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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Análise chocante de um perito alemão: O MH17 malaio foi abatido por caças do regime de Kiev

Análise chocante de um perito alemão:
O MH17 malaio foi abatido por caças do regime de Kiev
– "O avião não foi atingido por um míssil"


por Peter Haisenko [*]
..A tragédia do MH 017 malaio continua a confundir. Os registos do voo estão na Inglaterra e são agora avaliados. O que pode vir daí? Talvez mais do que se suporia. Será especialmente interessante a gravação de voz depois de se examinar a foto do cockpit fragmentado. Como perito em aviação examinei atentamente as imagens dos destroços do avião malaio que estão a circular na Internet .

Primeiro, fiquei admirado de quão poucas fotos dos destroços podem ser encontradas com o Google. São todasde baixa resolução, excepto uma: A do fragmento do cockpit abaixo da janela do lado dos pilotos. Contudo, esta imagem é chocante. Em Washington podem-se agora ouvir pontos de vista que falam de um "erro / acidente potencialmente trágico" em relação ao MH 017. Dada esta imagem particular do cockpit isso não me surpreende de todo.

Buracos de entrada e saída de projécteis na área do cockpit 

.Recomendo clicar sobre a pequena foto à direita. Pode descarregá-la como ficheiro PDF, com boa resolução. Isto é necessário porque permitirá entender o que estou aqui a descrever. Os factos falam claro e alto e estão para além do âmbito da especulação: O cockpit mostra traços de disparos (shelling) ! Podem-se ver os buracos de entrada e saída. O bordo de uma parte dos buracos está inclinado para dentro. Estes são buracos mais pequenos, redondos e limpos, mostrando os pontos de entrada – a maior parte provavelmente de um projéctil com calibre de 30 milímetros. O bordo dos outros, os buracos de saída maiores e ligeiramente desgastados (frayed) mostram fragmentos de metal indicando projécteis produzidos pelo mesmo calibre. Além disso, é evidente que estes buracos de saída da camada exterior da estrutura reforçada de alumínio duplo estão retalhados ou inclinados – para fora! Além disso, podem ser vistos cortes menores, todos inclinados para fora, os quais indicam que estilhaços (shrapnel) saíram com força através da face externa (outer skin) a partir do interior do cockpit. Os rebites abertos também estão inclinados para fora.

Verificando as imagens disponíveis há uma coisa que se destaca: Todos os destroços das secções por trás do cockpit estão em grande medida intactos, excepto pelo facto de que restaram apenas fragmentos do avião. Só a parte do cockpit mostra estas marcas peculiares de destruição. Isto dá ao examinador uma pista importante. Este avião não foi atingido por um míssil na sua parte central. A destruição é limitada à área do cockpit. Agora é preciso considerar que esta parte é construída de material especialmente reforçado. Isto é assim porque o nariz de qualquer avião tem de resistir ao impacto de um grande pássaro a altas velocidades. Pode-se ver na foto que nesta área estavam instaladas ligas de alumínio significativamente mais fortes do que no restante da camada externa da fuselagem. Pode-se recordar o crash da Pan Am sobre Lockerbie. Houve um grande segmento do cockpit que, devido à sua arquitectura especial, sobreviveu ao crash numa peça inteira. No caso do voo MH 017 torna-se absolutamente claro que também houve uma explosão no interior do avião.

Destruição de tanque por um mix de munições 

.Então o que poderia ter acontecido? A Rússia publicou recentemente registos de radar que confirmam [a presença de] pelo menos um SU 25 ucraniano em estreita proximidade (close proximity) do MH 017. Isto corresponde à declaração do agora ausente controlador espanhol "Carlos" que viu dois aviões caças ucranianos na vizinhança imediata do MH 017. Se agora considerarmos o armamento de um típico SU-25 aprenderemos isto: Ele está equipado com uma arma de cano duplo de 30 mm, tipo GSh-302 / AO-17A, equipada com: um pente de 250 tiros de projécteis incendiários (incendiary shells) anti-tanque e projécteis de estilhaçamento explosivo (splinter-explosive) (dum-dum), dispostos em ordem alternada. Evidentemente dispararam sobre o cockpit do MH 017 de ambos os lados: os buracos de entrada e de saída são encontrados no mesmo de segmento de cockpit! 

Agora considere o que acontece quando uma série de projécteis incendiários anti-tanque e projecteis de estilhaçamento explosivo atingem o cockpit. Afinal de contas eles são concebidos para destruir um tanque moderno. Os projécteis incendiários anti-tanque atravessaram parcialmente o cockpit e saíram do outro lado numa forma ligeiramente deformada. (Peritos forenses em aviação possivelmente poderiam encontrá-los no solo presumivelmente controlado pelos militares ucranianos do regime de Kiev – o tradutor). Afinal de contas, o seu impacto é calculado para penetrar a blindagem sólida de um tanque. Além disso, os projécteis de estilhaçamento explosivo, devido aos seus numerosos impactos, também deverão provocar explosões maciças no interior do cockpit, uma vez que são concebidos para assim fazer. Dada a rápida sequência de disparo do canhão GSh-302, isto provocará uma rápida sucessão de explosões dentro da área do cockpit num curto espaço de tempo. Recorde: cada um deles é suficiente para destruir um tanque.

Que "erro" foi realmente cometido – e por quem? 

.Porque o interior de um avião comercial é uma câmara pressurizada selada hermeticamente, as explosões, numa fracção de segundo, aumentarão a pressão no interior da cabine para níveis extremos ou ao ponto de ruptura. Um avião não está equipado para isto, ele explodirá como um balão. Isto explica um cenário coerente.Os fragmentos em grande medida intactos das secções traseiras romperam-se no meio do ar nos pontos mais fracos da construção, mais provavelmente sob extrema pressão interna do ar. As imagens do campo de resíduos espalhado amplamente e o segmento brutalmente danificado do cockpit ajustam-se como uma mão na luva. Além disso, um segmento da asa mostra traços de um tiro rasante, o qual em extensão directa leva ao cockpit. Curiosamente, descobri que tanto a foto de alta resolução do fragmento de bala que perfurou o cockpit como o segmento da asa com esfoladura nesse ínterim desapareceram das imagens Google. Não se pode virtualmente encontrar mais fotos dos destroços, excepto as bem conhecidas ruínas fumegantes.

Se ouvir as vozes de Washington que agora falam de um "erro / acidente potencialmente trágico", tudo o que resta é a pergunta de o que pode ter sido a natureza deste "erro" aqui perpetrado. Não me inclino a divagar muito no âmbito da especulação, mas gostaria de convidar outras pessoas a considerarem o seguinte: O MH 017 parecia semelhante no seu desenho tricolor àquele do avião do Presidente russo. O avião com o Presidente Putin a bordo estava ao mesmo tempo "próximo" do Malaysia MH 017. Em círculos da aviação "próximo" seria considerado algo entre 150 a 200 milhas [241 a 328 km}. Também, neste contexto, podemos considerar o depoimento da Sra. Tymoshenko, a qual queria abater o Presidente Putin com uma Kalashnikov.

Mas isto é pura especulação. Contudo, definitivamente, os disparos sobre o cockpit do Air Malaysia MH 017 não são especulação 
30/Julho/2014
[*] Comandante da aviação com 30 anos de experiência. Trabalhou com o B727, DC8, B747, B737, DC10 e A340. Desde 2004 tem trabalhado como escritor e jornalista. Resumo biográfico .

O original em alemão encontra-se em www.anderweltonline.com/... e a versão em inglês emwww.globalresearch.ca/... 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Bolívia declara Israel um "Estado terrorista"


Bolívia colocou Israel na sua lista de Estados terroristas para protestar contra os massacres israelenses na Faixa de Gaza.
presidente da Bolívia, Evo Morales anunciou a decisão na quarta-feira, durante uma reunião com os professores na cidade de Cochabamba.
"Nós declaramos Israel estado terrorista ", disse ele, indicando que a guerra de Israel em Gaza", mostra que Israel não respeita princípios como o direito à vida e outro governo básica da convivência pacífica e harmoniosa no seio da comunidade internacional ".
 Morales também lamentou a falta de ação Conselho de Segurança contra a matança de inocentes em Gaza.
Bolívia rompeu relações diplomáticas com Israel em 2009, após uma guerra israelense em Gaza anterior, como fizeram antes de outros países latino-americanos, como Venezuela e Cuba.
Depois do Brasil e do Equador, outros três países latino-americanos, Chile, Peru e El Salvador, na terça-feira chamaram seus embaixadores para consultas em Israel.Mobilização da comunidade palestina na Bolívia comunidade palestina Bolívia na quarta-feira convocou um comício na cidade de Santa Cruz para defender paz na Faixa de Gaza, onde bombardeios israelenses causaram mais de 1.400 mortes.
"Vamos fazer uma manifestação para exigir a paz. Pedimos a todos os irmãos, filhos de palestinos nascidos na Bolívia, e os irmãos bolivianos participar porque quinta-feira é uma marcha mundial contra o massacre de Israel contra o povo palestino ", disse Dames Halal, representante dos cidadãos.
iniciativa teve lugar quinta-feira na Praça 24 de setembro de Santa Cruz, encontra-se a maioria dos palestinos que vivem no país.
Segundo Dames, a atividade faz parte de um movimento mundial organizado pelos palestinos para defender o fim da agressão israelense contra Gaza.






Fonte:Al Manar

A semana que anunciou solenemente a nova Guerra-fria


por M. K. Bhadrakumar
Cartoon de Latuff.Se historiadores do futuro quiserem localizar com precisão o momento de transição em que a era pós guerra-fria transmutou-se na nova Guerra-fria, eles estão obrigados a examinar esta semana com atenção. A administração Barack Obama está numa disposição triunfalista após o êxito, finalmente, em alinhar os principais aliados europeus dos EUA – Reino Unido, França, Alemanha e Itália – por trás da sua estratégia concertada para isolar a Rússia da Europa e impor sanções contundentes contra ela.

Obama podia ter feito um emocionante discurso Cortina de Ferro esta semana – se não fosse a grande bagunça na Líbia, Iraque, Síria, Afeganistão, et al, e o horrendo massacre em Gaza que arruinou a sua própria reputação e, além disso, não esquecer, ele é um Nobel e não se supõe que lance um grito de guerra.

Ainda assim, o vídeo da teleconferência de Obama na segunda-feira com seus homólogos europeus anunciando que o acordo sobre "medidas coordenadas de sanção à Rússia" sugere sem qualquer dúvida que a era pós guerra-fria está a acabar.

Dentro das próximas "12-48 horas" Bruxelas estará a anunciar novas sanções contra Moscovo com base nos planos dos EUA que envolvem um vasto conjunto de medidas destinadas a deixar a economia russa de rastos. Washington em seguida anunciará suas próprias sanções contra a Rússia.

Espera-se que as assim chamadas sanções em Três Níveis atinjam instituições financeiras, negócios de armas e tecnologia de exploração energética da Rússia. Os bancos russos serão impedidos de apresentar novas emissões de títulos ou acções nas bolsas europeias e haverá proibição de transferir tecnologias sensíveis que poderiam ser utilizadas na perfuração em mares profundos, na exploração do Árctico e na extracção do petróleo de xisto. Também se espera que o embargo inclua uma proibição de futuros negócios de armas com a Rússia.

Moscovo podia antever as chamadas sanções em Três Níveis e começou a circular os vagões. Terça-feira passada o Presidente Vladimir Putin efectuou uma reunião no Kremlin do Conselho de Segurança da Rússia, o mais alto organismo de elaboração política sobre política externa e questões de segurança. Putin fez um importante discurso na reunião cuja agenda era inequivocamente discutir opções estratégicas da Rússia no novo clima de Guerra-fria em todas as áreas das políticas nacionais – interna, externa, poder militar e mesmo a "guerra de informação".

Disse Putin: "Nossas Forças Armadas permanecem o mais importante garante da nossa soberania e da integridade territorial da Rússia. Reagirmos adequadamente e proporcionalmente à aproximação da infraestrutura militar da NATO em direcção às nossas fronteiras e não deixaremos de observar a expansão dos sistemas de defesa de mísseis globais e os aumentos nas reservas de armamento não nuclear de precisão... podemos ver claramente o que está a acontecer: grupos de tropas da NATO estão claramente a ser reforçados em estados da Europa Oriental, incluindo os dos Mares Negro e Báltico. E a escala e intensidade do treino operacional e de combate está em crescimento. É imperioso implementar todas as medidas planeadas para fortalecer a capacidade defensiva da nossa nação plenamente e no prazo certo". ( sítio web do Kremlin ).

Os acontecimentos desta semana quase eliminam quaisquer perspectivas residuais de uma acomodação entre Washington e Moscovo. Igualmente, o papel mediador da Europa – França e Alemanha em particular – também está a desaparecer. A estimativa estado-unidense é de uma situação "vence-vence" ("win-win"), porque, como observou esta semana o académico Dmity Trenin, da Carnegie, "Mesmo se nenhum líder pró ocidental substituir um Putin no Kremlin... a Rússia sucumbirá a um outro período de perturbação, fazendo com que se centre sobre si própria ao invés de criar problemas para Washington".

Trenin apresentou o cenário com dureza: "Já não é mais a luta pela Ucrânia, mas uma batalha pela Rússia. Se Vladimir Putin conseguir manter o povo russo do seu lado, ele vencerá. Do contrário, uma outra catástrofe geopolítica pode seguir-se".

Naturalmente, Trenin exagera. A avaliação da popularidade de Putin é o dobro da de Obama. O povo russo admira Putin como um patriota e um líder forte, ao passo que os americanos vêm Obama cada vez mais como um incompetente não importando o assunto que manuseie.

Mas o perigo real está em outro lugar – nomeadamente, a comunidade internacional pode ter de pagar um preço pesado pelo trabalho mal feito de Obama no estabelecimento de uma nova Guerra-fria. Quando o Irão não pôde ser intimidado por sanções, o que é que torna Obama e seus colegas europeus tão confiantes em que um país muito mais poderoso como a Rússia possa ser?

Será que o poder combinado dos EUA e dos seus aliados europeus basta para redefinir a ordem mundial e isolar a Rússia a qual, a propósito, também é uma ávida globalizadora (ao contrário da antiga União Soviética)?

Se a Europa não vai comprar petróleo russo e vai diversificar, o que acontece ao mercado do petrolífero que também atende ao resto do mundo? O que acontecer na verdade à própria recuperação económica da Europa se o preço do petróleo disparar?

De modo bastante óbvio, quando a Rússia vê a NATO e a instalação de ABMs como um desafio existencial, como pode isto reconciliar-se com o estabelecimento de bases militares dos EUA-NATO no Afeganistão? Além disso, se a Rússia é um adversário, por que deveria ela cooperar com os EUA (e o Ocidente) sobre o Irão, a Síria ou o Iraque?

Onde é que tudo isto deixa os outros países importantes nos cantos não ocidentais do mundo – Índia, Brasil ou China? Será que o Ocidente espera que estes países cumpram o seu regime de sanções em Três Níveis? E se eles não o fizerem?

Não, Sr. Trentin, o Sr. está errado. Isto não é realmente acerca do regime na Rússia, isto é acerca da ordem mundial. Isto é acerca do sistema de Bretton Woods e o desafio a ele que Putin encabeça, como evidenciou na cimeira dos BRICS em Fortaleza.

Isto é o contra-ataque de Obama numa guerra de guerrilha, assustado acerca do desafio crescente à supremacia do US dólar. A questão crucial é que, sem a liberdade contínua para imprimir notas de dólar, a economia americana está condenada.

O resto do mundo entende perfeitamente bem que a nova Guerra-fria é disto que trata. Mesmo os europeus não são tontos, eles também compreendem o que está a acontecer, como testemunha a sua grande relutância em isolar a Rússia durante todas estas semanas e meses.

Quase certamente, não há ideologia aqui envolvida. Não é uma guerra sobre socialismo ou terrorismo, nem é uma guerra intrinsecamente acerca da Ucrânia ou da Rússia. Em termos claros, a nova Guerra-fria é acerca da perpetuação da dominância global dos EUA.

Sem o sistema de Bretton Woods, sem a NATO, sem superioridade nuclear sobre a Rússia, os EUA enfrentam a perspectiva ao longo do tempo de se tornarem uma potência amplamente diminuída. Sem a liderança transatlântica, fica reduzido ao que costumava ser antes da I Guerra Mundial uma centena de anos atrás – uma influente potência regional no Hemisfério Ocidental. 
29/Julho/2014
O original encontra-se em blogs.rediff.com/mkbhadrakumar/2014/07/29/the-week-that-ushered-in-new-cold-war/ 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Denúncia: 6 mil soldados estadunidenses, canadenses e europeus na Faixa de Gaza




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Librered.net
Forças armadas estariam se juntando ao exército israelense contra os palestinos; médicos denunciam bloqueios na região que dificultam o atendimento dos feridos
29/07/2014
Da Redação
A Rede Euro-Mediterrânea de Direitos Humanos (REMDH) revelou que cerca de seis mil soldados, vindos principalmente dos Estados Unidos, Canadá e Europa estão participando do bombardeio de Israel contra os palestinos na Faixa de Gaza.
O exército israelense já confirmou a morte de um soldado francês de 22 anos. Na última semana, o Ministério das Relações Exteriores dos Estados Unidos também já declarou a morte de dois soldados.
Fontes palestinas dizem que a medida está sendo tomada porque muitos israelenses estão fugindo do campo de batalha e as autoridades são obrigadas a substituí-los pelos estrangeiros. Mais de 90 soldados de Israel morreram desde o começo da ofensiva contra Gaza. Enquanto do lado palestino, ao menos 1048 pessoas foram mortas além de mais de 6300 feridas.
“Crime contra a humanidade”
Vinte e quatro médicos europeus que estão em Gaza lançaram uma carta aberta descrevendo os ataques de Israel de “um crime contra a humanidade”.
"Solicitamos aos nossos colegas que denunciem a agressão de Israel. Estamos combatendo a propaganda do governo que transforma o massacre pela denominada ‘agressão defensiva’. A realidade é que se trata de uma agressão cruel com duração e intensidade ilimitadas”, diz a carta que também reforça que a maioria dos alvos israelense são civis inocentes.
Os médicos também denunciam que Gaza está sendo bloqueada, e os feridos não podem buscar socorro em hospitais fora da região, além do acesso a comida e medicamentos ser limitado.
“Israel está insultando nossa humanidade, inteligência e dignidade. Os médicos que tentam viajar para Gaza, não conseguem chegar por conta de bloqueios”, denunciam.
Recém nascidos
Outro aspecto pouco conhecido da ofensiva israelense em Gaza é a morte de bebês abandonados na região, já que recém-nascidos não podem ser levados pelos seus pais para um local seguro.
É o caso da maternidade do hospital Shifa, onde três bebês dividem a mesma incubadora. A falta de energia e de mantimentos nos hospitais fez com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitasse um “corredor humanitário” para tratar dos feridos.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Israel bombardeia uma terceira escola da ONU em Gaza


Pelo menos 20 pessoas foram mortas e 50 ficaram feridas quando os tanques israelenses bombardeou uma escola.
Porta-voz do Ministério da Saúde palestino em Gaza, Ashraf al Qidr disse tanques israelenses atacaram a escola dirigida pela Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA) no campo de refugiados de Jabaliya, na madrugada de quarta-feira.
Testemunhas disseram estações de rádio em Gaza vários tanques atacaram a Al Hussein Escola para meninas, onde um grande número de civis se refugiaram depois de fugir suas casas durante os bombardeios israelenses. 
Esta é a terceira escola da ONU em Gaza é atacado. Note que as funções da escola, como um dos 85 abrigos que a ONU estabeleceu na Faixa de Gaza.
Em 24 de julho, os tanques israelenses atacaram outra escola da ONU em Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza. Dezesseis pessoas foram mortas e centenas de feridos na ação. Esta escola também foi usado como um centro de refugiados.
Enquanto isso, três mesquitas foram bombardeadas na noite de terça-feira para quarta-feira.
Ataques a escolas da ONU gerou ampla condenação internacional. Secretário-Geral Ban Ki-moon descreveu como "crime hediondo".
Contudo, o apoio dos EUA a Israel e de outros países ocidentais fez com que o Conselho de Segurança foi incapaz de adotar medidas contra estes atos terrorismo israelense.








 
Fonte: Agências
Al Manar
2014/07/30 - 17:01 Última atualização 30/07/2014 - 17:01 | 184 visualizaçõe

Na volta ao Mercosul, Paraguai se isola ao não apoiar repúdio a ofensiva israelense



É a primeira vez que o presidente Horacio Cartes participa de uma reunião do bloco desde que o país foi suspenso após o golpe contra Lugo, em 2012
Argentina, Brasil, Uruguai e Venezuela condenaram o uso desproporcional da força pelo Exército de Israel contra a Faixa de Gaza e ressaltaram a importância das investigações para identificar responsáveis por violações do Direito Internacional Humanitário. A declaração especial, emitida após a 46ª Cúpula do Mercosul (Mercado Comum do Sul) desta terça (29/07), em Caracas, não conta, no entanto, com a assinatura do Paraguai, que participa pela primeira vez de uma cúpula do bloco após ter sido suspenso do grupo em junho de 2012.
Os quatro países “condenaram de maneira enérgica o uso desproporcional da força por parte do Exército israelense na Faixa de Gaza, que afeta majoritariamente civis, incluindo crianças e mulheres”, além de condenar “qualquer tipo de ações violentas contra populações civis em Israel”. O fim imediato do bloqueio contra a população de Gaza para o livre trânsito, ingresso de alimentos, medicamentos e ajuda humanitária também foi instada.

Agência Efe

Na 46ª Cúpula do Mercosul, sul-americanos, com exceção do Paraguai, condenaram ofensiva israelense contra Gaza
Os chefes de Estado fizeram um chamado ao diálogo como única saída do conflito e reiteraram seu apoio à “solução de dois Estados vivendo em paz e segurança dentro de fronteiras internacionalmente reconhecidas”. Na declaração, ainda pedem respeito ao direito internacional e aos direitos humanos, ressaltando a “importância e urgência da investigação de todas as violações do Direito Internacional Humanitário a fim de estabelecer os fatos e circunstâncias de tais violações e dos crimes cometidos e identificar os responsáveis”.
O presidente do Paraguai, Horacio Cartes, no entanto, não mencionou o conflito em seu discurso, mas agradeceu efusivamente o apoio do Mercosul. Após a suspensão pelo impeachmet expresscontra o ex-presidente Fernando Lugo, o país voltou hoje a participar de uma cúpula presidencial do bloco.

A participação de Cartes [na foto, à direita]representou a reincorporação “plena” do Paraguai ao Mercosul. “O Paraguai volta a esta cúpula com o claro propósito de fortalecer o processo de integração regional”, disse, complementando que isso foi demonstrado com a aprovação por seu país da inclusão da Venezuela ao bloco. A presidência pro-tempore do Mercosul foi assumida, nesta terça, pela Argentina, após mais de um ano comandada pela Venezuela.
Diferentes "tonalidades" sobre o assunto
Tanto a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, como o venezuelano Nicolás Maduro e a presidente Dilma Rousseff manifestaram preocupação pela situação na Faixa de Gaza durante suas intervenções na plenária aberta da Cúpula. Maduro, anfitrião e primeiro a falar, deu a entender que o assunto era encarado de diferentes formas pelos chefes de Estado, ao dizer que seriam escutadas nas intervenções “as diferentes tonalidades que há sobre o tema”.


Segundo ele, no entanto, estas “estão cruzadas por um sentimento profundamente humano de solidariedade com o povo palestino, a exigência de cessar-fogo, que se retomem os caminhos das conversas de paz e respeito do direito palestino a viver, a existir”, expressou. “É um tema que mantém sensibilizada a opinião pública de todos os nossos países e trocamos critérios, opiniões, percepções, visões, como sempre na diversidade dos debates do Mercosul e dos nossos espaços do Sul”.

Cristina fez um dos discursos mais enfáticos contra o que qualificou como o “drama da Faixa de Gaza”. “Eu agradeço a solidariedade e vou falar em último termo da Argentina”, disse, sobre a crise de seu país com os “fundos abutres”, complementando que acharia egoísta não abordar antes o assunto palestino. “Está em jogo é a vida de todo um povo”, disse. Segundo ela, a primeira questão é solicitar um cessar-fogo imediato e que apesar dos “matizes” que os presidentes presentes poderiam ter, o reconhecimento do Estado da Palestina foi uma postura histórica de seu país.
"Cifras falam por si só"
A presidente argentina reforçou que Israel tem o direito de viver em paz, mas “dentro de suas fronteiras estabelecidas em 1967”. E disse que se o pedido é por um cessar-fogo, “todos estamos admitindo que estamos uma guerra”. “Mas isso não basta, porque ter uma postura como se estivéssemos balanceando ou analisando duas situações similares, não seria, pelo menos da parte de quem fala, nem sincero, nem honesto”, disse.

Agência Efe

Países do Mercosul ressaltaram importância de investigações dos crimes cometidos no conflito do Oriente Médio
Cristina disse que perguntou a seu chanceler, Héctor Timmerman, qual é a quantidade de mortos de um lado e do outro. E que este afirmou que de 1.230, mais de mil mortos são palestinos, quando cerca de 30 soldados e três civis israelenses morreram. “As cifras falam por si só, e não significa fazer um inventário, mas significa medir exatamente o drama que se está vivendo em população civil”, disse.
Dilma, por sua vez, disse que “não podemos aceitar impassíveis a escalada de violência entre Israel e Palestina”. Com o país envolvido em uma polêmica com Israel, que chamou o Brasil de “anão diplomático” por ter condenado o uso desproporcional da força, a presidente afirmou que desde o princípio, o Brasil condenou o lançamento de foguetes e morteiros contra Israel e reconheceu seu direito de se defender.
“No entanto, é necessário ressaltar nossa mais veemente condenação ao uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.O governo brasileiro reitera seu chamado a um cessar-fogo imediato, abrangente e permanente entre as partes”, expressou.
Fonte: Opera Mundi

A ascensão e a queda do sul global

A ascensão e a queda do sul global


por Prabhat Patnaik [*]
Foi pintado um quadro da globalização que é como se segue: os salários reais no sul são muito mais baixos do que no norte, uma vez que o sul está sobrecarregado com grandes reservas de trabalho. Num mundo onde o capital é móvel, ainda que o trabalho não o seja, o capital do norte mudará a localização da sua actividade produtiva do norte para o sul, para aproveitar destes salários baixos, a fim de atender à procura global. Ainda que o capital do norte não se mova para o sul, capitalistas locais no sul que têm acesso (ou possam obter acesso) a tecnologias de produção de vanguarda num grande número de sectores, podem produzir no sul a fim de atender a procura global. Eles podem assim fazer com êxito devido aos baixos salários do sul, desde que não haja barreiras para o fluxo de bens e serviços do sul para o norte. Uma vez que "globalização" implica a ruptura de barreiras ao livre fluxo de bens e serviços e de capital, incluindo aquele na forma financeira, segue-se que a era da globalização é a era da emergência do sul, de uma difusão maciça do "desenvolvimento", dentro da ordem capitalista mundial, do norte para o sul, pela que desaparecerá a dualidade historicamente observada da economia mundial.

Durante algum tempo este prognóstico parecia justificado. A China registou enormes taxas de crescimento com base no aumento de exportações. A Índia testemunhou um aumento significativo em exportações do sector de serviços e também alcançou taxas de crescimento impressionantes, em comparação aquelas muito mais baixas na era dirigista pré liberalização pareciam insignificantes. A ascensão nos preços das commodities primárias, causada entre outras coisas pelo aumento da procura de uma economia chinesa em rápido crescimento, ajudou a África e a América Latina a registarem também taxas de crescimento expressivas. Com a globalização parecia que havia chegado o "momento" do sul. E o capital financeiro internacional publicitou este tema da difusão do "desenvolvimento", uma vez que ele "legitimava" a globalização, pintando-o numa luz extraordinariamente favorável como uma ruptura com todas as dicotomias passadas.

Este prognóstico também tinha um corolário: o sul já não precisava de se preocupar acerca do seu próprio mercado interno, nem acerca da distribuição igualitária de activos entre o seu povo, acerca de reformas agrárias, acerca da elevação do padrão de vida da sua população. Ficar "aberto" a fluxos de bens e serviços e de capital era tudo o que importava, uma vez que automaticamente asseguraria crescimento e elevaria o padrão de vida da população, se não imediatamente pelo menos ao longo do tempo – mas nenhuma estratégia de expansão do mercado interno era realmente necessário. Ao contrário, se o sul executasse reformas estruturais para uma distribuição igualitária de activos e rendimentos, então a inquietação social resultante poderia mesmo afastar a entrada do capital global e privá-lo da oportunidade de crescimento que a globalização havia aberto. O que havia a fazer, em suma, era evitar quaisquer reformas igualitárias e simplesmente acalentar o neoliberalismo, uma conclusão que ia tão directamente contra toda a tradição teórica que havia emergido das correntes "nacionalistas" e leninistas que, por algum tempo, aquelas correntes teóricas pareceram fora de moda e obsoletas.

CENÁRIO ALTERADO 

Este cenário foi completamente alterado. A crise que em 2007 afundou o mundo capitalista avançado propagou-se agora ao sul, com taxas de crescimento tanto na China como a Índia a desacelerarem notavelmente. E além disso o velho mecanismo de estímulo ao crescimento dentro da globalização parece ter chegado ao seu fim, levando as economistas sulistas a um beco sem saída.

Isto era de esperar. Se o estímulo ao crescimento de uma economia decorre basicamente da sua capacidade de exportar para o mercado mundial, então a taxa de crescimento da procura mundial terá uma influência importante sobre a sua taxa de crescimento. A recessão mundial, não surpreendentemente, atingiu as economias do sul, incluindo a China e a Índia – e as suas taxas de crescimento também vieram abaixo.

Mas levanta-se aqui uma questão: uma vez que os salários sulistas continuam a ser consideravelmente mais baixos do que os do norte, por que o processo de "difusão" de actividades não deveria, ainda que sob a égide do capital metropolitano ou de produtores internos, continuar em plena força, de modo a que a taxa de crescimento nos países de baixos salários não afectasse a taxa de crescimento da procura mundial? Por outras palavras, por que a taxa de crescimento da economia mundial não deveria afectar exclusivamente os países de altos salários e excluir aqueles de baixos salários dos seus efeitos destrutivos, até que as diferenças salariais na economia mundial tivessem desaparecido?

A resposta a esta pergunta repousa na própria natureza da globalização. A globalização não provocou a transferibilidade de todas as actividades de todas as actividades, mas apenas de algumas. Em particular, ela realmente fortaleceu o monopólio do capital metropolitano sobre tecnologias de vanguarda num grande número de sectores, acima de tudo através da institucionalização global de um regime de Direitos da Propriedade intelectual. Isto significa que naqueles sectores onde o capital metropolitano não pretende localizar suas unidades de produção no sul, os produtores locais no sul não estão em posição de produzir para o mercado mundial. E o próprio capital metropolitano não pretende, em actividades de tecnologia intensiva, mudar a sua base de produção para o sul, privando-se de todas as vantagens que desfruta nas suas localizações actuais no norte. O resultado de tudo isto é que há limites para a difusão de actividades mesmo sob a globalização actual: actividades que incorporam tecnologia barata conseguem difundir-se no sul mas não actividades que incorporem tecnologia avançada.

DESACELERAÇÃO DAS TAXAS DE CRESCIMENTO 

Se existe um tal limite para o espectro das actividades que podem ser difundidas, isto aponta claramente para o facto de salários mais baixos no sul deixarem de importar no que se refere à difusão. E nas actividades que são difundidas, a taxa de crescimento da procura mundial determina que as taxas de crescimento dos países hospedeiros seriam aquelas em que tal difusão se verificou. Esta é a razão porque países do sul, que até recentemente estavam a experimentar taxas de crescimento extraordinariamente altas, agora começam a desacelerar.

Certamente esta desaceleração no sul não foi concomitante com a desaceleração da economia mundial. Ao contrário, por algum tempo parecia que o sul havia escapado ao destino do norte, que não seria vítima da crise tal como as economias nortistas. Mas a razão para este interregno repousa não no facto de o sul estar livre da influência da recessão mundial mas sim em outra coisa, nomeadamente na formação de "bolhas" num certo número de economias do sul mesmo após o colapso da "bolha" imobiliária nos EUA.

Uma vez que o capital financeiro internacional prefere "finanças saudáveis", isto é, quer que os governos equilibrem seus orçamentos (ou no máximo que tenham um défice orçamental que não exceda uma certa percentagem do PIB, habitualmente 3%), a utilização do instrumento orçamental para ressuscitar a actividade económica tem primado pela sua ausência durante a actual crise global. O que o tem substituído é um vigoroso recurso à política monetária. No principal país capitalista do mundo, os EUA, as taxas de juro a curto e longo prazo foram virtualmente conduzidas para zero através da intervenção do banco central (inclusive no mercado de títulos a longo prazo do governo onde o banco central normalmente não intervém).

No processo de compra de títulos do governo o Federal Reserve tem estado a bombear enormes montantes de dinheiro, um fenómeno que é chamado "facilidade quantitativa" ("quantitative easing"). Embora haja alguma redução do montante bombeado a cada mês em relação ao nível anterior de US$80 mil milhões, ainda há uma abundância de dólares a inundarem o mundo os quais têm ido para as economias do sul com crescimento mais rápido, os chamados "mercados emergentes", e ali criaram "bolhas".

A desaceleração do crescimento entre as economias mais dinâmica do sul devido à recessão mundial foi portanto, numa certa medida, contrariada pelo estímulo à procura dado pela formação destas "bolhas" – e isto manteve as taxas de crescimento nestas economias avançarem por algum tempo. A influência das mesmas, no entanto, começa a desvanecer-se. O sul que supostamente estava em ascensão está agora a testemunhar uma queda, a qual só pode ser impedida se o mercado interno for expandido através de medidas igualitárias quanto à riqueza e à distribuição do rendimento, mas que, além da China numa certa medida, nenhum outro país está a fazer de qualquer maneira significativa (a China tem aumentado seus salários reais internos, pelo menos nas regiões costeiras).

É improvável que a economia capitalista mundial registe qualquer recuperação robusta no futuro previsível. Isto se deve ao facto de na era da globalização, uma vez que os salários reais por toda a parte são influenciados pelas grandes reservas de trabalho sulistas, o vector dos salários mundiais tornam-se rígidos no sentido do aumento mesmo quando a produtividade do trabalho ascende, levando a um aumento na fatia do excedente mundial. Esta tendência é mais uma vez reforçada pelo enfraquecimento dos sindicatos (pelas mesmas razões). Uma vez que o rácio fora do excedente é mais baixo do que aquele fora dos salários, esta redistribuição de salários para lucros (e outros rendimentos do excedente), cria uma tendência rumo à super-produção na economia mundial.

Não se pode recorrer à intervenção do Estado para contrariar esta tendência porque o capital financeiro, como já foi mencionado, prefere "finanças saudáveis" e sob a globalização prevalecem os caprichos do capital financeiro: sendo o capital financeiro internacional e os Estados sendo Estados-nação, qualquer violação dos seus desejos corre o risco de provocar uma fuga de capitais das suas costas. A única possível reacção à tendência em direcção à super-produção na economia mundial sob estas circunstâncias é dada pela formação de "bolhas". Mas estas não podem ser feitas sob medida e, assim como a sua formação pode estimular o nível da actividade económica mundial, o seu colapso seu o efeito oposto de mergulhar a economia mundial numa crise aguda, como temos estado a ver.

Portanto, a economia mundial no período que vem aí é provável que testemunhe um estado de quase estagnação, com breves recuperações ocasionais seguidas por colapsos. As economias sulistas, ligadas sob o regime de globalização à economia mundial, não estão em vias de conseguir algo muito melhor. Um aspecto notável do sue alto crescimento passado é que mesmo naquele período houve pouco impacto deste crescimento sobre o seu estado de desemprego e sub-emprego e portanto sobre o estado de pobreza aguda do seu povo. Na verdade, em muitos países o despojamento de camponeses e de pequenos produtores tradicionais que ocorreu piorou ainda mais a pobreza. Na estagnação que os ameaça nos próximos anos, uma vez que este despojamento não cessará (mas pode mesmo ser agravado), a condição do povo piorará ainda mais.

A revolta popular contra um regime que produz tais resultados pode ser protelada por algum tempo pelo recurso a várias formas de fascismo, mas logo ficará claro que a promessa da globalização para o sul foi uma quimera, que não há alternativa a uma ampliação do mercado interno como meio de expandir a economia e que as mudanças estruturais exigidas para isto – tais como a redistribuição igualitária de activos, que a esquerda sempre enfatizou – são indispensáveis para o progresso.
Do mesmo autor em resistir.info:
  • Os perigos da distribuição regressiva do rendimento
  • Sobre a crise económica global
  • Smith, Marx e alienação
  • A tributação da riqueza
  • Neoliberalismo e democracia
  • O valor do dinheiro
  • A natureza da actual crise capitalista
  • O espectro da austeridade

    [*] Economista, indiano, ver Wikipedia

    O original encontra-se em http://peoplesdemocracy.in/2014/0720_pd/rise-and-fall-global-south 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • terça-feira, 29 de julho de 2014

    Órbita de galáxias contradiz modelo cosmológico

    Terça-feira, 29 de julho de 2014


    Órbita de galáxias contradiz modelo cosmológico

    Discos orbitais
    Uma análise de cerca de 380 grandes galáxias mostrou que as pequenas galáxias satélites que as rodeiam organizam-se em discos girando ao redor das galáxias líderes. Isto contradiz o modelo cosmológico atual, que afirma que as galáxias satélites deveriam seguir órbitas aleatórias. O Universo possui um número incalculável de galáxias - "bilhões delas", por assim dizer. Algumas são imensas, como a nossa Via Láctea, contendo centenas de bilhões de estrelas.

    Assim como as estrelas se organizam em discos galácticos, as pequenas galáxias orbitam em planos ao redor das galáxias maiores. [Imagem: NASA/ACS]

    Mas a maioria das galáxias que podemos observar são "galáxias anãs", muito menores do que a Via Láctea, e contendo alguns poucos bilhões de estrelas. Seguindo a Modelo Cosmológico Padrão, as galáxias-anãs deveriam se mover em todas as direções. Mas não é isso que os dados mostram.

    Seguindo o líder
    Os astrônomos já haviam percebido que as pequenas galáxias que circundam a Via Láctea e nossa vizinha Andrômeda não seguem padrões aleatórios. Mas, como isso contradiz a teoria mais aceita, os cientistas assumiram que a Via Láctea e Andrômeda eram uma exceção à regra. Contudo, com a observação de 380 grandes galáxias, agora não está dando mais para fugir do problema. Este é um grande problema que contradiz nosso modelo cosmológico padrão. Ele desafia nossa compreensão de como o Universo funciona, incluindo a natureza da matéria escura," explicou o professor Geraint Lewis, da Universidade de Sidney, na Austrália. "Para todo lado que olhamos, vemos esse movimento estranhamente coordenado das galáxias anãs. Disto podemos extrapolar que esses planos circulares são universais, vistos em cerca de 50 por cento das galáxias," completou o pesquisador.

    Errando no varejo
    Pelo modelo padrão, a formação das galáxias anãs está conectada aos filamentos de matéria escuraque se acredita permear todo o Universo. Mas então seria necessário explicar por que esses grandes enxames de galáxias anãs circulam ao redor das suas galáxias principais em discos que são muito mais finos do que os filamentos que lhes teriam dado origem. Segundo os pesquisadores, a descoberta pode significar que todas as simulações cósmicas - e as teorias que lhes dão embasamento - precisam ser completamente revistas. Para eles, tudo parece indicar que o modelo padrão fornece uma representação adequada das observações em escalas maiores, "mas não estamos enxergando algo fundamental em escalas menores".
    Fonte: Inovação Tecnológica

    Prabhat Patnaik / O banco dos BRICS


    por Prabhat Patnaik [*]
    .Em 15 de Julho último os cinco países BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – criaram formalmente um novo Banco de Desenvolvimento na cidade de Fortaleza, Brasil, o qual terá sede em Shangai e terá um indiano como seu primeiro presidente. O banco teria um capital base de US$50 mil milhões para começar, com a contribuição dos cinco governos, e proporcionaria financiamento ao desenvolvimento a todos os governos para projectos de infraestrutura. A proposta dos BRICS também considera um Esquema de reservas para contingências (Contingency Reserve Arrangement, CRA) de US$100 mil milhões, o qual concederá empréstimos a governos para que enfrentem problemas de balança pagamentos – mas esta disposição ainda está para arrancar.

    Muitos economistas e comentadores saudaram o Banco BRICS, cada um deles mencionando alguns dos três seguintes argumentos: primeiro, que aumentará o papel dos países BRICS na "governação económica global". Estes países actualmente são marginalizados pela principal agência de empréstimos para o desenvolvimento, o Banco Mundial, o qual opera sob o princípio de votação consoante a percentagem de capital e não de "um país um voto" (o princípio que governa a ONU).

    Assim, seu peso económico aumentará se eles tiverem em conjunto um banco de desenvolvimento próprio com os mesmos objectivos que o Banco Mundial deveria cumprir de acordo com o estabelecido em Bretton Woods. (Noutro paralelo com Bretton Woods, o CRA, que é a organização gémea do Banco BRICS mas que ainda não teve início, é encarado como que a preencher um papel tipo FMI.) Dito de modo diferente, o argumento é que o Banco BRICS reduzirá o poder dos países desenvolvidos na "governação económica global" e aumentará o dos BRICS, o que deve ser saudado pois representa uma transferência de poder económico global.

    O segundo argumento é que aumentará o "peso do Sul" na "governação económica global". Está a ser afirmado que o Banco BRICS não operará na base de "votos de acordo com a percentagem de capital", mas sim de "um país um voto", sem poder de veto concedido a qualquer país. E além dos cinco países que são proprietários do banco haverá também alguns outros países do Sul, numa base rotativa, no Conselho de Administração que serão autorizados a votar. Consequentemente, não será apenas um Banco dos BRICS mas sim um banco que de certa forma representa todo o Sul.

    O terceiro argumento é que o Banco BRICS não será uma fonte de pressão ideológica para a adopção de políticas neoliberais, como se tornou o Banco Mundial. Este argumento declara que o Banco Mundial a princípio costumava dar assistência a projectos com base na viabilidade do próprio projecto, sem interferir com as políticas macroeconómicas do governo em causa. Mas a partir de um certo ponto começou a conceder empréstimos para apoio a orçamentos de governos, primariamente sob empréstimos de "Ajustamento estrutural", mas também sob outras rubricas (o empréstimo Extended Facility obtido pelo Índia no princípio dos anos oitenta é um exemplo desta nova espécie de empréstimo). Ele começou então a preocupar-se com a orientação da política macroeconómica do governo tomador do empréstimo. Impôs "condicionalidades" aos seus empréstimos, tal como o FMI também começou a fazer, as quais essencialmente pressionavam os países tomadores a adoptarem políticas neoliberais. Uma vez que o Banco BRICS estará a dar empréstimos para projectos, baseados inteiramente na viabilidade do próprio projecto, ele não se preocupará com a orientação macroeconómica do governo, portanto seus empréstimos carecerão da coerção ideológica que implicam os empréstimos do Banco Mundial.

    No que todos estes argumentos se resumem em termos de economia política é essencialmente que o Banco BRICS reduzirá a dependência do Sul em relação a instituições dominadas pelo imperialismo e, portanto, constitui um desenvolvimento progressista. Será válida esta afirmação?

    EUFORIA INJUSTIFICADA 

    É certamente incorrecto fazer pronunciamentos sobre o assunto numa etapa tão prematura. Mas a euforia dos comentadores, pode-se dizer desde já, é injustificada. A questão é que, muito embora a China se posicione numa base algo diferente, todos os outros países BRICS têm significativas grandes burguesias internas as quais estão integradas ao capital financeiro internacional. Isto é verdadeiro mesmo se se pensar que a Rússia está actualmente em oposição ao Ocidente quanto à Ucrânia. A questão do Banco BRICS não pode ser analisada sem referência à grande burguesia dos países BRICS, como têm feito quase todos os comentadores. Por outras palavras, a natureza de classe destes regimes tem um papel crucial na direcção que o Banco BRICS tomará: se o Banco BRICS e o CRA se tornarem meras réplicas do Banco Mundial e do FMI com alguma delegação de autoridade do "topo" para as potências BRICS, ou se expandirão o espaço de manobra dos países do Sul.

    O facto de que o CRA está confirmadamente a considerar impor "condicionalidades" estilo FMI a todos os países que tomem emprestado acima de 30 por cento das suas quotas é indicativo do que está para vir. E o Banco Mundial certamente não encara o Banco BRICS como uma espécie de rival; na verdade ele saudou a formação do Banco BRICS em termos claros.

    Não é segredo que o FMI e o Banco Mundial são organizações em declínio, com o grosso dos empréstimos internacionais sendo agora encaminhados não através estas agências multilaterais mas sim através de bancos privados. De facto, na fase posterior da crise financeira de 2008, o FMI foi rapidamente ressuscitado através de um plano elaborado pelo G-20, do qual vários países BRICS são membros e que procurava utilizar fundos chineses, encaminhados através do FMI, para ressuscitar economias atingidas pela crise. Este plano, de que a propósito a Índia foi um dos principais arquitectos, foi proposto para contrariar uma proposta promovida pelo então presidente da Assembleia-Geral da ONU, Padre Miguel Brockman , da Nicarágua (que havia lançado a Comissão Stiglitz), no sentido de haver uma nova conferência internacional tipo Bretton Woods com a participação de todos os estados membros da ONU. Em resumo: vários países BRICS foram coniventes com o bloco imperialista conduzido pelo EUA no sentido de sabotar a proposta de trazer países do Sul para a vanguarda da "governação económica global" e chegaram mesmo a ressuscitar um FMI quase defunto para este objectivo. Imaginar que estes mesmos países vão agora, através do Banco BRICS, alinhar-se com o Sul para afrouxar o domínio do imperialismo, é absolutamente fantasioso.

    O relacionamento da grande burguesia do terceiro mundo com o imperialismo não permaneceu invariável ao longo do tempo. Houve um momento, quando dominava o dirigismo de Nehru, em que a grande burguesa do terceiro mundo quis um grau de autonomia relativa em relação ao imperialismo, para desenvolver a "economia nacional". O dirigismo reflectia esta ambição. Mas isso acabou há muito. Mesmo na Índia, onde perdurou mais tempo, já se passaram duas décadas e meia, se não três, desde que o neoliberalismo substituiu o dirigismo, o que basicamente significa a integração da grande burguesa nas fileiras do capital financeiro globalizado, com suas próprias ambições de intrusão em outras economias do terceiro mundo e de reduzi-las a apêndices, exactamente do modo como faz o imperialismo, mas com as bênçãos deste ao invés da sua oposição.

    As tomadas de terras da Índia na África são um bom exemplo, tal como o é a vaga de Acordos de Livre Comércio assinados pelo governo indiano nos quais os interesses dos camponeses são sacrificados a fim de encontrar mercados para manufacturas capitalistas. As grandes burguesias de outros países BRICS também não estão livres destas ambições de intrusão em outras economias do Sul. Portanto a ideia de que tudo o que provém das fileiras de países do terceiro mundo é ipso facto uma força que enfraquece o imperialismo tem de ser abandonada no contexto actual.

    Acreditar que o mesmo governo indiano que está a tentar privatizar bancos de propriedade estatal dentro da Índia contra os interesses do seu próprio povo -- com o argumento espúrio de que precisa cumprir as "normas adequadas de capital" de Basiléia III -- subitamente ficou ansioso por desenvolver, através do Banco BRICS, um sector público no interesse dos povos do Sul é mostrar extraordinária ingenuidade.

    POUCO A LOUVAR 

    Isto leva-nos a um ponto importante. Por que é que qualquer país necessita tomar emprestado de um banco internacional para financiar sua infraestrutura? Os recursos reais necessários para tais investimentos são de duas espécies: aqueles disponíveis internamente e aqueles que têm de ser importados. Quanto aos primeiros, financiar sua compra não exige um empréstimo internacional; ele pode ser efectuado simplesmente pela contracção de empréstimos junto a bancos internos, incluindo o banco central. Uma vez que há abundância de capacidade interna não utilizada na maior parte dos grandes países do terceiro mundo, tais empréstimos internos serão não inflacionários e portanto pode-se recorrer a eles sem penalizações. É só para obter as divisas estrangeiras exigidas para comprar os componentes importados do investimento na infraestrutura que um empréstimo de um banco internacional pode ser necessário.

    Mas este não é o modo como o capital financeiro encara a questão e portanto o da maior parte dos governos do terceiro mundo que aprendem sua teoria económica com os porta-vozes das finanças. Eles pensam acerca dos recursos não em termos reais mas exclusivamente em termos de dinheiro; acreditam que a expansão interna do crédito deve ser mantida sob rédea curta devido à inflação como se faz agora (muito embora esta inflação não seja causada por excesso de procura); e portanto consideram como virtude substituir empréstimos estrangeiros por internos. A expansão da disponibilidade de divisas estrangeiras que isto implica encoraja uma substituição de inputs importados por internos em projectos de infraestrutura (por vezes bancos estrangeiros insistem nisso em nome da "oferta flutuante global" ("floating global tender"). Um Banco BRICS, em suma, pode desempenhar o papel de expandir o mercado para os países BRICS nas economias do Sul a expensas de fabricantes locais. O "neoliberalismo" sem dúvida já trabalha nesta direcção; mas o Banco BRICS agravará a tendência.

    A disponibilidade fácil de divisa estrangeira, mesmo quando não provoca uma substituição de bens importados por outros produzidos internamente, e portanto não causa "desindustrialização" interna, tem outro efeito semelhante: ao financiar um défice em conta corrente, impede de serem tomados quaisquer passos correctivos para eliminar este défice. Dessa forma, expõe o país a uma futura crise de divisas estrangeiras de uma magnitude ainda maior e assim faz, paradoxalmente, ao impedir qualquer aperto imediato de divisas externas. E quando uma tal crise de maior magnitude o atinge, é o povo que paga o preço da mesma, não a grande burguesia.

    A moral da estória é isto: o significado de qualquer esquema financeiro, tal como estabelecimento de um banco internacional de desenvolvimento do género Banco BRICS, depende do contexto. Tem um significado num contexto em que todos os Estados-nação impõem livremente controles sobre o comércio e o capital – e outro bastante diferente quando perseguem políticas neoliberais. Pode ser uma fonte de apoio para um regime que se tenta libertar das cadeias do imperialismo no primeiro contexto mas não no último. Portanto, no que se refere aos povos do Sul, incluindo a Índia, há pouco a louvar na formação do Banco BRICS.
    Do mesmo autor em resistir.info:
  • A ascensão e a queda do sul global
  • Os perigos da distribuição regressiva do rendimento
  • Sobre a crise económica global
  • Smith, Marx e alienação
  • A tributação da riqueza
  • Neoliberalismo e democracia
  • O valor do dinheiro
  • A natureza da actual crise capitalista
  • O espectro da austeridade

    [*] Economista, indiano, ver Wikipedia

    O original encontra-se em http://peoplesdemocracy.in/2014/0727_pd/brics-bank 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • segunda-feira, 28 de julho de 2014

    Aviões de guerra de Kiev derrubaram o avião MH71

    Aviões de guerra de Kiev derrubaram o avião MH71
    Algumas questões a que KIEV e os EUA deveriam dar resposta

    ANNCOL*

    Sala de Controlo russa
    Tal como comentámos anteriormente (ver: “Uma breve análise sobre a hipótese do míssil que
    supostamente derrubou o voo MH71 da Malaysia Airlines”, “Perante as evidências
    comprováveis”, “Kiev tem muitas explicações a dar sobre o derrube do avião da Malaysia
    Airlines”, “Manipulação e intoxicação à volta do avião da Malaysia Airlines derrubado na
    Ucrânia”), das hipóteses possíveis para explicar o derrube do voo MH71 da Malaysia Airlines
    ficava por analisar a possibilidade da causa do derrube ter sido um míssil ar-ar lançado a partir
    de um avião de caça próximo do voo daquela transportadora aérea. Mas hoje, 21 de Julho, o
    ministério da Defesa russo deu uma conferência de imprensa para expor as suas primeiras
    investigações sobre o trágico destino do voo MH71 em que se denuncia a presença de, pelo
    menos, um caça ucraniano a uma distância entre 3 e 5 km do avião malaio.
    Os possíveis indícios de um míssil ar-ar
    Um dos poucos vídeos da queda do MH71 Indica-nos várias coisas:
     Aparentemente o avião não explode no ar. É derrubado e explode ao estatelar-se no
    solo.
     Não se observa no céu a esteira de nenhum míssil como a que deixaria um BUK M1. A descompressão da fuselagem. Isto explica porque apareceram cadáveres
    praticamente nus e inteiros. Assim o disse o perito de segurança aérea Alan Diehl no
    Daily Intelligencer [N. do T.: Revista nova-iorquina]. «O facto de não terem roupa
    vestida pode significar que [o passageiro] provavelmente foi atirado do avião ou que
    sofreu um forte golpe de vento de centenas de km/hora que o fizesse cair», declarou
    Diehl, que trabalhou como investigador da Junta Nacional para a Segurança no
    Transporte, na Administração Federal de Aviação e na Força Aérea dos EUA.
     E dos restos do avião foram publicados fotografias de pedaços de asas com sinais de
    impacto das hastes próprias dos misseis ar-ar.
     Os mísseis BUK vão a uma velocidade de 850 metros por segundo, a cabeça explosiva
    tem 70 kg de alta potência e contém bolas de metal que quando detona perto do
    objectivo (40-50 metros) cria um densa nuvem de fragmentos a alta velocidade que desintegram o avião. A julgar pelos restos danificados do Boeing 777, alguns peritos
    concluíram que o avião foi atacado por misseis de um avião de caça, que lançam
    cargas de fragmentação formada por hastes. A velocidade das hastes é tal que
    inclusive pode seccionar uma fuselagem de titânio. E se o objectivo for golpeado por 2-
    3% destas barras o avião está condenado. Os aviões MIG-29 e SU-25 e 27 têm estas
    cabeças montadas como standard.
     Há que sublinhar também que a hipótese do míssil BUK era facilmente comprovável
    pois não escaparia aos radares militares que controlam o espaço da Ucrânia, tanto
    russos como dos países da OTAN. A Rússia tem uma estrutura extraordinariamente
    potente para o controlo terrestre aéreo e espacial. Chama-se «Sistema de Prevenção
    de Ataques de Misseis» e permite aos militares russos o seguimento em tempo real de
    todo o hemisfério boreal do planeta. Os operadores controlam a rota de qualquer
    aparelho ou míssil nos céus com a fixação exacta da trajectória, desde o lugar de
    lançamento até ao ponto de explosão ou queda. A eficiência deste sistema
    conhecemo-la pela história recente. Em Setembro do ano passado, no momento da
    fase mais aguda do conflito na Síria, a OTAN lançou mísseis balísticos a partir do
    Mediterrâneo Ocidental para a Síria que foram imediatamente detectados pelo sistema.
    Concretamente pela estação de radar situada em Armavirsky da nova geração
    «Voronezh-DM», que vigia e segue todo o desenvolvimento da OTAN. Nem é preciso
    dizer que a OTAN tem um sistema semelhante (se não for ainda mais efectivo).
    Portanto, podemos estar seguros que tanto o Kremlin como a OTAN se tivessem tido
    conhecimento que o avião fora derrubado por um míssil BUK sabiam igualmente quem,
    e donde o tinham lançado. Se tivessem sido os russos ou os pró-russos por que razão
    não mostraram essas provas publicamente? Se o míssil BUK tivesse sido lançado
    pelos ucranianos, por que razão Moscovo não divulgou os seus dados? Só há uma
    explicação racional… porque esse míssil BUK não existiu.
     Por tudo isto, a hipótese de um míssil ar-ar foi tomando corpo com o passar do tempo,
    para além das estranhas informações do suposto controlador «Carlos» que, poucos
    minutos depois sinistro publicava os seus tweets a dizer que dois caças ucranianos
    «seguiam» o MH71.
    As primeiras declarações de Putin
    Sem dúvida que os dados foram imediatamente recebidos pelo Comandante Supremo das
    Forças Armadas da Rússia, Vladimir Putin. Depois de conhecer estes dados Putin fez a
    primeira declaração:
    1. Putin disse que o acidente do avião era um «crime». Uma palavra improvável se não se
    está muito seguro dela, pois podia tratar-se de uma avaria técnica.
    2. Declarou que o responsável era o país em que se tinha dado o derrube, isto é, a Ucrânia.
    («O Estado sobre cujo território isto se passou tem a responsabilidade desta tragédia
    terrível»).3. Putin prometeu apresentar as provas da sua declaração. («Dei ordens aos
    correspondentes departamentos militares para que prestem toda a ajuda necessária à
    investigação deste crime. Faremos tudo o que dependa de nós para que se realize uma
    investigação objectiva para bem da nossa comunidade, da comunidade da Ucrânia e de
    todo o mundo»).
    O presidente da Federação Russa, nesta altura o político mais influente do mundo nunca se
    permitiria empregar as palavras «crime» e a «parte culpada» sem razões de muito peso.
    Ainda duas importantes nuances
    Primeiro. Como dissemos, os EUA têm um sistema de controlo do espaço análogo ao russo.
    Os satélites norte-americanos e os radares tudo detectam tudo o que mexe, voa e navega. Os
    representantes da inteligência norte-americana declararam que houve o lançamento de um
    míssil «terra-ar» que impactou o Boeing malaio. Mas não disseram qual foi o ponto de
    lançamento. Disseram que não o podiam determinar, informou a edição de The Wall Street
    Journal. Não pode ser verdade. Só se os norte-americanos não querem dizer publicamente o
    local de lançamento do Míssil. Porquê?
    Segundo. Uma hora depois da queda do Boeing, Vladimir Putin telefonou a Barack Obama.
    Depois disto, as notícias não oficiais nos EUA e na UE falam da tragédia do voo MH71 malaio
    como o «acidente». Provavelmente, na conversa telefónica com Obama Putin comunicou-lhe
    que a Rússia tinha registado exactamente quem e de onde dispararam contra o MH71. Além
    disso, a Rússia tem a certeza que Washington também tem dados análogos. Isto é: «sabes
    que eu sei que sabes». Por isso Obama recusa-se a apoiar de imediato a versão das
    marionetas kievianas e decide ser «extremamente cauteloso nas conclusões».
    A resposta de Moscovo
    Entretanto os papagaios da imprensa internacional repetiam e tornavam a repetir a patranha da
    culpabilidade da Rússia e, concretamente, de Putin e alimentavam as manipulações e
    intoxicações dos golpistas do governo de Kiev. Moscovo preparava a resposta.
     O primeiro aviso foi a presença pública de um alto responsável do ministério da
    Defesa, Lanza Antonov, com uma série de perguntas sobre o derrube do avião, a que
    Kiev deveria dar resposta.
     Simultaneamente, tornava-se evidente que as imagens da suposta bateria de mísseis
    BUK nas mãos das milícias eram, na realidade, do exército ucraniano.
     Os espias das autodefesas em Lugansk puderam comprovar que em 15 de Julho a
    Ucrânia instalou um sistema antiaéreo BUK perto de Donetsk. «Em 15 de Julho [o
    exército ucraniano] instalou estes complexos BUK. E não o anunciou a ninguém. Por
    isso, creio que é incorrecto dizer que o governo da Ucrânia não controla o espaço
    aéreo. Desviou propositadamente este avião para a zona de combate. Informou
    claramente os pilotos e o controlador deu a ordem à tripulação sobre que território e onde em concreto deviam voar», disse Gromov. [N.do T,: parece tratar-se de um
    prestigiado general do exército russo que foi governador da região de Moscovo].
     Peritos põem em questão a autenticidade da informação publicada pelas autoridades
    ucranianas que implicava os rebeldes apoiados pela Rússia como responsáveis do
    ataque com misseis contra o voo MH71, alegando que a fita magnética foi fabricada,
    «O segundo fragmento da fita magnética compõe-se de três partes, mas foi
    apresentado como uma única gravação áudio. No entanto uma análise do espectro e
    do tempo demonstrou que o diálogo foi cortado em pedaços e depois montado a partir
    de episódios diferentes, afirmou um perito da agência Tass.
     Apesar das declarações de Kiev e da propaganda ocidental sobre os obstáculos
    levantados pela Rússia para chegar aos destroços do avião e permitir a acção dos
    investigadores, a realidade é que o ministério dos Transportes da Malásia declarou
    oficialmente que a Federação Russa «faz tudo o que é possível para ajudar a
    investigação». A companhia aérea disse que fizeram descer o avião e isso só podia ser
    feito pelos controladores ucranianos. A OSCE não vê falsificações mas a Ucrânia
    declara que recebeu «as caixas negras» e que «as perdeu». «Todas as coisas dos
    passageiros do avião malaio que se estatelou encontram-se integralmente no local do
    desastre, não há motivo para falar de falsificações dos milicianos», declarou o
    representante da missão especial da OSCE na Ucrânia, Michael Bochurkiv. «No local
    vemos uma enorme quantidade de pedaços, não foram mudados, estão conservados. Também vemos pedaços que arderam intensamente. Os pedaços com as cores
    características das linhas aéreas da Malásia estão dispersos num território de cerca de
    30 quilómetros. Vimos também muitos objectos pessoais dos passageiros,
    documentos, sacos de duty free, malas, - informa a OSCE.
     Efectivamente, Kiev não tem as caixas negras porque estão nas mãos das milícias que
    só as entregarão ao governo da Malásia e aos investigadores internacionais:
    Gravadores a bordo do «Boeing» em estado de conservação para serem decifrados.
    Então o que é que Kiev perdeu? A vergonha?
     Pelo contrário, Kiev sabendo que os investigadores deveriam chegar hoje [21 de
    Julho], dedica-se a lançar uma grande ofensiva militar com novos bombardeamentos
    sobre a população civil. A chegada de 12 peritos da Malásia teve que ser adiada
    devido aos confrontos em Donetsk e nos subúrbios, disse numa conferência de
    imprensa o Primeiro-Ministro Alexander Boroday. O Primeiro-Ministro chamou a
    atenção para a ofensiva sobre Donetsk precisamente no dia da chegada dos peritos.
    «O inimigo tomou hoje a cidade de Debaltseve. Atacando os subúrbios do norte de Donetsk.
    Há um enorme número de vítimas». Mostrou também a sua surpresa por os representantes da
    Comissão Internacional terem sido enviados para Donbass sem acompanhamento. «Foram
    enviados para a zona de guerra sem protecção. Um condutor contratado». Sobre o que
    aconteceu hoje em Donetsk para «celebrar» a chegada dos peritos ver: Fala o Ministério da
    Defesa da Rússia.
    Chegamos assim à conferência de hoje, dia 21 de Julho, do general Andrei Kartopólov. O
    Ministério da Defesa russo assegurou que um avião de combate ucraniano SU-25 voava a uns
    5 quilómetros da aeronave sinistrada da Malaysia Airlines. Segundo o organismo russo, a rota
    do Boeing estava no rádio em que operavam as Forças Armadas da Ucrânia e desviou-se 14 em quilómetros direcção a norte. Além disso, os militares russos acrescentaram que os meios
    de reconhecimento espacial russos determinaram que uma aeronave militar ucraniana,
    concretamente um avião de ataque SU-25 chegou a uns 5 quilómetros do avião malaio.
    «As características do SU-25 permitem-lhe alcançar 10.000 metros de altura», disse o general
    Andréi Kartiopólov. «Está dotado de mísseis ar-ar R-60 capazes de derrubar objectos a uns 12
    quilómetros de distância e de impactar de forma segura alvos situados a 5 quilómetros,
    explicou.
    Aqui está um Screengrab de um avião de combate SU-25 detectado perto do MH71, antes
    do acidente.
    «Prova disso é um vídeo obtido pelo centro de reconhecimento de Rostov», assegurou
    Kartopólov, que acrescentou: «Interessa-nos obter a resposta à pergunta: com que objectivo o
    avião ucraniano fazia o voo por uma rota civil e ao mesmo nível do voo do Boeing malaio?» O alto funcionário do Exército russo voltou a confirmar que a Rússia não tinha entregado
    sistemas antiaéreos BUK à milícia que actua no Este da Ucrânia.
    Informou também que um satélite espia estadunidense sobrevoava o território onde foi
    derrubado o avião malaio. É um aparelho com um avançado sistema que supervisiona o
    lançamento de mísseis. O ministério russo da Defesa propõe que os EUA tornem públicas as
    imagens de que diz dispor do satélite que demonstram que o Boeing da Malaysia Airlines foi
    derrubado a partir do território controlado pela milícia popular. «Se os EUA dispõem de
    imagens obtidas por este satélite, solicitamos-lhes que as proporcione para um estudo
    detalhado», assinalou o funcionário.
    Por seu lado, o ministério da Defesa russo anunciou que entregará hoje, segunda-feira, todos
    os materiais relacionados com a catástrofe do Boeing aos peritos malaios e europeus. «Os
    materiais recolhidos pelo ministério da Defesa russo serão entregues hoje aos peritos dos
    principais estados europeus e da Malásia, assegurou Kartopólov.
    Radares de defesa antiaérea da Ucrânia 5 quilómetros a sul da cidade de Donetsk.Além disso, os militares russos dispõem de imagens obtidas por um satélite russo que
    demonstram que uma das instalações de mísseis terra-ar BUK foi transferida para território
    controlado pela milícia popular do Este da Ucrânia. «Dispomos de imagens do espaço de
    meios de defesa antiaérea ucraniana no sudeste do país», destacou Kartapólov.
    Elementos do sistema Buk-1M do exército ucraniano a 50 quilómetros a Este da cidade
    de Donetsk.
    Instalações do sistema de defesa antiaérea BUK do exército ucraniano, a uns 8
    quilómetros a Noroeste da cidade de Lugansk.
    Esperamos que Kiev responda agora às questões colocadas. Esperamos que ocidentais