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segunda-feira, 25 de julho de 2016

O que está por trás do 'Escola Sem Partido'?




O que está por trás do 'Escola Sem Partido'?

Projeto propõe que professores sejam processados pelos conteúdos que ministram em sala de aula. E a ameaça que isso se torne lei é bastante concreta

Por Tatiana Carlotti
Da Carta Maior

O retrocesso na Educação e a grave ameaça à liberdade dos professores dentro da sala de aula são temas desta entrevista com o educador Fernando de Araújo Penna, doutor em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e professor adjunto da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Criador do site e da página no Facebook “Professores Contra o Escola Sem Partido”, Penna analisa o crescimento do Escola Sem Partido no Brasil, denunciando seu caráter ideológico e a forma tendenciosa como suas propostas estão sendo propaladas na sociedade brasileira. A ameaça de que essas propostas se tornem lei é concreta, aponta.

São vários projetos de lei do Movimento, dois deles aguardam tramitação no Congresso Nacional: um na Câmara dos Deputados, o PL 867/2015 de autoria do deputado Izalci Lucas (PSDB); e outro no Senado Federal, o PL 193/2016 apresentado pelo senador Magno Malta (PR-ES). Acompanhem a entrevista.

Carta Maior: Como surge o Escola Sem Partido?

Fernando Penna: O movimento foi criado pelo advogado Miguel Nagib, em 2004. Em 2014, o deputado estadual do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSC-RJ) pediu ao Miguel Nagib que escrevesse um projeto de lei com esse teor, intitulado Programa Escola Sem Partido. Ele foi o primeiro parlamentar a apresentar um projeto desses no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 2014.

Em seguida, apareceu o segundo projeto, também no Rio de Janeiro, apresentado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Era o mesmo teor, só que destinado ao município (confira os projetos aqui). Depois disso, a onda conservadora tratou de espalhar esses projetos pelo Brasil inteiro.

Existem dois nacionalmente: um na Câmera (PL 867/2015) do deputado Izalci Lucas (PSDB); e outro no Senado (PL 193/2016), do senador Magno Malta (PR-ES). Esse projeto de lei, apresentado no Senado, é uma versão mais atualizada que abrange, inclusive, a proibição da discussão de gênero nas escolas. É assim que o Escola Sem Partido ganha força, englobando essas pautas conservadoras.

Também já foram apresentados projetos do Escola Sem Partido em dez estados brasileiros e no Distrito Federal. Eles conseguiram aprovar em Alagoas, onde é lei, com o nome “Escola Livre”. Já foi retirado em Goiás e no Paraná.

Em relação aos municípios, não temos os números exatos, até pela dificuldade de acompanhar a aprovação desses projetos de lei municipais. Mas sabemos que já foi aprovado em Picuí (PE) e Santa Cruz do Monte Castelo (PR).

O que defendem esses projetos de lei?

Os defensores do Escola Sem Partido dizem que basta ler o projeto para saber do que se trata. Não é bem assim. É preciso conhecer a atuação do movimento para compreender esses projetos. Isso é possível acompanhando a página do Facebook ou o site deles. Conhecendo esses espaços fica evidente o que eles defendem.

Para eles, por exemplo, professor não é um educador. Uma das principais referências bibliográficas deles é o livro “Professor não é educador”, de um indivíduo chamado Armindo Moreira. A tese central do livro é a dissociação entre o ato de educar e o de instruir. Educar seria responsabilidade da família e da igreja; os professores dentro da sala de aula estariam limitados a instruir, a transmitir conhecimento. O que é um dado bastante preocupante.

O outro é a própria ideia de “doutrinação” em sala de aula. Eles se dizem contra a “doutrinação”, mas próprio projeto de lei não define o que eles chamam de doutrinação ideológica. Para entender, é preciso entrar na página do grupo. Lá existe uma aba intitulada “flagrando o doutrinador” (confira aqui). Ali, eles listam uma série de situações de “doutrinação ideológica”.

A primeira diz: “você pode estar sendo vítima de doutrinação política ideológica quando seu professor se desvia frequentemente da matéria objeto da disciplina para assuntos relacionados ao noticiário político ou internacional”. Segundo eles, o professor deve instruir e só pode falar da matéria, de forma isolada, sem tratar da realidade do aluno e do que está acontecendo no mundo, sem discutir o que acontece no noticiário ou na comunidade em torno da escola.

O professor também não pode discutir valores dentro da sala de aula - como se isso fosse possível... – porque a educação seria uma atribuição da família. Trata-se da tentativa de criação de um projeto de escola que remove, justamente, o caráter educacional desse projeto.

Eles afirmam que o projeto só quer fixar um cartaz em sala de aula. Intitulado “Deveres do Professor”, esse cartaz deveria se chamar “Proibições do Professor”, porque é uma lista de proibições formulada de maneira muito tendenciosa, para desqualificar o trabalho do professor.

Como eles fazem isso?

Eles misturam nessa lista práticas realmente condenáveis com práticas corriqueiras e desejáveis em sala de aula. Por exemplo, entre as proibições da prática docente consta: “o professor não fará propaganda política partidária dentro da sala de aula, nem incitará seus alunos a participarem de manifestações, atos públicos e passeatas”.

Que o professor não deva fazer propaganda política, estamos de acordo. Mas, eles proíbem a discussão política, ao afirmar que o professor não deve debater assuntos vinculados ao noticiário. Veja como eles misturam partes condenáveis com discussões que são vitais.

Falar sobre impeachment está fora de questão...

Na cabeça deles, de maneira alguma, por mais que os alunos tentassem trazer essa discussão para a sala de aula. A segunda parte da afirmação deles também é preocupante: “o professor não incitará que seus alunos participem de manifestações, atos públicos e passeatas”.

O professor deve incentivar sim a participação, de qualquer natureza e pauta, conforme o aluno sentir necessidade. O importante é que ele se sinta capaz de transformar a realidade na qual está inserido, e que participe de manifestações democráticas dentro do espaço público.

Agora, da forma tendenciosa como eles formulam, o professor é impedido de estimular os alunos a participarem da democracia. Eles apresentam a questão como se o professor incitasse os alunos a participarem. Chegam, inclusive, a dizer que o movimento estudantil é manipulado pelos partidos de esquerda, como se os estudantes não tivessem iniciativa alguma.

Há, ainda, uma página no site deles intitulada “Síndrome de Estocolmo”, onde eles afirmam que alunos que defendem os professores estão sofrendo dessa síndrome, na qual você se apega emocionalmente ao seu captor.

Como se daria esse controle dentro da sala de aula?

Eles querem criar um canal de denúncia anônimo entre os alunos e as secretarias de educação. Aí o professor seria processado pelo Ministério Público.

Há algum instrumento legal contra esse tipo de proposta?

A própria Constituição Federal. Ela afirma que um dos objetivos de educação nacional é preparar para o exercício da cidadania. Obviamente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) reforça esses valores, mas isso está muito aberto a interpretações.

O defensor da Escola Sem Partido vai dizer que a proposta deles nada mais faz do que garantir direitos estabelecidos na Constituição. Não é bem isso. O que eles fazem é uma interpretação equivocada da Constituição, com base em uma concepção absurda do que seria a escolarização e a educação.

No projeto deles, no artigo 2°, eles estabelecem princípios da educação nacional. Mas a nossa Constituição Federal já estabeleceu esses princípios. Se você conferir esses princípios no projeto do Escola Sem Partido, irá encontrar “pluralismo de ideias no ambiente acadêmico”. Ao olhar na Constituição, verá “pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas”. Percebe? Eles pegaram “pluralismo de ideias” nominalmente e excluíram “o de concepções pedagógicas”, que está no mesmo artigo da Constituição.

No projeto, dizem que vão defender “a liberdade de aprender do aluno”. Mas, na Constituição, está lá “liberdade de aprender, de ensinar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”. Eles excluíram a liberdade de ensinar do professor. Escolheram dispositivos constitucionais que remetem às atribuições, excluindo “pluralismo de concepções pedagógicas”, “liberdade de ensinar”. A partir dessa visão, o professor não tem mais liberdade de expressão no exercício da sua atividade profissional.

Há, também, uma ilusão nessa proposta: a de que o aluno poderá usufruir da sua liberdade de aprender se o professor não dispor da sua liberdade de ensinar. Isso é uma falácia. Como o aluno terá liberdade de aprender se o professor não puder dar diferentes conceitos pedagógicos? Se não pode ter liberdade de ensinar? Se não tiver liberdade de expressão dentro da sala de aula?

Há possibilidades de isso passar no Congresso?

Dentro do atual Congresso Nacional existe um clima favorável à votação desse projeto. Ano passado foram realizadas várias audiências públicas sobre o tema, todas dominadas por defensores do Escola Sem Partido. Então, se não tiver uma manifestação grande da sociedade civil e dos movimentos sociais, haverá um clima favorável à aprovação desses projetos sim.

Como você avalia a “neutralidade” do Escola Sem Partido?

Eles dizem que o professor tem de ser neutro na sala de aula, certo? O Miguel Nagib, criador do movimento, foi articulista do Instituto Millenium. No artigo “A ideologia do Escola Sem Partido” (confira aqui), publicado no site “Professores contra a escola sem partido”, há um print da coluna de Nagib no Instituto Millenium.

Entre os artigos atribuídos a ele, conforme mostra o print, consta “Por uma escola que promova os valores do Millenium”. Eles tiraram a autoria do Nagib depois, agora está apenas “Comunicação Millenium”. Quais valores eles consideram “neutros”? Propriedade privada, responsabilidade individual, meritocracia...

É ideológico também porque ao proibir a discussão de algumas questões, você está tomando um posicionamento. Não discutir práticas hegemônicas, homofóbicas e toda a variedade de desigualdades significa o quê? Não combater essas desigualdades é reforçá-las na sociedade. É naturalizar essas desigualdades.

Além disso, qualquer um que visitar a página do Escola Sem Partido no Facebook notará o ataque direto contra o PT. É um movimento altamente ideológico. De neutro, o Escola Sem Partido não tem absolutamente nada.

Na sua avaliação, como o movimento conseguiu tanta força?

Desde 2004, os setores mais conservadores estão falando sobre o Escola Sem Partido e nós os deixamos falar, sem uma oposição consistente a esse discurso. Enquanto nós o considerávamos uma grande besteira, “coisa de malucos”, ele se propagou e, agora, eles estão ganhando força. Tanto que um dos primeiros atos do ministro Mendonça Filho (Educação) foi receber uma comitiva do Revoltados Online - movimento que nunca levaríamos a sério – com o Alexandre Frota para defender essa pauta.

O segundo fator é o contexto de crise que fortalece os movimentos conservadores. Eles procuram associar tudo de ruim que está acontecendo ao que classificam como “petismo”, “petralhas”. Em vídeo recente, Miguel Nagib diz que “o petismo foi tirado da Presidência, mas o petismo continua dominando a máquina do Estado, especialmente a rede educacional”. Da forma como montam esse discurso, eles reduzem todo o pensamento progressista e de esquerda a esse espantalho que pretendem criar sob o nome de “petralhas”. Essa é a estratégia deles.

Terceiro fator, eles pretendem levar a dicotomia que estamos vivendo no campo político para o campo educacional, como se todos os professores fossem militantes do PT e estivessem disseminando ideias partidárias nas escolas.

Como lutar contra esse discurso?

Nós precisamos ir além do simples “eles são fascistas” ou “um bando de malucos” e desconstruir as ideias do Escola Sem Partido, demonstrando os vários equívocos e absurdos que estão sendo defendidos. Precisamos todos entrar neste debate e não apenas os professores, mas também os pais e os alunos, porque se trata de um debate que diz respeito à escola brasileira.

Pessoas que não sabem do que se trata ouvem “Escola Sem Partido” e pensam: “isso é bom, escola não deve ser dominada por nenhum partido”. O nome caiu muito bem. Os movimentos conservadores sabem utilizar a linguagem das redes sociais e do senso comum. Um vereador, inclusive, disse que havia assinado o projeto sem ler. Temos, portanto, que mostrar aos legisladores que existe uma forte resistência contra esses projetos.

E divulgar as informações em todos os espaços possíveis. Neste sentido, nós construímos uma ferramenta muito importante que é a página “Professores contra o escola sem partido” no Facebook (confira a página aqui). Atualmente contamos com 30 mil seguidores.

Essa página também está vinculada a outras páginas locais de combate ao Escola Sem Partido, como as de Alagoas, Rio de Janeiro, Campo Grande, Amazonas e vamos criar uma da Bahia. É, portanto, um instrumento de articulação nacional no âmbito das redes sociais.

Fora isso, recentemente, foi lançada a Frente Nacional contra o Escola Sem Partido, no Rio de Janeiro. Essa Frente está sendo criada agora e conseguiu, dentro do campo mais progressista, uma adesão muito grande, com a participação de entidades de educação, sindicatos, movimentos sociais, parlamentares de todo o espectro da esquerda. Sem dúvidas, a Frente será um instrumento importante para que possamos conseguir uma mobilização mais organizada pelo Brasil inteiro.

Clique aqui e confiram o site “Professores contra o escola sem partido”. Leia também o manifesto “Em Defesa da Liberdade de Expressão na Sala de Aula”, subscrito por mais de 160 entidades ligadas à área de Educação (leia aqui). E não deixem de conferir aqui o recente debate no Canal Futura (19.07.2016) entre Fernando Penna e Miguel Nagib.

Jogos olímpicos-Rio: COI decide favorável pelo esporte

Decisão do COI: o time russo vai participar nos Jogos Olímpicos do Brasil

Publicação: 24 de julho de 2016 14:01 GMT | Última Atualização: 24 de julho de 2016 21:45 GMT
O COI confirmou que o time russo vai participar nos Jogos Olímpicos no Brasil.
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Em 24 de julho foi realizada uma reunião do comitê executivo do COI, que discutiu a possibilidade de prevenir o envolvimento  da equipe russa nos Jogos Olímpicos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu não proibir a participação de atletas russos nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro em 2016, relata a agência de notícias TASS . A decisão sobre a participação de atletas russos tomar as Federações Internacionais para cada esporte.

A decisão do COI sobre atletas russos protege os direitos dos atletas "limpos" para participar de competições. 
Presidente do Comité Olímpico Internacional Thomas Bach
As federações vai discutir a história de testes de doping de cada atleta , levando-se em conta apenas os dignos testes internacionais de crédito. Os atletas aprovados pelas federações terão de passar por testes adicionais. 
Aqueles atletas que já foram condenados por doping não terá a oportunidade de participar nos Jogos.
No entanto, os atletas russos , com excepção de Daria Klishina, não participounos Jogos Olímpicos, como a Associação Internacional de Federações de Atletismo e eles tinham proibido assistência em competições.
Por seu lado, o Comité Olímpico da Rússia na segunda-feira estabelecer uma comissão independente  para a luta contra o doping. O Comitê Olímpico russo é responsável pela realização de uma ampla reforma do sistema russo para controle de doping, disse o chefe da Comissão, Alexander Zhukov. representante da Rússia no COI, Shamil Tarpishev, disse que Moscou está satisfeito com a decisão do Comitê.

fonte: RT

domingo, 24 de julho de 2016

Cosmologia: O Big Bang pode ter sido um Big Bounce?!



segunda-feira, 18 de julho de 2016


Físicos demonstraram que o Big Bang pode ter sido um Big Bounce

big bang ou big bounce

Uma equipe internacional de pesquisadores demonstrou que a hipótese de que o Big Bang foi na verdade um Big Bounce é possível. Isso significa que o universo não surgiu de uma grande explosão que trouxe tudo à existência. Ao invés disso, simplesmente começou a se expandir novamente depois de se contrair totalmente. O novo estudo foi publicado na revista Physical Review Letters.

O que é o Big Bounce?
A teoria do Big Bounce, pensada pela primeira vez mais de cem anos atrás, foi criada para explicar como o universo se formou. Ao contrário do modelo do Big Bang, que afirma que o nosso universo nasceu de uma gigantesca explosão de um ponto infinitamente denso, o Big Bounce propõe que o universo está em constante expansão e contração. Isto significa que o universo funciona como uma espécie de balão: se expande a partir de um único ponto, cresce até atingir uma certa distância máxima, e depois se contrai de volta ao ponto original, para começar todo o processo novamente. Até agora, um dos maiores problemas com este modelo hipotético era explicar como o universo faria a transição de contração para expansão uma vez que estivesse totalmente “esvaziado”. O novo estudo tentou resolver essa questão usando as propriedades da mecânica quântica.

Modelo computacional
De acordo com os físicos do Imperial College London (Reino Unido) e do Perimeter Institute for Theoretical Physics (Canadá) envolvidos no estudo, quando o universo está em seu menor ponto, é governado pela mecânica quântica, em vez da física clássica que rege o mundo cotidiano em torno de nós. Nesta escala extremamente pequena, o universo seria salvo da destruição porque os efeitos da mecânica quântica, em essência, evitam que as coisas se quebrem e se separem. Para chegar a essa conclusão, a equipe construiu um modelo de computador que simula como o universo pode ter evoluído ao longo do tempo. Eles descobriram, usando a mecânica quântica, que o universo poderia ter se ampliado a partir de um único ponto mesmo com a quantidade mínima de ingredientes – radiação e um pouco de matéria – presentes no momento. Enquanto o atual modelo explica como o universo pode fazer a transição entre expansão e contração, a equipe ainda precisa determinar se ele pode eventualmente produzir objetos dentro do universo como galáxias e outras estruturas celestes.


sábado, 23 de julho de 2016

Pokemon, o jogo que traz espiões para dentro de casa

Pokemon, o jogo que traz espiões para dentro de casa


por Sergey Kolyasnikov (@Zergulio)
'.Pode falar-me do "Pokemon Go"?

Já dei três entrevistas sobre isso, de modo que agora tenho de me aprofundar nas fontes primárias.
  • Programador do jogo: Niantic Labs. É uma start-up da Google. Os laços da Google com o Big Brother são bem conhecidos, mas irei um pouco mais fundo.
  • A Niantic foi fundada por John Hanke, o qual fundou a Keyhole, Inc. – um projecto de mapeamento de superfícies cujos direitos foram comprados pela mesma Google e utilizados para criar o Google-Maps, o Google-Earth e o Google Streets.
  • E agora, atenção, observe as mãos! A Keyhole, Inc. foi patrocinada por uma empresa de capital de risco chamada In-Q-Tel , que é uma fundação oficialmente da CIA estabelecida em 1999.
As aplicações mencionadas acima resolvem desafios importantes:
  • Actualização do mapeamento da superfície do planeta, incluindo estradas, bases [militares] e assim por diante. Outrora tais mapas eram considerados estratégicos e confidenciais. Os mapas civis continham erros propositais.
  • Robots nos veículos da Google Streets olhavam tudo por toda a parte, mapeando nossas cidades, carros, caras...
Mas havia um problema. Como espiar dentro dos nossos lares, porões, avenidas com árvores, quartéis, gabinetes do governo e assim por diante?

Como resolver isso? O mesmo estabelecimento, Niantic Labs, divulgou um brinquedo genial que se propagou como um vírus, com a mais recente tecnologia da realidade virtual.

Uma vez descarregada a aplicação e dadas as permissões adequadas (para acessar a câmara, microfone, giroscópio, GPS, dispositivos conectados, incluindo USB, etc) o seu telefone vibra de imediato, informando acerca da presença dos três primeiros pokemons! (Os três primeiros aparecem sempre de imediato e nas proximidades).

O jogo exige que você dispare para todos os lados, atribuindo-lhe prémios pelo êxito e ao mesmo tempo obtendo uma foto da sala onde está localizado, incluindo as coordenadas e o ângulo do telefone.

Parabéns! Acaba de registar imagens do seu apartamento! Preciso explicar mais?

A propósito: ao instalar o jogo você concorda com os termos do mesmo. E não é coisa pouca. A Niantic adverte-o oficialmente:   "Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos...". Mas quem é que lê isso?

E há o parágrafo 6:   "Nosso programa não permite a opção "Do not track" ("Não me espie") do seu navegador". Por outras palavras – eles o espiam e o espiarão.

Assim, além do mapeamento alegre e voluntário de tudo, outras oportunidades divertidas se apresentam.

Por exemplo: se alguém quiser saber o que está a ser feito no edifício, digamos, do Parlamento? Telefones de dúzias de deputados, pessoal da limpeza, jornalistas vibram: "Pikachu está próximo!!!" E cidadãos felizes agarrarão seus smartphones, activarão câmaras, microfones, GPS, giroscópios... circulando no lugar, fitando o écran e enviando o vídeo através de ondas online...

Bingo! O mundo mudou outra vez, o mundo está diferente.

Bem vindo a uma nova era. 
18/Julho/2016

Ver também
  • Casos insólitos 
  • Mais de um milhão de downloads do Pokemon em Portugal 
  • PSP lança manual que ensina a caçar Pokémons em segurança

    A versão em inglês encontra-se em www.fort-russ.com/2016/07/pokemons-in-every-yard-every-military.html 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
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