmetro: 80 km;
(conhecido também como 1989 N 5)
Talassa é a palavra grega para "mar"
Descoberto em 1989 pela Voyager 2.
Despina
Despina (Netuno V) é o terceiro dos satélites conhecidos de Netuno:
Distância de Netuno: 52.600 km; Diâmetro: 148 km;
(conhecido também como 1989 N 3)
Despina era uma ninfa, filha de Poseidon (Netuno) e Deméter.
Descoberto em 1989 pela Voyager 2.
Galatéia
Galatéia (Netuno VI) é o quarto dos satélites conhecidos de Netuno:
Distância de Netuno: 62.000 km;
Diâmetro: 158 km;
(conhecido também como 1989 N 4)
Galatéia era uma virgem; nascida como estátua pelas mãos de Pigmaleão, foi trazida à vida por Afrodite, em atendimento às súplicas do escultor. Descoberto em 1989 pela Voyager 2.
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