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domingo, 11 de fevereiro de 2018

Washington ameaça a América e o mundo

Insanidade política e revisão da postura nuclear:
Washington ameaça a América e o mundo


por Paul Craig Roberts
Quando vejo reportagens provenientes de qualquer país, não noto que haja percepção dos desenvolvimentos mais fatídicos da história dos EUA. Um deles é a conspiração entre agências de segurança, Departamento da Justiça, o Partido Democrata e os media da imprensa e TV para derrubarem o presidente eleito dos Estados Unidos. Com o "Russiagate" estamos a experimentar um golpe contra o presidente Trump e a democracia americana. Embora a Política de Identidade dos membros do Partido Democrata não possa conceber isto, é possível opor-se ao presidente Trump sem acreditar que seja desejável um golpe da polícia de estado contra ele.

O outro desenvolvimento fatídico é a Revisão da postura nuclear dos EUA que acaba de ser divulgada, a qual apela a armas nucleares "utilizáveis", legitima o seu primeiro uso e estabelece o cenário para gastar triliões de dólares com a aquisição de mais armas nucleares quando necessidades públicas maciças não são atendidas e 10 por cento do arsenal existente dos EUA já é suficiente para destruir toda a vida sobre a terra.

Tenho escrito acerca destes desenvolvimentos extraordinários. Ver isto e isto , por exemplo.

Quanto ao efeito que tenho tido, será preferível não ter aborrecimentos. Nenhum governo e nenhuma organização de notícias de que eu tenha conhecimento tocou o alarme de que a CIA, FBI, DOJ, Partido Democrata e a totalidade dos media da imprensa e TV foram apanhados em flagrante num golpe para derrubar o presidente dos Estados Unidos e nada está a ser feito acerca disto. O golpe não pode sequer ser revelado, porque as agências de segurança, os media e os membros do Partido Democrata reduzem ao silêncio as provas palpáveis. Saddam Hussein e Kadafi foram assassinados com base exclusivamente em mentiras e agora o presidente dos Estados Unidos enfrenta o mesmo destino.

Se o golpe contra Trump tiver êxito, os EUA terão feito a transição plena para uma Polícia de Estado Gestapo. A América ter-se-á tornado o Quarto Reich.

Tão horrível quanto esta perspectiva – cortesia da CIA, FBI, Departamento da Justiça de Obama, Partido Democrata e media presstitutos – é a revisão da postura nuclear, muitas vezes pior. Durante as longas décadas da Guerra Fria, nenhum governo dos EUA teria publicado uma revisão da postura nuclear que legitimasse o primeiro uso de armas nucleares contra qualquer oponente. Os EUA tiveram alguns generais enlouquecidos, tais como Lemnitzer e Curtis LeMay que foram personagens do Dr. Strangelove, e houve uma filme de James Bond acerca de um igualmente enlouquecido, mas ficcional, general soviético.

Mesmo 55 anos atrás generais loucos como Lemnitzer eram demasiado poderosos para serem despedidos. O presidente John F. Kennedy ficou restringido a reafectar Lemnitzer, o qual pressionara JFK a adoptar uma operação de falsa bandeira tipo 11/Set conhecida como Operation Northwoodse a lançar um ataque nuclear antecipativo (preemptive) à União Soviética. O presidente Kennedy ficou enervado ao perceber que tinha um Chefe do Estado Maior insano, mas manteve-o no posto. O presidente Trump não se ergueu contra os Dr. Strangeloves neocons do nosso tempo quando endossou o Pentágono na sua nova revisão da postura nuclear. Em comparação com JFK, Trump é café pequeno.
A nova revisão americana da postura nuclear é um documento neoconservador que contém dentro de si a destruição de toda a vida sobre a terra. Os insanos responsáveis por este documento são os mesmos que têm posições políticas para implementá-lo. Isto nos leva ao paradoxo de um presidente americano eleito em parte pelos suas apregoadas intenções de normalizar relações com a Rússia ter assinado uma revisão da postura que diz à Rússia e à China que Washington tem uma política que permite um primeiro ataque contra eles. Claramente, isto não é normalizar relações.

A Rússia já experimentou um quarto de século de engano e duplicidade americana. O presidente Gorbachev recebera a promessa de que, em troca do acordo soviético para a unificação da Alemanha, Washington não moveria a NATO nem uma polegada para Leste. Mas o Regime Clinton moveu a NATO para a própria fronteira da Rússia. O Regime George W. Busch retirou-se do tratado de mísseis anti-balísticos. O Regime Obama colocou mísseis ABM na fronteira da Rússia. E agora o Regime Trump diz à Rússia e à China que estão sujeitas a ataques nucleares de surpresa.

Nunca na história da espécie humana foi cometido um acto tão temerário, irresponsável e desestabilizador, um acto que ameaça toda a humanidade. É difícil imaginar um governo, mesmo um governo criminalmente insano como o dos EUA, dizer a potências nucleares como a Rússia e a China que estão sujeitas a ataques nucleares de surpresa.

Mas os media americanos estão eufóricos. O USA Today declara: " Plano de Trump para armas nucleares faz sentido ".

The Hill , uma publicação de Washington, pensa que ameaçar a Rússia e a China com um primeiro ataque é um passo razoável.

A presstituta CNBC , ignorando completamente a postura nuclear provocadora de Washington e encorajando a busca de ainda mais armas nucleares e das capacidades de entrega das mesmas, centra a atenção sobre a Coreia do Norte como sendo a ameaça real.

Quando um país pretende hegemonia mundial e tem os media submissos às suas intenções de guerra, como é o caso dos EUA, é melhor que o resto do mundo esteja em guarda. Não há verificação interna, seja qual for, quanto à agressão de Washington em relação ao mundo. 

Onde estão as vozes de protesto dos europeus, canadianos, britânicos, australianos, japoneses, sul-americanos, africanos, indianos e asiáticos? Onde estão as vozes da Rússia e da China? Se elas existem de algum modo estão escondidas por trás das pretensões russas quanto aos "nossos parceiros ocidentais" e da cobiça chinesa por mais lucros.

As vozes não existem. 

A verdade não é boa nova. Ela não conforta pessoas ou não as faz sentirem-se bem. Pessoas que não se sentem seguras não incidem em dívida a fim de poderem gastar dinheiro e fazerem lucros para os capitalistas que possuem os noticiários e os governos e os negócios.

O Armagedão trará o esquecimento da dívida, ressuscitando portanto uma economia não existirá mais, pois ninguém estará aqui para pagar ou cobrar as dívidas. 
08/Fevereiro/2018

O original encontra-se em www.globalresearch.ca/... 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

quarta-feira, 1 de junho de 2016

John Pilger / A silenciar a América quando ela prepara uma nova guerra

A silenciar a América quando ela prepara uma nova guerra

por John Pilger
Killary Clinton.Retornando aos Estados Unidos num ano eleitoral, estou impressionado pelo silêncio. Já cobri quatro campanhas presidenciais, a principiar pela de 1968; eu estava com Robert Kennedy quando ele foi alvejado e vi o seu assassino, a preparar-se para matá-lo. Foi um baptismo no estilo americano, juntamente com a violência salivante da polícia de Chicago na convenção amanhada do Partido Democrático. A grande contra-revolução havia começado.

O primeiro a ser assassinado naquele ano, Martin Luther King, ousara ligar o sofrimento dos afro-americanos e o do povo do Vietname. Quando Janis Joplin cantava, "Liberdade é apenas outra palavra para nada deixar a perder", ela talvez falasse inconscientemente aos milhões de vítimas da América em lugares remotos.

"Perdemos 58 mil jovens soldados no Vietname e eles morreram a defender a tua liberdade. Agora não os esqueça". Assim dizia um guia do Serviço de Parques Nacionais quando na semana passada filmei o Lincoln Memorial, em Washington. Ele dirigia-se a um grupo escolar de adolescentes em brilhantes t-shirts laranjas. Como que automaticamente, ele inverteu a verdade acerca do Vietname convertendo-a numa mentira incontestada.

Os milhões de vietnamitas que morreram e foram mutilados e envenenados e desalojados pela invasão americana não têm lugar histórico nas mentes jovens, para não mencionar os estimados 60 mil veteranos que deram cabo das suas próprias vidas. Um amigo meu, um fuzileiro naval (marine) que ficou paraplégico no Vietname, era muitas vezes indagado: "A qual lado se opunha?"

Uns anos atrás comparecei a uma exibição popular chamada "O preço da liberdade" na venerável Smithsonian Institution, em Washington. Às filas de pessoas comuns, sobretudo crianças arrastadas numa caverna santa de revisionismo, era administrada uma vasta variedade de mentiras: o bombardeamento atómico de Hiroshima e Nagasaki salvou "um milhão de vida"; o Iraque foi "libertado [por] ataques aéreos de precisão sem precedentes". O tema era infalivelmente heróico: só americanos pagam o preço da liberdade.

A campanha eleitoral de 2016 é notável não só pela ascensão de Donald Trump e Bernie Sanders como também pela resiliência de um silêncio permanente acerca de um mortífero [estatuto] auto-concedido de divindade. Um terço dos membros das Nações Unidas já sentiu a bota de Washington, derrubando governos, subvertendo democracias, impondo bloqueios e boicotes. A maior parte dos presidentes responsáveis foram liberais –Truman, Kennedy, Johnson, Carter, Clinton, Obama.

O recorde sensacional de perfídia é tão mutante na mente do público, escreveu o falecido Harold Pinter, que ele "nunca aconteceu ... Nada alguma vez aconteceu. Mesmo quando estava a acontecer não estava acontecendo. Isso não importava. Não tinha interesse. Pouco importava...". Pinter exprimia uma admiração simulada pelo que chamava "uma manipulação bastante clínica do poder à escala mundial ao mesmo tempo que era mascarada como uma força para o bem universal. É brilhante, mesmo genial, um acto de hipnose com grande êxito".

Tome-se Obama. Quando ele se prepara para deixar o gabinete, começou outra vez toda a bajulação . Ele é "cool". Como um dos presidentes mais violentos, Obama deu rédea solta ao aparelho de fabricação de guerras do seu desacreditado antecessor. Ele perseguiu mais denunciantes – os que contavam verdades – do que qualquer outro presidente. Ele declarou Chelsea Manning culpada antes de ela ser examinada. Hoje, Obama dirige uma campanha mundial sem precedentes de terrorismo e assassinato através de drones.

Em 2009 Obama prometeu ajudar a "livrar o mundo de armas nucleares" e recebeu o Prémio Nobel da Paz. Nenhum presidente americano construiu mais ogivas nucleares do que Obama. Ele está a "modernizar" o arsenal da America para o juízo final, incluindo uma nova "mini" arma nuclear, cuja dimensão e tecnologia "inteligente", disse um general proeminente, assegura que a sua utilização "já não é mais impensável".

James Bradley, o autor do best-seller Flags of Our Fathers e filho do fuzileiro naval dos EUA que asteou a bandeira sobre Iwo Jima, disse: "Um grande mito que estamos a assistir é esse de Obama como uma espécie de rapaz pacífico que está a tentar livrar-nos de armas nucleares. Ele é o maior belicista nuclear que há. Está a comprometer-nos numa corrida ruinosa de gastos de um milhão de milhões de dólares com mais armas nucleares. De certo modo, as pessoas vivem nesta fantasia de que como ele dá notícias vagas em conferências e discursos e aparece bem em fotografias isso de algum modo está ligado à política real. Não está".

Com Obama, uma segunda guerra fria está a caminho. O presidente russo é um vilão de pantomina; os chineses ainda não estão de volta à sua sinistra caricatura de macacos – quando todos os chineses forem banidos dos Estados Unidos – mas os guerreiros dos media trabalham para isso.

Nem Hillary Clinton nem Bernie Sanders mencionaram algo disto. Não há risco nem perigo para os Estados Unidos e todo nós; para eles, a maior acumulação militar nas fronteiras da Rússia desde a Segunda Guerra Mundial não aconteceu. No dia 11 de Maio a Roménia aceitou uma base de "defesa de mísseis" da Nato que aponta mísseis americanos de primeiro ataque ao coração da Rússia [NT] , a segunda potência nuclear do mundo.

Na Ásia, o Pentágono está a enviar navios, aviões e forças especiais para as Filipinas a fim de ameaçar a China. Os EUA já cercam a China com centenas de bases militares que se encurvam num arco desde a Austrália até a Ásia e através do Afeganistão. Obama chama a isto um "eixo central" ("pivot"). 

Como consequência directa, a China confirmadamente mudou sua política de armas nucleares do não-primeiro-uso para o alerta máximo e lançou ao mar submarinos com armas nucleares. A escada rolante está a acelerar.

Foi Hillary Clinton quem, como secretária de Estado em 2010, elevou as reivindicações territoriais que competiam por rochas e recifes no Mar do Sul da China a uma questão internacional. Seguiu-se a histeria da CNN e da BBC. A China estava a construir pistas de pouso nas ilhas disputadas. Num jogo de guerra gigante em 2015, a Operation Talisman Sabre , os EUA e a Austrália experimentaram "engasgar" os Estreitos de Málaca pelos quais passa a maior parte do petróleo e do comércio da China. Isto não foi noticiado.

Clinton declarou que a América tinha um "interesse nacional" naquelas águas. As Filipinas e o Vietname foram encorajados e subornados para prosseguirem com suas reivindicações e velhas inimizades contra a China. Na América, o povo está a ser intoxicado a fim de encarar qualquer posição defensiva chinesa como ofensiva e, assim, o terreno fica preparado para uma escalada rápida. Uma estratégia semelhante de provocação e propaganda é aplicada à Rússia.

Clinton, a "candidata das mulheres", deixa um rastro de golpes sangrentos:   nas Honduras, na Líbia (mais o assassínio do presidente líbio) e na Ucrânia. Este último é agora um parque de diversões da CIA enxameado de nazis e a linha de frente de uma acenada guerra com a Rússia. Foi através da Ucrânia – literalmente, terra de fronteira – que os nazis de Hitler invadiram a União Soviética, a qual perdeu 27 milhões de pessoas. Esta catástrofe gigantesca permanece presente na Rússia. A campanha presidencial de Clinton tem recebido dinheiro de todas excepto uma das dez maiores companhias de armamento do mundo. Nenhum outro candidato se aproxima.

Sanders, a esperança de muitos jovens americanos, não é muito diferente de Clinton na sua visão de proprietário do mundo para além dos Estados Unidos. Ele apoiou o bombardeamento ilegal da Sérvia promovido por Clinton. Ele apoiou o terrorismo de Obama com drones, a provocação da Rússia e o retorno de forças especiais (esquadrões da morte) ao Iraque. Ele nada tem a dizer sobre os tambores de guerra com ameaças à China e quanto ao agravamento do risco de guerra nuclear. Ele concorda em que Edward Snowden deveria ser submetido a julgamento e chama Hugo Chavez – um social-democrata, como ele – de "ditador comunista morto". Ele promete apoiar Clinton se esta for nomeada.

A eleição de Trump ou de Clinton é a velha ilusão da escolha que não é escolha:   dois lados da mesma moeda. Transformando minorias em bodes espiatórios e prometendo "tornar a América grande outra vez", Trump acaba por ser um populista interno de extrema direita; mas o perigo da Clinton pode ser mais letal para o mundo.

"Só Donald Trump não disse nada de significativo e crítico acerca da política externa dos EUA", escreveu Stephen Cohen , professor emérito de História Russa nas Universidades de Princeton e Nova York, um dos poucos peritos em Rússia nos Estados Unidos a falar acerca do risco de guerra.

Numa entrevista à rádio, Cohen referiu-se a questões críticas que só Trump levantou. Dentre elas:   por que os Estados Unidos estão "por toda a parte do globo"? O que é a verdadeira missão da NATO? Por que os EUA procuram sempre mudanças de regime no Iraque, Síria, Líbia, Ucrânia? Por que Washington trata a Rússia e Vladimir Putin como inimigos?

A histeria nos media liberais acerca de Trump serve a uma ilusão de "debate livre e aberto" e de "democracia a funcionar". Suas visões sobre imigrantes e muçulmanos são grotescas, mas o deportador-chefe de pessoas vulneráveis da América não é Trump e sim Obama, cujo legado é a traição às pessoas da sua cor:   basta ver a acumulação nas prisões de uma população principalmente negra, agora mais numerosa do que no gulag de Stalin.

Esta campanha presidencial pode não ser acerca do populismo mas sim do liberalismo americano, uma ideologia que se vê a si própria como moderna e portanto superior e o único caminho consagrado. Aqueles à sua direita comportam-se como os cristãos imperialistas do século XIX, com um dever divino de converter ou cooptar ou conquistar.

Na Grã-Bretanha, isto é o blairismo. O criminoso de guerra cristão Tony Blair avançou com a sua preparação secreta para a invasão do Iraque em grande medida porque a classe política e os media liberais caíram no seu "orgulho britânico" ("cool Britannia"). No Guardian, o aplauso era ensurdecedor; ele foi chamado de "místico". Uma ilusão conhecida como política de identidade, importada dos Estados Unidos, acomodou-se facilmente aos seus cuidados.

A história foi declarada ultrapassada, a classe foi abolida e o género promovido como feminismo; montes de mulheres tornaram-se deputadas do New Labour. Desde o primeiro dia no Parlamento elas votaram pelo corte de benefícios a pais solteiros, sobretudo mulheres, como lhes foi instruído. A maioria votou por uma invasão que provocou 700 mil viúvas iraquianas.

O equivalente nos EUA são os politicamente correctos belicistas do New York Times, Washington Post e redes de TV que dominam o debate político. Era claro, disseram eles, que a um homem como aquele não podia ser confiada a Casa Branca. Nenhumas questões foram levantadas. Nada acerca dos 80 por cento de americanos cujo rendimento colapsou para os níveis da década de 1970. Nada sobre a deriva para a guerra. A sabedoria corrente parece ser "cuide do seu nariz" e vote por Clinton: qualquer um excepto Trump. Desse modo, você trava o monstro e preserva um sistema que silencia [a preparação de] uma nova guerra.
27/Maio/2016

[NT] Trata-se do sistema Aegis Combat, capaz tanto de controlar o lançamento de mísseis anti-balísticos como de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawks.   A sua instalação na base aérea romena de Deveselu viola o tratado Intermediate-Range Nuclear Forces, de 1987.   Está prevista a instalação de um sistema semelhante na Polónia.   VerNATO Missile Shield Is Practically Guaranteeing a Russian Preemptive Strike . 

O original encontra-se em johnpilger.com/articles/silencing-america-as-it-prepares-for-war 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Os EUA têm mais de 200 mil militares destacados em todo o mundo

Os EUA têm mais de 200 mil militares destacados em todo o mundo

Resumen Latinoamericano/Prensa Latina, 25 de Dezembro de 2015
29.Dez.15 :: Outros autores
Uma informação que é útil refrescar com regularidade. Com a reserva de que se trata de uma notícia que tem como fonte dados do Departamento de Defesa dos EUA, dados que não serão decerto os mais fiáveis. Se o imperialismo norte-americano se encontra em estado de guerra não declarada com o mundo inteiro, porque haveria de prestar informações exactas sobre a localização e a dimensão dos seus efectivos?

As forças armadas dos Estados Unidos têm hoje mais de 200 mil militares destacados em uma centena de países de todos os continentes, de acordo com informações do Departamento de Defesa.
Uns nove mil e 800 permanecem no Afeganistão, enquanto cerca de três mil e 500 permanecem no Iraque e Síria com o pretexto de combater o Estado Islâmico (EI), a maioria destes últimos da 82ª Divisão Aerotransportada.
A Marinha mantém destacados cerca de 40 navios, o maior dos quais é o porta-aviões USS Harry S. Truman - com uns cinco mil marinheiros e oficiais a bordo -.
Esta unidade naval cruzou o Canal de Suez nos últimos dias juntamente com os seus navios escolta para se instalar no Golfo Pérsico, e participar a partir daí nos bombardeamentos contra objetivos do EI na região.
Estas embarcações unem-se à campanha aérea que Washington e seus aliados iniciaram em de Agosto de 2014 e alargaram à Síria em Setembro do mesmo ano, operações qualificadas de ilegais pelas autoridades de Damasco.
Também nessa zona do Levante opera um grupo anfíbio de infantaria de marinha, com capacidade para desempenhar missões ofensivas de desembarque, encabeçado pelo navio USS Kearsarge, com uns cinco mil marines a bordo.
Na Asia/Pacífico há uns 50 mil militares no Japão, outros 28 mil e 500 na Coreia do Sul e cerca de mil na Austrália e Singapura.
Após a experiência do atentado em Setembro de 2012 contra o consulado dos Estados Unidos na cidade líbia de Bengasi, em que morreram o embaixador Christopher Stevens e outros três diplomatas, o Pentágono tomou medidas para responder com urgência a situações similares no futuro.
Foi assim que surgiu a Força de Tarefa Combinada Conjunta do Corno de África, instalada em Camp Lemonnier, Djibouti, a maior base norte-americana nesse continente. Há ali mais de quatro mil tropas norte-americanas, enquanto outros mil estão destacados em diversos lugares em toda a região.
Além disso, a Casa Branca ordenou em 2013 a colocação de uns 500 elementos de infantaria de Marinha na base militar de Rota, no sul de Espanha, cuja missão é actuar como elemento de intervenção rápida em caso de ameaças a interesses estado-unidenses em território africano. Segundo o diário Stars and Stripes unidades da primeira Divisão de Infantaria do Exército estado-unidense, com sede em Fort Riley, estado de Kansas, participaram nos últimos dois anos em mais de 100 exercícios e treinos em cerca de 40 países da região.
Segundo o Pentágono, mais de 64 mil militares estado-unidenses estão estacionados na Europa, em enclaves castrenses localizados na Alemanha, Espanha e nas repúblicas ex-soviéticas do Báltico e outros três mil na Turquia. Nos últimos dois anos Washington incrementou as suas actividades bélicas no continente europeu, ações denunciadas pela Rússia como uma ameaça aos seus interesses.
Na América do Sul e Central há uns cinco mil e 500 militares do país nortenho. O Pentágono mantém em áreas do Caribe uma presença naval permanente, com o pretexto da luta antidroga, enquanto em Cuba está a base naval de Guantánamo, instalada em território da ilha contra a vontade do Governo e do povo da maior das Antilhas.
Peritos estimam que todo este destacamento a nível global, em várias centenas de bases, tem como fim fazer valer os interesses de Washington e em alguns casos, como no Afeganistão cumpre missões de ocupação.
O presidente Barack Obama anunciou em 15 de Outubro passado a sua decisão de manter os nove mil e 800 militares que estão actualmente no Afeganistão e reduzir esse número para cinco mil e 500 no início de 2017, depois do fim do seu mandato como chefe da Casa Branca.
O governante indicou que algumas das unidades cumprirão missões de treino e assessoria a forças locais e outras participarão na perseguição e aniquilamento de combatentes de Al Qaeda, do Estado Islâmico e de outros grupos que operam na nação asiática.
Desde o início da guerra no Afeganistão em Outubro de 200 morreram mais de dois mil e 400 oficiais e soldados estado-unidenses, e outros 20 mil foram feridos.
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