Mostrando postagens com marcador Fora Temer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fora Temer. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Temer perde o comando.....

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

UNIDADE PARA DERROTAR GOVERNO TEMER E SUAS REFORMAS


UNIDADE PARA DERROTAR GOVERNO TEMER E SUAS REFORMAS

UP defende greve geral contra reforma da Previdência
O ano de 2017 foi de muitas lutas contra os retrocessos econômicos e políticos vividos no Brasil desde a crise de 2014 e o golpe da grande burguesia nacional e internacional para aprofundar a aplicação da política neoliberal em nosso país.
Graças a essas lutas e a uma grande campanha de denúncias, o caráter do golpe (contra os direitos dos trabalhadores e a favor do grande capital, em particular do capital financeiro) ficou evidente aos olhos de milhões de brasileiros. Os ataques promovidos com a PEC do congelamento dos gastos, a reforma trabalhista e a tentativa de desmantelar a todo custo a Previdência Social e acabar com a aposentadoria dos trabalhadores são as expressões do caráter corrupto e antipopular dos golpistas.
Por outro lado, o Governo Temer, o PMDB e o PSDB, bem como os demais partidos da direita, promovem banquetes e distribuem o dinheiro público para aprovar no Congresso Nacional diversas medidas contra os pobres e os trabalhadores.
Nesse período, a classe trabalhadora não ficou paralisada. Ao contrário. Quando foi convocada, demonstrou grande indignação e disposição de luta, promovendo diversas mobilizações nacionais, uma grande greve geral, que parou o país e levou às ruas mais de 40 milhões de trabalhadores, e uma importante marcha a Brasília, que abalou o governo e impôs um freio à famigerada reforma da Previdência. Mesmo com a vacilação das direções das centrais sindicais e dos setores conciliadores em convocar a segunda greve geral e suas manobras para impor limites à mobilização, estas jornadas de luta foram grandes vitórias da classe trabalhadora e demonstração concreta de sua força e disposição em lutar para defender os seus direitos.
Diante desta situação, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) convoca todos os trabalhadores conscientes e os movimentos populares combativos a formarem uma unidade dos trabalhadores, dos sem-teto, das mulheres e da juventude que unifique sindicatos, movimentos sociais e populares, partidos de esquerda, intelectuais e personalidades progressistas de todas as correntes em torno dos seguintes pontos:
1. A luta pela derrubada do Governo Temer;
2. A defesa dos direitos democráticos de todo o povo e contra o fascismo;
3. A luta pela revogação da reforma trabalhista e contra a aprovação da reforma da Previdência;
4. Suspensão imediata dos pagamentos da dívida pública;
5. Fim das privatizações e investigação de todas as privatizações realizadas do patrimônio público nos últimos 30 anos;
6. Reforma Agrária;
7. Reforma Urbana;
8. Redução da jornada de trabalho sem redução de salário para criação de mais empregos.
Acreditamos que em torno dessas reivindicações é possível formar uma ampla unidade que não se paute exclusivamente pelas eleições, mas que tenha como centro a mobilização popular e os interesses da classe trabalhadora, dos camponeses e de todos os explorados e excluídos da Nação.
Também entendemos que estas são as tarefas imediatas em torno das quais podemos nos aglutinar e acumular forças para impor derrotas ao campo da extrema direita, da grande burguesia e do imperialismo, que busca nos derrotar para saquear o Brasil e os direitos do nosso povo. Os meios de comunicação e os partidos da burguesia, o Estado burguês e suas instituições farão de tudo para conter a luta popular e restringir a discussão dos destinos do país aos marcos dos tribunais judiciários ou às articulações para as próximas eleições. Tudo isso para facilitar que o governo aprove medidas e leis contra os direitos dos trabalhadores e do povo. Neste sentido, acreditamos que devemos lutar sem trégua para derrotar este governo, prioritariamente nas ruas e sem esperar que tudo será resolvido numa eleição e com candidatos “permitidos” pelos golpistas.
Repudiamos ainda qualquer tentativa de impugnar a candidatura de qualquer partido às eleições de 2018, como os setores conservadores querem fazer com o PT, bem como de restringir o direito de livre organização partidária, proibindo que novos partidos se organizem e se formem para defender que a única saída para o nosso país é uma verdadeira revolução popular.
Por isso, convocamos todos aqueles que são verdadeiros democratas a apoiarem a luta pela legalização da Unidade Popular e seu direito de lançar candidatos nas eleições de 2018. Todas essas medidas para restringir os direitos democráticos conquistados são retrocessos e, por isso, devemos denunciá-los. Mas, além disso, necessitamos avançar para a defesa da total liberdade de organização partidária para o povo, pela abertura dos arquivos da ditadura militar e punição aos torturadores, pela revogação da lei antiterrorismo e por uma reforma política que garanta, de fato, igualdade de condições entre os candidatos e a quebra do atual monopólio dos empresários e banqueiros sobre o sistema político brasileiro.
Porém, só conseguiremos mobilizar os trabalhadores e o povo em torno destes objetivos políticos se realizarmos uma defesa consequente e intransigente dos seus direitos e se as amplas forças populares impulsionarem e organizarem um grande processo de mobilização que culmine numa greve geral contra o Governo Temer e pelo sepultamento definitivo da reforma da Previdência.
Nós, da Unidade Popular, que estivemos presentes na linha de frente de todas essas mobilizações, na construção da greve geral e nos enfrentamentos contra as forças policiais em Brasília que atacaram de forma violenta a manifestação, temos agora uma enorme tarefa de garantir a legalização de nosso partido para fortalecer toda essa luta.
Nosso objetivo é apresentar ao povo e aos trabalhadores nossa proposta de enfrentamento aos banqueiros e capitalistas, rompendo com a lógica da conciliação de classes e mobilizando os trabalhadores, os explorados e o conjunto da Nação com um programa que enfrente os interesses imperialistas que sufocam nosso país, deixando claro, ainda, que o socialismo é a única alternativa à atual situação de crise e miséria gerada pelo capitalismo e seus sucessivos governos.
Convocamos toda a militância combativa da UP e dos movimentos sociais que a compõem a abraçar de corpo e alma essa tarefa, ligada insoluvelmente à luta em defesa dos nossos direitos sociais e políticos. Acreditamos que o povo brasileiro e os trabalhadores, ao apontar a tarefa imediata de derrubar o atual governo antipopular e corrupto, devem apontar a necessidade de pôr fim à sangria dos recursos de nosso país e propor o cancelamento da dívida pública injusta e ilegal, lutar pela retomada das estatais privatizadas, pelo controle nacional sobre os recursos minerais do país e pela defesa e controle social do Pré-sal.
Acreditamos que as forças sociais e populares necessitam lutar por um governo que ponha fim à atual crise, que revogue todas as medidas reacionárias do atual governo ilegítimo e reorganize a economia nacional em torno de um desenvolvimento que seja pautado pela melhoria das condições de vida da classe trabalhadora e do conjunto do povo brasileiro.
Executiva Nacional da Unidade Popular pelo Socialismo – UP
São Paulo, Brasil – 09/01/2018
Print Friendly, PDF & Email
pvc_views:
766

sábado, 1 de julho de 2017

30/06/2017 Protestos: Fora Temer!

Manifestantes se concentram na Candelária em protesto contra as reformas

Diversas categorias, como os professores e bancários, aderiram à Greve Geral desta sexta-feira

Rio - Milhares de manifestantes protestam contra as reformas trabalhistas e da Previdência, além de pedir a saída do presidente Michel Temer e eleições diretas, no Centro do Rio. O ato, que foi convocado por centrais sindicais e movimentos sociais, se concentrou na Candelária no fim da tarde desta sexta-feira, e seguiu em direção à Avenida Presidente Vargas. 
Diversas categorias, como professores e bancários, aderiram à Greve Geral. Os manifestantes carregam faixas e cartazes com dizeres de "Fora Temer" e "contra as reformas trabalhista e da Previdência".


Manifestantes se concentram na CandeláriaFoto: André Fiedler

Por volta das 19h50, iniciou-se uma confusão entre manifestantes e policiais militares que acompanhavam o ato, que seguia sem nenhum incidente. De acordo com relatos de militantes, policiais lançaram bombas de efeito moral contra os ativistas, após as centrais sindicais anunciarem o término do ato. Os manifestantes lançaram pedras e pedaços de pau contra os PMs.
Uma homem, ainda não identificado, ficou ferido. Alguns adeptos da tática black bloc fizeram barricadas e atearam fogo em lixeiras da via. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas minutos depois. Ainda não há informações sobre detidos. O ato foi totalmente dispersado por volta das 20h40.


Manifestantes se concentram na Candeláriareprodução internet

De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura (COR), a Avenida Presidente Vargas foi interditada totalmente entre a Candelária e a Cidade Nova. A Rio Branco também foi fechada ao trânsito. O COR recomenda aos motoristas que vem da Zona Norte sentido Centro: seguir do Estácio pela Rua Frei e acessar a região da Lapa.
Já para os motoristas que  estão no Centro e querem acessar a Avenida Brasil, a opção é a Via Expressa do Porto, que também é opção para quem está na região do Aterro do Flamengo e Lapa, no sentido Av. Brasil. Outra possibilidade é para os motoristas que seguem pela Rua 1° de Março é seguir pelo Túnel Rio 450.
O MetrôRio informou que  o acesso B (Alfândega) da Presidente Vargas foi temporariamente fechado devido a movimentação intensa na área externa. Já o VLT reforçou que linhas: 1 opera entre a rodoviária e a Parada dos Museus; a linha 2 está com serviço interrompido.


Manifestantes se concentram na CandeláriaReprodução Internet

Protestos e trânsito
Mais cedo, protetos por toda a cidade complicaram o trânsito. As manifestações bloquearam as principais vias da cidade, como a Avenida Brasil, Linha Vermelha e a saídas da Ponte Rio-Niterói e da Ilha do Governador. O município entrou em Estágio de Atenção às 6h20 e o congestionamento chegou a 72 quilomêmtros na cidade, mais que o dobro do esperado, já que a médias das últimas três sextas-feiras foi de 35 quilômetros. 
Greve geral
Sindicatos, trabalhadores, além de movimentos sociais e estudantis aderiram à greve geral, marcada para esta sexta-feira.
A paralisação, que ocorre em vários estados do país, foi idealizda pela CUT, Força Sindical, UGT e outras sete centrais sindicais. Na pauta de reivindicações estão o fim da reforma trabalhista e da Previdência e a realização de eleições diretas para presidente.
A greve geral ocorrida no último dia 28 de abril foi considerada pelas centrais sindicais a maior da história. As estimativas das centrais é que cerca de 40 milhões de trabahadores tenham aderido ao movimento. 

sábado, 27 de maio de 2017

André Barrocal \O “acordão” pós-Temer costurado em Brasília

O “acordão” pós-Temer costurado em Brasília

por André Barrocal — publicado 27/05/2017 00h40, última modificação 27/05/2017 02h16
Degola no TSE e Rodrigo Maia eleito por via indireta. Ruas, reformas e prisão de Temer bagunçam o jogo
Agência Brasil
Temer e Maia.jpg
Acordão para substituir Temer ganha forma e favorito é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Michel Temer diz e repete que não renunciará e até convocou as baionetas para enfrentar protestos. As negociações políticas para tirá-lo do cargo e providenciar um sucessor estão a mil, no entanto. Até já desponta a solução com mais chance de vingar. Mas “as ruas” podem bagunçar o “acordão”. A Operação Lava Jato e as reformas impopulares propostas pelo presidente, também.
Pelo visto nos bastidores do Congresso nos últimos dias, o provável caminho para trocar Temer é cassá-lo na Justiça Eleitoral na ação movida contra a chapa vitoriosa na eleição de 2014. E depois substituí-lo por alguém escolhido apenas pelos parlamentares para governar até dezembro de 2018. O favorito para a missão é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Essa solução agrada uma fatia razoável da base governista, majoritária na Câmara, onde o jogo será decidido. PSDB e DEM topam. O “Centrão” simpatiza. Se o próximo presidente for um nome da Câmara, e não de fora, tudo certo. Por quê? “Para continuar o serviço do Michel”, diz um parlamentar. Tradução: tentar enterrar a Lava Jato.
O presidente tornou-se alvo de um inquérito criminal pela suspeita de tramar contra a Lava Jato, uma forma de obstrução da Justiça, segundo o procurador-geral Rodrigo Janot. Seu parceiro de inquérito Aécio Neves (PSDB) foi gravado a dizer que sua vida tinha virado um "inferno" de tanto trabalhar para salvar a pele de políticos enrascados. Salvar por meio da aprovação de uma lei de anistia total do crime de caixa 2, uma lei que precisaria da assinatura de Temer para virar realidade.
Depor Temer via Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diz um deputado tucano participante de conversas sobre o futuro, é uma saída “mais confortável” para o presidente. Talvez o livre da pecha de “corrupto”. Além disso, o julgamento no TSE, marcado para 6 de junho, por coincidência o “Dia D” da Segunda Guerra Mundial, é um processo mais veloz do que um impeachment.
Para essa solução ser de fato mais rápido, será preciso convencer Temer a aceitar o julgamento. Ele não poderia acionar, para que retardem a sentença, os dois ministros do TSE que acaba de nomear. Nem recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Topará? Por ora, é difícil.
“Não adianta fazer lista de candidato a presidente. Não adianta, porque vai haver resistência legal e constitucional. Vai haver!”, bradou da tribuna o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), logo após Brasília virar um campo de batalha pelo “Fora Temer” na quarta-feira 24.
Segundo um experiente deputado do PMDB, Jucá e outros dois íntimos conselheiros do presidente, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), acreditam haver só um lugar pior para Temer do que dentro do governo: fora.
Não é difícil imaginar a razão. Fora, o peemedebista corre o sério risco de ir em cana. Escapar da prisão é, tudo indica, a garantia que Temer exige neste momento para aceitar deixar o Palácio do Planalto. Uma garantia que não se sabe se passaria pelo crivo do fator “Lava Jato”.
inquérito aberto contra Temer no STF por organização criminosa, obstrução à Justiça e corrupção tem mais dois personagens, Aécio e o peemedebista Rodrigo Rocha Loures. O procurador-geral requereu a prisão de Aécio e Loures. Supõe-se que não agiu igual com Temer apenas porque o artigo 86 da Constituição impede que, em casos de crime comum, o presidente seja preso antes de condenado. Mas se o peemedebista deixar o poder…
No despacho em que liberou a instauração do inquérito contra a patota, o juiz-relator do processo no STF, Edson Fachin, escreveu que a prisão de Aécio e Loures era “imprescindível”. Evitou decretá-la, contudo, por ser uma batata quentíssima, com dois parlamentares engolfados, um deles ex-candidato a presidente. Empurrou o pepino para o plenário da corte, julgamento ainda sem data.
Do STF, já emana uma solução mirabolante para salvar Temer do xilindró, conforme a Folha de S. Paulo da sexta-feira 26. O próximo presidente poderia dar “indulto” ao peemedebista. Rodrigo Maia certamente daria, se o Supremo respaldá-lo. É “temerista”  e genro de Moreira Franco, o secretário-geral da Presidência.
Temer_Moreira Franco_Padilha.jpg
Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência), acreditam haver só um lugar pior para Temer do que dentro do governo: fora. (Agência Brasil)
A solução “Maia presidente” via “acordão” terá oposição da Lava Jato, a julgar por comentários feitos na terça-feira 23 pelo chefe da Força-Tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. “Se cair Temer, vão assumir outras pessoas que estão sendo investigadas por corrupção”, disse o procurador. Soou uma ameaça do tipo “não façam isso”.
Maia, o “Botafogo” segundo delatores da Odebrecht, é alvo de um inquérito para investigar por que ele e o pai, o ex-prefeito do Rio Cesar Maia, receberam 950 mil reais da seção de propina da empreiteira em 2008 e 2010. Caixa 2? Ou corrupção, uma grana dada em troca de favores políticos?
De qualquer forma, a negociação de sua “candidatura” em uma eleição indireta está em curso. Na terça-feira 23, o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto, uma das estrelas do DEM, esteve em Brasília para conversar a respeito.
Para atrair a bancada “paulista” do colégio eleitoral, Maia resolveu botar em votação no plenário uma lei para legalizar de vez todos os incentivos fiscais dados por estados nos últimos tempos. O texto que acaba com a “guerra fiscal” está do jeito que São Paulo queria. Nenhum outro estado apoiou-o no chamado Confaz, reunião de secretários estaduais de Fazenda.
Mas, no quintal do DEM, Maia tem um adversário na ideia de emplacar “indiretas”. Logo após os protestos em Brasília na quarta-feira 24, o líder do partido no Senado, Ronaldo Caiado (GO), subiu à tribuna para defender Diretas. “Eu não tenho medo das ruas, eu não acredito em colégio eleitoral.”
Na Câmara, o deputado Felipe Maia (DEM-RN), filho do presidente do DEM, José Agripino (RN), comentou com o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), conforme testemunhou CartaCapital na terça-feira 23: se o clamor por Diretas crescer, nas ruas “não teremos como segurar”.
Até agora, a reivindicação pelo “Fora Temer” e por eleições diretas limita-se a grupos de esquerda, que foram contra o impeachment, observa um dirigente do PMDB. Grupos direitistas, como MBL e Vem Pra Rua, ensaiaram entrar no embalo, mas desistiram, por acharem que ajudariam Lula e o PT.
O PT é peça importante do “acordão”. Parte da legenda aceita conversar sobre eleição indireta, mas outra, de jeito nenhum. “Esse Congresso desmoralizado não pode eleger o próximo presidente. Seria a eleição mais corrupta da história. Se venderam o voto para a reeleição do Fernando Henrique, para votar MPs, para o impeachment, imagina agora, para elegerem o presidente?”, diz o deputado petista Henrique Fontana (RS).
O que unifica o PT é a rejeição às reformas trabalhista e da Previdência propostas por Temer. Para enterrá-las, há petista convencido de que o melhor é deixar o presidente “sangrar” um tempo, antes de cair. Com ele enfraquecido, as reformas parariam e seria possível tentar ampliar na sociedade o apoio às Diretas. Se ele sair logo do cargo, o escolhido pelas forças conservadoras governistas poderia retomar rapidamente a votação das reformas.
Na esquerda, já há quem fale abertamente em uma espécie de permuta com os governistas para o pós-Temer. Aceitar uma eleição indireta agora em troca do sepultamento das reformas, as quais poderiam ser resgatadas pelo presidente eleito em 2018, caso seja essa a vontade expressa nas urnas. Foi o que defendeu o governador do Maranhão, Flavio Dino, do PCdoB, em entrevista à BBC Brasil na quinta-feira 25.
Uma visão parecida com a do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), para quem o ministro da  Fazenda, Henrique Meirelles, um ardente defensor das reformas impopulares, deveria ter sido demitido após um desvario tecnocrata.
Em teleconferência com uma turma do JP Morgan na segunda-feira 22, Meirelles comentou que as reformas também seguem, não importa quem esteja no leme do País. Logo após o estouro do escândalo Temer-JBS, Meirelles já tinha “avisado” intramuros que continuaria no cargo mesmo com outro presidente.
Falta combinar com o próximo, caso vingue o “acordão”.
   CartaCapital
Proxima Inicio