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domingo, 16 de julho de 2017

Denise Silva Macedo* / Deu tudo errado, a educação não é mais a saída e o que sobra é a resistência

Deu tudo errado, a educação não é mais a saída e o que sobra é a resistência

por Denise Silva Macedo* — publicado 08/07/2017 08h00, última modificação 04/07/2017 11h41
O professor é hoje um profissional derrotado economicamente, politicamente, ideologicamente
FotosPúblicas/Camila Souza
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Cérebros ou nádegas. Quem não tem dinheiro não estuda. Se tudo der errado. As últimas pérolas dos mercadores e dos compradores da educação alienante no Brasil. Um professor da Unicamp, um deputado, alguns alunos do ensino médio. Quem são esses personagens de um cenário educacional mais amplo bastante preocupante? Apenas alguns dos muitos que atacam o sistema de cotas nas universidades públicas, que defendem que essa mesma universidade se destine a quem pode pagar por ela e que acreditam no sucesso material e na bobagem da meritocracia.
Instituições, como escolas e universidades, públicas ou privadas, não existem no vácuo, mas em contextos sociais muitas vezes graves e confusos, os quais ela vem, perigosamente, reproduzindo. Há sete anos, venho estudando os impactos desses contextos nessas instituições que, em princípio, deveriam ser o refúgio e a defesa da ética, da estética, do saber, do conhecimento desinteressado – como defendia Nietzsche –, das discussões produtivas, da descolonização do saber, do cultivo da visão e do fazer coletivos e, no caso brasileiro, da identidade da América Latina. Em princípio...
Nesta contemporaneidade, abrem-se escolas de princesas, contratam-se pedagogos como babás, configura-se o ensino superior como um ensino médio um pouco melhorado, diretores de escola apoiam o escola sem partido, o governo pós-impeachment estabelece um teto cruel à educação por 20 anos, pais terceirizam seus filhos para escolas que já têm até lavanderias, coachs e plataformas importadas tomam o lugar do professor com seus discursos vazios.
Em épocas de ultraneoliberalismo, pais viraram clientes, alunos são preparados para o vestibular desde o 1º. Ciclo do Ensino Fundamental, professores viraram produto e abaixaram suas cabeças rapidamente, muitas vezes, sem sequer perceberem a própria desvalorização. Os sindicatos se enfraquecem vertiginosamente, sob políticas trabalhistas desfavoráveis e em uma inação que aumenta as dificuldades dos professores em resistirem ao massacre. A visão crítica agoniza; a visão coletiva vira utopia; o questionamento foi substituído pelo simpático consentimento mudo, vazio e covarde.
O professor é hoje um profissional derrotado economicamente, politicamente, ideologicamente. Muitos tentam resistir, mas, como em tempos imemoriais, sequer são entendidos naquilo que defendem. Milton Santos já disse que o intelectual é o ator social mais oprimido no Brasil, e Darcy Ribeiro já revelou que a crise na educação do Brasil não é uma crise, é um projeto ideológico.
As peças do jogo educacional se encaixam, na prática e na teoria. Como chegamos até aqui? De vários modos. Um deles foi e é a falta de questionamento. Como disse Cornelius Castoriardis, o problema da condição contemporânea de nossa civilização moderna é que ela parou de se questionar. Não formular certas questões é extremamente perigoso, mas o sistema se estrutura de modo a mostrar que fazê-lo também o é. Está criado o jogo de tensões entre os silenciosos e os questionadores. Todos pagam um preço, o de perderem a dignidade ou de causarem estranhamento, o qual deveria ser desejável na educação, mas não é. Não é porque esse projeto ideológico de que fala Darcy Ribeiro garantiu gerações e gerações de professores, mesmo mestres ou doutores, acríticos, formatados em cursos superiores, públicos ou privados, voltados para a técnica e para o mercado.
No outro lado desse mundo como perversidade, a mídia oficial ajuda muito no processo de decadência ética, intelectual, crítica. Tira proveito e provoca, dialeticamente, a pocotização de muitos, como adjetivou Luciano Pires, desviando as atenções das questões realmente importantes: anestesia milhões de telespectadores, a cada dia, com a exposição da violência; transforma algumas das pessoas mais estúpidas em celebridades; dita rumos políticos; tira do debate o que convém ser tirado e decide qual será o assunto do dia, no café da manhã, no almoço e no jantar.
O desconhecimento histórico e social do que as cotas e outros auxílios já fizeram a estudantes universitários e suas famílias, a falta de ética secular da política brasileira e o pensamento elitista e falacioso da meritocracia da classe média rondam o cotidiano educacional no Brasil. Perpetuam Paulo Freire: “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser opressor.” Entram nas engrenagens sociais, alcançando universidades, onde já há alunos de pós-graduação, mestrandos e doutorandos, querendo ser príncipes e princesa, no que parece ser um processo de disneilandização sem volta.
Darcy Ribeiro disse que tentou fazer uma universidade séria e fracassou. Sim. Neste momento, ninguém poderia consolá-lo. Em várias escolas e universidades, públicas e privadas, muita coisa deu errado. O modo como muitos adolescentes chegam e saem do ensino médio explica parte desse fracasso. A educação, ao que tudo indica, não é mais a luz no fim do túnel, sempre duramente atacada pelo próprio Estado. Ela segue reproduzindo e reforçando, dialeticamente, a violência e a exclusão social. A saída é nos lembramos de como Darcy Ribeiro completa o próprio pensamento, “Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu”, e ficarmos sempre atentos a de que lado estamos.
*Sócia desde 2017
CartaCapital

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Prouni criou milionários em troca de má qualidade na educação

Educação

Ensino Superior

Prouni criou milionários em troca de má qualidade na educação

Sociólogo Wilson de Almeida questiona incentivos públicos à inclusão de estudantes de baixa renda em universidades privadas que ofertam ensino "pasteurizado"
por Marcelo Pellegrini — publicado 19/12/2014 05h34
Wilson Mesquita de Almeida
Wilson de Almeida é doutor em sociologia pela USP e autor do livro "ProUni e o Ensino Superior Lucrativo em São Paulo"
Criado em 2004, o Programa Universidade para Todos (ProUni) já garantiu mais de 2 milhões de bolsas de estudo parciais e integrais em universidades privadas a estudantes brasileiros de baixa rendaAo lado do Financiamento Estudantil (Fies), o programa é uma importante maneira de assegurar qualificação profissional a jovens que, historicamente, dificilmente conseguiriam espaço em universidades públicas, seja pela forma como os vestibulares se estruturam, seja por problemas em sua formação básica.
A lógica emergencial do Prouni, construído para suprir a baixa oferta de vagas em universidades públicas, tem reflexos diretos no modelo e na qualidade do ensino universitário brasileiro. Para o sociólogo Wilson Mesquita de Almeida, o Prouni ajudou a consolidar um modelo de Ensino Superior que prioriza o lucro em detrimento da qualidade. "Hoje, os fundos de investimento de educação reestruturam as instituições, reduzindo custos, com o corte de professores e outras medidas que influenciam na qualidade", afirma o sociólogo. "O resultado é evidente: o maior grupo educacional não usa livros, mas apostilas, que saem mais barato. Existe uma pasteurização dos conteúdos didáticos oferecidos aos alunos."
Autor de Prouni e o Ensino Superior Lucrativo em São Paulo, Almeida afirma que os incentivos fiscais oferecidos às universidades privadas pelo Prouni transformaram pequenas universidades em grandes grupos de educação com ações comercializadas na Bolsa de Valores. “A transferência de dinheiro público continua a pleno vapor, agora fazendo novos milionários que vendem seus grupos a investidores estrangeiros e nacionais", argumenta.
Em 2014, os valores destinados ao Prouni, via renúncia fiscal, cresceram 166%. Já o orçamento na rede pública do Ensino Superior aumentou 86%. Os dados reiteram a opinião do sociólogo de que houve omissão do governo federal. Para Almeida, a política deestímulos estatais para universidades privadas "ocorreu paralelamente a uma omissão em desenvolver um sistema de Ensino Superior que combinasse instituições de pesquisa de ponta com um sistema público de ensino de massa, indo em direção oposta àquela de países desenvolvidos".  Confira abaixo a entrevista de Wilson de Almeida a CartaCapital.
CartaCapital: O que diferencia o “ensino privado lucrativo” de outras instituições privadas de ensino?
Wilson Mesquita de Almeida: Trata-se de um setor voltado para extrair lucros com a venda de serviços educacionais em nível superior, tocado por empresários e suas mantenedoras. Qualifico-o como ensino privado lucrativo para diferi-lo das instituições privadas comunitárias, confessionais, fundações de direito privado, autarquias municipais, dentre outras, que cobram mensalidades, mas cujo lucro não é revertido para os proprietários e seus herdeiros. Esse é o ponto essencial.
CC: Quando surge este modelo?
WMA: Esse setor surge durante o regime militar, no contexto da Reforma Universitária de 1968. Para a sua consolidação, contou com o auxílio do aparato estatal do período por meio da concessão de incentivos e subvenções e mediante a interferência do Conselho Federal de Educação, órgão na época responsável pela autorização de abertura dos cursos em prol do segmento privado lucrativo. Os governos posteriores à ditadura não conseguiram mudar o desenho desse sistema privado lucrativo de Ensino Superior, ao contrário, continuaram estimulando-o. Por isso, hoje ele é hegemônico em termos de vagas na graduação.
CC: O modelo brasileiro de “ensino privado lucrativo” é único no mundo? Qual a diferença entre este modelo e o modelo americano, por exemplo, com universidades privadas de excelência?
WMA: Não é só no Brasil que existe, mas aqui teve estímulos estatais para desenvolvimento e consolidação. Isso ocorreu paralelamente a uma omissão em desenvolver um sistema de Ensino Superior que combinasse instituições de pesquisa de ponta com um sistema público de ensino de massa, indo em direção oposta àquela de países desenvolvidos como França, EUA, Inglaterra, Holanda e Austrália.
Nos Estados Unidos, por exemplo, universidades com fins lucrativos constituem uma parcela baixíssima. São quase inexistentes. As únicas que há são justamente os grupos que investiram ou fizeram parcerias com universidades privadas lucrativas brasileiras. Em geral, não há universidade que vise ao lucro na França, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Alemanha, na Suécia.
CC: O Prouni é importante para garantir que estudantes de baixa renda tenham acesso ao Ensino Superior. Mas ele é lucrativo para as universidades privadas?
WMA: Sim. Segundo o MEC [Ministério da Educação], 40% do faturamento do maior grupo educacional formado pela fusão entre Kroton e Anhanguera são provenientes de recursos públicos das isenções fiscais do ProUni e do financiamento obtido por meio do FIES[Financiamento Estudantil]. Com o ProUni, as instituições com fins lucrativos ficam isentas de tributos que antes recolhiam. Isso em troca de um número de bolsas muito baixo em relação ao número de alunos pagantes.
Caso emblemático foi a adesão da Universidade Estácio de Sá ao ProUni. Na época, ela era a maior privada do País, com mais de 100 mil alunos, e mudou seu estatuto de filantrópica para entidade com fins lucrativos. Com isso, obteve uma série de privilégios e benefícios: isenção de impostos, redução da concessão de bolsas de estudo gratuitas, não precisou pagar de forma retroativa alguns tributos devidos, além de ter alargado o tempo para pagar a cota patronal do INSS.
Ao retirar a carga de impostos, o ProUni contribui para o lucro das universidades. É como se uma empresa que vende um produto não precisasse pagar o governo ou se do salário bruto do trabalhador não precisasse extrair o imposto de renda.
CC: Dessa forma, pode-se dizer que há um financiamento indireto do governo federal a instituições privadas de Ensino Superior?
WMA: Sim, o financiamento se deu e se dá por meio das isenções fiscais. As universidades privadas lucrativas não são financiadas apenas com recursos vindos diretamente das mensalidades pagas pelos estudantes. É preciso considerar também a forma indireta, pela não cobrança de impostos ao longo do tempo e, agora, por meio do ProUni.
Nos anos 70, eram faculdades isoladas, pequenas. Hoje, são impérios, possuem o maior número de matrículas na graduação e as maiores faculdades já estão na Bolsa de Valores. O lobby das universidades lucrativas, que possuem articulações políticas em todos os partidos, conseguiu o fôlego necessário para hoje se dar ao luxo de entrar na Bolsa de Valores. A conta, a imensa maioria dos brasileiros paga. Ou seja, a transferência de dinheiro público continua a pleno vapor, agora fazendo novos milionários que vendem seus grupos a investidores estrangeiros e nacionais.
CC: A profissionalização da gestão das universidades privadas as tornaram corporações despreocupadas com o seu produto, que é a qualidade do ensino e a formação do aluno?
WMA: Mais ainda. Intensificou algo que já era bem complicado. Desde o seu surgimento, durante o regime militar, a qualidade de ensino das universidades estritamente voltadas ao lucro está comprometida. Por exemplo, no que se refere ao corpo docente, há a contratação de professores pagos por hora, sem um plano de carreira, e dedicados a circular entre as várias unidades para somente dar aulas.
Algo como um “professor-feirante” que não tem tempo para pesquisar, estudar, produzir conhecimento novo e transmitir esse conhecimento novo para as gerações vindouras. Há problemas mais graves com universidades que utilizam “cooperativas” para não pagarem direitos sociais assegurados ao trabalhador formal.
Hoje, os fundos de investimento de educação reestruturam as instituições, reduzindo custos pelo corte de professores e outras medidas que influenciam na qualidade do ensino oferecido, para maximizar suas ações na Bolsa de Valores, visando um alto retorno financeiro. O nome disso é “desinvestimento” ou “saída do investimento”.
O resultado é evidente: o maior grupo educacional não usa livros, mas, sim, apostilas, que saem mais barato. Existe uma pasteurização dos conteúdos didáticos oferecidos aos alunos.
CC: O Brasil carece de mão de obra qualificada e de vagas no Ensino Superior público. Programas como o Prouni e o Fies são um incentivo no curto prazo do governo federal. Na sua opinião, o “ensino privado lucrativo” responde a essa demanda proporcionando um aluno com os padrões de qualificação desejados?
WMA: Não. Na verdade, sem a inversão da lógica atual predominante, esses programas tendem a ser ainda mais prejudiciais. No entanto, para inverter a lógica atual, tem que mexer em privilégios. Ou a sociedade brasileira enfrenta o lobby das universidades lucrativas, regulando-o de fato, ou ficaremos nos discursos. É importante ampliar o acesso ao Ensino Superior, mas deve-se garantir a qualidade dos cursos ofertados. O desafio é que a rede privada e lucrativa atualmente possui mais de 70% de participação no Ensino Superior brasileiro.
CC: O senhor poderia comentar o lobby que a Frente Parlamentar fez pela adoção do Prouni pelos grupos como a Anhanguera e o Kroton?
WMA: No Congresso, o lobby privatista é representado pela Frente Parlamentar de Apoio ao Ensino Superior Privado. Ela é composta por senadores e deputados, tanto da oposição quanto da situação, o que demonstra a força do segmento privatista incrustado também no Poder Legislativo. Em 2008, a frente era formada por 171 deputados e 36 senadores. Ela já chegou a pleitear, sem sucesso, mudanças na lei para inclusão do setor de Ensino Superior privado lucrativo entre as áreas de aplicação do FGTS.
Quanto ao ProUni, a influência pode ser constatada a partir do total de emendas propostas pelos deputados ao Projeto de Lei do ProUni. Ao todo, foram 292 propostas de emenda. No livro, faço uma análise comparativa que revela a existência de claras mudanças decorrentes das interferências do segmento privado lucrativo por meio de suas entidades representativas e dos deputados e senadores que as apoiam.
CC: Qual é a forma de garantir padrões mínimos de formação do aluno pelas universidades?
WMA: Assegurar padrões mínimos de formação passa obrigatoriamente pela atração de bons professores. Isso depende de uma carreira digna, com condições de trabalho decentes e salário condizente com suas funções. Também é preciso fornecer tempo para o professor se dedicar a estudos e pesquisas, evitando que o profissional vire um papagaio repetindo coisas velhas.
Além disso, é preciso que o aluno passe por um crivo mínimo, que o possibilite acompanhar, de modo mais pleno, o curso superior. Educação não é só com ter o diploma na mão. Sabemos há muito tempo que grande parte das universidades privadas não faz um vestibular de verdade. É mais para preencher formalidades junto ao MEC. Não é à toa que os bolsistas do ProUni, geralmente, tendem a possuir desempenho igual ou superior que os alunos pagantes.
Isso porque, além de ser uma oportunidade que ele agarrou para conseguir fazer o Ensino Superior, o aluno do Prouni também teve de passar por um crivo mínimo que é o Enem (Exame do Ensino Médio).
Logicamente, há outros fatores a considerar: redesenho do sistema de Ensino Superior para um modelo que reverta a lógica de curtíssimo prazo, currículo, forma de avaliação do estudante, complementação de conteúdos para alunos de baixa renda, interface com o mercado de trabalho, dentre outros. Porém, o essencial é a qualidade do professor e em uma seleção mínima do estudante.
CC: O descredenciamento do MEC funciona?
WMA: Não. Os prazos são muito largos. Efetivamente, conta-se nos dedos as instituições que, de fato, foram descredenciadas. Os advogados dessas instituições utilizam-se de brechas na legislação para protelar o processo na Justiça e, no fim, fica por isso mesmo. O MEC passa muito a mão na cabeça de gente que não cumpre a lei. Ou seja, é omisso. O correto seria o descredenciamento imediato de quem não cumpriu com seus compromissos. Infelizmente, empresa, no mundo e no Brasil, só muda quando dói no bolso, quando perde mercado. Ou muda ou desaparece.
CC: Políticas como o Plano Nacional de Educação podem ecoar num salto de qualidade no Ensino Superior?
WMA: Planos são delineamentos e propostas de metas e objetivos. É importante, mas o que muda, de fato, é a política adotada, com estímulos e desestímulos a determinado setor, investimentos ou a falta deles, enfim, ações concretas.
É preciso redesenhar o sistema de ensino superior brasileiro. Uma alternativa concreta, viável e mais sólida seria fazer o que eu chamo de um modelo público diversificado e amplo, pois o modelo público de Ensino Superior atual, centrado nas universidades públicas, ainda é muito restrito, com poucas vagas e com baixo número de estudantes de baixa renda.
Ter um sistema de Ensino Superior composto por universidades públicas com um leque maior de opções de cursos e universidades privadas não lucrativas seria bem mais adequado e produtivo. Nos países mais desenvolvidos, esse é o modelo dominante. O Brasil possui ambas, mas elas são minoria, justamente porque se elas fossem maioria não haveria espaço para esse setor voltado estritamente para o lucro, sem preocupação maior em ofertar educação de qualidade. Mexer nisso é contrariar interesses e mudar o desenho do sistema de Ensino Superior brasileiro, tanto na sua parte privada quanto na sua parte pública. Ao fazê-lo, penso, estaríamos bem mais próximos de ter um Ensino Superior mais democrático e de qualidade. Se o Brasil souber utilizar os novos recursos destinados à educação nessa direção, abrirá novas perspectivas de avanço educacional.

domingo, 24 de maio de 2015

Crise na Educação: Governo vai cortar mais dinheiro das áreas sociais



Crise na Educação: Governo vai cortar mais dinheiro das áreas sociais

Joaquim Levy, ex-banqueiro e atual ministro da Economia.
Joaquim Levy, ex-banqueiro e atual ministro da Economia.
Dentre as várias áreas sociais atingidas pelo ajuste fiscal implementado pela presidenta Dilma, a Pátria Educadora é certamente quem mais sofre. Nesta sexta-feira (22), o governo federal anunciou mais um corte de verbas no orçamento do Ministério da Educação de R$ 9,8 bilhões.
A saúde pública (com menos R$ 11,8 bilhões) e a construção de moradias populares (corte de R$ 17,2 bilhões) também tiveram seus orçamentos diminuídos. Com esta medida, o governo federal fortalece sua concepção de jogar sobre as políticas sociais e os trabalhadores a conta da crise econômica.
No caso específico da educação, os cortes anunciados podem ser o prenúncio de uma grande crise em todo o sistema. Após a expansão da oferta de vagas pelo setor público (Programa de Reestruturação das Universidades – Reuni) e, principalmente, pelo setor privado (Prouni e Fies), a falta de recursos pode comprometer todo o sistema.
No setor público, tanto os professores quanto os funcionários das Instituições Federais de Ensino anunciaram a realização de uma greve geral da categoria para o próximo dia 28. Diante dos cortes, o Ministério da Educação não apresentou qualquer proposta de reajuste salarial ou de garantia das condições de trabalho para esses servidores.
Em várias instituições os trabalhadores terceirizados estão com salários atrasados há pelo menos três meses. É o caso da UFRJ, que viveu uma ocupação de Reitoria por quase uma semana, e o reitor foi obrigado a suspender as atividades em alguns setores. Situação similar ocorre em quase todas as federais.
O bloqueio no pagamento das diversas modalidades de bolsas estudantis também é uma realidade desde o início do ano letivo. Sem bolsas, muitos estudantes que mudaram de cidade para fazer o ensino superior estão tendo que abandonar a universidade.
Os governos estaduais acompanham o governo federal nos cortes da educação. O resultado é a explosão de greves de professores das redes estadual e municipal por todo o país. Professores do Paraná, Pernambuco, São Paulo e Pará estão em greve neste momento.
No setor privado, o corte nas bolsas do Financiamento Estudantil (Fies) afetou a vida acadêmica de milhares de estudantes pelo país. Este corte foi encaminhado pelo MEC da pior forma possível, fazendo crer que era um problema técnico, mas, na verdade, era uma decisão política de diminuir as verbas para o financiamento.
Este novo corte das verbas do MEC pode comprometer, no próximo semestre, a realização de programas como Prouni, tornando ainda mais difícil a situação dos estudantes que mais precisam.
Todo esse ajuste fiscal tem um objetivo claro: juntar R$ 66,3 bilhões (1,1% do PIB) para pagar de juros aos banqueiros e especuladores. Não é a toa que a taxa básica de juros está em 13,25% e continua a subir a despeito da estagnação da economia. Neste contexto, o leve aumento de impostos para os bancos anunciado pelo governo tem um efeito de mera propaganda.
Sandino Patriota, São Paulo
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domingo, 22 de março de 2015

Brasil/ Todos às ruas para defender a educação

Todos às ruas para defender a educação

Dia 26 de março, nas universidades de todo o país, o movimento estudantil brasileiro convoca uma jornada nacional de lutas contra o corte de verbas na educação. Com o pacote de ajuste fiscal adotado pelo governo, nada mais que R$ 7 bilhões estão sendo cortados do orçamento da educação, o que começa a impactar nas universidades com a suspensão do pagamento de bolsas, terceirizados, atraso na volta às aulas e mesmo atraso no pagamento de contras de luz das universidades.
É hora de mobilizar a juventude para dizer não a esses cortes. No último dia 12, os estudantes de institutos federais e CEFET´s, mobilizados pela FENET com atos em todas as regiões do país, realizaram atos em 16 reitorias denunciando o corte de verbas. Agora é a vez dos universitários exigindo mais verbas para a educação!
A pátria educadora não pode cortar verbas da educação!
Confira o manifesto na íntegra:

26-M: Dia Nacional em Defesa da Educação

O ano de 2015 começou com um corte nas áreas sociais, a mais atingida foi a Educação, foram mais de 7 bilhões de reais. O impacto disso na realidade de cada universidade, seja privada ou pública, já é sentido pelos estudantes, professores, técnico-administrativos e terceirizados, inclusive várias universidades do país estão com atrasos no pagamento dos salários dos funcionários terceirizados, impedindo o inicio das aulas, como na UFRJ e UERJ. Bolsas de pesquisa e assistência estudantil também sofreram corte e/ou estão atrasadas. Na UnB, por exemplo, dos 11 milhões que deveria receber esse ano, foram transferidos cerca de 30% a menos. Os jornais anunciam que a UFMG está há 3 meses sem pagar a conta de água e energia. Na UFRGS as aulas começaram com os Restaurantes Universitários fechados.
10711117_10206180640099805_6174560567862101429_nNas universidades privadas o caso mais emblemático é o corte no repasse do FIES. Nesse programa o governo banca a mensalidade dos estudantes e depois da formatura cobra com juros. São inúmeros estudantes que tem se endividado ainda mais para ter acesso à educação. E agora com as mudanças, vários estudantes que estão no meio do curso podem ter que largar por não conseguir pagar e ainda vão sair como inadimplentes. Esse é um problema do governo que apresentou o FIES como a saída para a falta de universalização do ensino público ao mesmo tempo em que servia aos empresários do mercado educacional com repasse indireto de recursos públicos. Diante da crise o governo escolheu recuar e fazer cortes, colocando a conta nas costas dos estudantes. Sem falar nas demissões de professores, como na PUC SP onde foram mais de 50 demitidos.
Nas universidades estaduais os cortes também são gigantescos. A situação das universidades estaduais do Paraná são uma expressão do impacto do plano de ajuste na educação, lá todas as estaduais correm o risco de não abrir o semestre letivo porque o governo não repassou a verba. Em São Paulo as estaduais começam o ano com 203 milhões a menos e na USP vários trabalhadores estão na berlinda da demissão. Esse quadro também atinge as estaduais do Rio de Janeiro.
A realidade é a mesma de norte a sul do país, diante da crise que vivemos, os governos federal e estaduais querem que os trabalhadores e a juventude paguem a conta, com demissões, cortes de direitos, aumentos de impostos e tarifas públicas, como a gasolina, a energia e a tarifa do transporte público. Enquanto isso, o governo Dilma continua destinando quase metade do orçamento para os banqueiros através do pagamento das dívidas interna e externa; parlamentares aumentam seus próprios salários; e a Petrobrás segue sendo privatizada e desfavorecida em leilões que entregam nosso petróleo e gás para empresas estrangeiras e agora com, saqueada por partidos e políticos do PT ao PSDB e sofrendo pela recém anunciada política de desenvestimento. Por isso, a verdadeira alternativa já tem sido construída nas ruas, greves e ocupações dos trabalhadores, como nos casos da greve operária da Volkswagen de São Bernardo e da GM de São José dos Campos e a luta dos operários do COMPERJ no Rio de Janeiro. Mas também em várias universidades através das assembleias e lutas que vem ganhando força, em mobilizações que contra as políticas neoliberais do governo federal na educação e as medidas políticas e econômicas conservadoras.
Os professores do Paraná devem nos servir de exemplo. Numa luta em conjunto com os estudantes eles pararam as ruas de Curitiba contra o pacote de ajustes do governador do PSDB. E agora para fortalecer a luta de cada universidade, devemos nos unir e parar as universidades e as ruas no Brasil para lutar contra o pacote de ajustes de Dilma e Levy. Unificando a luta estudantil à luta dos trabalhadores, vamos construir um grande dia nacional de luta contra os cortes na educação.
Dia 26 de março faremos um dia nacional de lutas pela educação nas universidades e escolas, resgatando a memória do secundarista Edson Luis, mártir do movimento estudantil brasileiro na luta contra a ditadura, para derrotar o ajuste e os cortes do governo Dilma.
Iara Cassano – Secretaria Geral da UNE
Katerine Oliveira – 1ª vice presidente da UNE
Janaína Oliveira – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Camila Souza Menezes – Diretora Executiva de Direitos Humanos UNE
Deborah Cavalcante – Diretora de Movimentos Sociais da UNE e DCE UFPI
Kauê Scarim – Diretoria de Políticas Educacionais da UNE
Mariana Nolte – Juventude Vamos à Luta/RJ
Felipe Alencar – Diretor do CA de Pedagogia da Unifesp
Diana Nascimento – Ciências Sociais Unicamp e Diretora da UEE-SP
Tatiane Lopes – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Adriana Souza – DCE – UEM
Aline Vieira – Diretora LGBT da UPE e DCE UTFPR
Anderson Castro – Diretor da UNE
Anderson Morais – Diretoria Executiva da União Catarinense dos Estudantes (UCE)
Arielli Tavares – DCE – USP
Breno Mariz – Presidente do DA de Direito da UFRN
Camila Falcão – Coordenadora Geral do DCE UFRPE
Carlos Edísio – 1˙ Diretor de universidades públicas da UNE
Cecília Rodrigues – Pedagogia Unicamp
Célio Peliciari – Ciências Sociais Unesp Araraquara
Claudiane Araújo – DCE – UNIFAP
Deodoro Ribas – Presidente do DCE UFABC
Diego Aguirre – CA de Ciências Sociais UFU
Edemiler Api – CA de Ciências Sociais da UFSC
Eduardo Ferreira – Administração Unicamp
Eduardo Rodrigues – Coordenador Geral do DCE-UNAMA
Erick Denil – presidente da UMESPA
Fábio Moroni – Centro Acadêmico de Geografia da UFPA
Fernanda Souto – Medicina UFTM
Flavia Calado – CA de Direito e DCE UNIFAP
Francisco Marques – Coordenador do Centro Acadêmico de Filosofia da UFMG
Gabriel Alves – DA de Geografia UFF
Gabriel Henrique Nagoaka – DCE Unioeste Foz do Iguaçu
Gladson Reis – Diretor de universidades particulares da UNE
Glauco Plens – Medicina USP
Guilherme Bianco – vice presidente da UEE-SP
Mariana Moura – Presidente da APG-USP Capital
Guilherme Kranz – Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Heitor Glass – DCE UNIFAP
Hugo Dantas – DCE UFC
Jean Ilg – Estudantes da UFRJ e militante da Juventude às Ruas
Jean Marcelo – Geografia UFSCAR Sorocaba e Diretor da UEE-SP
João Berkson – DCE UeVA
Jonatan da Silva – Coordenador Geral do DCE-UNIRIO
Juliana Rocha – Fórum em Defesa da Saúde e da Educação – UFMG
Juliano Marchant – DCE UFRGS
Julio Anselmo – DCE – UFRJ
Katu Silva – 1º tesoureiro da UNE
Kézia Bastos – Diretora do CA de Psicologia da UFF-Rio das Ostras
Lara Pinheiro – Diretora do CA de História da UFF-Niterói
Letícia Moreira – presidente da UGES
Lício Jônatas – DCE UCB
Lívia Rodrigues – Medicina Santa Casa
Lu Araújo – DCE – UFAL
Luana Brito – Coordenadora Geral do DCE UEFS
Lucas Brito – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Lucas Marcelino – 1˚ diretor de RI da UNE
Luiza Buzgaib – Diretora do DA de Serviço Social da UFF-Niterói
Luiza Foltran – DCE UFRJ
Marcos Kaue – presidente da UMES/SP
Marcus Moura – 1˙ Diretor de assistência estudantil da UNE
Mariana Trindade – Diretora da UBES
Mariara Cruz – diretora da UNE
Marie Castaneda – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Matheus Costa – Engenharia Mecânica Unicamp
Matheus Gomes “Gordo” – DCE UFRGS
Matheus Moraes – Presidente do DCE UFCG
Fabiana Amorim – Diretora da UBES
Michelle Santos – Tecnologia em Controle Ambiental Unicamp
Natália Guimarães – DCE UFG
Natália Lucena – Juventude Vamos à Luta/Uberlândia
Nathalia Bittencurt – Diretora da UNE
Nunah Alle – DCE UFES
Odete Cristina – Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Pâmela Oliveira – DCE – UFC
Paula Alves – CST-PSOL/RS
Paulo Henrique Silva – Centro Acadêmico de Psicologia da UEL
Pedro Dal Agnoll – DCE UNICENTRO – PR
Pedro Serrano – Diretor da UNE
Pedro Victor Rebelo – CAHIS UERJ
Larissa Rahmeier – Diretora de Políticas Educacionais da UNE
Raissa Moraes – Diretora de Mulheres da AERJ
Rana Agarriberri – CST-PSOL/MG
Raphael Pena – Diretor do DCE UFRJ
Raquel Polydoro – Coordenadora Geral do DCE-UNIRIO
Renata Silva – DCE UNESPAR Paranaguá
Robson De Araújo Júnior – Diretor do DCE UFRJ
Rodrigo Lucas – secretário geral da UBES
Rômulo Abreu Lourenço – Diretor do DA de Sociologia da UFF-Niterói
Samara Monteiro – presidente da UNEFORT
Satiko Konishi – Diretora do CA de Serviço Social da Unifesp
Silvia Guerreiro Giese – DCE UFPA
Tadeu Lemos – Diretor de Assistência Estudantil da UNE
Tatiane Lima – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Tauany Barbosa – Estudante da Universidade Fama ABC
Thiago Brito – DCE UNIMEP
Valmir Teotônio – diretor da UNE
Vanessa Couto – DCE USP
Vinicius Eckert – Coordenador do DCE-UFRGS
Virginia Guitzel – Movimento LGBT
Vynicius Campus – Estudantes expulso da UNESP e militante da Juventude às Ruas
Winnie Freitas – Diretora do CA de Serviço Social da UFF-Rio das Ostras
fonte: União da Juventude Rebelião/UJR                        


sexta-feira, 20 de março de 2015

26 de março: Todos às ruas para defender a educação

Todos às ruas para defender a educação

Dia 26 de março, nas universidades de todo o país, o movimento estudantil brasileiro convoca uma jornada nacional de lutas contra o corte de verbas na educação. Com o pacote de ajuste fiscal adotado pelo governo, nada mais que R$ 7 bilhões estão sendo cortados do orçamento da educação, o que começa a impactar nas universidades com a suspensão do pagamento de bolsas, terceirizados, atraso na volta às aulas e mesmo atraso no pagamento de contras de luz das universidades.
É hora de mobilizar a juventude para dizer não a esses cortes. No último dia 12, os estudantes de institutos federais e CEFET´s, mobilizados pela FENET com atos em todas as regiões do país, realizaram atos em 16 reitorias denunciando o corte de verbas. Agora é a vez dos universitários exigindo mais verbas para a educação!
A pátria educadora não pode cortar verbas da educação!
Confira o manifesto na íntegra:

26-M: Dia Nacional em Defesa da Educação

O ano de 2015 começou com um corte nas áreas sociais, a mais atingida foi a Educação, foram mais de 7 bilhões de reais. O impacto disso na realidade de cada universidade, seja privada ou pública, já é sentido pelos estudantes, professores, técnico-administrativos e terceirizados, inclusive várias universidades do país estão com atrasos no pagamento dos salários dos funcionários terceirizados, impedindo o inicio das aulas, como na UFRJ e UERJ. Bolsas de pesquisa e assistência estudantil também sofreram corte e/ou estão atrasadas. Na UnB, por exemplo, dos 11 milhões que deveria receber esse ano, foram transferidos cerca de 30% a menos. Os jornais anunciam que a UFMG está há 3 meses sem pagar a conta de água e energia. Na UFRGS as aulas começaram com os Restaurantes Universitários fechados.
10711117_10206180640099805_6174560567862101429_nNas universidades privadas o caso mais emblemático é o corte no repasse do FIES. Nesse programa o governo banca a mensalidade dos estudantes e depois da formatura cobra com juros. São inúmeros estudantes que tem se endividado ainda mais para ter acesso à educação. E agora com as mudanças, vários estudantes que estão no meio do curso podem ter que largar por não conseguir pagar e ainda vão sair como inadimplentes. Esse é um problema do governo que apresentou o FIES como a saída para a falta de universalização do ensino público ao mesmo tempo em que servia aos empresários do mercado educacional com repasse indireto de recursos públicos. Diante da crise o governo escolheu recuar e fazer cortes, colocando a conta nas costas dos estudantes. Sem falar nas demissões de professores, como na PUC SP onde foram mais de 50 demitidos.
Nas universidades estaduais os cortes também são gigantescos. A situação das universidades estaduais do Paraná são uma expressão do impacto do plano de ajuste na educação, lá todas as estaduais correm o risco de não abrir o semestre letivo porque o governo não repassou a verba. Em São Paulo as estaduais começam o ano com 203 milhões a menos e na USP vários trabalhadores estão na berlinda da demissão. Esse quadro também atinge as estaduais do Rio de Janeiro.
A realidade é a mesma de norte a sul do país, diante da crise que vivemos, os governos federal e estaduais querem que os trabalhadores e a juventude paguem a conta, com demissões, cortes de direitos, aumentos de impostos e tarifas públicas, como a gasolina, a energia e a tarifa do transporte público. Enquanto isso, o governo Dilma continua destinando quase metade do orçamento para os banqueiros através do pagamento das dívidas interna e externa; parlamentares aumentam seus próprios salários; e a Petrobrás segue sendo privatizada e desfavorecida em leilões que entregam nosso petróleo e gás para empresas estrangeiras e agora com, saqueada por partidos e políticos do PT ao PSDB e sofrendo pela recém anunciada política de desenvestimento. Por isso, a verdadeira alternativa já tem sido construída nas ruas, greves e ocupações dos trabalhadores, como nos casos da greve operária da Volkswagen de São Bernardo e da GM de São José dos Campos e a luta dos operários do COMPERJ no Rio de Janeiro. Mas também em várias universidades através das assembleias e lutas que vem ganhando força, em mobilizações que contra as políticas neoliberais do governo federal na educação e as medidas políticas e econômicas conservadoras.
Os professores do Paraná devem nos servir de exemplo. Numa luta em conjunto com os estudantes eles pararam as ruas de Curitiba contra o pacote de ajustes do governador do PSDB. E agora para fortalecer a luta de cada universidade, devemos nos unir e parar as universidades e as ruas no Brasil para lutar contra o pacote de ajustes de Dilma e Levy. Unificando a luta estudantil à luta dos trabalhadores, vamos construir um grande dia nacional de luta contra os cortes na educação.
Dia 26 de março faremos um dia nacional de lutas pela educação nas universidades e escolas, resgatando a memória do secundarista Edson Luis, mártir do movimento estudantil brasileiro na luta contra a ditadura, para derrotar o ajuste e os cortes do governo Dilma.
Iara Cassano – Secretaria Geral da UNE
Katerine Oliveira – 1ª vice presidente da UNE
Janaína Oliveira – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Camila Souza Menezes – Diretora Executiva de Direitos Humanos UNE
Deborah Cavalcante – Diretora de Movimentos Sociais da UNE e DCE UFPI
Kauê Scarim – Diretoria de Políticas Educacionais da UNE
Mariana Nolte – Juventude Vamos à Luta/RJ
Felipe Alencar – Diretor do CA de Pedagogia da Unifesp
Diana Nascimento – Ciências Sociais Unicamp e Diretora da UEE-SP
Tatiane Lopes – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Adriana Souza – DCE – UEM
Aline Vieira – Diretora LGBT da UPE e DCE UTFPR
Anderson Castro – Diretor da UNE
Anderson Morais – Diretoria Executiva da União Catarinense dos Estudantes (UCE)
Arielli Tavares – DCE – USP
Breno Mariz – Presidente do DA de Direito da UFRN
Camila Falcão – Coordenadora Geral do DCE UFRPE
Carlos Edísio – 1˙ Diretor de universidades públicas da UNE
Cecília Rodrigues – Pedagogia Unicamp
Célio Peliciari – Ciências Sociais Unesp Araraquara
Claudiane Araújo – DCE – UNIFAP
Deodoro Ribas – Presidente do DCE UFABC
Diego Aguirre – CA de Ciências Sociais UFU
Edemiler Api – CA de Ciências Sociais da UFSC
Eduardo Ferreira – Administração Unicamp
Eduardo Rodrigues – Coordenador Geral do DCE-UNAMA
Erick Denil – presidente da UMESPA
Fábio Moroni – Centro Acadêmico de Geografia da UFPA
Fernanda Souto – Medicina UFTM
Flavia Calado – CA de Direito e DCE UNIFAP
Francisco Marques – Coordenador do Centro Acadêmico de Filosofia da UFMG
Gabriel Alves – DA de Geografia UFF
Gabriel Henrique Nagoaka – DCE Unioeste Foz do Iguaçu
Gladson Reis – Diretor de universidades particulares da UNE
Glauco Plens – Medicina USP
Guilherme Bianco – vice presidente da UEE-SP
Mariana Moura – Presidente da APG-USP Capital
Guilherme Kranz – Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Heitor Glass – DCE UNIFAP
Hugo Dantas – DCE UFC
Jean Ilg – Estudantes da UFRJ e militante da Juventude às Ruas
Jean Marcelo – Geografia UFSCAR Sorocaba e Diretor da UEE-SP
João Berkson – DCE UeVA
Jonatan da Silva – Coordenador Geral do DCE-UNIRIO
Juliana Rocha – Fórum em Defesa da Saúde e da Educação – UFMG
Juliano Marchant – DCE UFRGS
Julio Anselmo – DCE – UFRJ
Katu Silva – 1º tesoureiro da UNE
Kézia Bastos – Diretora do CA de Psicologia da UFF-Rio das Ostras
Lara Pinheiro – Diretora do CA de História da UFF-Niterói
Letícia Moreira – presidente da UGES
Lício Jônatas – DCE UCB
Lívia Rodrigues – Medicina Santa Casa
Lu Araújo – DCE – UFAL
Luana Brito – Coordenadora Geral do DCE UEFS
Lucas Brito – Comissão Executiva Nacional da ANEL
Lucas Marcelino – 1˚ diretor de RI da UNE
Luiza Buzgaib – Diretora do DA de Serviço Social da UFF-Niterói
Luiza Foltran – DCE UFRJ
Marcos Kaue – presidente da UMES/SP
Marcus Moura – 1˙ Diretor de assistência estudantil da UNE
Mariana Trindade – Diretora da UBES
Mariara Cruz – diretora da UNE
Marie Castaneda – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Matheus Costa – Engenharia Mecânica Unicamp
Matheus Gomes “Gordo” – DCE UFRGS
Matheus Moraes – Presidente do DCE UFCG
Fabiana Amorim – Diretora da UBES
Michelle Santos – Tecnologia em Controle Ambiental Unicamp
Natália Guimarães – DCE UFG
Natália Lucena – Juventude Vamos à Luta/Uberlândia
Nathalia Bittencurt – Diretora da UNE
Nunah Alle – DCE UFES
Odete Cristina – Estudantes da USP e militante da Juventude às Ruas
Pâmela Oliveira – DCE – UFC
Paula Alves – CST-PSOL/RS
Paulo Henrique Silva – Centro Acadêmico de Psicologia da UEL
Pedro Dal Agnoll – DCE UNICENTRO – PR
Pedro Serrano – Diretor da UNE
Pedro Victor Rebelo – CAHIS UERJ
Larissa Rahmeier – Diretora de Políticas Educacionais da UNE
Raissa Moraes – Diretora de Mulheres da AERJ
Rana Agarriberri – CST-PSOL/MG
Raphael Pena – Diretor do DCE UFRJ
Raquel Polydoro – Coordenadora Geral do DCE-UNIRIO
Renata Silva – DCE UNESPAR Paranaguá
Robson De Araújo Júnior – Diretor do DCE UFRJ
Rodrigo Lucas – secretário geral da UBES
Rômulo Abreu Lourenço – Diretor do DA de Sociologia da UFF-Niterói
Samara Monteiro – presidente da UNEFORT
Satiko Konishi – Diretora do CA de Serviço Social da Unifesp
Silvia Guerreiro Giese – DCE UFPA
Tadeu Lemos – Diretor de Assistência Estudantil da UNE
Tatiane Lima – Coordenadora do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp
Tauany Barbosa – Estudante da Universidade Fama ABC
Thiago Brito – DCE UNIMEP
Valmir Teotônio – diretor da UNE
Vanessa Couto – DCE USP
Vinicius Eckert – Coordenador do DCE-UFRGS
Virginia Guitzel – Movimento LGBT
Vynicius Campus – Estudantes expulso da UNESP e militante da Juventude às Ruas
Winnie Freitas – Diretora do CA de Serviço Social da UFF-Rio das Ostras