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domingo, 27 de novembro de 2016

Missão de desvio de asteroides....

Missão de desvio de asteroides envolverá cinco naves

Além da nave-mãe e do módulo de pouso, a missão contará com uma sonda de impacto e dois nanossatélites, que tentarão filmar tudo de perto.[Imagem: ESA - ScienceOffice]


Cinco naves contra dois asteroides
A ESA (Agência Espacial Europeia) anunciou estar entrando na etapa final de avaliação da sua Missão Impacto a um Asteroide, ou AIM (Asteroid Impact Mission).  A missão AIM voará junto com a missão DART (sigla em inglês para Teste de Redirecionamento de Duplo Asteroide), da NASA. O alvo de ambas é o sistema duplo Dídimo, um binário, com dois asteroides girando um em torno do outro - o asteroide primário tem cerca de 800 metros de diâmetro, enquanto o satélite tem cerca de 150 metros. Enquanto a DART atinge o menor dos dois asteroides, a sonda AIM será responsável por coletar todos os dados técnicos necessários para validar os modelos de um impacto para desviar um asteroide de sua rota.

Além disso, dois nanossatélites (cubesats) serão enviados para observações complementares e mais arriscadas, bem mais próximas do asteroide, e um módulo de pouso, a microssonda Mascot-2, descerá na pequena lua Dídimo para examinar a sua estrutura interior. Não há muito tempo disponível para a preparação da missão porque os asteroides continuam vindo em direção à Terra, para uma passagem sem risco de choque em 2022. Só na Europa, mais de 40 empresas de 15 países estão envolvidas na fabricação dos diversos sistemas da missão. Nos EUA, a construção do módulo de impacto está sendo coordenado pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins.

Pouso e observação
Para observar os asteroides, a missão usará a mesma câmera que a sonda Dawn, da NASA, está usando para observar o planeta anão Ceres. Mas o sistema está sendo testado com os dados da sonda Rosetta, que orbitou um cometa durante mais de um ano.  Não há dois asteroides exatamente iguais, e na verdade os asteroides Dídimos estão realmente muito distantes para que os astrônomos saibam suas características superficiais precisas. Mas essas imagens da Rosetta oferecem um análogo útil para testar a precisão de navegação que precisaremos para manobrar rumo ao nosso alvo, a 'lua Dídimo', e, finalmente, liberar a Mascot-2 na sua superfície, com alguns centímetros por segundo de precisão," explicou Michael Kueppers, chefe do projeto AIM. A ESA também está trabalhando com as empresas que apresentaram os melhores projetos de nanossatélites para voar a bordo da AIM.

Filmar o impacto
Uma missão multiveículos - nave-mãe, sonda de pouso, sonda de impacto e nanossatélites - no espaço profundo é algo pioneiro na exploração espacial. A AIM também demonstrará uma tecnologia inovadora que permitirá que a sonda navegue autonomamente em torno do asteroide, como uma nave espacial autodirigida, sem necessidade de receber comandos da Terra. O objetivo é que esse conceito de autonavegação possa ser aplicado em futuras naves espaciais destinadas a explorarcorpos celestes mais distantes da Terra.
Fonte: Inovação Tecnológica

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Asteroide de 80 mil toneladas pode raspar a Terra no começo do mês

Asteroide de 80 mil toneladas pode raspar a Terra no começo do mês


Atualização - 14 fev 2016
O asteroide 2013 TX68 teve sua orbita recalculada e não mais passará próximo à Terra no dia 5 de março.Embora as incertezas sejam muito grandes, a nova solução mostra que a distância mínima de aproximação será entre 38400 km e 5 milhões de km e ocorrerá em 8 de março.
Mais dados podem ser obtidos em nossa página: Monitoramento de Asteroides 


10 fev 2016
Asteroide de 80 mil toneladas pode raspar a Terra no começo do mês
De acordo com modelos orbitais a rocha pode cruzar a alta atmosfera da Terra abaixo da linha dos satélites geoestacionários. A distância de aproximação máxima é tão pequena que o asteroide pode até ser visto a olho nu em locais de céu limpo.


Orbita do asteroide 2013 TX68
Orbita do asteroide 2013 TX68: Com muitas incertezas, modelos mostram que a menor aproximação pode ser de 22 mil km. A melhor solução aponta para 493350 km.
Batizada de 2013 TX68, a rocha atingirá o ponto de menor aproximação da Terra no dia 5 de março, às 16h15 BRST.
Há muitas incertezas sobre a orbita do asteroide, o que torna difícil o cálculo da distância exata da aproximação. De acordo com o JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, a janela de aproximação varia entre longínquos 14 milhões de km e perigosos 22 mil km, sendo que a melhor estimativa mostra que o asteroide passará a 493350 km de distância.
A olho nu
2013 TX68 tem cerca 40 metros de comprimento e pesa 80 mil toneladas. Se passar pela Terra no limite inferior da previsão, a 22 mil km, poderá ser visto sem auxílio de binóculos em locais de céu escuro, lembrando que o momento da aproximação máxima será no período da tarde aqui no Brasil.
Risco de Impacto
A velocidade de deslocamento de 2013 TX68 é de 52 mil km/h. Se atingisse a Terra, liberaria a mesma energia que 2 mil toneladas de TNT, suficientes para fazer um bom estrago sobre uma cidade. No entanto, a distância mínima calculada mostra que os riscos de impacto são muito pequenos.



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