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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

*Catálogo Messier

*Catálogo Messier

O Catálogo Messier ou Catálogo de Messier é uma lista de 110 objetos astronômicos, criado pelo astrônomo francês do século XVIII Charles Messier. Originalmente foi compilado com objetivo de identificar mais facilmente os passos dos cometas, pois Messier fez a proposta de identificar uma série de objetos luminosos fixos e difusos. Os diferentes objetos são relatados por uma letra "M" e número(s), que possui uma correspondência em diferentes catálogos como galáxias, nebulosas ou aglomerados de estrelas. A galáxia de Andrômeda, por exemplo, é o objeto de número 31 do catálogo Messier.

O Objetivo do Catálogo : Nas palavras do próprio Charles Messier :

"O que me motivou a elaborar o catálogo foi a nebulosa que eu descobri logo acima do "chifre" mais austral da constelação de Taurus ( o Touro ) em 12 de setembro de 1758, enquanto procurava observar o cometa daquele ano ... "  "Esta nebulosa tinha uma tal semelhança a um cometa, em sua forma e brilho, que procurei me esforçar para achar outras, de modo que os astrônomos não confundissem estas mesmas nebulosas com cometas que estivessem começando a brilhar. Posteriormente, realizei observações com telescópios refratores apropriados para a busca de cometas, e este é o propósito que tive ao montar o catálogo ... "

M1 - A Espetacular Nebulosa do Caranguejo :


A nebulosa a que se refere Messier e que o inspirou a escrever o seu famoso Catálogo, recebendo a denominação de M1, é conhecida atualmente como a Nebulosa do Caranguejo, situada a 67' ( minutos de arco ) NW da estrela Zeta Tauri, na constelação de Touro. A denominação de Nebulosa do Caranguejo foi primeiramente atribuída pelo astrônomo inglês Lorde Rosse ( 1800 - 1867 ), um homem muito rico que construiu o maior telescópio do mundo em sua época, localizado no Castelo Birr na Irlanda, e quem primeiro detectou a estrutura filamentar da nebulosa em 1844, referindo-se aos filamentos que se estendiam a partir da mesma como se parecessem "as pernas de um caranguejo". Estudos mais recentes demonstraram que esta nebulosa é a remanescente da tremenda explosão de uma estrela como uma supernova que se tornou visível a olho nu durante o ano de 1054 dC e foi registrada por astrônomos chineses.

Tipos de Objetos no Catálogo
Aglomerados Abertos :
M44 - Aglomerado do Presépio
Às vezes também chamados aglomerados galácticos, por estarem situados no interior da Galáxia, próximos ao plano do equador galáctico. Tratam-se de pequenos agrupamentos de forma irregular, contendo desde algumas dezenas até alguns poucos milhares de estrelas ligadas entre si pela atração gravitacional mútua, espalhadas num espaço de algumas dezenas de anos-luz de diâmetro. As componentes de um aglomerado aberto são estrelas jovens da chamada População I , formadas aproximadamente ao mesmo tempo e a partir de uma mesma nuvem de gás. Já foram catalogados até o momento pouco mais de 1000 aglomerados abertos e estima-se que possam existir cerca de 20.000 deles orbitando pela Galáxia. O mais popular deles é o M45 ou Plêiades, visível a olho nu na constelação de Touro.

Aglomerados Globulares:
M10 - Aglomerado Globular
 Aglomerados globulares são agrupamentos bastante compactos, de forma esférica, reunindo de centenas de milhares até um milhão de estrelas num espaço reduzido de 100 a 300 anos-luz de diâmetro. São conhecidos atualmente cerca de 140 aglomerados globulares e estima-se que o número total chegue a uns 200, estando distribuídos simétricamente ao redor da Galáxia, na região conhecida como halo galáctico. As estrelas que compõe os aglomerados globulares estão entre as mais antigas que se conhece, e as mais velhas da Galáxia, com idades entre 12 a 15 bilhões de anos, pertencendo à chamada População II. Os aglomerados globulares aparecem nos binóculos como pequenas esferas esfumaçadas, como bolas de algodão. Com pequenos telescópios já é possível discernir as suas estrelas mais brilhantes. M10 - Aglomerado Globular

Nebulosas:
M20 - Nebulosa Trífida

Nebulosas brilhantes são gigantescas nuvens interestelares de gás e poeira. Constituem alguns dos mais belos objetos para se observar no firmamento e estão associadas à regiões de formação ou nascimento de novas estrelas. As nebulosas de emissão são aquelas que emitem luz. Elas brilham devido à energia de estrelas muito quentes, do tipo espectral O e B, presentes no seu interior. Estas estrelas ionizam os átomos de gás da nebulosa, que passam a emitir radiação e brilham por fluorescência. Algumas nebulosas brilhantes não são regiões de emissão, mas sim nuvens de poeira refletindo a luz de estrelas próximas. Uma nebulosa deste tipo, que brilha pela reflexão da luz das estrelas nas partículas de poeira é chamada de nebulosa de reflexão e possuí coloração típicamente azulada. Temos também as nebulosas escuras, que são nuvens que contém tanta poeira interestelar que acabam por bloquear a luz das estrelas que estão atrás delas ou em seu interior. Aparecem como manchas escuras e irregulares em contraste com um fundo mais iluminado

Nebulosas Planetárias:

Nebulosas planetárias estão associadas às fases finais da vida de uma estrela. Na verdade não tem relação alguma com planetas. Este nome é mantido apenas por razões históricas, já que apareciam aos telescópios como pequenos discos esverdeados, lembrando a aparência dos planetas Urano ou Netuno. São formadas por material ejetado das camadas externas de estrelas gigantes vermelhas, formando uma concha de gás ionizado envolvendo a estrela central extremamente quente.

M 27 - Nebulosa Planetária do Haltere
Remanescentes de Supernova:
As remanescentes de supernova, por outro lado, são nuvens de gás expandindo a altas velocidades a partir da explosão de uma supernova. Uma onda de choque formada após a explosão e constituída por material em expansão a velocidades supersônicas, provoca colisões com as nuvens frias do meio interestelar, provocando a excitação do meio e a emissão de luz. Este tipo de objeto marca o final da vida de uma estrela e está representado no Catálogo de Messier pela M1, a nebulosa do Caranguejo, descrita logo acima.

Galáxias:
M31 - Galáxia de Andrômeda
São imenos conglomerados estelares, variando aproximadamente entre um milhão a centenas de bilhões de estrelas, além de gás e poeira, unidos pela ação da gravidade. As galáxias constituem os elementos básicos da moderna Cosmologia e formam o "esqueleto" do Universo. Observadas através de potentes telescópios, aparecem como objetos luminosos extensos, com o aspecto de uma nuvem, geralmente achatada ou com formato espiral. O seu brilho deve-se ao grande número de estrelas de que são formadas, de modo que, devido à enorme distância que nos separa delas, nos é quase impossível distingui-las umas das outras. As galáxias apresentam uma grande diversidade de formas e de acordo com a sua estrutura elas dividem-se segundo a classificação de Hubble em elípticas, S0, espirais, espirais barradas e irregulares. O nosso Sol, bem como todas as demais estrelas visíveis a olho nu no firmamento fazem parte de uma enorme galáxia espiral, conhecida como Via Láctea ou simplesmente a Galáxia.

Objetos do Catálogo Messier


Mapa dos objetos Messier

Wikipédia




segunda-feira, 6 de maio de 2019

Explosões de estrelas e queimaduras lentas

Explosões de estrelas e queimaduras lentas

Crédito: ALMA (ESO / NAOJ / NRAO); NRAO / AUI / NSF, B. Saxton

Esta é uma das 74 galáxias vizinhas cujos berçários estelares foram recentemente observados pelo Atacama Large Millimeter / submillimeter Array, ou ALMA, em um censo astronômico chamado Física em Alta Resolução Angular em GalaxieS Perto (PHANGS). Até agora, cerca de 100 mil desses berçários estelares foram fotografados em mais de 750 horas de observação. A notável sensibilidade do ALMA fornece dados em resolução alta o suficiente para estudar essas regiões em detalhes, e mostra que algumas estão repletas de novas estrelas, enquanto outras evoluem mais gradualmente.

Essa diversidade antecipada no processo de formação das estrelas foi a motivação por trás desse enorme esforço. Há muito tempo existem teorias que visam explicar como e por que essas diferenças podem ocorrer, algumas envolvendo as características da própria galáxia doméstica - propriedades como tamanho, idade e dinâmica interna -, mas nossa falta de dados de alta resolução foi um obstáculo. para testá-los.

A vasta quantidade e variedade de dados gerados pelos PHANGS já estão ajudando os astrônomos a entender mais, embora o censo seja apenas um terço completo. O projeto visa observar um total de cerca de 300.000 viveiros estelares e, no final, deve avançar significativamente nossa compreensão de como as propriedades de uma galáxia influenciam a maneira como ela forma novas estrelas.
Fonte: ESO

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domingo, 29 de maio de 2016

Descoberta estrela com "motor interno" diferente do Sol

Descoberta estrela com "motor interno" diferente do Sol

Estrela tem

O posicionamento polar das manchas indica que o campo magnético da estrela é gerado por dinâmicas internas totalmente diferentes daquelas que operam no Sol. [Imagem: R. M. Roettenbacher - 10.1038/nature17444]


MANCHAS ESTELARES
Pela primeira vez, manchas solares - ou manchas estelares - foram fotografadas diretamente em uma estrela que não o Sol.  Enquanto manchas solares por imagiologia foram uma das primeiras coisas que Galileu fez quando começou a usar o telescópio recém-inventado, demorou mais de 400 anos para que fazermos um telescópio poderoso o suficiente que pudesse fotografar pontos em estrelas além do Sol," disse John Monnier, astrônomo da Universidade de Michigan, nos EUA.  E os resultados foram surpreendentes: a estrela parece ter um "motor interno" diferente do Sol, o que se manifesta em um campo magnético muito diverso. Como o único modelo de estrela que os astrônomos tinham até hoje era o próprio Sol, os dados não batem com as atuais teorias de como os campos magnéticos das estrelas influenciam sua evolução. E mais dados exigem melhores teorias.

MOTOR DA ESTRELA
A grande diferença descoberta quando os astrônomos observaram a estrela Zeta Andrômeda é que suas manchas solares não estão ao redor do equador, como acontece no Sol, mas nos polos da estrela. O posicionamento diferente das manchas indica que o campo magnético da estrela é gerado por dinâmicas internas totalmente diferentes - quais são e como funcionam essas forças dinâmicas é algo que agora precisará ser desvendado. O modelo atual propõe que estrelas sejam essencialmente bolas de gás brilhantes que, através de processos de fusão atômica, liberam energia na forma de luz e calor. No interior da estrela há partículas carregadas que giram e dançam, dando origem a um campo magnético cujas linhas chegam à superfície, onde ele aparece na forma de manchas solares - as manchas solares são áreas frias causadas pelos fortes campos magnéticos, que retardam o fluxo de calor.

As novas imagens mostram manchas estelares no norte da região polar da estrela Zeta Andrômeda e vários pontos adicionais que se espalham pelas latitudes mais baixas. É a primeira vez que essas manchas estelares polares foram observadas diretamente. Pela primeira vez, sem erros, nossas imagens mostram manchas estelares polares na Zeta Andrômeda", disse Rachael Roettenbacher, principal autora do estudo. "Agora podemos ver que as manchas não se restringem em se formarem em bandas simétricas em torno do equador, como ocorre com as manchas solares. Vemos as manchas estelares em ambos os hemisférios e em todas as diferentes latitudes. Isto não pode ser explicado por extrapolação das teorias sobre o campo magnético do Sol."

IDADES DAS ESTRELAS
As manchas estelares de latitudes mais baixas estão espalhadas por uma região extensa e relativamente fria, onde os astrônomos dizem ter encontrado indícios de que os campos magnéticos podem suprimir o fluxo de calor através de uma grande parte da superfície da estrela, em vez de apenas em alguns pontos. Como a temperatura das estrelas é essencial para estimar a idade de cada astro, estas regiões extensas e "frias" precisam ser levadas em conta porque podem estar invalidando as medições de temperatura e, por decorrência, a idade das estrelas. Além disso, a diferença no modo de geração das manchas solares - o que os astrônomos chamam de motor interno da estrela - pode ser um indicador por si só da idade das estrelas, atuando de forma diferenciada em estrelas jovens e estrelas velhas.

O Sol, por exemplo, atualmente gira uma vez a cada 24 dias, e o número de manchas solares aumenta ou diminui juntamente com seu ciclo de atividade magnética de 11 anos - mais manchas solares sinalizam mais atividade magnética. Mas os astrônomos acreditam que o Sol girava muito mais rápido quando era mais jovem. Observar os pontos de estrelas jovens e velhas nos ajuda a compreender a física fundamental por trás da geração do campo magnético e como isso muda com o tempo," disse Alicia Aarnio, coautora do estudo. "A atividade magnética solar pode afetar muito a nossa vida hoje, de modo que este trabalho é importante para desenvolver a imagem do comportamento do campo magnético do Sol no início, atualmente e no futuro. Isso não tem apenas implicações sobre o início da vida, mas também sobre a sua continuação como a conhecemos."

Fonte: Inovação tecnológica

domingo, 27 de março de 2016

“Estrela da Morte” real está destruindo planetas

segunda-feira, 21 de março de 2016


“Estrela da Morte” real está destruindo planetas

estrela-da-morte-real-esta-destruindo-planetas

Há uma estrela não muito longe de nós que está destruindo vários planetesimais. É uma anã branca, a WD 1145+017, que tem sido observada pelas missões espaciais Kepler e K2. Anãs brancas são estrelas mortas, do tamanho do planeta Terra. Elas são super densas, e consistem basicamente de carbono. A maioria das estrelas, inclusive o nosso sol, terminam como estrelas deste tipo – observá-las é como ver o futuro do nosso sistema solar. Esta estrela em questão já havia sido notícia em outra oportunidade, quando astrônomos descobriram um planetesimal, um objeto pequeno que pode ser um pequeno planeta ou um outro corpo menor, sendo destruído pela estrela, enquanto a orbitava a 837.000 km, pouco mais do dobro da distância Terra-lua.  Agora, depois de examinar mais atentamente a estrela, os astrônomos descobriram outros objetos sendo destruídos por ela.

As observações feitas com o Thai National Telescope detectaram pelo menos seis novos corpos orbitando a WD 1145+017, possivelmente mais. Estes novos corpos estão orbitando a estrela morta a uma distância parecida com a distância do corpo observado anteriormente, e tem cada um dois a quatro vezes o tamanho da estrela. Segundo os astrônomos, não se tratam de rochas sólidas, mas enormes nuvens de gás e poeira que se formam de pedras muito menores que estão se desintegrando. Os astrônomos têm uma série de perguntas que devem ser respondidas com novas observações, como “como funciona a desintegração de um planetesimal”, “quanto tempo ela dura”, “será que veremos tudo desaparecer em um ano ou dois”, “como o disco de poeira em torno da estrela evolui” e “como a composição da estrela vai se alterar”.


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estrela que gira a 2 milhões de km por hora é a mais rápida já detectada


06/12/2011 09h37 - Atualizado em 06/12/2011 09h37

 

Astro VFTS 102 foi detectado por equipe do Observatório Europeu do Sul.
Objeto tem 25 vezes a massa do Sol e brilha 100 mil vezes mais.



Do G1, em São Paulo

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Astrônomos ligados ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descobriram a estrela que gira mais rápido no espaço. O astro se chama VFTS 102 e tem uma rotação que ocorre a 2 milhões de quilômetros por hora - velocidade 300 vezes superior à do Sol ao fazer o mesmo movimento.
A estrela foi revelada por observações com o Telescópio Muito Largo (VLT), um dos principais instrumentos telescópicos do mundo, situado no Observatório do Paranal no Chile. Os cientistas pesquisavam a região da Nebulosa da Tarântula, uma formação de poeira e gás localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias que serve como satélite da Via Láctea - assim como a Lua em relação à Terra.
VFTS 102 tem uma massa 25 vezes maior que a do Sol e chega a brilhar 100 mil vezes mais. Sua velocidade ao percorrer o espaço também impressiona os especialistas, que acreditam que o astro possa ter sido ejetado de um sistema de estrelas duplas. Ela está a uma distância de 160 mil anos-luz daqui - um ano-luz equivale a quase 10 trilhões de quilômetros.
Segundo esta hipótese, uma das estrelas teria explodido sob a forma de uma supernova, expulsando a companheira VFTS 102 da região. A prova pode estar na presença de resquícios de supernova próximos à região observada pelos cientistas na Grande Nuvem de Magalhães, além de um pulsar - uma estrela muito pequena e com muita massa, que poderia ter sido originada após a explosão.
Ilustração mostra como seria a estrela de rotação mais rápida já detectada. (Foto: G. Bacon / ESA / Nasa)Ilustração mostra como seria a estrela de rotação mais rápida (em azul). (Crédito: G. Bacon / ESA / Nasa)
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