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terça-feira, 29 de março de 2011

A Líbia e os criminosos invasores.

A nação líbia luta contra criminosos invasores.

 A Otan , continua suas agressões sob a sombra de uma ONU decadente e neocolonial.

Os direitos humanos em Guantánamo e noutras prisões dos EUA com condenados à morte

não tem chamado  devidamente a atenção de nossa Presidente Dilma.

Nos territórios ocupados por Israel se vê palestinos civis sendo massacrados por aviões de guerra.

A luta continua!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Previsão do tempo para o Rio de Janeiro - RJ

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terça, 29 de março de 2011

CLARO A PARCIALMENTE NUBLADO PASSANDO A NUBLADO COM PANCADAS DE CHUVA E TROVOADAS ISOLADAS NO FINAL DO PERÍODO.

TEMPERATURA: LIGEIRO DECLíNIO MAX.: 33°C MIN.: 20°C
VENTO DIREÇÃO: NE-SW
INTENSIDADE: FRACOS/MODERADOS C/RAJADAS
NASCER DO SOL: 05:59h - OCASO DO SOL: 17:56h

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quarta, 30 de março de 2011

NUBLADO A ENCOBERTO COM PANCADAS DE CHUVA E POSSÍVEIS TROVOADAS EM ÁREAS ISOLADAS.

TEMPERATURA: DECLíNIO MAX.: 27°C MIN.: 20°C
VENTO DIREÇÃO: SE-N
INTENSIDADE: FRACOS/MODERADOS C/RAJADAS
NASCER DO SOL: 05:59h - OCASO DO SOL: 17:55h

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quinta, 31 de março de 2011

NUBLADO A ENCOBERTO COM CHUVA.

TEMPERATURA: ESTáVEL MAX.: 26°C MIN.: 18°C
VENTO DIREÇÃO: NE-S
INTENSIDADE: FRACOS/MODERADOS C/RAJADAS
NASCER DO SOL: 06:00h - OCASO DO SOL: 17:54h

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CONDIÇÕES DO TEMPO REGISTRADAS NO PERÍODO DAS ÚLTIMAS 12 HORAS


TEMPERATURA: 28.8°C

UMIDADE RELATIVA: 73%

VENTO DIR.\VEL.: Norte - 3.09 m/s

PRESSÃO ATMOSFÉRICA: 1011.2 hPa

domingo, 27 de março de 2011

PCB, 89 anos


Parabéns ao PCB por seus 89 anos de história e lutas.
Fundado em 25 de Março de 1922, cinco anos após a Revolução Russa de 1917,
permanece com a bandeira proletária levantada.

sábado, 26 de março de 2011

Revoluções Árabes?

(Transcrito do Jornal Inverta)
AS "REVOLUÇÕES" ÁRABES
Texto de A. V. Kharlámenko do Partido Comunista (bolchevique) de Toda a União sobre a ofensiva imperialista sendo preparada na Líbia para saquear seus recursos e recrudescer a onda reacionária no mundo
Chove sobre Trípoli.


Realmente chove na capital da Líbia, como sempre nesta estação do ano. Ainda mais se formos acreditar nos meios massivos de comunicação mundiais e russos. Aí então teremos uma verdadeira chuva de balas e granizo de bombas. Bombas lançadas pela aeronáutica da “ditadura sangrenta" em cima do "povo insurreto". Bala que os "mercenários africanos" atiram nos "democratas pacíficos". Como é que a "comunidade internacional" pode não intervir pela salvação de tão infeliz povo? O negócio é claro: para o "ditador" - a Corte de Haia. Para os "democratas" - o poder.



Para os meios de comunicação em massa "livres" tudo é muito claro: é exatamente assim que pretendem "esclarecer" a situação em qualquer país ao qual as riquezas atraiam a atenção de seus senhores. O que é realmente estranho é a posição de muitos que se consideram de esquerda, e mesmo de alguns que se consideram revolucionários. Uns apenas calam e esperam para ver quem vai ganhar e para onde vai caminhar a situação. Outros explodem em euforias de vitória, dizendo: "os povos se levantam uns atrás dos outros - primeiro a Tunísia, Egito, Iêmen, Jordânia, Bahrein, Marrocos, Algéria, Irã e agora a Líbia! Sem tirar nem por, se trata da revolução democrática mundial! Fim a todos os ditadores! Claro, aqui o critério para "ditador" é muito mais simples do que dois mais dois são quatro - depende apenas de quantos anos o tal passou no poder, ou seja: exatamente como nos meios massivos de comunicação da burguesia. Ou ainda como disse Zhirinóvski, chamando os acontecimentos atuais de "levante contra os Brêzhnevs árabes". Para ele, o sangue nas ruas seria a evidência incontestável dos "crimes da ditadura". No entanto, a maioria dos analistas não diz uma só palavra sobre a situação real do país, sobre a essência das forças em conflito, suas relações internacionais e sobre quais as prováveis perspectivas para a região. E os que falam sobre isso certamente não extraem suas informações dos videoclipes divulgados pela grande imprensa.



Mas vejam que qualquer um que acompanhe os fatos, que se lembre da história recente e não se encontre sob a hipnose da propaganda burguesa não pode deixar de levar em conta o fato de que a Líbia se diferencia enormemente dos países realmente tomados por protestos populares.



A Líbia é muito mais rica em petróleo e gás do que seus vizinhos, e a população de seu país majoritariamente desértico é algumas vezes menor - 6 milhões.



Com os preços atuais do petróleo, os líbios, mesmo se supuséssemos uma situação similar a dos países vizinhos, viveriam em condições um tanto melhores e dificilmente teriam motivos para se lançar à morte pela "liberdade". Sob o "ditador Kaddafi" realmente se vivia melhor do que nos países vizinhos. E antes se vivia bem pior. E não apenas sob o comando dos colonizadores italianos ou dos ocupadores franco-britânicos, mas mesmo quando a primeira colônia africana adquiriu a independência, por iniciativa da URSS. Em fuga, os colonizadores deram o poder nas mãos do rei Idris, cabeça da ordem dos dervishes-sinuístas, há muito tempo governantes da parte leste do país, em Cirenaica. Claro que não incomodava nem um pouco aos ex-colonizadores o fato de que tal ordem ficara em ambas as Guerras Mundiais não do lado deles, mas sim do lado dos agentes turco-alemães. Até a chegada ao poder da "ditadura de Kaddafi" um certo "veterano da SS" ficava escondido no sul da Cirenaica, num castelo nas montanhas, como um "barão sem sua coroa", controlando com suas próprias mãos a exportação de petróleo para a Arábia Saudita (a história ainda cala sobre o que mais ele fazia). E hoje vemos por todas as telas de televisão e de computador como o "povo insurreto" levanta sobre as "cidades libertas" da Cirenaica a bandeira da monarquia derrubada há quarenta e dois anos e mostra aos telespectadores ocidentais faixas escritas em inglês: "Libertar a Líbia!" e "Petróleo para o Ocidente!"



Obviamente: sob o regime monárquico o petróleo pertencia ao Ocidente. A renda advinda de sua exportação era obtida majoritariamente pelos monopólios estrangeiros, sendo que alguma coisa ficava com a família real e a nobreza palaciana, com os compradores-burgueses e altos-funcionários e, para o povo, não sobrava absolutamente nada. Os líbios pobres morriam de tuberculose, ficavam cegos de catarata (no interior do país ela atingia a 100% dos habitantes), e o analfabetismo chegava a 87%. Com as liberdades políticas também havia confusão: partidos eram proibidos, sindicatos não tinham direito à greve. Será mesmo que o povo está se lançando assim à morte pela "Líbia perdida"?



Diferentemente da ordem burocrático-burguesa da Tunísia, do Egito e do Iêmen, ou mesmo dos semi-absolutistas Marrocos, Jordânia e Bahrein, a construção social e política da Líbia tem sua base na revolução antiimperialista e anti-monárquica de 1o de setembro de 1969, realizada pela organização dos "Oficiais unionistas-socialistas livres". Os jovens revolucionários então (Muammar Kaddafi tinha 27 anos) recusaram o caminho do capitalismo e levantaram a bandeira do "estado de bem-estar e de justiça", sob os princípios da "liberdade, do socialismo islâmico, da unidade e da justiça social". Já no primeiro ano da revolução foram nacionalizadas sem indenização as propriedades dos antigos colonizadores e as da família real, a maioria dos bancos e em seguida a maior riqueza - o petróleo e todos os recursos naturais. Naqueles tempos de igualdade de forças entre os dois sistemas mundiais, mesmo um país pequeno e atrasado podia forçar os neocolonizadores a devolverem o roubado sem que ninguém ousasse ocupar ou bombardear suas cidades, ou mesmo apenas aplicar "sanções" econômicas.



O poder revolucionário não apenas ampliou a renda conseguida pelo país do petróleo, mas também a aplicou no desenvolvimento do país e no bem-estar do povo. Sobre a base do setor estatal desenvolveu-se a industrialização do país, criaram-se refinarias de petróleo, metalúrgicas, indústrias eletrônicas e outras. Os camponeses receberam a terra, criaram-se cooperativas e plantações estatais. Sob o deserto foi colocada uma grande linha de tubos e condutores, que irrigam com água a todo o país. Os líbios pela primeira vez conseguiram saúde pública e educação gratuitas e a expectativa média de vida passou de 50 para 75 anos. O grau de alfabetização passou de 13% para 70%.



A renda média per capita na Líbia contemporânea é maior do que no Brasil. São coisas que os habitantes dos países vizinhos poderiam vislumbrar apenas nos seus mais doces sonhos. Por que é que o povo se levantaria?



Os meios de comunicação burgueses e alguns de esquerda respondem (se é que respondem): o homem não vive apenas de pão, e mesmo que na Líbia a qualidade de vida seja mediana, não existe nenhuma democracia, o que há é uma cruel ditadura familiar e a repressão à qualquer oposição. Bem, em primeiro lugar, como bem lembrou Fidel Castro alguns dias atrás, o povo não se atira na frente de balas apenas pela liberdade e pelos direitos formais. Ele se levanta quando a vida real se torna impossível e consegue a melhora das condições da vida real - fator ao qual vêm em auxílio às liberdades e à democracia.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Lágrimas no Japão II


fonte: Prensa Latina
Japão, duas semanas depois
viernes, 25 de marzo de 2011

25 de marzo de 2011, 06:08Tóquio, 25 mar (Prensa Latina) Duas semanas após o terremoto e tsunami, Japão permanece golpeado pela dor e as preocupações, que com o tempo parecem se incrementar para deixar sequelas inesquecíveis na população e na geografia deste arquipélago.

Ao se encontrar diariamente vítimas então se revelam cifras em constante aumento. Até as 11:00 hora local de hoje os mortos somavam 10 mil 35 e os desaparecidos 17 mil 443, enquanto 240 mil evacuados permanecem em refúgios temporários. Em um país onde os cadáveres costumam ser cremados, o enterro torna-se necessidade pela escassez de combustível, uma das consequências do ocorrido na tarde de 11 de março.

Segundo passam os dias, reafirma-se uma conclusão: o regresso à normalidade ainda está longe. Nas zonas arrasadas pelos desastres, a devastação constitui um recordatório da tragédia que só agrava o sofrimento pelas perdas humanas.

Vale recordar que dos 174 cidades e governos locais situados na costa leste do país, 54 foram afetados pelo maremoto.

O custo econômico nas áreas mais golpeadas estima-se em 309 bilhões de dólares, enquanto o governo advertiu que esta realidade pode deter a recuperação da indústria e as exportações.

Indústrias produtivas paradas, escolas por reabrir, limitações no serviço elétrico, centos de famílias sem lar, milhares de toneladas de escombros por recolher... o país vive a pior crise desde 1945, como a qualificou o premiê Naoto Kan.

Tudo isso parece opacar os avanços na recuperação, apreciados em algumas zonas na reabertura de estradas, aeroportos, portoás e planos de construção de moradias temporárias.

Os esforços nesse sentido devêm verdadeiro alívio em frente aos enormes danos à infraestrutura causados pelo sismo de 9.0 graus na escala Richter e o maremoto.

Tanta dor e destruição pudessem ser suficientes para uma tragédia, mas Japão enfrenta outra, com seu centro na planta nuclear 1 da norte oriental prefeitura de Fukushima, a pouco mais de 200 quilômetros de Tóquio, e onde se trabalha para evitar males maiores.

Responsáveis por ela também são o terremoto e o subsequente tsunami. Os efeitos podem resumir-se em escapamentos de radiação que preocupam para além das fronteiras desta nação.

Necessário dizer algo mais dessa central? O governo anunciou há vários dias que finalmente será fechada diante do ocorrido ali depois dos mencionados fenômenos.

Alimentado por explosões de hidrógeno, incêndios e possíveis danos a partes de reatores e piscinas de barras usadas de combustível, o temor a consequências piores está por desaparecer, e bem pode se dizer que aumenta.

Vários trabalhadores da planta afetados por radiação, vegetais contaminados e água com níveis de iodo radiativo acima do normal para meninos menores de um ano em algumas zonas também constituem episódios de uma crise que obrigou a evacuar a milhares de pessoas.

A crise em Fukushima-1 transcende os limites territoriais deste arquipélago.

Alguns países proibiram a importação de alimentos desde as regiões próximas à central nuclear, enquanto informou-se a detecção de pequenas quantidades de material radiativo em postos de observação em Califórnia e Islândia.

Acalmar -se é possível- a dor humana, apagar a devastação e devolver a normalidade ao Japão que há duas semanas o mundo também segue com mostras de solidariedade, conformam um repto histórico em frente ao qual a ajuda internacional se apresenta novamente como apoio e estímulos insubstituíveis.

mv/lam/bj

quinta-feira, 24 de março de 2011

História: Golpes e outros terrorismos que geram terrorismos.

                                            Fonte: Rede Popular Catarinense

Invasões e golpes dos EUA pelo mundo

Entre as várias invasões que as forças armadas dos Estados Unidos fizeram nos séculos XIX, XX e XXI, podemos citar:

1846/1848 – México – Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas;

1890 – Argentina – Tropas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos;

1891 – Chile – Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;

1891 – Haiti – Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, reclamada pelos EUA;

1893 – Hawai – Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA;

1894 – Nicarágua – Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês;

1894/1895 – China – Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa;

1894/1896 – Coréia – Tropas permanecem em Seul durante a guerra;

1895 – Panamá – Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;

1898/1900 – China – Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;

1898/1910 – Filipinas – Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos;

1898/1902 – Cuba – Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;

1898 – Porto Rico – Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje ‘Estado Livre Associado’ dos Estados Unidos;

1898 – Ilha de Guam – Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje;

1898 – Espanha – Guerra Hispano-Americana – Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial;

1898 – Nicarágua – Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;

1899 – Ilha de Samoa – Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa;

1899 – Nicarágua – Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez);

1901/1914 – Panamá – Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção;

1903 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho;

1903/1904 – República Dominicana – Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;

1904/1905 – Coréia – Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa;

1906/1909 – Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;

1907 – Nicarágua – Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua;

1907 – Honduras – Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;

terça-feira, 22 de março de 2011

VADE RETRO, OBAMA!

A vinda de Obama ao Brasil foi um gesto forte que marcou, para o Brasil e o mundo, um claro movimento de estreitamento das relações entre os governos brasileiro e norte-americano. O governo Dilma aponta para a continuidade, em nova fase, das ações de defesa dos interesses do capitalismo brasileiro no exterior.

A agenda midiática da visita sinaliza claramente um realinhamento do Brasil ao imperialismo norte-americano. Obama, por decisão do novo governo, foi o primeiro estadista estrangeiro a visitar o Brasil após a posse de Dilma. Mas não foi uma visita qualquer.

O governo brasileiro montou um palanque de honra e um potente amplificador para Obama falar ao mundo, em especial à América Latina, para ajudar os EUA a recuperarem sua influência política e reduzir o justo sentimento antiamericano que nutre a maioria dos povos. Nem na ditadura militar, um presidente estadunidense teve uma recepção tão espalhafatosa como a que Dilma lhe ofereceu.

Os meios de comunicação burgueses do mundo todo anunciam hoje em suas manchetes “o carinho do povo brasileiro com Obama” e a “amizade Brasil/Estados Unidos”. Caiu a máscara de uma falsa esquerda que proclama a política externa brasileira como “antiimperialista”.

Em verdade, o Brasil esteve três dias sob intervenção do governo ianque, que decidiu tudo, desde os acordos bilaterais a serem assinados à agenda, à segurança, à repressão a manifestações, ao itinerário, ao alojamento, às visitas e até ao cardápio de Obama. No Rio de Janeiro, a diplomacia americana e a CIA destituíram o governador e o prefeito, que queriam surfar na visita ilustre, decidindo tudo a respeito da presença de Obama na capital do Estado. Até a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que fica na Cinelândia, foi obrigada a suspender suas atividades na sexta-feira. Foi ocupada por agentes norte-americanos e militares brasileiros para os preparativos do comício de domingo, que seria na praça em frente.

No caso da América Latina, foi um gesto de solidariedade aos EUA em sua luta contra os processos de mudança, sobretudo na Venezuela, Bolívia e no Equador e uma vista grossa ao bloqueio a Cuba Socialista e à prisão dos Cinco Heróis cubanos.

A moeda de troca para abrirmos mão de nossa soberania foi um mero aceno de apoio norte-americano à pretensão obsessiva do Estado burguês brasileiro de ocupar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, um símbolo para elevar o Brasil à categoria de potência capitalista mundial. Tudo para expandir os negócios dos grandes grupos brasileiros no mercado norte-americano e mundial.

Enganam-se os que pensam que existe contradição entre a política externa do governo Lula e a de Dilma, ambas fundamentalmente a serviço do capital. Trata-se agora de uma inflexão pragmática. Após uma fase em que o Brasil expandiu e consolidou os interesses de seus capitalistas por novos “mercados” como América Latina, África, Ásia e Oriente Médio, a tarefa principal agora é dar mais atenção aos maiores mercados do mundo, para cuja disputa segmentos da burguesia brasileira se sentem mais preparados.

Vai no mesmo sentido a vergonhosa atitude de Dilma lavar as mãos para facilitar a extradição de Cesare Battisti ao governo italiano, dirigido pelo degenerado cafetão Berlusconi, entregando um militante de esquerda na bandeja do imperialismo europeu, no exato momento em que cresce na região a resistência dos trabalhadores.

O governo brasileiro, durante os três dias em que Obama presidiu o Brasil, não fez qualquer gesto ou apelo aos EUA, sequer de caráter humanitário, pelo fim do bloqueio a Cuba, o desmonte do centro de tortura em Guantánamo, a criação do Estado Palestino, o fim da intervenção militar no Iraque e no Afeganistão.

Debochando da soberania brasileira e da nossa Constituição - que define nosso país como amante da paz mundial e da autodeterminação dos povos -, Obama ordenou os ataques militares contra a Líbia a partir do território brasileiro, exatamente em Brasília, próximo à Praça dos Três Poderes, que se ajoelharam todos diante desta humilhação ao povo brasileiro. Não se deu ao trabalho de ir à Embaixada americana, para de lá ordenar a agressão militar. Fê-lo em meio a compromissos com seus vassalos, entre os quais ministros de Estado brasileiros que se deixaram passar pelo vexame de serem revistados por agentes da CIA.

O principal objetivo da vinda de Obama ao Brasil foi lançar uma ofensiva sobre as reservas petrolíferas brasileiras do pré-sal, uma das razões da reativação da IV frota naval americana nos mares da América Latina. No caso de alguns países, o imperialismo precisa invadi-los militarmente para se apoderar de seus recursos naturais. No Brasil, bastam três dias de passagem do garoto propaganda do estado terrorista norte-americano, espalhando afagos cínicos e discursos demagógicos.

Outro objetivo importante da visita tem a ver com a licitação para a compra de aviões militares, suspensa por Dilma no início do ano, justamente para recolocar no páreo os aviões norte-americanos. Além disso, os EUA garantiram outros bons negócios na agricultura, no setor de serviços, na maior abertura do mercado brasileiro e latino-americano em geral.

Obama só foi embora fisicamente. Mas deixou aqui fincada a bandeira de seu país, no coração do governo Dilma. Cada vez fica mais claro que, no caso brasileiro, o imperialismo não é apenas um inimigo externo a combater, mas um inimigo também interno, que se entrelaçou com os setores hegemônicos da burguesia brasileira. O pacto Obama/Dilma reforça o papel do Brasil como ator coadjuvante e sócio minoritário dos interesses do imperialismo norte-americano na América Latina, como tristemente já indicava a vergonhosa liderança brasileira das tropas militares de intervenção no Haiti.

O PCB, que participou ativamente das manifestações contra a presença de Obama no Brasil, denuncia o inaudito aparato repressivo no centro do Rio de Janeiro. Repudia a repressão exercida contra ativistas políticos e se solidariza de forma militante com os companheiros presos.

Desde a época da ditadura, nunca houve tamanha repressão e restrição à liberdade de expressão e ao direito de ir e vir. No domingo, o centro do Rio de Janeiro foi cercado por tropas e equipamentos militares. Uma passeata pacífica foi encurralada por centenas de militares armados, agentes à paisana, cavalaria e tropa de choque. Nunca houve tamanho aparato militar, mobilizado pelas três esferas de governo - Federal, Estadual e Municipal -, sob o comando da CIA e do Pentágono, em clara e desavergonhada submissão ao imperialismo.

A resistência do movimento popular teve uma vitória importante: a pressão exercida levou à suspensão de um comício de Obama em praça pública, na Cinelândia, local que simboliza as lutas democráticas e da esquerda brasileira. Obama fugiu do povo e falou em local fechado para convidados escolhidos a dedo, pelo consulado americano, a nata da burguesia carioca: falsos intelectuais, empresários associados, jornalistas de aluguel, artistas globais, políticos oportunistas, deslumbrados e emergentes, enfim, uma legião de puxa-sacos que se comportaram como claque de programa de auditório de mau gosto para o chefe dos seus chefes.

PCB (Partido Comunista Brasileiro)

Comitê Central – 20 de março de 2011


às 08:35

domingo, 20 de março de 2011

sábado, 19 de março de 2011Servidores Municipais de Campos criam pauta e aprovam ato público para o dia 30/03 no calçadão
Foto: Rose David


Servidores municipais vão à luta




Uma pauta de reivindicações com 24 ítens vai ser protocolada na próxima segunda-feira (21/3) no gabinete da prefeita Rosinha Garotinho, em todas as secretarias da PMCG e na Câmara de Vereadores. A pauta é um conjunto de reivindicações de trabalhadores das diversas áreas da prefeitura e foi discutida e aprovada na noite desta sexta-feira (18/3) em reunião encabeçada pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais (MUS). O encontro, que aconteceu no auditório da Universidade Federal Fluminense (UFF), durou mais de duas horas e aprovou também, por unanimidade, um ato público dos servidores municipais no próximo dia 30/3, às 16h, no Calçadão (centro da cidade).

Os funcionários públicos de Campos querem o fim das terceirizações e do assédio moral (alguns deles denunciaram que sofrem ameaças e perseguições em seus locais de trabalho), transformação dos celetistas em estatutários, implantação do Plano de Cargos e Salários, pagamento do auxílio-medicamento no valor de R$ 200,00 aos aposentados e pensionistas (a lei foi aprovada pela Câmara de Vereadores há dois meses mas até hoje não foi assinada pela prefeita), aplicação correta da verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), valorização dos servidores, entre outras coisas.



Tsunami de terceirizações

A prática de terceirização dos serviços da prefeitura foi duramente criticada pelos servidores. Depoimentos emocionados revelaram como as terceirizações estão afetando os funcionários:

- "Na secretaria de Obras você encontra, todos os dias, cerca de 90 funcionários - alguns com mais de 50 ou 60 anos de idade - parados, sem ter o que fazer, porque não lhes dão trabalho. Tudo é feito pelas firmas terceirizadas. Não temos mais máquinas ou outros equipamentos que antes usávamos para fazer os trabalhos básicos para a população. Não nos querem deixar trabalhar. Hoje estamos sendo tratados como cachorros. Eles preferem terceirizar os serviços porque o plano deles é acabar com o funcionalismo público do município" (depoimento de um funcionário da Secretaria de Obras).

- "Estão desqualificando os servidores municipais". (funcionário da Secretaria de Obras)

- "O funcionário investe, com sacrifício, em uma faculdade, pra tentar melhorar o salário e alcançar uma posição melhor dentro de seu local de trabalho, mas não tem reconhecimento. Aí chegam os empregados terceirizados, ganhando muito mais do que a gente e com menos conhecimento. Onde está a valorização dos funcionários públicos?" (funcionário da área da saúde).


Assédio Moral

- "Fui vítima de assédio moral na Guarda Municipal. Por conta disso tive problemas neurológicos que me levaram à surdez no ouvido esquerdo" .(depoimento de uma funcionária da Guarda Civil Municipal).

- "Recebemos denúncias de que funcionários de várias secretarias foram ameaçados caso participassem desta reunião de hoje". (integrante do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais)

Por Rose David postado no blog Estou procurando o que fazer...
Postado por DIGNIDADE às 3/19/2011 09:17:00

sábado, 19 de março de 2011

A Líbia e o sídico do imperialismo.

A visita de Obama
que coisa linda!
Obama é simpático, Michelle é bonita
entretanto:
A máquina imperialista do qual ele é síndico está pela centésima vez
atropelando a soberania de um país e se propondo a trocar o governo deste alvo atual, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
E cadê a ONU representante de quase duzentos países que só representa concretamente 10%?!
E os abusos de Israel nos territórios ocupados?!
A invasão ideológica/midiática torna os aspectadores verdadeiros papagaios repetidores, sem auto-defesa ,sem contrapontos adequados
com viés de justiça da coletividade humana!
Começa mais uma farsa sangrenta, um assalto pelas riquezas de um país
mascarada de ação humanitária.
No Brasil até o momento poderão se dar bem sem bombardeios, o pré-sal
está sendo oferecido candidamente às empresas do condomínio imperial.
Vá embora Obama, vá!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Grandes Nomes do Jazz (parte 1)

Billie Holiday


Sua vida como cantora começou em 1930. Estando mãe e filha ameaçadas de despejo por falta de pagamento de sua moradia, Billie sai à rua em desespero, na busca de algum dinheiro. Entrando em um bar do Harlem, ofereceu-se como dançarina, mostrando-se um desastre. Penalizado, o pianista perguntou-lhe se sabia cantar. Billie cantou e saiu com um emprego fixo.


Billie Holiday, fotografada por Carl Van Vechten.Billie nunca teve educação formal de música e seu aprendizado se deu ouvindo Bessie Smith e Louis Armstrong.

Após três anos cantando em diversas casas, atraiu a atenção do crítico John Hammond, através de quem ela gravou seu primeiro disco, com a big band de Benny Goodman. Era o real início de sua carreira. Começou a cantar em casas noturnas do Harlem (Nova York), onde adotou seu nome artístico.

Cantou com as big bands de Artie Shaw e Count Basie. E foi uma das primeiras negras a cantar com uma banda de brancos, em uma época de segregação racial nos Estados Unidos (anos 1930). Consagrou-se apresentando-se com as orquestras de Duke Ellington, Teddy Wilson, Count Basie e Artie Shaw, e ao lado de Louis Armstrong.

Billie Holiday foi uma das mais comoventes cantoras de jazz de sua época. Com uma voz etérea, flexível e levemente rouca, Sua dicção, seu fraseado, a sensualidade à flor da voz, expressando incrível profundidade de emoção, a aproximaram do estilo de Lester Young, com quem, em quatro anos, gravou cerca de cinquenta canções, repletas de swing e cumplicidade. Lester Young foi quem lhe apelidou "Lady Day".

A partir de 1940, apesar do sucesso, Billie Holiday, sucumbiu ao álcool e às drogas, passando por momentos de depressão, o que se refletia em sua voz.

Pouco antes de sua morte por overdose de drogas, Billie Holiday publicou sua autobiografia em 1956, Lady Sings the Blues, a partir da qual foi feito um filme, em 1972, tendo Diana Ross no papel principal.




RAY CHARLES

Órfão na adolescência, Ray Charles iniciou sua carreira tocando piano e cantando em grupos de gospel, no final dos anos 40. A princípio influenciado por Nat King Cole, trocou o gospel por baladas profanas e, após assinar com a Atlantic Records em 1952, enveredou pelo R & B. Quando o rock & roll estourou com Elvis Presley em 1955, e cantores negros como Chuck Berry e Little Richard foram promovidos, Ray Charles aproveitou o espaço aberto na mídia e lançou sucessos como "I Got a Woman" (gravada depois por Elvis), "Talkin about You", "What I'd Say", "Litle girl of Mine", "Hit the Road Jack", entre outros, reunindo elementos de R & B e gospel nas músicas de uma forma que abriram caminho para a soul music dos anos 60, e tornando-o um astro reverenciado do pop negro.

A partir de então, embora sempre ligado ao soul, não se ateve a nenhum gênero musical negro específico: conviveu com o jazz, gravou baladas românticas chorosas e standards da canção americana. Entre seus sucessos históricos desta fase estão canções como "Unchain My Heart", "Ruby", "Cry Me a River", "Georgia on My Mind" e baladas country tais como "Sweet Memories", e seu maior sucesso comercial, "I Can't Stop Loving You", de 1962. Apesar de problemas com drogas que lhe prejudicaram a carreira, as interpretações de Ray Charles sempre foram apreciadas, não importando as músicas que cantasse. Uma "aura" de genialidade reconhecida acompanhou-o até o fim da vida e mais do que nos últimos álbuns que gravou, era nas suas apresentações ao vivo que o seu talento único podia ser apreciado.

Um notório mulherengo, Ray Charles casou-se duas vezes e foi pai de doze crianças com sete diferentes mulheres. Sua primeira esposa foi Eileen Williams (casado em 1951, divorciado em 1952) deu-lhe um filho. Outros três filhos são de seu segundo casamento, em 1955, com Della Beatrice Howard (divorciaram-se em 1977).Sua namorada longo prazo e parceiro no momento da sua morte era Norma Pinella.[

sábado, 12 de março de 2011

Pauta neocolonial!

Chanceleres árabes discutem sobre zona exclusão aérea na Líbia
Escrito por Camila Carduz
sábado, 12 de marzo de 2011

12 de marzo de 2011, 07:15Cairo, 12 mar (Prensa Latina) Urgidos pelos Estados Unidos e Europa, os chanceleres de 21 países árabes discutem hoje a imposição de uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia, conscientes de que qualquer decisão deixará uma marca inesquecível nessa comunidade.

Os ministros de Relações Exteriores da Liga Árabe (LA) -integrada por 22 Estados, incluindo à agora suspendida Líbia- chegaram ao Cairo para participar de uma reunião extra-ordinária que o Ocidente vê como fundamental para definir ações contra Trípoli.

Ainda que historicamente a entidade panárabe tem sido incapaz de adotar resoluções que comprometam um respaldo tácito da União Européia (UE) e Washington aos árabes frente a Israel, o documento que se prevê que será aprovado hoje será tomado como aval regional contra Muamar Kadafi.

Diplomatas consultados pela Prensa Latina confirmaram que a sessão de emergência debaterá a conveniência ou não de impor uma zona de livre de vôos sobre o espaço aéreo libio, e de legitimar ao movimento rebelde Conselho Nacional de Transição.

Apesar de que não se descartam decisões de última hora, todos os acontecimentos de dias recentes apontam para que os árabes continurão a pauta traçada pela UE, a Casa Branca e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) com respeito à crise no país.

Os presidentes da UE na sexta-feira passaram em Bruxelas aos árabes a dura responsabilidade de decidir por uma eventual intervenção militar na crise libia, ao afirmar que qualquer passo pressupõe consenso internacional e, sobretudo, avais da LA e a União Africana (UA).

Dessa forma, evita-se que uma operação armada do mar ou sobre o espaço aéreo da Líbia se perceba no mundo como outra prática intervencionista do Ocidente, justificaram os 27, que também pediram uma reunião especial conjunta da UE, UA e LA.

A comunidade árabe suspendeu a Líbia e, por mais que tenha rejeitado uma intervenção militar estrangeira, antecipou o apoio a uma eventual zona de não vôos coordenada com a UA com o alegado fim de facilitar o fornecimento de assistência humanitária a civis.

Tal medida foi pedida na quinta-feira de forma aberta e categórica pelos ministros de Relações Exteriores do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) Pérsico, todos membros do bloco panárabe, em uma declaração que o governo do Kadafi também chamou de "ilegítimo".

O conjunto de países africanos, por outro lado, foi mais enérgico na declaração adotada ontem em Addis Abeba contrária a "qualquer intervenção militar estrangeira" na Líbia, e fez um chamado ao governo e rebeldes a deterem a beligerância e dialogar para conseguir um acordo.

Por outro lado, funcionários de alto rango anteciparam que impediriam a participação na reunião extraordinária de hoje de uma delegação enviada na sexta-feira por Kadafi ao Cairo com a intenção de fazer parte nas discussões. A comitiva líbia está integrada por Umran Abu-KraÂÂ�a, identificado como ministro de Eletricidade, e também por Salma Rashid, designado por Kadafi para substituir ao seu representante na LA que renunciou depois de criticar a forma como seu governo lidou com a crise.

Esclareceram, não obstante, que a solução da crise libia é impensável sem dialogar com as autoridades que governam esse país, dirigentes árabes poderiam se encontrar com os emissários chegados de Trípoli paralelamente a reunião de chanceleres.

As nações árabes também não aceitaram a presença no Cairo do Conselho Nacional de Transição, devindo governo de fato dos insubordinados na cidade de Benghazi, com o que mantêm contatos para seguir de perto a situação humanitária.

Nesta nova disjuntiva, A Liga Árabe pode afiançar sua coesão e credibilidade apostando por um acordo estritamente regional ao problema na Líbia, ou se deixar arrastar por membros influentes para favorecer aos Estados Unidos e, por acréscimo, ao Ocidente.

Fonte: prensalatila.com

Pablo Neruda


Pablo Neruda - V

Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

11 de março, Lágrimas no Japão!

O forte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do Japão nesta sexta-feira (11), seguido por um enorme tsunami, foi o sétimo pior terremoto da história mundial, informou o Serviço Geológico dos EUA (USGS), agência que monitora e estuda tremores no mundo inteiro. Pelo menos 288 pessoas morreram, segundo a imprensa local.

De acordo com o USGS, o pior terremoto da história foi no Chile, em 1960, e teve magnitude 9,5. Na época, 1.655 pessoas morreram. O segundo pior foi no Alaska, de magnitude 9,2, e matou 128 pessoas.

O tremor desta sexta ocorreu às 14h46 (02h46 no horário de Brasília). O epicentro foi no Oceano Pacífico, a 130 km da península de Ojika, a uma profundidade de 24 km.

Imagens de TVs locais mostram que o abalo gerou um tsunami (onda gigante) no Oceano Pacífico, que alcançou áreas da cidade de Sendai. Carros e barcos foram arrastados. Logo após o tremor, um alerta para ondas de até seis metros de altura havia sido emitido no país. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, agência americana, também emitiu um alerta para toda a costa pacífica, exceto EUA e Canadá continentais, de onda de até dez metros.

O Shinkansen, o trem-bala da capital japonesa, e os dois principais aeroportos ficaram temporariamente fechados.

As autoridades japonesas pediram aos moradores da capital que fiquem no centro da cidade e que não tentem chegar a suas casas se vivem nos arredores.

O terremoto sacudiu com força os edifícios de Tóquio. Alarmes foram disparados nos prédios, houve correria, e as linhas telefônicas ficaram bloqueadas.

Fonte: G1

Terremoto & Tsunami

Neste blog deixaremos fluir pensamentos que sejam sobre história política, ciências e cultura.
Começamos hoje que é um dia dolorosamente marcante pelo terremoto e tsunami no Japão onde milhares de pessoas podem ter morrido.

12/03/2011
Netuno