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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Estrela gerando um enorme planeta como Netuno?

TERÇA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO DE 2016

Uma estrela próxima de nós está gerando um enorme planeta gelado

A TW Hydrae vista pelo ALMA – os anéis escuros são considerados locais de formação planetária e o anel escuro externo é a possível localização de um exoplaneta bebê, parecido com Urano ou Netuno.

Uma jovem estrela parecida com o Sol, TW Hydrae, está mostrando sinais de que um enorme exoplaneta está se formando dentro de seu disco protoplanetário. TW Hydrae é uma espécie de celebridade em círculos protoplanetários. Com 10 milhões de anos de idade, acredita-se que a estrela é semelhante ao nosso sol quando era jovem e, à medida que as nossas técnicas observacionais têm melhorado, os astrônomos foram hipnotizados pelo disco protoplanetário da estrela, que contém vários anéis que podem ser indicativos de planetas prestes a nascer.  Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que é provável que um pequeno exoplaneta esteja nascendo muito perto da estrela, levando a especulações de que este poderia ser o local de nascimento de um exoplaneta parecido com a Terra. Agora, os astrônomos usaram dados do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), localizado no alto no deserto de Atacama, no Chile, para acrescentar outra camada de provas mostrando que o anel externo proeminente da estrela pode conter um exoplaneta gigante e gelado em suas primeiras fases de nascimento.

Vizinho perfeito
O ALMA, um interferômetro composto por 66 antenas de rádio, pode observar o sistema de TW Hydrae com uma precisão surpreendente. Durante seus estudos do disco protoplanetário da estrela, astrônomos conseguiram usá-lo como uma espécie de “placa de petri” protoplanetária devido à sua proximidade com a Terra (a uma distância de apenas 175 anos-luz) e seu alinhamento fortuito. O disco é quase perfeitamente na nossa frente, permitindo aos astrônomos estudarem o nascimento planetário em ação. Ao estudar dois comprimentos de onda de emissões de rádio diferentes da poeira quente no disco da TW Hydrae, diferentes tamanhos de partículas de poeira podem ser analisados.

De acordo com modelos teóricos do disco protoplanetário, se um exoplaneta bebê estiver presente, os anéis escuros incorporados no interior do disco brilhante deverá conter partículas de pó de menor dimensão do que o resto do disco. Como esperado, em pesquisas realizadas por Takashi Tsukagoshi e sua equipe na Universidade de Ibaraki, no Japão, o vácuo mais proeminente, localizado a cerca de 22 UA (22 vezes a distância entre a Terra e o Sol), contém poucas partículas grandes e é cheio de partículas de poeira menores.

Lugar de honra
De acordo com os modelos dos cientistas, se um planeta estiver se formando dentro deste anel escuro, processos de fricção estão fazendo com que partículas de poeira maiores sejam forçadas para fora do anel à medida que o exoplaneta bebê orbita a estrela. Partículas de poeira menores, no entanto, permanecem inalteradas e preenchem o anel escuro. Com esta informação, os pesquisadores conseguiram calcular a massa e a composição do provável do planeta. De acordo com seus cálculos, esta estrela parecida com o Sol está no processo de formar um exoplaneta gigante de gelo, semelhante a Urano ou Netuno.

“Combinado com o tamanho órbita e o brilho da TW Hydrae, o planeta seria um planeta gigante de gelo”, afirmou Tsukagoshi. Ao estudar este sistema de estrelas muito jovens, os astrônomos não só têm um assento na primeira fila das complexidades da formação planetária, eles estão olhando para o passado, quando o nosso sol era jovem, e vendo como alguns dos maiores planetas do nosso sistema solar provavelmente se formaram.
FONTE: HYPESCIENCE.COM

domingo, 29 de novembro de 2015

Primeira foto de um planeta em formação

planeta em formacao lkca15

Essa é LkCa15, uma jovem estrela com um disco de transição em torno dela. Esse disco, por sua vez, é um berço de planetas. LkCa15 fica a 450 anos-luz de distância da Terra. Apesar da separação considerável e da forma gasosa do seu disco, pesquisadores da Universidade de Arizona, nos EUA, capturaram a primeira foto de um planeta em formação em torno dela. Dos cerca de 2.000 exoplanetas conhecidos que orbitam uma estrela diferente do nosso sol, só de cerca de 10 já foram fotografados, geralmente muito tempo depois de terem se formado.

“Esta é a primeira vez que fizemos uma imagem de um planeta que podemos dizer que ainda está se formando”, disse Steph Sallum, da Universidade de Arizona, uma das principais autoras do estudo, ao lado de Kate Follette, que agora faz pós-doutorado na Universidade de Stanford. LkCa15 está rodeada por um tipo especial de disco protoplanetário que contém uma compensação interna, ou “buraco. Discos protoplanetários se formam em torno de estrelas jovens, com detritos que sobraram da formação dos astros. Suspeita-se que os planetas se formam, em seguida, no interior dos discos, usando poeira estelar e os detritos. Criam-se então buracos onde os planetas residem. As novas observações das pesquisadoras apoiam essa teoria. As conclusões e as imagens inéditas só foram possíveis graças ao desenvolvimento de tecnologias avançadas que estão ajudando enormemente as descobertas.

Cientistas da Universidade do Arizona desenvolveram instrumentos e técnicas que tornaram a difícil observação de um planeta em formação possível. Esses instrumentos incluem o Grande Telescópio Binocular, o maior do mundo, localizado no Mount Graham, em Arizona, e o telescópio Magellan e seu sistema ótico apelidado de MagAO, localizado no Chile. A captura de imagens nítidas de objetos distantes é difícil em grande parte devido à turbulência atmosférica, a mistura de ar quente e frio. Para um grande telescópio, essa é uma coisa bastante dramática, pois as imagens resultantes possuem uma aparência horrível.

No entanto, com os melhoramentos feitos pelos pesquisadores americanos, eles conseguiram fazer imagens infravermelhas mais nítidas de LkCa15. Resultados como este só se tornaram possível com a aplicação de um monte de nova tecnologia muito avançada”, disse Peter Tuthill, da Universidade de Sydney, na Austrália, um dos coautores do estudo. “É realmente ótimo vê-las [as novas tecnologias] gerando frutos impressionantes”.
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