quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Oliver Stone combate e ilumina a escuridão midiática.

Filme de Oliver Stone sobre Chávez revolta oposição

Documentário provoca indignação na Venezuela ao retratar líder bolivariano como 'herói'

09 de setembro de 2009 | 7h 33
Ruth Costas - O Estado de S. Paulo

 O lançamento do filme do cineasta americano Oliver Stone sobre Hugo Chávez foi recebido com indignação pelos críticos do presidente venezuelano em seu país. O documentário South Of the Border (Ao Sul da Fronteira, em tradução livre) - que, segundo Stone, é uma resposta à "hostilidade gratuita da mídia internacional" contra Chávez - foi apresentado no Festival de Veneza na segunda-feira.

 
 
 

O presidente venezuelano assistiu à sessão ao lado de Stone e do escritor anglo-paquistanês Tariq Ali, um dos roteiristas. "Chávez é um herói, um fenômeno", disse o cineasta, num momento em que o líder venezuelano é acusado em seu país de perseguir a oposição, cercear a liberdade de imprensa e sufocar a iniciativa privada.

As reações ao filme começaram na internet. Alguns comentários em blogs e sites de notícias eram furiosos. "Oliver Stone devia viver uns meses em Caracas, ao lado de uma família comum, para ver a realidade do socialismo na Venezuela", escreveu um leitor, identificando-se como Carlos Valderrama, no site do jornal El Universal.
As associações e grupos opositores também se mostraram descontentes. "Enquanto Chávez dava autógrafos e era recebido em Veneza com tapete vermelho, aqui na Venezuela os meios de comunicação noticiavam que mais de 50 pessoas foram mortas no fim de semana e dois estados terão de racionar energia porque a infraestrutura do país está em frangalhos", disse ao Estado o presidente do Colégio Nacional de Jornalistas, William Echeverría, que também vem denunciando as agressões contra jornalistas de aliados do presidente.
"O filme tem muito pouco valor documental e ao que parece é uma peça de propaganda", completou Teodoro Petkoff, diretor do jornal opositor Tal Cual. "Reflete a típica fascinação de intelectuais americanos e europeus pelos homens de ação. Não acredito que Stone agiu de má-fé, mas seu trabalho é fruto de ingenuidade política."
A proposta de Stone era mostrar "a revolução" promovida na região por Chávez, com a ajuda do boliviano Evo Morales, o equatoriano Rafael Correa e outros líderes latino-americanos. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá seu depoimento. "O cineasta está fascinado pelo personagem (Chávez), mas não dá muita atenção à realidade, ao contexto no qual ele está inserido", diz Petkoff.
Nos últimos anos, outras celebridades internacionais demonstraram sua admiração por Chávez. O ator Sean Penn, ganhador do Oscar 2009 por Milk, a Voz da Igualdade, visitou o venezuelano duas vezes e não esconde a simpatia pelo seu projeto socialista. A modelo Naomi Campbell entrevistou Chávez em 2008 para a revista britânica GQ e o definiu como um "anjo rebelde". Na época, até surgiram rumores de um caso entre os dois.
Chávez passou por Veneza após um giro por países da África e do Oriente Médio. Ontem, ele chegou à Bielo-Rússia para negociar acordos em diversos setores, como o petrolífero e o automobilístico. "Saudações do eixo do mal", ironizou Chávez, ao cumprimentar o presidente bielo-russo, Alexandr Lukashenko.
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Nota de Pensar Netuno:
 
   Oliver Stone e seu filho Sean estão perfurando a muralha de desinformação
midiática estadunidense que tenta mostrá-los como antiamericanos que não são.
 
É preciso separar o povo trabalhador dos EUA dos bilionários que os manipula
ideológicamente. Não interessa ao povo as guerras e crimes que foram e são praticados
contra outros povos.
 
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