Judeus pela Democracia condenam projeto que iguala comunismo e nazismo
Para o coletivo Judeus pela Democracia, o projeto de lei, apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, que equipara o nazismo ao comunismo visa “criminalizar os partidos de esquerda" e é um “revisionismo perigoso” para o futuro da democracia no Brasil
9 de setembro de 2020, 13:54 h Atualizado em 9 de setembro de 2020, 15:12
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Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
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247 - O coletivo Judeus pela Democracia afirmou em uma postagem no Twitter que o projeto de lei que tenta equiparar o nazismo ao comunismo, apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, visa “criminalizar os partidos de esquerda “, além de ser um “revisionismo perigoso” para o futuro da democracia no Brasil.
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“Eduardo submeteu um PL que iguala comunismo e nazismo, proíbe símbolos como estrela, foice e martelo. Com objetivo de criminalizar partidos de esquerda, o filho do presidente propõe revisionismo perigoso para minorias oprimidas pelo nazismo e para o futuro democrático do Brasil”, diz a postagem do grupo Judeus pela Democracia.
O projeto de lei apresentado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro foi inspirado em uma lei aprovada pela Ucrânia em 2015 e visa alterar a Lei de Segurança Nacional equiparando a ideologia comunista ao nazismo, cuja apologia já é considerada crime no Brasil. O PL apresentado por ele altera pontos da Lei de Segurança Nacional (7.170) possibilitando punir com penas de 9 a 15 anos de prisão opositores políticos identificados com o comunismo.
Confira a postagem do grupo Judeus pela Democracia sobre o assunto.
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sábado, 12 de setembro de 2020
domingo, 6 de setembro de 2020
Hipócrita, Eduardo Bolsonaro quer criminalizar o comunismo
Hipócrita, Eduardo Bolsonaro quer criminalizar o comunismo

COM MEDO DE SEU FIM – Eduardo Bolsonaro (PSL), fascista, apresenta projeto de criminalização do comunismo. (Foto: Reprodução)
“Quem tem medo do comunismo? São os latifundistas, são os monopolistas, são os colonialistas, enfim, os parasitas!”
André Mollinari
SÃO PAULO – No dia 01 de setembro, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente genocida Jair Bolsonaro, encaminhou o Projeto de Lei 4425/2020 para a presidência da Câmara dos Deputados.
A PL modifica a Lei 7.170/83 e a Lei 9.394/96, criminalizando a apologia ao comunismo e equipara-o com o nazismo.
As leis à que Eduardo Bolsonaro se refere já criminalizam o nazismo e, em geral, sua proposta adiciona o comunismo “ao mesmo patamar”.
O Projeto
O projeto proíbe a referência a pessoas, organizações, eventos ou datas que simbolizem o comunismo ou o nazismo nos nomes das ruas, rodovias, praças, pontes, edifícios ou instalações de espaços públicos.
Ela criminaliza a fabricação, comercialização e distribuição de símbolos e propaganda que tenha símbolos comunistas e/ou nazistas para fins de divulgação dos mesmos.
A redação compreende a pena de reclusão de nove a quinze anos, podendo ser um aumento de 5 anos caso a propaganda for feita em escolas, universidades, locais de trabalho e ou por rádio e televisão.
E por último, se referindo ao ensino, coloca que cumpre aos estabelecimentos de ensino “adotar medidas destinadas a conscientizar os estudantes sobre os crimes cometidos por representantes dos regimes comunista e nacional-socialistas (nazistas), elaborar e aperfeiçoar livros, programas e medidas sobre a história dos regimes totalitários comunista e nacional- socialistas (nazistas), recordando que os regimes comunista e nazista são responsáveis por massacres, pelo genocídio, por deportações, pela perda de vidas humanas e pela privação da liberdade no século XX numa escala nunca vista na História da humanidade, relembrar o hediondo genocídio do Holodomor perpetrado pelos soviéticos e o Holocausto realizado pelos nazistas condenando os atos de agressão, os crimes contra a humanidade e as violações em massa dos direitos humanos perpetrados pelos regimes comunista e nazista”.
O Deputado reacionário do PSL declarou ainda de que a PL tem inspiração na lei ucraniana de 2015 que criminaliza o comunismo e o nazismo.
A Hipocrisia
Para representantes da União da Juventude Rebelião (UJR) “as acusações feitas por Eduardo Bolsonaro, de que o comunismo é uma ideologia de um ‘regime totalitário e genocida’ não passa de um delírio. Que são desmentidas pelos relatórios oficiais da URSS e, muitas vezes, pelos próprios órgãos de espionagem e intervenção dos capitalistas.”
“O verdadeiro genocídio é o que vivemos no sistema capitalista e sobre o governo do autoritário presidente, que repetidamente faz ameaças de intervenções militares. O genocídio está nas 120 mil mortes de Covid-19, que poderiam sim ter sido evitadas! Cumprida uma quarentena, reforçando o SUS e os auxílios milhares de mortes poderiam ter sido evitadas”, continuaram.
Também destacado que foi “sob o governo da família Bolsonaro e seus amigos banqueiros e empresários madeireiros e fazendeiros aumentaram o genocídio dos povos indígenas. É neste governo de militares que aumentou a perseguição sobre os negros e negras, a polícia militar seguem matando, forjando, sequestrando e prendendo injustificadamente. Sob o governo dos empresários e especuladores centenas de famílias são despejadas, demitidas e largadas à fome e à miséria.”
Assim, em conclusão “tudo de que Eduardo Bolsonaro acusa os comunistas: autoritarismo, genocídio, prisões em massa e imposição da miséria e da fome são na realidade bandeiras de sua própria família e classe, a burguesia. A propaganda que deveria ser criminalizada é a dos patrões, que disparando milhares de notícias falsas e calúnias, em conjunto com os políticos fascistas, lutam para garantir esse regime de morte e exploração, o regime capitalista”, concluíram.
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sábado, 27 de junho de 2020
Anticomunismo, uma religião fundamentalista (1)
por Andre Vitchek [*]
Há 150 anos, em 21 de abril de 1870, nasceu Vladimir Ilyich Ulyanov, também conhecido como Lenine. Segundo muitos, ele foi o maior revolucionário de todos os tempos, um homem que deu origem ao internacionalismo e ao anti-imperialismo.É tempo de "revisitar o comunismo". Também é tempo de fazer algumas perguntas básicas e essenciais:
Sem qualquer dúvida, foram-nos ditas coisas horríveis sobre o Comunismo, especialmente se se vive no Ocidente ou num dos países totalmente sob o controlo dos centros do anticomunismo: Washington, Londres ou Paris.
Fomos forçados a ler, repetidas vezes, acerca do "estalinismo", do massacre da Praça da Paz Celestial e do genocídio dos Khmer Vermelhos. Repetidas vezes foi elaborada uma mistura de meias-verdades, completas invenções e interpretações distorcidas da História mundial. As probabilidades são de que muito poucos tenham estado na Rússia, China ou Camboja e feito aí alguma investigação séria. Fomos informados de que o Camboja seria o melhor exemplo de Comunismo selvagem. Porém, nunca se percebeu que Pol Pot e seus extremistas Khmer Vermelhos eram totalmente apoiados pelos Estados Unidos, não pela União Soviética e nunca com entusiasmo pela China. Eles nunca foram realmente "Comunistas" (fiz uma pesquisa detalhada no país, e até os guardas pessoais de Pol Pot me disseram que não tinham ideias acerca do Comunismo e apenas tinham reagido ao monstruoso bombardeio americano nos campos do Camboja e à colaboração do capital com o Ocidente). Nesse período, a maioria das pessoas morreu em resultado exatamente dos bombardeios cometidos pelos B-52 dos EUA e em resultado da fome. Fome que veio depois de milhões de camponeses se terem deslocado devido à selvajaria do bombardeio e pelos materiais que não haviam explodido, deixados por todo o lado nos campos. Nunca foi dado conhecimento de que várias sondagens, uma após outra realizadas na Rússia, ainda mostram que a maioria das pessoas gostaria de ter a União Soviética Comunista de volta. E mesmo nos ex-Estados de maioria muçulmana, incluindo o Quirguistão e o Uzbequistão, uma tremenda maioria das pessoas que lá encontrei, recordava o tempo da União Soviética como uma idade de ouro. E a chamada ocupação soviética do Afeganistão? Trabalhei, filmei e fiz reportagens em três ocasiões, relativamente recentes. Incontáveis pessoas afegãs, indignadas com a continuada ocupação ocidental do seu país, contaram-me histórias, ilustrando o contraste entre sua era socialista, tolerante, progressista e otimista e o horror atual, durante o qual o seu país se afundou ao nível mais baixo da Ásia, de acordo com o PNUD e a OMS. Trabalhei em Cabul, Islamabad, Herat, Bagram; ouvi as mesmas histórias e a mesma nostalgia dos professores, enfermeiras e engenheiros soviéticos. Inundados pela implacável propaganda ocidental, as pessoas nunca perceberam realmente quão popular é o Partido Comunista da China no seu próprio país e como a ideologia comunista é apoiada no Vietname, Laos e Coreia do Norte. Se alguém for à sua livraria local na América do Norte, Europa ou mesmo em Hong Kong, para não falar da Austrália, as hipóteses são de que apenas descubra livros escritos por "dissidentes" chineses ou russos anticomunistas, pessoas que vivem de subsídios ocidentais, recebendo inúmeros prémios para que gastem toda a sua energia manchando o Comunismo e glorificando a contra-revolução. Escritores como a ucraniana Svetlana Alexievich, que recebeu o Prémio Nobel de literatura, por cuspir nas sepulturas dos soldados soviéticos que morreram em defesa do socialismo afegão. Os filmes a que poderia assistir, em canais comerciais, não seriam diferentes dos livros que tinha sido encorajado a ler. O anticomunismo no Ocidente e nas suas colónias é uma indústria tremenda. É facilmente a maior e mais continuada campanha de propaganda na história do mundo. Suas metástases espalham-se até ao âmago dos próprios países Comunistas e socialistas. Tudo isto porque os países imperialistas ocidentais sabem perfeitamente que seu império só pode sobreviver se o Comunismo entrar em colapso. Porque a própria essência do Comunismo é a luta perpétua contra o imperialismo. Slogans falsos, mas muito eficazes, como vírus informáticos (bugs), estão sendo implantados nos cérebros. São repetidos constantemente, às vezes centenas de vezes por dia, sem que ninguém se aperceba: "O Comunismo está morto!". "Está desatualizado, é aborrecido ". "A China já não é Comunista." "O Comunismo é cinzento. A vida sob o Comunismo é controlada e monótona". "As pessoas sob o Comunismo não têm liberdade nem democracia". O oposto é a verdade. Construir confiante e entusiasticamente uma sociedade nova e melhor para o povo, é definitivamente mais satisfatório (e "mais divertido") do que apodrecer na agonia constante do medo, preocupando-se com hipotecas, empréstimos estudantis e emergências médicas. Competindo com os outros, pisando os outros e até arruinando outros seres humanos. Vivendo vidas vazias, tristes e egoístas. De maneira absurda e paradoxal, a propaganda ocidental acusa constantemente o Comunismo de violência. Mas o Comunismo é o maior adversário do sistema mais violento da Terra: o colonialismo e o imperialismo ocidental. Centenas de milhões de seres humanos desapareceram em seu resultado, ao longo dos séculos. Centenas de culturas avançadas foram arruinadas. Continentes inteiros foram saqueados. Antes do Comunismo soviético, antes da própria URSS, não havia oposição verdadeira e poderosa ao imperialismo ocidental. O colonialismo e o imperialismo eram um dado adquirido; eles eram "a ordem mundial". A União Soviética e a China ajudaram a descolonizar o mundo. Cuba e a Coreia do Norte, dois países Comunistas, lutaram heroicamente e com sucesso e trouxeram a independência para África (algo que o Ocidente nunca esqueceu nem perdoou). Mas lutar pela liberdade e pelo fim do colonialismo não é violência; é defesa, resistência e luta pela independência. Como regra, o Comunismo não ataca. Ele defende-se e defende os países que estão sendo brutalizados. Num trabalho futuro abordarei duas "exceções"; e explicarei dois casos que são constantemente mal interpretados pela propaganda da direita: Hungria e Checoslováquia. Mas voltando à chamada "violência Comunista". O meu amigo e camarada, o lendário intelectual e professor russo Alexander Buzgalin escreveu no seu recente trabalho, "Lenine: Teoria como Prática, Prática como Criatividade" (para assinalar o 150º aniversário do nascimento de Lenin):
Esta é uma visão brilhante de Aleksandr Buzgalin. Abordei este tópico em muitas ocasiões, mas nunca de forma tão coerente. E isso aplica-se a inúmeros exemplos, por todo o mundo em que o Ocidente provocou e brutalmente antagonizou países socialistas ou comunistas, depois acusou-os de crueldade e finalmente "libertou-os" em nome da liberdade e da democracia, literalmente violando a vontade de o seu povo. Tudo isso para o imperialismo europeu e norte-americano sobreviver e prosperar.
Vamos relembrar apenas alguns exemplos: URSS, Indonésia 1965, Chile 1973, Bolívia 2019. E a maior tentativa até hoje: desestabilizar e derrubar o sistema chinês de enorme sucesso. Mas existem, é claro, inúmeros outros exemplos em todos os cantos do globo.
Ron Unz, editor da The Unz Review , escreveu num seu relato em " American Pravda Series ": "A catástrofe de coronavírus será uma reviravolta na guerra biológica?", recordando quando a China protestou em 1999, contra o bombardeio da NATO à sua embaixada em Belgrado:
Além disto, o que os grandes media ocidentais descreviam como um grupo de "combatentes da liberdade" e "movimento pró-democracia" tinha um número substancial de radicais nas suas fileiras, até mesmo racistas, que protestavam contra a presença de negros nas universidades chinesas. Exigiram a proibição dos seus relacionamentos com mulheres chinesas. Foram totalmente apoiados e, pelo menos, parcialmente financiados pelo Ocidente, simplesmente devido ao seu anticomunismo selvagem, agressivo e fundamentalista.
[*] Filósofo, romancista, cineasta e jornalista de investigação, tendo coberto guerras e conflitos em dezenas de países. É o criador de Vltchek's World in Word and Images . Alguns dos seus livros: China's Belt and Road Initiative: Connecting Countries Saving Millions of Lives . Escreve regularmente para "New Eastern Outlook".O governo chinês não quer mais tocar neste assunto. Acha que, perante a propaganda maciça do Ocidente, não é possível entender a História. Em resumo, no Ocidente perdeu-se o conteúdo das narrativas. (continua) O original encontra-se em journal-neo.org/... Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ . |
quinta-feira, 18 de junho de 2020
Anticomunismo, uma religião fundamentalista (2)
por Andre Vitchek [*]
Agora avancemos para 2019 e 2020 em Hong Kong. Mais uma vez, o que testemunhamos é um anticomunismo ultrajante e extremista. Manifestantes fascistas marcham, destruindo edifícios públicos e atacando a Polícia, sob bandeiras dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha, são aclamados pelos media ocidentais como "ativistas pró-democracia". Atacam fisicamente os apoiantes de Pequim. São pagos, são glorificados. Conversei com eles em muitas ocasiões. Mostram uma total lavagem ao cérebro. Não sabem nada sobre factos. Negam os crimes cometidos pelos colonialistas britânicos e norte-americanos. Eles admiram tudo o que é ocidental e desprezam seu próprio país. O Ocidente promove-os como "revolucionários", em todo o mundo!Outro grupo desencadeado contra a China Comunista, são os uigures. Muitos deles juntaram-se a organizações terroristas em Idlib, Síria, Indonésia e outros lugares. Ou, mais precisamente, foram injetados lá. O motivo? Para fortalecê-los nos campos de batalha, para que um dia possam voltar à China e tentar quebrar o Comunismo, bem como a "Belt and Road Initiative", o projeto mais internacionalista da Terra. Cobri as suas atividades na Síria, Indonésia, Turquia e outros lugares. Escrevi extensivamente sobre as atrocidades que cometeram. Mas a propaganda anticomunista é massiva e muito "profissional". Fabrica uma "narrativa à prova de bala". Retrata os uigures como vítimas!
Pergunte-se aos homens e mulheres comuns em Londres, Paris ou Nova York, o que sabem sobre a época de Estaline, ou a fome nos primeiros anos da URSS ou da China Comunista?
99,99% não sabem de nada. Onde essas fomes ocorreram e por quê? Mas estão absolutamente certos de que ocorreram. Sem dúvidas sobre o que quer que seja. Não têm dúvidas de que aconteceram "por causa do Comunismo". Os ocidentais são intelectualmente obedientes, como ovelhas. A maioria deles não questiona a propaganda desencadeada pelo seu regime. Serão realmente "livres"? A fome na União Soviética realmente ocorreu porque o jovem país revolucionário foi totalmente devastado pelas invasões ocidentais e japonesas, que tentaram vergar e saquear o país. Invasões britânicas, francesas, americanas, checas, polacas, alemãs e japonesas, para citar apenas algumas. Pergunte-se, por exemplo, aos checos, o que sabem sobre as suas legiões que controlavam a ferrovia Transiberiana, da Europa para Vladivostok. Pilhagem, estupro e matança em massa. Eu tentei. Eu perguntei, em Praga e Pilsen. Eles pensavam que eu era um lunático. As legiões são retratadas como heróicas, nos seus livros de História. Uma narrativa à prova de bala. Não há dúvida. E "estalinismo"? Este autor planeia escrever muito mais sobre este assunto. Mas aqui, resumidamente: que tipo de país Estaline realmente herdou? Um país completamente saqueado por invasores estrangeiros, um país devastado pela guerra civil. Um país onde as forças contra-revolucionárias foram, até recentemente, financiadas pelo Reino Unido, França, EUA e outros. Como resultado dessa brutal guerra desencadeada do exterior, bandos de criminosos percorreram os vastos campos e cidades. Desde o início, os comunistas russos queriam paz, irmandade de nações e desenvolvimento pacífico para seu povo. Escrevi em 2017, no meu livro Great October Socialist Revolution. Impact on the World and Birth of Internationalism .
No meu livro, revisitei as táticas de subversão do imperialismo ocidental e do anticomunismo militante:
A fome chinesa ocorreu em parte porque durante a ocupação japonesa, o Exército Imperial interrompeu o fornecimento da cadeia alimentar, bem como o sistema agrícola, que havia sido formado e desenvolvido ao longo de milhares de anos. O Japão estava interessado apenas numa coisa: alimentar as suas tropas que ocupavam grande parte da Ásia.
Nos dois casos, a propaganda ocidental fez as pessoas acreditarem que a verdadeira causa da perda de vidas na Rússia e na China era o comunismo! A lavagem cerebral foi tão bem-sucedida que, mesmo na Rússia e na China, milhões de pessoas foram totalmente doutrinadas por essas incontáveis e repetidas mentiras vindas do Ocidente. Mas pergunte-se em Londres, se as pessoas sabem alguma coisa sobre o facto de que, sob a ocupação britânica da Índia, dezenas de milhões de pessoas morreram de fome; vitimas da fome provocada por Londres , por muitas razões, uma delas a tentativa de diminuir a população. Mais de 50 milhões de indianos, cumulativamente, morreram nessas fomes, entre 1769 e 1943, na Índia administrada pelos britânicos. Como resultado, devemos proibir o sistema político britânico? Estou convencido de que deveríamos! Mas isso geralmente não é o que as pessoas do mundo, incluindo as vítimas da barbárie colonialista britânica, exigem. Voltando ao público britânico ou francês. O que sabem sobre o seu passado e até sobre o seu presente neocolonialista? Sabem apenas o que tiveram ordem para acreditar. Em resumo: não sabem nada. Zero. Apenas contos de fadas. Mas estão convencidos de estar bem informados e que têm o direito de ensinar o mundo inteiro. Eles não sabem absolutamente nada sobre a URSS e a China. Não têm ideia da razão pela qual a Coreia do Norte e Cuba são continuamente demonizados (como dissemos, os dois, de mãos dadas, libertaram a África do colonialismo ocidental). Vivi e trabalhei por toda a África, durante anos, fiz filmes e escrevi incontáveis ensaios. O envolvimento cubano e norte-coreano, enormemente positivo, internacionalista e indubitavelmente Comunista, na Namíbia e Angola, do Egito à Maurícia, foi muito bem documentado. Mas diga-o num café parisiense ou em um bar de Londres, e os queixos caem. Olhares em branco, vazios. Até mesmo a "esquerda anticomunista", composta por anarco-sindicalistas e trotskistas (na realidade, principalmente produtos pseudo-revolucionários dos EUA e britânicos), não sabe nada, ou não quer saber nada, sobre o verdadeiro Comunismo revolucionário.
Em 23 de abril de 2020, o jornal Brasil de Fato citou o vice-ministro venezuelano Carlos Ron:
Na Indonésia, um Estado religioso completamente fracassado, miserável e deprimente é baseado em dogmas anticomunistas. Ninguém entende claramente por que são anticomunistas, mas quanto mais ignoram o assunto, mais agressivamente agem; banindo todos os conceitos e léxico Comunistas, construindo "museus" anticomunistas e produzindo filmes anticomunistas. Depois de matar milhões de Comunistas em nome do Ocidente, o anticomunismo tornou-se a essência da sua existência. No passado, baniram as línguas chinesa e russa. Tudo apenas para silenciar o passado, quando o presidente Sukarno e o PKI (Partido Comunista da Indonésia), antes do golpe de 1965 apoiado pelos EUA, estavam construindo uma grande nação progressista, socialista e não alinhada.
De facto, em grande parte do sudeste da Ásia, talvez a parte mais grotescamente turbo-capitalista do mundo, o Comunismo foi banido ou pelo menos demonizado. Eis o resultado: nações confusas, consumistas, religiosas e sombrias. O Vietname Comunista é uma estrela brilhante, mas nunca é retratado como tal, definitivamente não é no exterior. Vamos celebrar o 150º aniversário de Vladimir Ilyich Lenin! Vamos celebrá-lo revisitando a História e o presente. O sistema político mais brutal é o imperialismo ocidental e o colonialismo. Já matou centenas de milhões de pessoas em todo o mundo. Este facto deve ser repetidamente divulgado. O objetivo da propaganda ocidental sempre foi igualar o Comunismo ao fascismo, os dois sistemas mais antagónicos da História do mundo. Foi o sistema Comunista soviético, que quebrou o nazismo em pedaços, salvando o mundo, a um custo enorme de aproximadamente 25 milhões de vidas humanas. Somente o imperialismo ocidental pode ser comparado ao nazismo alemão. Os dois são feitos da mesma massa. Para mim, para muitos de nós, o Comunismo significa a luta perpétua contra o intervencionismo ocidental, o colonialismo. Nesse momento terrível da história da humanidade, é importante entender claramente essa realidade. Se o Comunismo fosse derrotado, seria o fim da luta pela liberdade. Somente o sistema Comunista poderoso, centralizado e ideologicamente consistente pode combater e libertar a raça humana das correntes colonialistas, do capitalismo selvagem e de uma existência vazia, niilista. Os propagandistas dizem mentiras insanas, que o Comunismo é ultrapassado e chato. Não se acredite neles: o Comunismo é o sistema, ainda jovem, mais esperançoso e otimista do mundo. E, ao contrário do imperialismo e do capitalismo, o Comunismo está em constante evolução. Não na Europa ou na América do Norte, mas no resto do mundo. Basta olhar para o Ocidente e suas colónias. Veja-se a miséria e a privação trazidas à humanidade pelo regime ditatorial opressivo ocidental. Feliz aniversário, camarada Lenine! A luta continua! [*] Filósofo, romancista, cineasta e jornalista de investigação, tendo coberto guerras e conflitos em dezenas de países. É o criador de Vltchek's World in Word and Images . Alguns dos seus livros: China's Belt and Road Initiative: Connecting Countries Saving Millions of Lives . Escreve regularmente para "New Eastern Outlook" . O original encontra-se em journal-neo.org/... Este artigo encontra-se em https://resistir.info/ . |




Há 150 anos, em 21 de abril de 1870, nasceu Vladimir Ilyich Ulyanov, também conhecido como Lenine. Segundo muitos, ele foi o maior revolucionário de todos os tempos, um homem que deu origem ao internacionalismo e ao anti-imperialismo.
Agora avancemos para 2019 e 2020 em Hong Kong. Mais uma vez, o que testemunhamos é um anticomunismo ultrajante e extremista. Manifestantes fascistas marcham, destruindo edifícios públicos e atacando a Polícia, sob bandeiras dos EUA, do Reino Unido e da Alemanha, são aclamados pelos media ocidentais como "ativistas pró-democracia". Atacam fisicamente os apoiantes de Pequim. São pagos, são glorificados. Conversei com eles em muitas ocasiões. Mostram uma total lavagem ao cérebro. Não sabem nada sobre factos. Negam os crimes cometidos pelos colonialistas britânicos e norte-americanos. Eles admiram tudo o que é ocidental e desprezam seu próprio país. O Ocidente promove-os como "revolucionários", em todo o mundo!
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