quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Entrega do pré-sal aprovada!

Pré-sal sem a Petrobras: como votaram os deputados

Por 292 votos a 101, a base do governo Temer conseguiu aprovar a exploração petrolífera sem a presença da estatal
por Redação — publicado 06/10/2016 09h03
Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara
O plenário da Câmara: quando Temer sancionar o projeto de lei, o pré-sal poderá ser explorado pelas multinacionais sem a Petrobras


A Câmara aprovou na noite de quarta-feira 5 o projeto de lei 4567/2016, de autoria de José Serra (PSDB), que permite a empresas multinacionais explorar o petróleo da camada pré-sal sem realizar consórcios com a Petrobras. O texto, prioridade do governo Michel Temer, foi aprovado por 292 votos a favor e 101 contrários. 
Ainda há trechos específicos para ser analisados. A votação deles deve ocorrer na próxima semana, mas sem alterar a essência do projeto: a liberação para a participação estrangeira sem a estatal. Após isso, a lei segue para a sanção presidencial.
Em uma sessão tensa, a Câmara se dividiu entre governo e oposição. Apenas seis partidos recomendaram voto contrário ao projeto: PT, PDT, PCdoB, PSOL, Rede e PMB. Todos os outros, a começar por PMDB e PSDB, os principais na base aliada ao governo, recomendaram voto sim, a favor dofim da participação obrigatória da Petrobras no pré-sal.
Confira abaixo como votou cada deputado:
DEM
Abel Mesquita Jr.RRSim
Alberto FragaDFSim
Felipe MaiaRNSim
Francisco FlorianoRJSim
Hélio LeitePASim
Jorge Tadeu MudalenSPSim
José Carlos AleluiaBASim
Juscelino FilhoMASim
MandettaMSSim
Marcelo AguiarSPSim
Marcos SoaresRJSim
Misael VarellaMGSim
Missionário José OlimpioSPSim
Moroni TorganCESim
Onyx LorenzoniRSSim
Pauderney AvelinoAMSim
Professora Dorinha Seabra RezendeTOSim
Rodrigo MaiaRJArt. 17
Total DEM: 18   
PCdoB
Alice PortugalBANão
Angela AlbinoSCNão
Chico LopesCENão
Daniel AlmeidaBANão
Jandira FeghaliRJNão
Jô MoraesMGNão
Luciana SantosPENão
Orlando SilvaSPNão
Professora MarcivaniaAPNão
Rubens Pereira JúniorMANão
Total PCdoB: 10   
PDT
André FigueiredoCENão
Assis do CoutoPRNão
Carlos Eduardo CadocaPESim
DagobertoMSNão
Félix Mendonça JúniorBANão
Flávia MoraisGONão
Hissa AbrahãoAMNão
Leônidas CristinoCENão
Pompeo de MattosRSNão
Subtenente GonzagaMGNão
Vicente ArrudaCENão
Total PDT: 11   
PEN
Erivelton SantanaBASim
Walney RochaRJNão
Total PEN: 2   
PHS
Carlos AndradeRRSim
Diego GarciaPRSim
Dr. Jorge SilvaESNão
Marcelo AroMGSim
Marcelo MatosRJSim
Pastor EuricoPESim
Total PHS: 6   
PMB
Weliton PradoMGNão
Total PMB: 1   
PMDB
Alceu MoreiraRSSim
Alexandre SerfiotisRJSim
Altineu CôrtesRJSim
André AmaralPBSim
Aníbal GomesCESim
Baleia RossiSPSim
Cabuçu BorgesAPSim
Carlos BezerraMTSim
Carlos MarunMSSim
Celso JacobRJSim
Celso MaldanerSCSim
Celso PanseraRJNão
Daniel VilelaGOSim
Darcísio PerondiRSSim
Dulce MirandaTOSim
Edinho AraújoSPSim
Edinho BezSCSim
Elcione BarbalhoPASim
Fábio RamalhoMGSim
Fabio ReisSESim
Flaviano MeloACSim
Hermes ParcianelloPRSim
Hildo RochaMASim
Hugo MottaPBNão
Jarbas VasconcelosPESim
João ArrudaPRNão
Jones MartinsRSSim
José FogaçaRSSim
José PriantePASim
Josi NunesTOSim
Kaio ManiçobaPESim
Laura CarneiroRJSim
Lelo CoimbraESSim
Lucio Vieira LimaBASim
Manoel JuniorPBSim
Marcelo CastroPISim
Marcos RottaAMSim
Marinha RauppROSim
Mauro LopesMGSim
Mauro MarianiSCSim
Mauro PereiraRSSim
Moses RodriguesCESim
Osmar SerraglioPRSim
Pedro ChavesGOSim
Rodrigo PachecoMGSim
Rogério Peninha MendonçaSCSim
Ronaldo BenedetSCSim
Saraiva FelipeMGSim
Sergio SouzaPRSim
Simone MorgadoPASim
Soraya SantosRJSim
Valdir ColattoSCSim
Valtenir PereiraMTSim
Walter AlvesRNSim
Zé Augusto NalinRJSim
Total PMDB: 55   
PP
Afonso HammRSSim
André AbdonAPSim
Arthur LiraALSim
Beto RosadoRNSim
Beto SalamePANão
Cacá LeãoBASim
Conceição SampaioAMSim
Covatti FilhoRSSim
Dimas FabianoMGAbstenção
Eduardo da FontePESim
Esperidião AminSCSim
Ezequiel FonsecaMTSim
Fausto PinatoSPSim
Fernando MonteiroPESim
Franklin LimaMGSim
Guilherme MussiSPSim
Hiran GonçalvesRRSim
Jorge BoeiraSCNão
Julio LopesRJSim
Lázaro BotelhoTOSim
Luis Carlos HeinzeRSSim
Luiz Fernando FariaMGSim
Maia FilhoPISim
Marcelo BelinatiPRNão
Marcus VicenteESSim
Mário Negromonte Jr.BASim
Nelson MeurerPRSim
Paulo MalufSPSim
Ricardo IzarSPSim
Roberto BrittoBASim
Rôney NemerDFSim
Sandes JúniorGOSim
Toninho PinheiroMGSim
Total PP: 33   
PPS
Arnaldo JordyPASim
Arthur Oliveira MaiaBASim
Carmen ZanottoSCSim
Marcos AbrãoGOSim
Rubens BuenoPRSim
Total PPS: 5   
PR
Adelson BarretoSENão
Aelton FreitasMGSim
Alexandre ValleRJSim
Alfredo NascimentoAMSim
Bilac PintoMGSim
BrunnyMGSim
Cabo SabinoCESim
Cajar NardesRSSim
Capitão AugustoSPSim
Clarissa GarotinhoRJSim
Davi Alves Silva JúniorMASim
Delegado Edson MoreiraMGSim
Delegado WaldirGOSim
Dr. JoãoRJSim
Giovani CheriniRSSim
Gorete PereiraCESim
Jorginho MelloSCSim
José Carlos AraújoBASim
José RochaBASim
Laerte BessaDFSim
Lúcio ValePASim
Luiz CláudioROSim
Luiz NishimoriPRSim
Marcelo Álvaro AntônioMGSim
Marcio AlvinoSPSim
Miguel LombardiSPSim
Milton MontiSPSim
Paulo FeijóRJSim
Paulo FreireSPSim
Remídio MonaiRRSim
Silas FreirePINão
TiriricaSPSim
Vicentinho JúniorTOSim
Zenaide MaiaRNNão
Total PR: 34   
PRB
Alan RickACSim
Antonio BulhõesSPSim
Beto MansurSPSim
Celso RussomannoSPSim
César HalumTOSim
Cleber VerdeMASim
Jhonatan de JesusRRSim
João CamposGOSim
Lindomar GarçonROSim
Marcelo SquassoniSPSim
Márcio MarinhoBASim
Ricardo BentinhoSPSim
Rosangela GomesRJSim
Silas CâmaraAMSim
Tia EronBASim
Vinicius CarvalhoSPSim
Total PRB: 16   
PROS
Bosco CostaSESim
Eros BiondiniMGSim
Odorico MonteiroCENão
Ronaldo FonsecaDFSim
Total PROS: 4   
PRP
Nivaldo AlbuquerqueALSim
Total PRP: 1   
PSB
Adilton SachettiMTSim
Átila LiraPISim
BebetoBASim
Creuza PereiraPESim
Danilo CabralPENão
Danilo ForteCESim
Fabio GarciaMTSim
FlavinhoSPSim
Gonzaga PatriotaPESim
Heitor SchuchRSNão
Heráclito FortesPISim
Hugo LealRJSim
Ildon MarquesMASim
Janete CapiberibeAPNão
JHCALSim
João Fernando CoutinhoPESim
José ReinaldoMASim
Jose StédileRSSim
Júlio DelgadoMGNão
Keiko OtaSPSim
Leopoldo MeyerPRSim
Luciano DucciPRSim
Luiz Lauro FilhoSPSim
Maria HelenaRRSim
Marinaldo RosendoPESim
Paulo FolettoESSim
Rafael MottaRNSim
Rodrigo MartinsPISim
Severino NinhoPENão
Tadeu AlencarPESim
Tenente LúcioMGSim
Tereza CristinaMSSim
Total PSB: 32   
PSC
Andre MouraSESim
Eduardo BolsonaroSPSim
Gilberto NascimentoSPSim
Jair BolsonaroRJSim
Júlia MarinhoPASim
Pr. Marco FelicianoSPSim
Total PSC: 6   
PSD
André de PaulaPESim
Átila LinsAMSim
Danrlei de Deus HinterholzRSSim
Diego AndradeMGSim
Domingos NetoCESim
Evandro RomanPRSim
Expedito NettoROSim
Fábio FariaRNSim
Fábio MitidieriSENão
GoulartSPSim
Herculano PassosSPSim
Jaime MartinsMGSim
Jefferson CamposSPSim
Joaquim PassarinhoPASim
José NunesBASim
Júlio CesarPISim
Marcos MontesMGSim
Marcos ReateguiAPSim
Paulo MagalhãesBASim
Raquel MunizMGSim
Rogério RossoDFSim
Sandro AlexPRSim
Sérgio BritoBASim
Stefano AguiarMGSim
Thiago PeixotoGOSim
Total PSD: 25   
PSDB
Antonio ImbassahyBASim
Arthur Virgílio BisnetoAMSim
Betinho GomesPESim
Bruno CovasSPSim
Caio NarcioMGSim
Carlos SampaioSPSim
Célio SilveiraGOSim
Daniel CoelhoPESim
Domingos SávioMGSim
Duarte NogueiraSPSim
Eduardo BarbosaMGSim
Eduardo CurySPSim
Fábio SousaGOSim
Geovania de SáSCSim
Geraldo ResendeMSSim
IzalciDFSim
João GualbertoBASim
João Paulo PapaSPSim
Jutahy JuniorBASim
Lobbe NetoSPSim
Luiz Carlos HaulyPRSim
Marco TebaldiSCSim
Marcus PestanaMGSim
Mariana CarvalhoROSim
Miguel HaddadSPSim
Nilson LeitãoMTSim
Nilson PintoPASim
Otavio LeiteRJSim
Paulo Abi-AckelMGSim
Paulo MartinsPRSim
Pedro Cunha LimaPBSim
Pedro VilelaALSim
Raimundo Gomes de MatosCESim
Ricardo TripoliSPSim
Rodrigo de CastroMGSim
Rogério MarinhoRNSim
ShéridanRRSim
Silvio TorresSPSim
Vanderlei MacrisSPSim
Vitor LippiSPSim
Total PSDB: 40   
PSL
Alfredo KaeferPRSim
Dâmina PereiraMGSim
Total PSL: 2   
PSOL
Chico AlencarRJNão
Glauber BragaRJNão
Ivan ValenteSPNão
Jean WyllysRJNão
Luiza ErundinaSPNão
Total PSOL: 5   
PT
Adelmo Carneiro LeãoMGNão
Afonso FlorenceBANão
Andres SanchezSPNão
AngelimACNão
Assis CarvalhoPINão
Beto FaroPANão
Bohn GassRSNão
Carlos ZarattiniSPNão
Chico D AngeloRJNão
Décio LimaSCNão
Enio VerriPRNão
Erika KokayDFNão
Fabiano HortaRJNão
Gabriel GuimarãesMGNão
Givaldo VieiraESNão
Helder SalomãoESNão
Henrique FontanaRSNão
João DanielSENão
Jorge SollaBANão
José Airton CiriloCENão
José GuimarãesCENão
José MentorSPNão
Leo de BritoACNão
Leonardo MonteiroMGNão
Luiz CoutoPBNão
Luiz SérgioRJNão
Luizianne LinsCENão
Marco MaiaRSNão
MarconRSNão
Moema GramachoBANão
Nelson PellegrinoBANão
Nilto TattoSPNão
Padre JoãoMGNão
PaulãoALNão
Paulo PimentaRSNão
Paulo TeixeiraSPNão
Pedro UczaiSCNão
Pepe VargasRSNão
Reginaldo LopesMGNão
Rubens OtoniGONão
Ságuas MoraesMTNão
Valmir AssunçãoBANão
Vander LoubetMSNão
Vicente CandidoSPNão
VicentinhoSPNão
Waldenor PereiraBANão
Zé GeraldoPANão
Zeca do PtMSNão
Total PT: 48   
PTB
Alex CanzianiPRSim
Arnaldo Faria de SáSPNão
Arnon BezerraCENão
Benito GamaBASim
DeleyRJSim
Josué BengtsonPASim
Nelson MarquezelliSPSim
Paes LandimPISim
Pedro FernandesMASim
Sérgio MoraesRSSim
Wilson FilhoPBNão
Zeca CavalcantiPESim
Total PTB: 12   
PTdoB
Cabo DacioloRJNão
Luis TibéMGSim
Silvio CostaPENão
Total PTdoB: 3   
PTN
Ademir CamiloMGSim
Alexandre BaldyGOSim
Aluisio MendesMASim
BacelarBANão
Carlos Henrique GaguimTOSim
Dr. Sinval MalheirosSPSim
Ezequiel TeixeiraRJSim
Francisco ChapadinhaPASim
Jozi AraújoAPSim
Luiz Carlos RamosRJSim
Ricardo TeobaldoPESim
Total PTN: 11   
PV
Evair Vieira de MeloESSim
Evandro GussiSPSim
Total PV: 2   
REDE
Alessandro MolonRJNão
João DerlyRSNão
Miro TeixeiraRJNão
Total REDE: 3   
Solidaried
Augusto CarvalhoDFSim
AureoRJSim
Benjamin MaranhãoPBSim
Carlos ManatoESSim
Fernando FrancischiniPRSim
Laudivio CarvalhoMGSim
Lucas VergilioGOSim
Major OlimpioSPSim
Paulo Pereira da SilvaSPSim
Zé SilvaMGSim
Total Solidariede: 10

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Tyler Durden / Quarenta milhões de russos tomam parte em ensaio de "desastre nuclear" ....

Quarenta milhões de russos tomam parte em ensaio de "desastre nuclear"
– Os media ocidentais praticamente ignoraram esta notícia

por Tyler Durden
Quando as relações entre a Rússia e os EUA se desintegram em consequência da escalada na guerra proxy na Síria, a qual culminou hoje com uma paralisação por Putin do esforço de limpeza do Plutónio em conjunto com os EUA , pouco antes de o Departamento de Estado dos EUA ter anunciado que cessaria negociações com a Rússia sobre a Síria, amanhã (5/Out) um número sem precedentes de 40 milhões de cidadãos russos, bem como 200 mil especialistas de "divisões de resgate de emergência" e 50 mil unidades de equipamentos começarão a tomar parte num ensaio com quatro dias de duração de defesa civil, evacuação de emergência e preparação para desastres, informou o ministro russo da Defesa Civil no seu sítio web .

De acordo com o ministro, amanhã (5) de manhã haverá um ensaio de defesa civil por toda a Rússia envolvendo autoridades executivas federais, regionais e governos locais denominado "Organização da defesa civil durante grandes desastres naturais e causados pelo homem na Federação Russa em todos os territórios da Federação e perdurará até 7 de Outubro. Apesar de o ministro não ter especificado que espécie de "desastre causado pelo homem" ele imagina, este teria de ser substancial para 40 milhões de russos tomarem parte no ensaio de preparação de emergência. Entretanto, a partir da leitura das linhas orientadoras do ensaio podemos ter uma boa ideia do que é que a Rússia está a preparar-se.

O sítio web acrescenta que "o principal objectivo do ensaio é praticar a organização da gestão durante eventos de defesa civil e de emergência e de gestão de incêndios, para verificar a preparação da gestão dos corpos e forças da defesa civil a todos os níveis para responder a desastres naturais e de feitura humana e adoptar medidas de defesa civil". Oleg Manuilov, director do Ministério da Defesa Civil, explicou que o exercício será um teste de como a população responderia a um "desastre" sob uma situação de "emergência".

Alguns pormenores sobre a etapa 3 no 4º dia do ensaio :

I etapa: Organização de acções de defesa civil 

Esta etapa pretende praticar a notificação e reunião de responsáveis superiores de autoridades executivas federais e regionais, governos locais e forças de defesa civil, instalaçlão de sistema de gestão de defesa civil a todos os níveis, leituras de comunicações da defesa civil e sistema de notificação. Depois de o Centro Nacional de Gestão da Crise ter emitido os sinais, todos os corpos de gestão, autoridades do estado, forças e instalações e pessoas em serviço serão notificadas através dos sistemas disponíveis.

II etapa: Planeamento e organização de acções de defesa civil. Posicionar uma equipe de forças e instalações de defesa civil concebidas para responder a grandes desastres e incêndios. 

Nesta etapa planeia-se praticar o posicionamento de uma equipe inter-agências móvel multi-funcional de forças e instalações de defesa civil em cada distrito federal a fim de executar operações de resgate e outras urgentes, acções de defesa civil e posicionar unidades especiais de defesa civil nos territórios que as constituem; colocar de prontidão unidades militares de resgate, divisões do serviço federal de incêndios e unidades de resgate. Esta etapa providencia o reforço das equipes, a activação de centros de controle de retaguarda e a prática de coleccionar e trocar informação no campo da defesa civil.

III etapa: Organização de acções de gestão de organismos e forças da defesa civil para responder a grandes desastres e incêndios. 

Esta etapa tratará da utilizalção da equipe de defesa civil para responder a grandes desastres e incêndios, estabelecendo centros de controle aéreo e móveis, revisão de estradas para permitir evacuação de pessoas, organização de serviços vitais; destacando unidades de incêndio e resgate do serviço federal de incêndios para extinguir fogos e conduzir operações de resgate em instalações potencialmente perigosas , incluindo entidades territoriais administrativas fechadas.

O ensaio treinará protecção radiológica, química e biológica do pessoal e da população durante emergência em instalações cruciais e potencialmente perigosas Também se planeia verificar a segurança de incêndios, a defesa civil e protecção humana em instituições sociais e edifícios públicos. Unidades de resposta instalarão centros de monitoramento de [ameaças] radioactivas, químicas e biológicas, além de postos sanitários em áreas de emergência, enquanto redes de laboratórios de controle são colocadas de prontidão.

O facto de que entre as medidas consideradas para as equipes de defesa civil haverá resposta a "desastres de fogos" bem como o treino em "protecção radioactiva, química e biológica", deixa claro que a Rússia talvez esteja prestes a efectuar seu maior exercício de guerra nuclear desde o fim da Guerra Fria.

Por que agora? Talvez, em acréscimo à aguda deterioração das relações entre a Rússia e o ocidente, onde tensões estão a par da guerra fria, uma outra resposta possa vir do Chefe do estado maior das forças armadas dos EUA (Chairman of the Joint Chiefs of Staff), Joseph Dunford, o qual na semana passada advertiu o Congresso de que a implementalção de uma Zona No Fly na Síria, tal como proposta recentemente por John Kerry e peça central da estratégia de política externa de Hillary, resultaria na III Guerra Mundial.

Durante o depoimento perante o Comité de Serviços Armados do Senado, na semana passada, o general Joseph Dunford tocou o alarme sobre uma mudança política que está a progredir dentro dos corredores de Washington a seguir ao colapso do cessar-fogo na Síria negociado pelos Estados Unidos e Rússia dizendo que podia resultar numa grande guerra internacional a qual ele não estava preparado para advogar a favor. O senador Roger Wicker, do Mississippi, perguntou acerca da proposta de Hillary Clinton para uma no fly zone na Síria em resposta a alegações de que a Rússia e a Síria intensificaram seu bombardeamento aéreo de Alepo Leste mantido pelos rebeldes desde o colapso do cessar fogo.

"E acerca da opção de controlar o espaço aéreo de modo a que bombardeamento generalizados (barrel bombs) não possam ser efectuados? O que pensa dessa opção?" perguntou Wicker. "Neste exacto momento, Senador, para controlarmos todo o espaço aéreo da Síria seria preciso ir à guerra contra a Síria e a Rússia. Essa é uma bela decisão fundamental que eu certamente não vou tomar" , disse o chefe do Estado Maior, sugerindo que esta política era demasiado drástica mesmo para líderes militares.
Para recordar: Hillary Clinton argumentou fortemente a favor de uma zona no fly desde Outubro de 2015, poucos dias depois de a Rússia começar uma campanha de bombardeamento destinada a manter a estabilidade do governo sírio. "Eu pessoalmente estaria a advogar agora uma zona no fly e corredores humanitários para tentar parar a carnificina sobre o terreno e a partir do ar, tentar providenciar algum de inventariar o que está a acontecer, tentar deter o fluxo de refugiados", disse Clinton uma entrevista com a NBC em Outubro de 2015 .

Apesar das advertências, a antiga secretária de Estado e actual candidata presidencial, a qual tem uma bem conhecida posição militarista quanto a mudanças de regime e assuntos relacionados com a Rússia, continuou a advogar esta posição a qual tem progredido nas últimas semanas entre diplomatas de topo dos EUA.

Clinton não está sozinha: como informou em Junho o Wall Street Journal, mais de 50 diplomatas dos EUA endossaram um notório memorando dissidente, a pedir que a administração Obama empregue opções militares contra Assada, tal como a implementação de uma zona no fly se não mesmo um ataque directo contra o regime sírio. O argumento dos diplomatas é que a situação na Síria continuará a degenerar sem acção directa do militares dos EUA, um argumento de legalidade dúbia se empreendido unilateralmente sem uma resolução do Conselho de Segurança da ONU. Mas, como informa a Sputnik , a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, tem estado a preparar a base, sob a controversa teoria do "direito de proteger", argumentando que a oposição da Rússia a uma resolução deveria ser ignorada porque ela é uma parte do conflito.

A Rússia, por sua vez, tem replicado que se o regime Assad cair então grupos terroristas incluindo o ISIS e a Frente al-Nusra provavelmente preencherão o vácuo de poder, afundando o país para que se converta num ainda maior porto de abrigo do terrorismo internacional. Finalmente, o conflito sírio é fundamentalmente sobre transporte de energia e sobre, se a Rússia mantém sua dominância sobre as importações europeias de gás natural, ou se – com o regime sírio deposto – um pipeline de gás natural do Qatar pode atravessar o território e chegar à Europa.

Quanto ao ensaio russo de guerra nuclear, podemos apenas esperar que tais indícios crescentes de conflito nuclear permaneçam no âmbito do puramente teórico. 
04/Outubro/2016

O original encontra-se em www.zerohedge.com/... 

Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Eleitorado colombiano rejeitou o acordo de paz com as FARC

Eleitorado colombiano rejeitou o acordo de paz com as FARC


por odiario.info
Contrariando todas as previsões e sondagens, os eleitores colombianos não aprovaram o Acordo com as FARC, assinado há dias em Cartagena de Índias. O NÃO obteve no plebiscito 6 441 376 votos e o SIM 6 377 482. O centro do país, densamente povoado, votou contra, com exceção da capital; o SIM venceu em Bogotá, na costa do Pacífico, no Caribe e nos departamentos amazónicos.

Quase um quarto dos eleitores optou pela abstenção. A escassa vitória do NÃO por 54 mil votos demonstrou que o país continua profundamente dividido.

A situação criada é extremamente complexa e o futuro imediato imprevisível.

As centenas de jornalistas e observadores internacionais que se encontravam en Bogotá, vindos de dezenas de países, somente coincidem na enorme surpresa causada pelo desfecho inesperado do plebiscito.

Que vai acontecer nas próximas semanas?

Quaisquer previsões seriam irresponsáveis.

Reunidos em Havana, onde acompanharam a votação, os membros da direção das FARC que participaram na negociação de quatro anos afirmaram pela palavra do comandante-chefe, comandante Rodrigo Londoño (Timochenko), que a organização continuará a lutar pela paz. O presidente Juan Manuel Santos divulgou em Bogotá uma declaração semelhante. O horizonte político é sombrio e confuso.

A convicção das FARC-EP de que o Acordo seria facilmente aprovado era tão firme que, na Décima Conferência da Organização, realizada há dias no sudeste da Colômbia, já tinham fixado a data de Maio de 2017 para a sua transformação em Partido Político.

O cessar-fogo bilateral assinado em 29 de Agosto permanece em vigor. Mas a guerrilha perdeu a imunidade que o Acordo lhe garantia. E, segundo a lei vigente, os dirigentes das FARC são perigosos terroristas cuja captura é exigida pela magistratura colombiana maioritariamente corrupta.

Apesar da nulidade do Acordo, milhões de colombianos formulam uma pergunta fundamental: vão as FARC-EP, como estava previsto, entregar as armas?

O fantasma da chacina da União Patriótica em 1984 paira sobre o país.

No imediato, a movimentação das FARC depende do Presidente Santos. A margem de manobra deste, o grande derrotado no plebiscito, é porém reduzida.

Álvaro Uribe Velez, que dirigiu a campanha do ultra direita pela rejeição do Acordo, aparece pelo contrário, numa posição reforçada. Mas a escassez da vitória do NÃO explica a hipocrisia do seu discurso da vitória.

Surpreendentemente afirmou estar disposto a lutar pela paz.

Mas que paz pode desejar um político fascizante que sempre defendeu a guerra? Para ele a paz passa pela capitulação total das FARC-EP. Os dirigentes da organização não poderiam participar, ficariam privados de direitos políticos e muitos guerrilheiros seriam presos e julgados como criminosos.

A única certeza no momento é preocupante. Independentemente das insuficiências de um Acordo em que as FARC tinham renunciando aos objetivos por que se batem desde a sua fundação, as forças revolucionárias da América Latina sofreram uma derrota histórica.

OS EDITORES DE ODIARIO.INFO 
03/Outubro/2016

O original encontra-se em http://www.odiario.info/eleitorado-colombiano-rejeitou-o-acordo-de/ 

Esta nota encontra-se em http://resistir.info/ .

Freixo no segundo turno dá fôlego para a esquerda

Freixo no segundo turno dá fôlego para a esquerda

PSOL também vai disputar a Prefeitura de Belém; em crise, PT conquistou Rio Branco e segue na corrida eleitoral no Recife
por Redação — publicado 02/10/2016 22h08, última modificação 02/10/2016 22h27
Yasuyoshi CHIBA /AFP
Marcelo Freixo
Marcelo Freixo, candidato do PSOL no Rio de Janeiro, dá sobrevida à esquerda no plano municipal


Se a esquerda respira neste domingo 2, muito disso se deve aos candidatos do PSOLMarcelo Freixo e Edmilson Rodrigues, que vão disputar o segundo turno das eleições municipais no Rio de Janeiro e em Belém, respectivamente.
Freixo, que é deputado estadual e obteve 18,26% dos votos válidos, vai enfrentar nas urnas o ex-ministro de Dilma Marcelo Crivella(PRB), que alcançou 27,78% dos votos e é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.
“Derrotamos o PMDB em homenagem à democracia brasileira. É a resposta a um partido golpista”, disse Freixo em seu discurso após a confirmação do resultado, referindo-se ao impeachment de Dilma Rousseff, que conduziu Michel Temer (PMDB) à Presidência da República.
Com um dos programas eleitorais mais curtos desta eleição (apenas 11 segundos no rádio e na TV), Freixo desbancou seu principal adversário, Pedro Paulo (PMDB), que tinha a máquina a seu favor: candidato do atual prefeito Eduardo Paes (PMDB), o peemedebista obteve 16,12% dos votos válidos.
Para o cientista político Claudio Couto, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), que esteve ao vivo no estúdio CartaCapital, a candidatura do PSOL soube explorar os novos recursos. “A campanha do Freixo se deu, sobretudo, pelas mídias sociais e na rua. Existe no País uma brecha para campanhas que se fortalecem fora desses meios tradicionais de rádio e TV”, disse.



Couto afirma que a eleição no Rio tem características muito particulares, visto que ambos os candidatos têm potencial para enfrentar forte resistência no segundo turno. “Por um lado, temos um candidato que não é da esquerda moderada, é do PSOL. Rompeu com o PT pela via da esquerda. Do outro lado temos um candidato com forte ligação a uma denominação religiosa”, disse o professor.
Grande defensor dos direitos humanos, Freixo deu aula em presídios como voluntário, na época em que cursava História. Como parlamentar, teve destaque na condução da CPI das Milícias e foi o candidato a deputado estadual mais votado em 2014, quando obteve 350 mil votos. Defende a formulação de uma nova política de drogas e a desmilitarização da Polícia Militar.
A derrota da esquerda em São Paulo foi acachapante. Com 53,29% dos votos, o tucanoJoão Doria foi eleito no primeiro turno. O prefeito Fernando Haddad (PT), que concorria à reeleição, terminou com 16,7% dos votos.
A única vitória do PT em capitais foi em Rio Branco, onde o prefeito Marcus Alexandre (PT) foi reeleito com 54,8% dos votos. No Recife, o Partido dos Trabalhadores segue na corrida eleitoral com João Paulo, que obteve 23,76% dos votos e vai disputar o segundo turno com o prefeito Geraldo Júlio (PSB), que teve 49,34%.
Para Claudio Couto, o PSOL se beneficia com o vazio deixado pela crise do PT. "Outros partidos do campo da esquerda estão conseguindo ocupar um nicho que, até então, era do PT. Existe mercado eleitoral para isso", afirmou o professor.
Belém
Em Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) obteve 29,5% dos votos válidos e vai disputar o segundo turno com o atual prefeito, Zenaldo Coutinho (PSDB), que alcançou 31,02%. 
Ex-prefeito da capital paraense entre 1997 e 2005, Rodrigues iniciou sua vida política no PT, mas desfiliou-se do partido em 2005 e migrou para o PSOL. Como deputado federal, ele conseguiu colocar uma emenda na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017, prevendo a auditoria da dívida pública.
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