*

*
*

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Menos Estado"...Feudalismo de natureza financeira.

O “Menos Estado”: Feudalismo de natureza financeira - II Parte (uma perspectiva histórica)
Os trabalhadores não são propriedade das empresas! (1)


Vaz de Carvalho

29.Jun.12 :: Outros autores

Que o capitalismo é uma regressão civilizacional em relação ao socialismo, não é só provado teoricamente, é-o pela própria vida, onde quer que tal tenha ocorrido. Mas o neoliberalismo é uma regressão do próprio sistema capitalista.


2 – O FEUDALISMO FINANCEIRO
As alterações à legislação laboral, designadamente a supressão de feriados, de períodos de descanso após trabalho extraordinário, diminuição dos dias de férias, constituindo trabalho gratuito e não voluntário, representam medidas de cariz feudal. De facto, no feudalismo os “ servos da gleba” estavam obrigados à prestação de trabalho gratuito para “o senhor”. Estas alterações, tal como outras “reformas estruturais”, sempre no sentido da redução de direitos e de salários, resultam no aumento da taxa de exploração. Algo que o “direito divino” neoliberal nem sequer reconhece.
O feudalismo representava o poder direto do “senhor” sobre o camponês. Ao poder territorial estava associado o domínio sobre as pessoas ao seu serviço. A essência do feudalismo é, pois, um domínio simultaneamente económico e político-social sobre as pessoas.
Os senhores feudais recebiam impostos, portagens, tributos sobre mercadorias e rendas fundiárias contra as quais se mobilizou o liberalismo nos finais do século XVIII e no XIX. No neoliberalismo predominam as rendas resultantes da privatização dos serviços públicos, das PPP e concessões, da usura financeira, do carácter mono e oligopolista nos principais sectores económicos.
O feudalismo tem origem no enfraquecimento ou desagregação da autoridade central caindo o poder na mão dos barões, por sua vez dependentes numa relação de suserania a condes e duques com domínio sobre as suas terras.
O enfraquecimento do poder do Estado permitia a arbitrariedade dos senhores feudais. Escreve um cronista da época: “os nobres sentem desprezo por tudo o que não seja nobre; tiranizam os camponeses nas suas aldeias e de modo algum se preocupam com a sorte do rei e a defesa do país. Em vista disto a França a quem o mundo inteiro admirava e louvava, tornou-se objecto de irrisão geral”.
Na Idade Média tardia, são constantes as revoltas camponesas, que ocorreram um pouco por toda a Europa, contra a opressão e exploração feudal. Por exemplo, o designado Santo Contestável não combateu só os castelhanos, combateu como grande senhor feudal, camponeses revoltados no Alentejo. Embora estas revoltas medievais não tenham derrubado o poder feudal contribuíram decisivamente para a abolição da servidão e a melhoria da condição dos camponeses.
O desajustamento económico entre a estrutura feudal e o desenvolvimento das forças produtivas; as acrescidas necessidades de recursos do poder central – a realeza – para a defesa do território e para a gestão de uma sociedade em desenvolvimento, conduziram a sucessivos conflitos entre os dois poderes: o central e o feudal. O crescimento das cidades, o regresso a uma economia monetária que se sobrepõe à de espécie, os conflitos com a autoridade dos reis quando estes se apoiam nos homens livres das cidades e vilas, vai minando o poder feudal: Porém, dado que a estrutura de classes se mantém, a situação prolonga-se na Europa com altos e baixos até à Revolução Francesa e mesmo depois disso na Europa Oriental e na Rússia
A Magna Carta inicial (1215) é redigida pelos nobres e representa a restauração dos privilégios feudais e da Igreja, que tinham sido muito limitados por Henrique II de Inglaterra. A ascensão do feudalismo deu origem a intermináveis conflitos e ao domínio absoluto dos senhores sobre as populações, situação que culmina na Guerra das Duas Rosas, no século XV.
O processo civilizacional só muito lentamente começa a reconstituir-se a partir das limitações ao poder feudal e à centralização do Estado. Fala-se então em “privilégios”, isto é, a concessão de direitos às populações das cidades e vilas, os forais, ou seja, basicamente, “o povo” que se subtraia à arbitrariedade feudal. Note-se o carácter de classe desta designação: enquanto para a nobreza são referidas “liberdades feudais”, os direitos populares são “privilégios”. Esta é também a designação adoptada pelos propagandistas do neoliberalismo, quando põem em confronto o estatuto do funcionalismo público ou dos trabalhadores com contratos colectivos, face ao emprego precário e aos desempregados. As alterações à legislação laboral, são o eliminar de direitos adquiridos pela unidade e luta popular, que assumidos como “privilégios” representam um retrocesso de natureza feudalista – neste caso essencialmente financeira e monopolista.
Em França, os “parlamentos” do chamado “antigo regime” anterior à Revolução Francesa representavam com a nobreza palaciana de Versalhes o que de mais reaccionário havia na sociedade, associando a nobreza das províncias, alto clero, mestres juristas – a “nobreza de toga” - e elementos da burguesia enriquecida. Opuseram-se de todas as formas às medidas que representassem uma diminuição do que consideravam os direitos e liberdades feudais. Também a arbitrariedade do grande patronato reclamando a liberalização dos despedimentos é exigida em nome da “livre iniciativa” – com equivalentes defensores.
As pressões - verdadeira chantagem - exercida sobre o povo grego nas recentes eleições por parte da UE – ou como nos referendos na Irlanda, França, entre outros casos - tal como o iníquo “Mecanismo de Estabilidade Orçamental” fazem lembrar o uso que o papado medieval fazia da excomunhão e da interdição dos países.
Que ocorre no mundo de hoje particularmente na UE? Veja-se o que se passa quanto aos impostos praticamente inexistentes para o grande capital, o enriquecimento ilícito, os paraísos fiscais e a conversa dos “sacrifícios para todos”. Onde dissemos nobreza ou aristocracia, leia-se a finança, o grande capital: os 1% que o neoliberalismo serve. Onde se disse clero, leia-se, fazedores de opinião: os economistas consagrados, os articulistas mais mediáticos. A “flexibilidade laboral” é hoje defendida pela metafísica neoliberal que pretende passar por ciência económica, tal como passado os direitos feudais o eram com argumentos da teologia.
Para governar apenas são precisos funâmbulos políticos, que têm de desempenhar convictamente o papel que lhes está destinado. Periodicamente muda-se de cartaz e elenco, os enredos pouco variam, é o que a censura financeira deixa passar.
Vemos predominarem teses que nos fazem pensar no Estado reduzido às funções que tinha na Antiguidade e nos tempos medievais, com uma interferência mínima no que é determinante na sociedade, restando para minorar a condição das camadas mais sujeitas à exploração dos detentores do grande capital, uma versão da caridade medieval, paga no essencial pelos menos pobres.
Tal como no feudalismo, o exército, os serviços de segurança e a justiça estão por assim dizer privatizados, por via de mercenários – largamente utilizados ao serviço dos EUA. Quanto à justiça é privatizada nos tribunais arbitrais admitidos em contratos do Estado, aplica-se de modo a não ferir os interesses oligárquicos: o ignora banqueiros fraudulentos e corruptos e é impotente perante o crime organizado que se ocupa do tráfico de drogas e de pessoas, da prostituição e da exploração de crianças. Tudo isto em nome de direitos e liberdades que são negados à legião dos mais desfavorecidos sem abrigo ou habitantes de bairros pobres. A expansão do crime organizado impõe o terror às populações mais pobres em todos os continentes.
O neoliberalismo instituiu uma forma de poder de tipo feudal do grande capital sobre os povos, sobrepondo-se às instituições democráticas sob a ameaça e a chantagem psicológica. Não lhe faltam propagandistas para clamarem contra “a manutenção de serviços públicos inúteis e caros”, a “carga improdutiva” que não permitirá uma mítica “prosperidade” - tal como no na Idade Média se pretendia a “cidade de Deus”. Porém, fazem por ignorar as rendas financeiras e monopolistas. Fazem por ignorar a fuga, isto é, a “livre transferência” de lucros e rendimentos para os paraísos fiscais.
3 - ESTADO FORTE – ESTADO FRACO
A defesa do Estado coloca a questão do Estado forte e do Estado fraco. O que será preferível? Trata-se no entanto de uma falsa questão, nas sociedades divididas em classes o problema que tem de se colocar em primeiro lugar consiste em saber a favor de que classe ou classes se exerce o poder do Estado. A democracia formal do capitalismo, omite esta questão, ignora-a ou nega-a.
O poder do Estado é necessário e positivo quando usado em democracia contribuindo para o equilíbrio social, para impedir os mais fortes de dominar os mais fracos. E para haver democracia é necessário que nenhum grupo ou particular possa rivalizar em poder ou em riqueza com o Estado, isto é, os cidadãos são realmente iguais em direitos e não apenas formalmente.
Quando os interesses privados se sobrepõem aos interesses colectivos, às necessidades e aspirações gerais, regista-se a decadência. John Keneth Galbraith, dizia que a privatização da sociedade conduzia ao aumento das desigualdades e ao crime: “as escolas são más, mas as televisões omnipotentes, a cidadania esvai-se”.
Tributar o capital, isto é, os seus detentores, tornou-se tão impossível como no Antigo Regime aplicar impostos à aristocracia e ao clero: vai contra a lógica do sistema. Por muito que os governantes prometam e mintam não podem fazer mais no sistema a que aderiram, ao qual se submetem e do qual se tornam representantes. Tudo se submete à maximização da taxa de lucro: direitos, solidariedade, necessidades sociais. O Estado será sempre “gastador”, pois a acumulação de riqueza tem de estar o mais possível concentrada no sector capitalista, a isso o obriga a sua lei fundamental: o incessante crescimento e concentração da riqueza.
É por isso que a ideologia dominante leva o individualismo à sua máxima expressão, desarticulando valores sociais. Leis avulsas subvertem o que está constitucionalmente estabelecido, segundo os interesses do grande capital.
A defesa dos interesses colectivos e do progresso social é classificada de “populismo”. As funções sociais do Estado são combatidas como anomalias, “privilégios corporativos” e imperfeições do “mercado”. Neste sentido é produzida diariamente uma propaganda massiva com o objectivo de enfraquecer e desacreditar o Estado, colocar a riqueza nacional e o poder de decisão ao serviço do capitalismo. A democracia é colocada nas mãos dos 1% - que financiam os seus políticos – e usurpada para os restantes 99%. À semelhança de outras épocas a lei é usada para destruir a igualdade e proteger os poderosos.
O “Menos Estado” é vendido pelas oligarquias e seus serventuários como sinónimo de democracia, quando na realidade democracia é justamente o seu contrário: o poder residindo no povo. Rousseau dizia no seu “Do Contrato Social” que entre o fraco e o forte a liberdade oprime e a lei liberta.
Em “Guerra aos Trabalhadores”, Jack Random escreve que a passagem de 35% dos trabalhadores sindicalizados nos anos 50, para 11,9% nos EUA, explica por que os salários estagnaram e os lucros das grandes empresas literalmente explodiram. As estratégias chave da guerra aos trabalhadores consistem em dividir para reinar. Os trabalhadores não são propriedade das empresas – afirma, convocando-os para imporem uma lei federal que impeça as arbitrariedades em curso. (1)
Diz-se na defesa do “mercado livre” que o Estado é ineficiente. E de facto é, quando a deixa de proteger aqueles que no mercado apenas dispõem da força de trabalho para garantir a sua subsistência.
As oligarquias fazem apelos a governos ditos “corajosos”, na realidade fracos, pois não resistem a pressões nem cumprem promessas. Aquilo que a chamam o “livre jogo das forças do mercado”, na realidade são apenas os interesses dos mais fortes.
O nível rasteiro a que esta política chegou avalia-se ao considerar os sindicatos ou outras organizações de trabalhadores como “interesses corporativos”, porém os lobbies monopolistas e financeiros, passam por legítimas formas de expressão plural. Quando banqueiros se reúnem tal nunca é descrito como defendendo interesses corporativos, mas sim como esclarecedor posicionamento económico.
Os Estados são fortes quando se apoiam no povo e combatem os interesses e arbitrariedades dos mais poderosos. Um gritante exemplo de Estado fraco, embora imperialista, são os EUA, de longe com o mais elevado número pessoas presas ou sob vigilância declarada em relação à população e os seus 46 milhões de pessoas abaixo do nível de pobreza e sem assistência médica.
Consideramos que há um progresso histórico, sempre que se verifica um aumento dos direitos e melhoria das condições de existência de camadas cada vez mais amplas da população. Há um retrocesso, quando se verifica um aumento do poder de minorias, exercido em detrimento dos demais, conduzindo a maiores desigualdades, em termos económicos e sociais, qualquer que seja a argumentação que lhe sirva de suporte: seja o direito divino dos reis, os argumentos teológicos justificando a sociedade de classes hierarquizadas, seja o “mercado livre”.
Apenas uma palavra para o processo que levou ao fim da URSS e do socialismo noutros países, cuja complexidade não tem lugar aqui. Será bom no entanto reflectir no seguinte: também neste caso, uma camada assumiu a defesa de interesses oligárquicos, em detrimento da restante população. O “Menos Estado”, correspondeu ao empobrecimento, à decadência, à miséria, à perda de direitos sociais, ao domínio de oligarquias criminosas e máfias que exploram e aterrorizam os mais pobres e os mais fracos. (2)
Que o capitalismo é uma regressão civilizacional em relação ao socialismo, não é só provado teoricamente, é-o pela própria vida, onde quer que tal tenha ocorrido. Mas o neoliberalismo é uma regressão do próprio sistema capitalista, mostrando todas as fragilidades deste sistema em que o poder do Estado fica nas mãos das oligarquias – tal como na Republica romana em que as cedências à “plebe” foram sempre postas em causa na fase seguinte.
O neoliberalismo mostra ainda a falência das teses e da prática de uma social-democracia corrompida ideologicamente, mas não só.
O socialismo não é ainda uma sociedade perfeita, mas é mais uma etapa para o que Marx designou como o fim da “pré-história da sociedade humana” (3) porém os erros ou as falhas do socialismo solucionam-se na via socialista: Na realidade, a ascensão dos povos na via do humanismo e do progresso, só tem um sentido: o do socialismo.
1 - www.counterpunch - February 24-26, 2012 “War on labor” - Jack Random (is the author of Jazzman Chronicles (Crow Dog Press) and Ghost Dance Insurrection- (Dry Bones Press.)
2 – Podemos referir como exemplo da tragédia que se abateu sobre aqueles países um artigo da revista Visão (01.março.2011 – p.74): “órfãs de países do leste (são oferecidas) para serem “bonecas submissas” (…) Os pormenores são tão repugnantes que fazem dos piores filmes de terror um filme para crianças. Comprar uma destas meninas (na “deep Web”) custa cerca de 30 mil euros.”
3 - «As relações de produção burguesa são a última forma antagónica do processo social de produção […]. Com esta formação social encerra-se, portanto, a pré-história da sociedade humana». Karl Marx - Do prefácio da Contribuição à Critica da Economia Política.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Carta aberta à Deputada Manuela d'Ávila (PCdoB-RS)

Comunidade Josef Stálin



Posted: 27 Jun 2012 08:06 PM PDT

Por Cristiano Alves

Segue-se aqui uma carta aberta, originalmente postada no vídeo do canal oficial da deputada Manuela d'Ávila, em resposta a uma entrevista sua concedida no programa "Agora é Tarde", onde a pecedebista alega que seu partido hoje é um "partido moderno que não mais quer o comunismo totalitário". Veja o vídeo e em seguida a resposta do editor de "A Página Vermelha":



Prezada Deputada Manuela, manifesto o meu profundo respeito pelo seu trabalho na câmara e pelo seu trabalho em defesa de causas sociais, sou eleitor do PCdoB(votei no deputado Osmar Júnior, pelo estado do PI) e fico preocupado com certas questões a ele referentes.

Vejo o socialismo como o único caminho para colocar o Brasil como uma superpotência, como caminho viável para destruir grandes males brasileiros como a miséria, o analfabetismo, o racismo e a submissão, e é exatamente por condenar esses males que eu, como comunista, evoco dois grandes exemplos de países em situação parecida com a nossa que através do comunismo científico superaram tal deficiência, a URSS e a China. Conforme elucido em meu artigo "Por que estudar Stalin?", bem como venho colocando em minha nova monografia jurídica, este filho de um sapateiro e de uma lavadeira e empregada, homem humilde como milhões de brasileiros, foi o primeiro a elaborar uma Constituição que proibiu o racismo, através do artigo 123 da Constituição Soviética de 1936, que eu, conhecedor da bela língua russa, fiz questão de ler e traduzir para alguns de meus artigos políticos.
O que é modernidade? Conceito já debatido por Descartes, por Marx e Berman. Seria uma ruptura com a tradição? Ora, a modernidade sem a tradição não é nada. A deputada coloca em sua entrevista que "o PCdoB hoje é um partido moderno". O que seria um "partido moderno"? Um partido que esquece sua tradição?

Eu enxergo as idéias comunistas como idéias de vanguada da sociedade, e não apenas assim enxergo, como elas efetivamente assim sempre foram. K. Marx é visto na Grã-Bretanha, segundo pesquisa da BBC, como o maior filósofo de todos os tempos, suas teses do século XIX até hoje explicam muito bem o que se passa no século XXI, o que já foi reconhecido mesmo em periódicos como o NY Times. Numa época em que negros viviam sob a nefasta lei Jim Crow, em que o mundo vivenciava os horrores da eugenia, da idéia de "raça pura", o grande Lenin já condenava o preconceito contra minorias nacionais em seu texto sobre a autonomia de povos menores e o grande Stalin, paladino de suas idéias, já escrevia em "O marxismo e a questão nacional" que não havia "nação pura", inclusive demonstrando a falácia de tais idéias. Seu governo extirpou o analfabetismo de um país de mais de 80% de analfabetos, eletrificou um país agrário e mais tarde, logo após seu governo, seu país provou ao mundo que lugar de mulher também é no espaço, lançando a primeira cosmonauta, Valentina Tereshkova. Devo lembrar que antes dela, a URSS lançou o primeiro homem ao espaço, um camponês cuja família foi sequestrada e assassinada pelos fascistas alemães, Yuri Gagarin. Falamos de um Estado governado por trabalhadores, cujo maior monumento era um operário e uma camponesa em pleno centro de Moscou, que provou ao mundo que proletários podem gerir seu próprio destino e superar em dezenas de anos o que outros países fizeram em centenas. Alegar que tal Estado foi um "totalitário" é uma idéia absolutamente estranha às idéias comunistas e, antes de tudo, estranha ao racionalismo. Estados de inspiração marxista cercearam a liberdade? Sim, assim como a Revolução Francesa e centenas de outras revoluções progressistas que se viram ameaçados por inimigos externos reais(nada comparável à paranóia da ditadura militar fascista). Os soviéticos construíram o socialismo sob constante ameaça de invasão externa e da guerra nuclear. Sendo a deputada gaúcha, de um Estado que conheceu a Revolução Farroupilha e que efetivamente lutou pela república, esperava mais respeito por um Estado revolucionário. Nenhuma revolução que transforma para melhor a vida de milhões de pessoas como a gente humilde que aparece em seus vídeos é feita na base do "abraço e do aperto de mão"; o ideal é que assim ocorresse, e até já foi tentado em locais como a Hungria em 1919, onde esses "comunistas pacíficos" foram massacrados pela burguesia. A deputada, a julgar pelo seu discurso que, lamentavelmente, em nada se diferencia do discurso conservador e falso, não sabe o que é viver em um Estado que durante seu surgimento foi invadido por 14 diferentes países, que nos anos 30 sofreu constante ameaça de guerra, por 4 anos viveu a mais sangrenta guerra que a humanidade já conheceu e, depois disso, ainda teve que lutar para não ser bombardeada por 300 bombas atômicas dos imperialistas dos EUA, conforme planejado no hoje não mais secreto "Plano Dropshot". E feliz fico, deputada, por Vossa Senhoria não saber o que é viver em tal Estado, todavia de forma alguma contemplo toda e qualquer idéia que procure difamar e caluniar este país, mesmo por que os autores de tais calúnias, nomes como Hannah Arendt, jamais foram referência para qualquer defensor dos trabalhadores, visto que são suas idéias infundadas e motivadas pela Agência Central de Inteligência(CIA), algo que hoje não mais é segredo e que já foi divulgado por uma grande jornalista britânica.

Para finalizar, não sei se o conteúdo desta "carta" interessa a Vossa Senhoria, como parece pouco ter lhe interessado o trabalho de ex-companheiros de partido seus que estiveram na Coréia do Norte, país que Vossa Senhoria despreza num dos comentário do Twitter, jovens que saíram do Partido por causa do desprezo que hoje muitos tem pelo real sentido de sua sigla, "Comunista", mas quero deixar bem claro que nenhum país ou líder que inspirou e liderou milhões de trabalhadores merece desprezo! É diante desse descaso com questões ideológicas contemporâneas, da latente incapacidade de muitos jovens de defender estoicamente a bandeira que carregam, como fizeram milhões de revolucionários e militares comunistas que deram a sua vida contra o fascismo, nomes como Zoya Kosmodemyanskaya, enforcada e esquartejada por defender a causa comunista até o último segundo de sua vida, vale perguntar: será que, infelizmente, a opinião dos deputados sobre a juventude, ébria com o veneno pós-moderno, não está correta?

No SEPE/ Campos, vote Chapa 7




22 de junho de 2012

VOTE CHAPA 7

Estamos na reta final para a divulgação de nossa CHAPA 7

SEPE NA LUTA PELA EDUCAÇÃO COM QUALIDADE E DIGNIDADE!


Nos últimos dias temos percorrido grandes distâncias na tentativa de fazer chegar à todas escolas estaduais e municipais as propostas da CHAPA 7.
Concorrem ao SEPE/RJ quatro chapas e no núcleo Campos o total de 7 chapas.
Quando participamos pela primeira vez de uma eleição do SEPE em 2006, nos dirigíamos a categoria pedindo seu voto de confiança e assim foi também em 2009.
Hoje, com grande tranquilidade e certeza da nossa combatitividade na direção colegiada do SEPE Campos, contamos com o reconhecimento da categoria quanto as batalhas que - nós da CHAPA 7 - temos travado dia após dia em prol de uma educação pública de qualidade, valorização profissional, melhores condições de trabalho, etc.
Não admitimos disputa desleal entretanto, outras chapas não hesitam em fazê-la e com métodos condenáveis.
Apesar disso, seguimos nossa linha sem contradições.
A categoria da educação conhece quem atua ou não no SEPE Campos e, certamente não vai se deixar enganar por falácias.


Dias 26,27 e 28 esperamos com a maioria de votos na CHAPA 7.


OUSAR LUTAR.OUSAR VENCER!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A história é o inimigo quando as psy-ops se tornam notícia






John Pilger
27.Jun.12 :: Outros autores

O New York Times publicou recentemente um artigo que documenta como Obama selecciona pessoalmente as vítimas dos seus ataques drone por todo o mundo. Não se trata nem de uma fuga nem de uma revelação, mas de uma matéria de relações públicas concebida pela administração Obama para mostrar num ano de eleição quão duro o “comandante em chefe” pode ser. Se reeleito, a Marca Obama continuará a servir a riqueza, a perseguir os que dizem a verdade, a ameaçar países, a propagar vírus de computador e a assassinar pessoas todas as terças-feiras.


Ao chegar a uma aldeia no Vietname do Sul, deparei-me com duas crianças que testemunhavam a mais longa guerra do século XX. Suas terríveis deformidades eram familiares. Ao longo do rio Mekong, onde as florestas foram petrificadas e silenciadas, pequenas mutações humanas viviam o melhor que podiam.
Hoje, no hospital pediátrico Tu Du em Saigão, um antigo anfiteatro é conhecido como a “sala da colecção” e, não oficialmente, como a “sala dos horrores”. Ali há prateleiras com grandes garrafas que contêm fetos grotescos. Durante a sua invasão do Vietname, os Estados Unidos pulverizaram um herbicida desfolhante sobre a vegetação e aldeias a fim de negar “cobertura ao inimigo”. Era o Agente Laranja, o qual continha dioxina, venenos com tal poder que provocavam a morte fetal, abortos, danos cromossomáticos e cancro.
Em 1970, um relatório do Senado dos EUA revelou que “os EUA despejaram [sobre o Vietname do Sul] uma quantidade de produtos químicos tóxicos que se eleva a seis libras [2,72 kg] per capita da população, incluindo mulheres e crianças”. O nome de código para esta destruição maciça, Operação Hades, foi alterado para o mais amistoso Operação Ranch Hand. Hoje, cerca de 4,8 milhões de vítimas do Agente Laranja são crianças.
Len Aldis, secretário da Sociedade de Amizade Britânico-Vietnamita, retornou recentemente do Vietname com uma carta ao Comité Olímpico Internacional escrita pela União das Mulheres do Vietname. A presidente da união, Nguyen Thi Thanh Hoa, descreveu “as graves deformações congénitas [provocadas pelo Agente Laranja] de geração para geração”. Ela pedia ao COI que reconsiderasse a sua decisão de aceitar patrocínio das Olimpíadas de Londres pela Dow Chemical Corporation, que foi uma das companhias a fabricar o veneno e que se recusou a indemnizar as suas vítimas.
Aldis entregou a carta em mãos no gabinete de Lord Coe, presidente do Comité Organizador de Londres. Não houve resposta. Quando a Amnistia Internacional denunciou que em 2001 a Dow Chemical adquiriu “a companhia responsável pela fuga de gás de Bhopal [na Índia em 1984] que matou 7 mil a 10 mil pessoas de imediato e 15 mil nos 20 anos seguintes”, David Cameron descreveram a Dow como uma “companhia respeitável”. Aclamações, portanto, para as câmaras de TV ao longo dos painéis decorativos de £7 milhões [€8,75 milhões] que orlam o estádio olímpico: são o resultado de um “acordo” de 10 anos entre o COI e um destruidor tão respeitável.
A história é enterrada juntamente com os mortos e deformados do Vietname e de Bhopal. E a história é o novo inimigo. Em 28 de Maio, o presidente Obama lançou uma campanha para falsificar a história da guerra no Vietname. Para Obama, não houve Agente Laranja, nem zonas de fogo livre, nem disparos sobre indefesos (turkey shoots), nem encobrimentos de massacres, nem racismo desenfreado, nem suicídios (pois muitos americanos acabaram com as suas próprias vidas), nem derrota frente à força de resistência de uma sociedade empobrecida. Ela foi, disse o sr. Hopey Changey, “uma das mais extraordinárias histórias de bravura e integridade nos anais da história militar [dos EUA] “.
No dia seguinte, o New York Times publicou um longo artigo a documentar como Obama selecciona pessoalmente as vítimas dos seus ataques drone por todo o mundo. Ele faz isto nas “terças-feiras de terror” quando folheia álbuns com fotos de rostos numa “lista da morte”, alguns deles adolescentes, incluindo “uma garota que parecia ainda mais jovem do que os seus 17 anos”. Muitos são desconhecidos ou simplesmente em idade militar. Guiados por “pilotos” sentados frente a écrans de computador em Las Vegas, os drones disparam mísseis Hellfire que sugam o ar para fora dos pulmões e explodem pessoas em bocados. Em Setembro último, Obama matou um cidadão americano, Anwar al-Awlaki, puramente na base de rumor de que ele estava a incentivar terrorismo. “Este aqui é fácil”, ele é citado por ajudantes como dizendo isso ao assinar a sentença de morte do homem. Em 6 de Junho, um drone matou 18 pessoas numa aldeia no Afeganistão, incluindo mulheres, crianças e um idoso que estavam a celebrar um casamento.
O artigo do New York Times não foi uma fuga ou uma revelação. Foi uma matéria de relações públicas concebida pela administração Obama para mostrar num ano de eleição quão duro o “comandante em chefe” pode ser. Se reeleito, a Marca Obama continuará a servir a riqueza, a perseguir os que dizem a verdade, a ameaçar países, a propagar vírus de computador e a assassinar pessoas toda terça-feira.
As ameaças contra a Síria, coordenadas em Washington e Londres, escalam novos picos de hipocrisia. Ao contrário da propaganda primária apresentada como notícia, o jornalismo investigativo do jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung identifica os responsáveis pelo massacre em Houla como sendo os “rebeldes” apoiados por Obama e Cameron. As fontes do jornal incluem os próprios rebeldes. Isto não foi completamente ignorado na Grã-Bretanha. Escrevendo no seu blog pessoal, de modo extremamente calmo, Jon Williams, o editor de notícias mundiais da BBC, efectivamente serve a sua própria “cobertura”, citando responsáveis ocidentais que descrevem a operação “psy-ops” [operação psicológica] contra a Síria como “brilhante”. Tão brilhante quanto a destruição da Líbia, do Iraque e do Afeganistão.
E tão brilhante quanto a psy-ops mais recente do Guardian com a promoção de Alastair Campbell, o colaborador chefe de Tony Blair na criminosa invasão do Iraque. Nos seus “diários”, Campbell tenta salpicar sangue iraquiano sobre o demónio Murdoch. Há em abundância para encharcar todos eles. Mas o reconhecimento de que os media respeitáveis, liberais, bajuladores de Blair, foram um acessório vital para um crime tão gigantesco é omitido e permanece como um teste singular de honestidade intelectual e moral na Grã-Bretanha.
Até quando devemos sujeitar-nos a um tal “governo invisível”? Esta expressão para a propaganda insidiosa cunhada por Edward Bernays – o sobrinho de Sigmund Freud que inventou as modernas relações públicas – nunca foi tão adequada. A “realidade falsa” exige amnésia histórica, a mentira por omissão e a transferência de significância para o insignificante. Deste modo, sistemas políticos que prometiam segurança e justiça social foram substituídos pela pirataria, “austeridade” e “guerra perpétua”: um extremismo destinado ao derrube da democracia. Aplicado a um indivíduo, isto identificaria um psicopata. Por que aceitamos isto?
21/Junho/2012
O original encontra-se em www.johnpilger.com/
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O que os EUA podem ganhar com o golpe no Paraguai

24 de junho de 2012
Classificado em América Latina - Paraguai
imagemCrédito: Diário Liberdade
Paraguai - Vi o mundo - [Luiz Carlos Azenha] A reação de Washington ao golpe "democrático" no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.
Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.
Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.
Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa "segurança jurídica". Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.
Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.
Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar "dormente" em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.
O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.
É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.
Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.

Obras de J. V. Stálin (Em português)

Atualmente estão disponíveis em Português as seguintes obras:

Obras J. V. Stálin
(Conforme publicação da Editorial Vitória)

Obras relacionadas pelo ano em que foram escritas ou publicadas
(todas as obras existentes no sítio)



1901 - DezO Partido Social-Democrata da Rússia e Suas Tarefas Imediatas
1904 - SetComo a Social-Democracia Considera a Questão Nacional?
1904 - SetCarta de Kutais [primeira carta]
1904 - OutCarta de Kutais [segunda carta]
1905 - JanA Classe dos Proletários e o Partido dos Proletários
1905 - JanOperários do Cáucaso, Chegou a Hora de Nos Vingarmos!
1905 - FevViva a Fraternidade Internacional
1905 - FevAos Cidadãos. Viva a Bandeira Vermelha!
1905 - MaiAlgumas Palavras Sobre as Divergências no Partido
1905 - JulA Insurreição Armada e a Nossa Tática
1905 - AgoO Governo Revolucionário Provisório e a Social-Democracia
1905 - AgoResposta ao "Sozial Demokrat"!
1905 - OutA Burguesia Prepara a Armadilha
1905 - OutFortalece-se a Reação
1905 - OutA Todos os Operários
1905 - OutCidadãos
1905 - NovTíflis, 20 de Novembro de 1905
1906 - JanDois Choques (A propósito do 9 de janeiro)
1906 - MarA Duma de Estado e a Tática da Social-Democracia
1906 - MarA Questão Agrária
1906 - MarSobre a Questão Agrária
1906 - AbrSobre a Revisão do Programa Agrário
1906 - AbrSobre o Momento Atual
1906 - JulMarx e Engels Sobre a Insurreição
1906 - JulA Contra-Revolução Internacional
1906 - NovA Luta de Classes
1906O Momento Atual e o Congresso de Unificação do Partido Operário
1906 - DezA Legislação Sobre as Fábricas e a Luta Proletária
1907 - MarEm Memória do Camarada G. Télia
1907 - AbrAnarquismo ou Socialismo?
1910 - MarAugusto Bebel Líder dos Operários Alemães
1917 - NovDiscurso Pronunciado no Congresso do Partido Operário Social-Democrata Finlandês em Helsinki
1917 - DezResposta aos Camaradas Ucranianos da Retaguarda e da Frente
1917 - DezA Rada Ucraniana
1917 - DezO Que é a Rada Ucraniana?
1917 - DezA Independência da Finlândia
1917 - DezA "Armênia Turca"
1918 - JanIntervenção na Reunião do Comitê Central do POSDR(b) Sobre a Questão da Paz com os Alemães
1918 - JanA Rada Burguesa de Kíev
1918 - JanDiscursos no III Congresso dos Soviets dos Deputados Operários, Soldados e Camponeses de Toda a Rússia
1918 - FevFonograma ao Comitê de Petrogrado do POSDR(b)
1918 - FevTelegrama à Secretaria Popular da República Soviética Ucraniana
1918 - FevMensagem Por Fio Direto à Secretaria Popular da República Soviética Ucraniana
1918 - MarO Nó Ucraniano
1918 - MarA República Soviética Tártaro-Bachkíria
1918 - MarOs Contra-Revolucionários da Transcaucásia Sob a Máscara do Socialismo
1918 - AbrA Organização da República Federativa da Rússia
1918 - AbrUma das Tarefas na Ordem do Dia
1918 - AbrTelegrama ao V Congresso dos Soviets do Turquestão
1918 - AbrTeses Gerais Sobre a Constituição da República Socialista Federativa Soviética da Rússia
1918 - MaiAs Negociações de Paz com a Ucrânia
1918 - MaiIntervenções na Conferência Para a Convocação do Congresso Constituinte da República Soviética Tártaro-Bachkíria
1918 - MaiUma Nova Mentira
1918 - MaiA Situação no Cáucaso (I)
1918 - MaiA Situação no Cáucaso (II)
1918 - JunA Região do Dom e o Cáucaso Setentrional
1918 - JunTelegrama a V. I. Lênin (07/06/1918)
1918 - JulCarta a V. I. Lênin (07/07/1918)
1918 - JulCarta a V. I. Lênin (10/07/1918)
1918 - AgoCarta a V. I. Lênin (04/08/1918)
1918 - AgoCarta a V. I. Lênin (31/08/1918)
1918 - SetTelegrama a Svérdlov (Presidente do Comitê Executivo Central de Toda a Rússia)
1918 - SetTelegrama ao Conselho dos Comissários do Povo
1918 - SetTelegrama a Vorochílov, comandante da frente de Tzarítzin
1918 - SetNa Frente Meridional
1918 - OutA Lógica das Coisas (As "Teses" do C.C. Menchevique)
1918 - OutA Situação na Frente Meridional
1918 - OutA Rússia Meridional
1918 - NovA Revolução de Outubro (O 24 e o 25 de outubro de 1917 em Petrogrado)
1918 - NovO Muro Divisório
1918 - NovA Revolução de Outubro e a Questão Nacional
1918 - NovNão Vos Esqueçais do Oriente
1918 - DezA Ucrânia Está Se Libertando
1918 - DezA Luz Vem do Oriente
1918 - DezAs Coisas Vão Bem
1919 - JanCarta a Lênin, da Frente Oriental
1919 - JanRelatório a V. I. Lênin
1919 - JanDiscurso Pronunciado na Reunião Conjunta das Organizações Partidárias e Soviéticas de Viatka
1919 - JanInforme da Comissão do CC do Partido e do Conselho de Defesa ao Camarada Lênin Sobre as Causas da Queda de Perm em Dezembro de 1918
1919 - FevA Política do Governo e a Questão Nacional
1919 - FevAos Soviets dos Deputados e às Organizações Partidárias do Turquestão
1919 - FevDois Campos
1919 - MarNossas Tarefas no Oriente (O 24 e o 25 de outubro de 1917 em Petrogrado)
1919 - MarApós Dois Anos
1919 - MarAs Reservas do Imperialismo
1919 - MarDo Discurso Sobre a Questão Militar Pronunciado no VIII Congresso do PC (b) de Toda a Rússia
1919 - MarA Reorganização do Controle Estatal
1919 - AbrO Fuzilamento dos Vinte e Seis Camaradas de Baku, Obra dos Agentes do Imperialismo Inglês
1919 - MaiTelegrama ao Inspetor Extraordinário do Controle Estatal em Chtchígryo
1919 - MaiNota de Petrogrado, por fio direto, a V. I. Lênin
1919 - JunTelegrama a V. I. Lênin
1919 - JunNota de Petrogrado, Por Fio Direto a V. I. Lênin
1919 - JulA Frente de Petrogrado
1919 - AgoCarta a V. I. Lênin: A Situação na Frente Ocidental
1919 - OutCarta da Frente Meridional a V. I. Lênin
1919 - OutTelegrama a V. I. Lênin
1919 - NovDiscurso Pronunciado na Abertura do II Congresso das Organizações Comunistas dos Povos Orientais de Toda a Rússia
1919 - DezSaudação da Frente Meridional a Petrogrado
1920 - JanA Situação Militar no Sul
1920 - MarOrdem Para o Exército do Trabalho da Ucrânia
1920 - MarIntervenções na IV Conferência do PC (b) da Ucrânia
1920 - AbrLênin, Organizador e Chefe do Partido Comunista da Rússia
1920 - AbrDiscurso Pronunciado na Assembléia do Comitê de Moscou do PC (b) da Rússia Para Celebrar o Cinqüentenário de V. I. Lênin
1920 - MaiO Novo Ataque da Entente Contra a Rússia
1920 - JunA Situação na Frente Sul-Ocidental
1920 - JunTelegrama a V. I. Lênin
1920 - JulA Situação na Frente Polonesa
1920 - JulComo São Acolhidas as Tropas Vermelhas
1920 - JulA Todas as Organizações Partidárias
1920 - AgoPara a Criação de Tropas de Reserva da República
1920 - OutA Política do Poder Soviético e a Questão Nacional na Rússia
1920 - OutDiscurso de Abertura na I Conferência dos Dirigentes da Inspeção Operário-Camponesa de Toda a Rússia
1920 - OutA Situação Política da República
1920 - OutPrefácio a Uma Coletânea de Artigos Sobre a Questão Nacional
1920 - NovTrês Anos de Ditadura do Proletariado
1920 - NovO Congresso dos Povos do Daguestão
1920 - NovO Congresso dos Povos da Região do Térek
1920 - NovA Situação no Cáucaso
1920 - DezViva a Armênia Soviética
1921 - NovA Revolução de Outubro e a Política Nacional dos Comunistas Russos
1923 - NovA Revolução de Outubro e o Problema das Camadas Médias
1924 - JanSobre a Discussão
1924 - JanXIII Conferência do P.C. (b) da Rússia
1924 - JanPor Motivo da Morte de Lênin
1924 - JanLênin
1924 - JanLênin, a Águia das Montanhas
1924 - AbrSobre as Contradições no Komsomol
1924 - MaiSobre os Fundamentos do Leninismo
1924 - MaiXIII Congresso do P.C. (b) da Rússia
1924 - JunBalanço do XIII Congresso do P. C. (b) da Rússia
1924 - JunOs Correspondentes Operários
1924 - JulO Partido Comunista Polonês
1924 - JulCarta ao Camarada Deminan Biedni
1924 - SetA Situação Internacional
1924 - OutAs Tarefas Imediatas do Partido no Campo
1924 - OutAs Tarefas do Partido no Campo
1924 - NovAnotação no Livro Vermelho da Fábrica "Dínamo"
1924 - NovAo Primeiro Exército de Cavalaria
1924 - NovÀ "Krestianskaia Gazeta"
1924 - NovTrotskismo ou Leninismo?
1924 - NovI. M. Sverdlov
1924 - DezA Revolução de Outubro e a Tática dos Comunistas Russos
1925 - FevAs Perspectivas do Partido Comunista Alemão e a Bolchevização
1925 - FevCarta ao Camarada M.
1925 - MarO Partido Comunista da Tcheco-eslováquia
1925 - JunPerigos de Degenerescência do Estado Soviético
1926 - JanEm Torno dos Problemas do Leninismo
1926 - FevO Camarada Kotovski
1926 - DezUma Vez Mais Sobre o Desvio Social-Democrata em Nosso Partido
1927 - JanDiscurso Pronunciado na XV Conferência Provincial do Partido em Moscou
1927 - MarSobre a Questão do Governo Operário-Camponês
1927 - AbrTese Para os Propagandistas
1927 - MaiResposta ao Camarada Maktchulin
1927 - MaiA Revolução na China e as Tarefas da Internacional Comunista
1927 - JulComentários Sobre Temas Atuais
1927 - NovO Caráter Internacional da Revolução de Outubro
1928 - OutPerigo de Direita no Partido Comunista (Bolchevique) da URSS
1929 - DezSobre os Problemas da Política Agrária na URSS
1934 - JulReformismo ou Revolução?
1938 - FevResposta ao Camarada Ivanov
1938 - SetSobre o Materialismo Dialético e o Materialismo Histórico
1941 - JunDiscurso Pronunciado na Qualidade de Presidente do Conselho de Comissários do Povo da URSS e Presidente do Comitê de Defesa Nacional
1941 - NovDiscurso Perante uma Assembléia do Soviet de Moscou e Representantes de Outras Organizações
1941 - NovDiscurso na Praça Vermelha de Moscou na Comemoração do 24.º Aniversário da Revolução de Outubro
1950 - JunSobre o Marxismo na Linguística
1951 - OutA Propósito das Experiências com a Bomba Atômica na União Soviética
1952 - FevProblemas Econômicos do Socialismo na URSS
1952 - DezEntrevista ao Correspondente Diplomático do New York Times, James Reston
????O Partido Comunista — Vanguarda da Classe Operária
????Palestra com os Estudantes da Universidade Sun Iat-Sen
????Entrevista a Jornalistas Americanos