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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Hedelberto López Blanch / Bayer-Monsanto: uma união diabólica

Bayer-Monsanto: uma união diabólica

A anunciada compra em curso da Monsanto pela Bayer é uma imagem da colossal dimensão e concentração que o capital monopolista assume na fase actual do capitalismo. E do seu significado para a humanidade: duas empresas cujo historial é o de uma sucessão de danos e de autênticos crimes, cuja acção torna muitos medicamentos e produções agrícolas em fontes de destruição e doença. E daí retiram superlucros.

As empresas Bayer e Monsanto, em lugar de beneficiarem a população mundial com os seus medicamentos e alimentos transgénicos provocam em contrapartida, em muitas ocasiões, graves enfermidades e até a morte a numerosas pessoas, ao mesmo tempo que ampliam constantemente os seus enormes lucros.
Após vários meses de negociações, a companhia farmacêutica alemã Bayer confirmou a compra do fabricante estado-unidense de Transgénicos Monsanto por 66 000 milhões de dólares.
O acordo deverá ser fechado em finais de 2017 e se por qualquer motivo fracassar a Bayer indemnizará a Monsanto em 2 000 milhões de dólares.
Para o acordo a enorme companhia alemã fará um aumento de capital e contratará um crédito ponte de 57 000 milhões de dólares com os bancos Merrill Lynch, Credit Suisse, Goldman Sachs, HSBC e JP Morgan. A aquisição de Monsanto converterá também a Bayer no maior produtor de sementes e pesticidas do mundo.
Ambas as empresas têm um enorme e perigoso historial contra a saúde das pessoas relacionado com produtos criados a partir da utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).
Vejamos alguns dos grandes problemas criados por essas empresas. As pastilhas confeccionadas à base da hormona drospirenona custaram à Bayer 2 000 milhões de dólares, em pagamentos a cerca de 10 000 mulheres para evitar longos expedientes judiciais e mais escândalos.
Meios de comunicação reportavam em Dezembro de 2015 que Felicitas Rohrer confrontou o laboratório Bayer num julgamento “simbólico” na Alemanha, por haver colocado em perigo a sua vida com um anticonceptivo oral do tipo Yasmin que engloba Yasminelle e Yaz.
Rohrer, de 25 anos, padece de embolia pulmonar, perde o fôlego e necessita de tomar um anticoagulante que reduz as suas possibilidades de ter filhos. Em Junho de 2009 sofreu uma paragem cardíaca de 10 minutos, tinha coágulos de sangue nos pulmões e após vários estudos ficou demonstrado que os comprimidos de terceira e quarta geração (à base de drospirenona e outras progesteronas recentes) multiplicam por dois o risco de tromboembolismo relativamente às de segunda geração.
Um grupo de ajuda mutua recolheu uns 1 250 testemunhos de mulheres sofrendo de efeitos secundários similares.
Outro caso anterior muito divulgado ocorreu em Janeiro de 2010 quando em Barcelona, Espanha, a empresa foi condenada por danos provocados pela venda do fármaco Liposterol (cerivastatina) para tratar o colesterol. Vários dos queixosos sofreram de rabdomiólise, (insuficiência renal e síndromas psiquiátricos) depois de ingerir o medicamento,
O consumo da cerivastatina provocou a morte de várias pessoas. A própria Bayer reconheceu, ao ser retirado do mercado, que se haviam produzido em todo o mundo pelo menos 100 mortes relacionadas com o medicamento. Os familiares dos falecidos apenas receberam de compensação uns 5 000 dólares.
No Canadá, a farmacêutica enfrenta processos da ordem dos 150 milhões de dólares devido a danos que o seu medicamento anticoagulante Xarelto causa. Esse fármaco produz sangramentos excessivos que podem conduzir à morte, e calcula-se que só entre 2012 e 2013 pelo menos 130 pessoas faleceram em sua consequência. As acusações à empresa estão relacionadas com a falta de informação e de advertências sobre os possíveis graves danos provocados por Xarelto.
O processo de aprovação de Xarelto, cujo principio activo é o rivaroxaban, foi desde o principio difícil devido aos efeitos secundários e às suas não esclarecidas reacções adversas a longo prazo. Apesar disso tudo, Xarelto é comercializa nos Estados Unidos, com a advertência de que os pacientes não devem deixar de tomar o medicamento sem consultar o seu médico, pois pode verificar-se um risco acrescido de acidentes cerebrovasculares.
Passemos agora à já tristemente famosa Monsanto cuja registo de iniciativas contra a saúde humana se torna interminável, segundo diversos estudos científicos.
Fundada no Missouri, em 1901, com o objectivo de produzir substitutos do açúcar para a companhia Coca-Cola, os estudos realizados em 1970 pelo Instituto Nacional do Cancro dos Estados Unidos, revelaram que a sacarina que fabricava provocava essa enfermidade em mamíferos utilizados nos ensaios.
Numa das suas fábricas instalada em Anniston, Alabama, produziu na década de 1920 o bifenilo policlorado, líquido refrigerante para condensadores, transformadores e motores eléctricos. Cinquenta anos mais tarde, a Agencia de Protecção do Meio Ambiente (APMA), provou que esse elemento provoca cancro em humanos e animais. A Monsanto pagou mais de 600 milhões aos residentes de Anniston, mas os danos e os sofrimentos ocasionados à sua população foram irreparáveis.
Em 1980 a APMA proibiu a transnacional de fabricar poliestireno sintético para embalar alimentos devido aos seus efeitos nocivos, mas continuam a produzi-lo. A Monsanto converteu-se em 1944 num dos primeiros criadores do insecticida DDT, utilizado contra os insectos e na agricultura, e em 1972 confirmaram-se os seus efeitos cancerígenos.
Aliada às grandes corporações militares estado-unidenses, a Monsanto produziu o agente laranja que foi lançado no Vietname, causador de desfolhações ambientais e de diferentes tipos de cancro nessa população asiática.
Também desde a década de 1950 elabora o herbicida 2,4,5-T, à base de dioxina, um dos precursores do agente laranja que no percurso da cadeia alimentar se acumula debaixo da pele dos animais e que, ao serem essas carnes (vacum, bovina, caprina, avícola) consumidas pelos humanos podem afectar-lhes o sistema imunitário, interferir nas hormonas e motivar o cancro.
Para aumentar a produção de leite nas vacas, a Monsanto criou a hormona modificada, somatotropina bovina recombinante (rBGH). Investigações efectuadas indicam que o leite rBGH está relacionado com o cancro da mama, do colon e da próstata nos humanos. Essa hormona está já vetada no Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Israel, a União Europeia e Argentina.
Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts opinam que os produtos de Monsanto poderiam conduzir a uma maior taxa de autismo no país asseguram que o uso de novos tipos de fertilizantes agrícolas e herbicidas nos Estados Unidos conduzem à alteração do desenvolvimento do cérebro nos recém-nascidos.
A cientista Stephanie Seneff, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, denunciou que “a manter-se a taxa de hoje em dia, na América do Norte em 2025 uma em cada duas crianças será autista”.
Seneff demonstrou num recente evento científico a existência de uma correlação notável entre o aumento do uso do herbicida Roundup - com o seu ingrediente activo, glifosato - nas culturas e as crescentes taxas de autismo.
Ficou demonstrado que o glifosato está presente em níveis perigosos no leite materno das mães estado-unidenses. Para além disso, sabe-se que nas crianças autistas se verificam biomarcadores que indicam uma excessiva concentração de glifosato no seu corpo.
Em 1975, uma em cada 5 000 crianças no país norte-americano era autista, enquanto hoje uma em cada 68 crianças sofre desta enfermidade, ao mesmo tempo que o uso de Roundup se tornou obrigatório para a produção de culturas semeadas com sementes geneticamente modificadas pela empresa de biotecnologia Monsanto.
Depois deste pequeno resumo do largo historial de prejuízos provocados por Bayer e Monsanto, ¿poderemos dormir tranquilos enquanto os nossos familiares e nós mesmos consumimos numerosos alimentos (carnes, leites, ovos, milho, soja, etc.) com elementos geneticamente modificados pela Bayer e Monsanto? É inegável que se a negociação das duas empresas se conclui em 2017 será uma desastrosa união diabólica para a humanidade.
*Rebelión publicou este artigo com autorização do autor mediante uma licença de Creative Commons, respeitando a sua liberdade para o publicar em outras fontes.
                

Unidade Popular - Campos

Unidade Popular - Campos
20 min
Está chegando a hora de ir às urnas decidir o futuro administrativo e legislativo dos municípios brasileiros. Em Campos, apesar de haver 6 candidaturas para a Prefeitura, o que acontece de verdade é que a principal polarização se dá entre dois grandes grupos políticos.
A Unidade Popular alerta a população para que não perca de vista as posições desses candidatos a respeito do processo de golpe institucional sofrido pela democracia no último período. Candidatos que defenderam o Golpe e que apoiam a política do Governo Temer, na verdade não defendem a "mudança", mas sim a continuidade de um pacote de maldades, como a elevação do tempo de aposentadoria dos trabalhadores.
Por isso também, é preciso esclarecer que essas candidaturas da "mudança", que coligam ou se associam ao PMDB de Pezão/Dornelles, representam para Campos o projeto das elites e do oportunismo. No Estado, foram responsáveis pela precarização e desvalorização do funcionalismo público estadual, que impôs a trabalhadores, aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro, salários parcelados; além de terem fechado escolas, e colocado as universidades estaduais em um verdadeiro colapso, como é o caso da UENF sob ameça fechar as portas. Foi também esta gestão responsável por dar isenção fiscal para empresas privadas, deixando de arrecadar para os cofres públicos bilhões de reais, que certamente fazem muita falta para a educação e demais setores essenciais.
Defendemos um verdadeiro processo de mudanças para nossa cidade, que se oponha a atual gestão dirigida por Rosinha e Garotinho, que mergulhou nosso município no atraso político-social. Gestão esta que utiliza-se de mecanismos de assistência social como moedas de troca, manipulando a população. Isto é intolerável. No entanto, entendemos que a transformação no quadro político municipal, tem de vir acompanhada do fortalecimento e protagonismo dos setores populares, que infelizmente, não possuem representação em nenhuma das candidaturas para prefeito.
Defendemos durante este processo a campanha "Campos sem Medo de Lutar", onde apresentamos para a população a demanda pela Escola do Campo para Cambayba, o Passe Livre para trabalhadores desempregados e para Universitários; pela Empresa Pública de Transporte; Cota Racial para concurso Público Municipal; fim da tarifa de esgoto no município, segundo critérios sociais; revisão e possível suspensão da concessão da empresa Águas do Paraíba e Estatização da distribuição de água. Estas sim são questões ligadas a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e trabalhadoras de Campos.
Vereadores:
Por isso, indicamos o voto, no âmbito legislativo, aos candidatos e candidatas a vereadores que componham um campo de oposição ao processo de golpe e desmonte do setor público feito pelo PMDB e seus aliados. Defendemos a união das forças e candidaturas que se identificam com as pautas que apresentamos nessa carta, que representam demandas reais da classe trabalhadora campista. Possivelmente aproximam-se destas questões o PT, PDT e PCdoB, em Campos.
Já no âmbito executivo, como já dissemos, nenhuma das candidaturas são alternativas para a população pobre e batalhadora. Só a construção de um programa de unidade que lute pelo poder popular pode garantir o avanço na nossa cidade, dessa forma, não optamos por nenhum dos candidatos a prefeito atualmente colocados e convidamos à todos e todas à assinar a ficha de apoiamento pela legalização da Unidade Popular pelo Socialismo!
30 de Setembro de 2016

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Jorge Figueiredo / Crise: algumas perguntas e respostas

Crise: algumas perguntas e respostas


por Jorge Figueiredo
Pode haver um capitalismo sem crises? 
Não, as crises periódicas, ou crises de conjuntura, são inerentes ao modo de produção capitalista. Trata-se de um assunto já bem estudado pelos mais diversos autores, inclusive Marx.

A presente crise económica é conjuntural? 
Não, a presente crise é estrutural. Ela tem um carácter sistémico.

Já houve outras crises estruturais na história do capitalismo? 
Sim, no passado verificaram-se crises de natureza estrutural, como as de 1880-1890, 1913 e 1929-1939.

O que desencadeia uma crise capitalista de natureza estrutural? 
Em síntese, a crise é desencadeada por uma acumulação excessiva de Capital Fictício, a qual tem origem na queda da taxa de lucro obtida nas actividades produtivas da economia real. A queda da taxa de lucro é provocada basicamente pelo aumento da composição orgânica do capital (rácio capital constante/capital variável).

O que é Capital Fictício? 
Trata-se do capital investido em títulos de crédito, tanto os clássicos (acções, obrigações, debentures, etc) como os modernos inventados recentemente (derivativos de toda espécie, como as CDOs, CDSs, MBSs, etc). O montante do capital fictício ultrapassa em muito o do capital real. VerCapital Fictício

Uma crise estrutural pode ser resolvida rapidamente? 
Não, a saída de uma crise estrutural exige que o capital fictício acumulado seja destruído. A referida destruição não pode ocorrer rapidamente. Enquanto não for realizada haverá um período de estagnação, ou depressão, que pode perdurar por muitos anos.

A estagnação é uma anomalia no modo de produção capitalista? 
Como demonstrou Paul Sweezy, na sua fase monopolista a estagnação é uma característica inerente ao capitalismo. Assim, o que precisa ser explicado é a razão porque há crescimento e não porque há estagnação. VerCapitalismo monopolista, de Paul Baran e Paul Sweezy.

Como se manifesta o Capital Fictício? 
Manifesta-se na acumulação de dívidas por toda a sociedade (bancos, empresas, famílias e governos). A maior parte destas dívidas é impagável.

A destruição de capital fictício já verificada desde 2008 não foi suficiente? 
Ainda não. Após a falência do Lehman Brothers os demais bancos sistémicos foram salvos pelos Estados respectivos através de medidas como as facilidades quantitativas, bail-outs e bail-in (no caso de Chipre). Actualmente há outros bancos "sistémicos" na fila de espera (Deutsche Bank, Commerzbank, Monte Paschi, etc).

Como foi a saída de crises estruturais anteriores do capitalismo? 
A crise iniciada em 1929 só acabou com o início da II Guerra Mundial. Nesse caso verificou-se não só destruição de capital fictício como também de uma quantidade enorme de activos fixos, o que proporcionou um novo ciclo de acumulação. A crise do fim do século XIX acabou sem guerra, após a destruição (que levou dez anos) do capital fictício que fora acumulado.

Quais os desenlaces possíveis de uma crise estrutural? 
Assumindo que não haja guerra nuclear, as principais saídas de uma crise estrutural ao longo do tempo podem ser em V, em L, em W, em raiz quadrada, em raiz ondulante, conforme os gráficos respectivos. Para mais pormenores ver Crises, os desenlaces possíveis.

Pode um país sair individualmente de uma crise estrutural? 
Sim, se tiver forças, lucidez, um governo digno e unidade popular. Para isso será preciso romper com o capital monopolista e financeiro. Isso implica o repúdio da sua dívida externa (pelo menos da parte odiosa), a recuperação da sua soberania monetária, o abandono de organizações imperialistas (UE, FMI, OMC, ...), a emissão de moeda pelo próprio governo (de modo a que este não tenha de ser endividar permanentemente junto a banqueiros privados) e a construção de uma economia que sirva o povo e não o capital financeiro.

Algum país já repudiou a sua dívida externa? 
Sim, há muitos exemplos históricos. Eis alguns: 
  • Em 1776 os Estados Unidos repudiaram a sua dívida para com a Inglaterra. 
  • O México repudiou alguns pagamentos de dívida em 1867, 1914 e 1946. 
  • Em 1870, após a guerra civil, o governo federal dos EUA repudiou dívidas a bancos sulistas. 
  • Em 1898 Cuba repudiou dívidas a bancos espanhóis, consideradas odiosas. 
  • Em 1912 a Turquia ganhou num Tribunal Arbitral o processo referente ao seu repúdio à dívida para com a Rússia czarista. 
  • Em 1918 a Rússia repudiou a dívida czarista, particularmente aquela acumulada com a I Guerra Mundial. 
  • Em 1919 um novo governo da Costa Rica considerou ilegítima a dívida de governos anteriores e consequentemente pediu a sua anulação, o que foi devidamente assegurado num tribunal dos EUA. 
  • Em 1919 o Tratado de Versalhes isentou a Polónia da dívida acumulada para com a Alemanha durante a I Guerra Mundial. 
  • Em 1931 o Brasil anulou grande parte da sua dívida externa após uma auditoria conduzida pelo ministro Osvaldo Aranha. 
  • Na década de 1930 treze outros países latino-americanos repudiaram dívidas que consideraram ilegítimas. 
  • Em 1953 o Acordo de Londres cancelou 51% da dívida da Alemanha acumulada durante a II Guerra Mundial. Foi acordado ali que o serviço da dívida que ultrapassasse 3,5% das receitas de exportação não teria de ser pago. Este cancelamento foi a chave para o crescimento da economia alemã. 
  • Em 1959, a seguir à Revolução, Cuba repudiou a dívida da ditadura de Batista. 
  • O governo pós-apartheid da África do Sul cancelou dívidas da Namíbia e de Moçambique para com o antigo regime racista. 
  • Em 2002, em meio à recessão provocada pelos empréstimos e políticas do FMI, o governo da Argentina anunciou a maior suspensão de pagamentos de dívida da história, no montante de US$80 mil milhões. Durante os anos seguintes a economia argentina cresceu a taxas de 8 a 9% ao ano. 
  • Sob a ocupação dos EUA, a dívida nacional do Iraque (US$125 mil milhões) foi renegociada tendo sida reduzida em mais de 80%.

    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • 1941:Falha "Blitzkrieg"

    Falha "Blitzkrieg"

    No outono de 1941, a Wehrmacht queria forçar a operação "Typhoon" o colapso da União Soviética, por qualquer meio

    Por Martin Seckendorf
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    Imediatamente após a invasão alemã da União Soviética conseguiu uma ascensão rápida, a estratégia dos militares fascistas parecia estar funcionando. Mas por causa da "resistência extraordinariamente difícil" falharam os planos dos nazistas, Moscou cercar antes do inverno e destruir (Panzer Wehrmacht antes de gravar cidade bielorrussa de Slutsk, no final de junho 1941)
    Martin Seckendorf escreveu neste momento última em 20 de maio de 2016 a ocupação fascista de Creta.
    Em janeiro de 1941, Hitler profetizou seus generais, "o mundo" vai "prender a respiração" quando "Barbarossa" começa. Sob este nome tampa do fascismo alemão inaugurado em 22 de junho de 1941 uma pilhagem gigantesca e da guerra conquista contra a União Soviética (veja mundo jovem de 21/06/16) e, portanto, conheceu a "decisão central" da Segunda Guerra Mundial, conforme publicado em Berlim órgão Nazi Journal of Politics chamou o ataque contra a URSS. A liderança fascista estava se preparando para as décadas de "elites" autoritário objectivo prosseguido, a conquista de um Ostimperiums, a "Índia alemão" para implementar sobre a política potência mundial alemão em ação. Além disso, a União Soviética deve ser destruído como uma alternativa ao modelo capitalista da sociedade e como uma base de governo do socialismo mundial.
    Para puxar a Wehrmacht desde o Verão de 1940 sob o nome de cobertura "Aufbau Ost" uma potência militar em tamanho até então desconhecido juntos. Cerca de 150 divisões, incluindo 19 20 divisões blindadas existentes como a ponta de lança do ataque foram fornecidos.
    Em superestimação ilimitada de suas próprias capacidades acreditava que o líder nazista que "Campanha Oriental" será apenas um resumo, uma "blitzkrieg". Em seus olhos, o Exército Vermelho era por causa dos "expurgos stalinistas" e a idéia desastrosa das forças soviéticas na guerra contra a Finlândia em 1939-40 adversário não militar formidável. Em 29 de junho de 1940, Hitler disse em uma entrevista com o chefe do Comando Supremo da Wehrmacht (OKW), Wilhelm Keitel, tendo em vista a demonstrada na influência campanha francesa das forças armadas seria "uma campanha contra a Rússia Soviética ser apenas um jogo sandbox." "As forças armadas russas", disse Hitler em 5 de Dezembro de 1940, em frente dos generais, era "a armadura alemã moderadamente e de pessoal, particularmente na liderança, inferior." Ele avaliou o Exército Vermelho em 09 de janeiro de 1941 como "sem cabeça colossus de barro". Em três mais de quatro meses, a opinião geral na liderança fascista, temos conseguido os objetivos da "campanha". Estes eram na central "Directiva n.º 21 (Operação Barbarossa)," foi consagrado, de 18 de dezembro de 1940. Até o início do inverno 1941-1942 foi o "prostrado em uma campanha rápida" União Soviética e da área a oeste dos Urais e do Cáucaso - as áreas industriais mais importantes e as principais regiões da economia agrícola ea Rohstofförderung da URSS - para ocupar.

    surpresa estratégica

    O ataque foi militarmente inicialmente de acordo com as idéias do "Blitzkrieg". A Wehrmacht rompeu as posições soviéticas, foi capaz de lançar em operações de longo alcance em profundidade e alcançar enormes ganhos territoriais. Na maioria das estacionados na parte ocidental dos aviões soviéticos país foi devastado. Depois de alguns dias, os nazistas conseguiram incluir grandes organizações do Exército Soviético. Centenas de milhares de soldados do Exército Vermelho entrou em cativeiro alemão. Em 28 de junho na capital bielorrussa Minsk foi conquistada.
    A liderança soviética estava obviamente surpreso com o momento do ataque e da força do ataque. O diário de guerra do Comando Supremo da Wehrmacht (OKW) gravou para 22 de junho de no primeiro dia "intensificou-se a impressão de que a surpresa foi bem sucedido em cada etapa."
    Embora a inteligência soviética tinha detectado a aglomeração das tropas alemãs na sua fronteira ocidental. Os nazistas tentaram, mas para enganar a liderança em Moscou sobre a razão. Ele foi comunicada às autoridades soviéticas, a concentração de tropas que servem preparando uma invasão das ilhas britânicas. Ainda mais importante que os fascistas conseguiram a surpresa foi a visão de Joseph Stalin, a terra soviética ameaçado, desde que nenhum risco, como a Alemanha ea Grã-Bretanha em guerra. O tenor básica das avaliações soviéticos era que os alemães não ser tão cegos para começar uma guerra em duas frentes. A correr para a URSS, muitas vezes poucas informações precisas sobre os preparativos de ataque alemães foram predominantemente visto como perturbador de Londres. De acordo com o governo de Moscou, a União Soviética ea Alemanha nazista deve ser aufeinandergehetzt.Como resultado, a precária situação militar a Grã-Bretanha decisivamente melhorada. A desconfiança dos britânicos é compreensível, considerando os níveis de experiência dos líderes soviéticos. Você era apenas más lembranças que, após a Revolução de Outubro de Winston Churchill o slogan passado, o poder soviético "estrangular no berço." O vôo do "vice-líder" Rudolf Hess à Escócia em 10 de maio, também poderia ser interpretado como o início de conversações de alto nível germano-britânica.
    Em maio de 1941, as tropas do Exército Vermelho se aproximou da fronteira ocidental. A liderança política em Moscou ordenou que os generais, o deslocamento das organizações tem que ser tal que os alemães a medida não seria interpretado como mobilização e, portanto, poderia tomar como em 1914 como uma oportunidade para um ataque.

    "Shoot, reassentamento, etc."

    Dado o sucesso nas primeiras semanas após a invasão da União Soviética tornou-se a liderança alemã na incrível euforia da vitória. Hitler e os generais estavam no início de parecer de Julho de 1941, o Exército Vermelho tinha esmagado substancialmente ea campanha vencida militarmente. A União Soviética está quase colapso. O diário de guerra do OKW realizada em 04 de julho de 1941 fixa uma declaração de Hitler. Em seguida, ele disse que a União Soviética tinha de guerra "virtualmente (...) já perdeu." As perdas eram tão altos que eles "não substituir" poderia.
    Depois que os líderes nazistas sentiu que era o momento os "objetivos finais" no Oriente e os países desenvolvidos antes das orientações RAID para o regime de ocupação alemã criada vinculativo. Em 16 de julho, Hitler ordenou que o segundo homem na hierarquia nazista, Hermann Goering, o chefe do OKW, Keitel, o Ministro designado para os Territórios Ocupados do Leste, Alfred Rosenberg, chefe da Chancelaria do Reich, Hans Lammers eo chefe do Partido Chancelaria, Martin Bormann, o "quartel-general do Führer" em Rastenburg, na Prússia Oriental para uma conferência objetivo de guerra (ver o mundo novo de 2011/07/16) Hitler exigiu decisões, a fim de "quebrar o bolo gigante amigável à mão, de modo que controlá-lo, primeiro, segundo, para administrar e em terceiro lugar, para explorá-la." Os territórios conquistados foram "vital" para nós. A partir do Ostimperium "temos um Jardim do Éden para fazer", perguntou ele. Goering, o decisivo para a exploração económica do funcionário URSS, que também deve realizar a transformação colonialista da economia soviética a um mercado fornecedor de matéria-prima pura e vendas para os produtos industriais alemães, exigiu que, em todas as questões de política de ocupação, a "captura" dos géneros alimentícios destinados ao transporte de a Alemanha e a prioridade para o fornecimento dos invasores faria. Hitler apontou, neste contexto, que a Ucrânia para a Alemanha nazista era "a área mais importante para os próximos três anos." A conferência confirmou a desenvolver antes do ataque e desde 22 de Junho linhas de base excessivamente convertidos para terror permanente, para a violência em massa contra todos os "indesejáveis" cidadãos soviéticos "racialmente" e politicamente. O terror deve ser a principal ferramenta dos nazistas para forçar os habitantes da União Soviética para aceitar a ocupação alemã, da exploração económica e de trabalhar para os fascistas. Ele também serviu a dizimação dramática prevista da população soviética ea criação de "zonas de desbaste de desprezo". Sob o pretexto de combatentes partidária deve ser "tiro, reassentamento, etc.", "exterminar tudo contra nós é" como Hitler enfatizou na conferência.
    Enquanto isso empurrou os Wehrmacht, especialmente visando Moscow Central Grupo de Exército, continua antes. As tropas soviéticas sofreram pesadas perdas. Mas em comparação com os requisitos de tempo das Forças Armadas atrasou a resistência violenta dos presos unidades soviéticas as operações alemãs. conseguiu também unidades repetidamente soviéticos para sair das caldeiras, em que o objeto dos nazistas, a "força viva do Exército Vermelho" para destruir tão longe quanto possível, não foi atingida. Os combates nas asas grandes unidades estratégicas, a programada contra o Grupo do Exército Leningrado Norte e do exposto contra Kiev Exército Grupo Sul só veio muito lentamente.
    LPG cooperativa
    No início de agosto, os líderes alemães perceberam que na transferência "Barbarossa" ordenou objetivos, conseguindo uma Linie 400 quilômetros a leste de Moscou entre Arkhangelsk e do Mar Cáspio, e consequentemente o colapso da União Soviética em 1941, já não eram possíveis. Chefe de Gabinete Franz Halder, escreveu em 11 de agosto em seu diário, a elaboração de "cada vez mais claro" de, "o colosso Rússia (...) tem sido subestimada por nós."

    crise de liderança

    A economia inteira guerra, mas foi destinado a uma campanha curta e teve o "soviético capturado" usado como uma constante em suas contas. Atrasos não foram tidos em conta. A falta de matérias-primas necessárias para aumentar a escassez de armadura graves existentes. A falta de alimentos ameaçou undersupply da população alemã para liderar e a "frente interna" suavizar politicamente.
    Neste contexto, foi no topo Nazi às diferenças sérias sobre a direção principal das acções futuras. O Maior do Exército sob Halder queria "vencer a área em torno de Moscou", com "um último esforço". Em ordem para a destruição de fortes organizações soviéticas a leste de Smolensk, o cerco de Moscou e do colapso da União Soviética deve ser alcançado. O OKW e Hitler, apoiado pela indústria alemã, eram da opinião antes de um avanço em Moscou, a conquista de toda a Ucrânia e a um choque em Rostov aos campos de petróleo do Cáucaso devem ser realizadas. Dos quais eles esperavam para resolver todos os problemas económicos e guerra, através da "remoção" deste importante área um enfraquecimento económico mortal da União Soviética. Como o Exército Vermelho tinha contraído forças poderosas neste espaço, pode-se pela sua destruição e as forças soviéticas golpe mortal, o parecer do OKW.
    Esta posição prevaleceu. Dos Grupo Central do Exército duas organizações blindadas e motorizadas grandes foram retirados e colocados no sudeste março. Você deve trazer junto com o Grupo de Exércitos Sul Leste da Ucrânia sob controle alemão. A liderança soviética não esperava essa sucessão de eventos.Eles ainda espera o peso de Moscou.
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    avanço alemão na União Soviética pelo início de Dezembro de 1941 e linhas de frente
    O ataque da Wehrmacht veio em ritmo acelerado em direção Donbass. O Exército Vermelho sofreu enormes perdas novamente. nas batalhas de cerco a leste de Kiev sozinho caiu mais de 650.000 soldados soviéticos em cativeiro. Mas Rostov foi após a ocupação fascista temporária novamente libertado e assim os nazistas o caminho para os campos de petróleo do Cáucaso são colocados. A Wehrmacht sofreu lá, a primeira grande derrota na Segunda Guerra Mundial.

    suposto sucesso

    Devido ao baixo para o curso fascistas da batalha para a Ucrânia decidiu a liderança nazista, novamente agir contra Moscou e não para forçar a decisão guerra. A operação foi dado o nome de cobertura "Typhoon".
    A ofensiva preparado desde setembro 1941 foi "até o início do tempo de inverno", como era chamado no "Transferir no. 35," as associações da Red Army leste de Smolensk "destruir". Em seguida, eles queriam desenvolver o ataque no centro de Moscou e em direção ao sul sobre Tula e para o norte em Kalinin na capital soviética por um movimento de pinça gigante. A capital deve ser tão Leningrado não conquistado, mas incluiu, arrasada pelo poder aéreo e de artilharia para o chão, as pessoas abandonadas à fome ou movidos para a debandada.
    apresentado para a "batalha decisiva" altamente estilizado da campanha liderança nazista da Wehrmacht em uma enorme força. O Grupo Central do Exército, o que deve levar ao choque principal, foi consideravelmente reforçada. Eles decretado para "Tufão" três tanques e três exércitos de campo. No entanto, os alemães tinham perdido em batalhas anteriores não só o tempo, mas também pessoas e material nas ordens de magnitude, que não pôde ser totalmente substituída. Além disso, o aumento do consumo de associações conduzido juntamente com o overextension dos caminhos de comunicação, o crescimento das atividades de guerrilheiros soviéticos e dificuldades após o início das chuvas de outono para suprir os problemas que se desenvolveram em uma crise de abastecimento verdadeira.
    Em 30 de setembro, a operação "Typhoon" começou. Até Moscow havia pouco menos de 400 quilômetros. Os 79 divisões da Wehrmacht quebrou através das linhas soviéticas. Nas batalhas de cerco gigantes várias unidades principais do Exército Vermelho foram destruídas ou seriamente danificadas.Em 18 de outubro, Mozhaysk foi ocupada. Até Moscow havia apenas cerca de 100 quilómetros. Para o país soviético começou os "provavelmente dias mais críticos" da guerra, como Sergey Shtemenko, então, escreveu empregados no Estado-Maior do Exército Vermelho em suas memórias.
    O primeiro sucesso desencadeou os nazistas virar de triunfalismo. Em 3 de outubro, Hitler anunciou no Palácio Berlim Sports, a União Soviética foi "já quebrado e (será) nunca se recuperar." Em 9 de Outubro contou Reichspressechef Otto Dietrich ", a campanha no Oriente é (...) decidido." Que "não há dúvida de que toda a frente soviética é esmagado". O editorial do Observer Popular foi em 10 de outubro, o título: "O fim do bolchevismo militar."

    Diminuindo o poder de combate

    O fim de outubro teve de ser interrompido o ataque. No diário de guerra dos Estados OKW em 17 de outubro, antes da Frente de Defesa Moscou "faz com que o inimigo (...) a resistência extraordinariamente difícil. (...) De acordo com relatórios dos comandantes de unidades, as lutas locais são os mais pesados, que tem a força previamente submetidos ". A mensagem do Grupo Central do Exército em 19 listas de Outubro de outras razões para os atrasos: "As operações (...) continuam a ser significativamente atrasada, exceto por uma forte resistência inimiga (...) pelo clima desfavorável e situação da estrada e os problemas de abastecimento resultante," no final de Outubro decretou a. unidades alemãs apenas cerca de 61 por cento do seu poder de combate.
    Só em 15 de novembro, a ofensiva foi retomada. Embora enfraquecido, os fascistas Moscou chegou perigosamente perto. Algumas unidades foram localizado a apenas 25 quilômetros do centro da capital soviética. Mas a resistência dos guerrilheiros apoiados e a população de soldados do Exército Vermelho aumentou para Moscou a cada passo. comandantes alemães chamado de "a luta em 19 e 20.11. (As) o mais pesado e mais caro desde o início da campanha ". O comandante do 4º Exército, Günther von Kluge, informou o Comando Supremo das superiores Centro de Grupo de Exércitos em 3 de Dezembro, "As perdas sangrentas são colossais. Nestas circunstâncias, eu tive que tomar a decisão de atacar (contra Moscou, MS) para ajustar ".
    Foi decisiva para o resultado da batalha para Moscou, que o equilíbrio do poder mudou significativamente no campo de batalha em favor do Exército Vermelho. As forças soviéticas estavam de acordo com o testemunho do responsável pela defesa de Moscou comandante supremo da Frente Ocidental, Georgy Zhukov, através do longo, luta amarga desde o início da "Typhoon" e assim como as unidades da Wehrmacht enfraqueceu consideravelmente as condições climáticas adversas. Mas ao contrário da Alemanha nazista, a União Soviética foi capaz de contar com bem treinada, equipada para tropas de combate de inverno da reserva do Alto Comando. Estas organizações vieram principalmente do Extremo Oriente.

    últimas reservas

    A difícil decisão de a liderança soviética para jogar as últimas reservas para um transporte expresso mais de 8.000 quilômetros para a batalha de Moscou e, assim, expor os limites do Extremo Oriente contra o agressivo quasi imperialismo japonês, foi facilitada por uma articulação da política japonesa. No entanto, em 4 de Agosto tinha informado os líderes nazistas, Japão, em breve entrar na guerra contra a União Soviética, o adido militar japonesa em Berlim. Em setembro sentou-se em Tóquio por um grupo que se mudou o foco da agressão japonesa no sul e no Oceano Pacífico. O governo soviético tinha essa reorientação, obviamente, reconhecida, as mensagens dos antifascistas alemães e olheiro soviético Richard Sorge, provavelmente, tinha desempenhado um papel significativo. Preocupação anunciou que o Japão ação não seria militar contra a União Soviética, por enquanto.
    Desde o final de novembro as tropas alemãs reunidas as reforços soviéticos. O comandante da posição em Tula ao sul de Moscou 2º Exército Panzer, Heinz Guderian, anunciou em 20/11. Que, antes de seu exército novo, "divisões da Sibéria", que "são combativo e bem treinados", entrou na posição. Em 8 de dezembro, a divisão de espionagem das divisões de infantaria do exército 24, uma divisão de cavalaria e dez divisões blindadas, que surgiram nova frente de Army Center Group relatou.
    Em 5 de dezembro as tropas fascistas em Moscou foram surpreendidos por ataques em grande escala do Exército Vermelho. O OKW em 8 de dezembro com a "transferir no. 39," a "transição para a defesa." Isto foi reconhecido pelas mais altas autoridades que a "blitzkrieg" tinham falhado.
    Demorou muito mais do que três anos de combates pesados ​​e enormes sacrifícios para a Europa foi libertada do fascismo. O ponto de viragem nesta luta em favor da coalizão anti-Hitler tinha aplicada antes Moscow Exército Vermelho.
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    fonte:  Junge Welt

    quarta-feira, 28 de setembro de 2016

    Manlio Dinucci / Luz verde para a bomba

    Luz verde para a bomba

     Manlio Dinucci     26.Sep.16     Outros autores
    A escalada dos EUA em direcção à guerra prossegue e acelera, com a decisão de avançar com o fabrico de novas armas nucleares, boa parte das quais a instalar na Europa. Cada uma dessas bombas terá uma potência média 4 vezes superior à da que arrasou Hiroxima. Mais do que uma modernização das suas antecessoras, representam uma nova arma, que torna mais provável o início de um ataque nuclear. A principal potência imperialista pretende encurralar a humanidade inteira entre a servidão e a aniquilação.

    A nova bomba atómica estado-unidense que deve substituir a B-61, actualmente instalada em Itália e em outros países europeus, acaba de receber a «autorização oficial» da National Nuclear Security Administration (NNSA), o organismo do Departamento de Energia dos EUA encarregado de «reforçar a segurança nacional através da aplicação da ciência nuclear no sector militar».
    Ao cabo de 4 anos de projectos e experimentação, a NNSA dá luz verde à fase de “engenheirização” que prepara a produção em serie da nova bomba atómica estado-unidense, denominada B61-12. Os numerosos componentes do novo artefacto são projectados e submetidos a ensaio nos laboratórios de Los Alamos e Albuquerque (Novo México) e de Livermore (Califórnia), e são fabricados (utilizando partes da B61, ou seja do modelo anterior) em diversas instalações dos Estados de Missouri, Texas, Carolina do Sul e Tennessee. Depois á adicionada a parte da cauda e o sistema de guia de precisão, fabricado pela Boeing.
    As novas bombas atómicas estado-unidenses B61-12, cujo custo se calcula em 8 000 e 12 000 milhões de dólares para fabricar entre 400 e 500 bombas, começarão a fabricar-se em série durante o ano fiscal de 2020, que se inicia no 1º de Outubro de 2019. E substituirão então as actuais B-61. 
    Segundo as estimativas da Federação de Cientistas estado-unidense (FAS, sigla em inglês), os EUA têm actualmente 70 bombas atómicas B61 em Itália (50 na base de Aviano e outras 20 na de Ghedi Torre), 50 mais na Turquia e outras 60 na Alemanha, na Bélgica e nos Países Baixos (20 em cada um destes Estados), o que representaria um total de 180 bombas atómicas estado-unidenses instaladas na Europa.
    Mas ninguém sabe exactamente quantas há na realidade. Em Itália, a base de Aviano dispõe de 18 búnqueres com capacidade para armazenar mais de 70 dessas bombas. E tanto em Aviano como na base de Ghedi foram realizados importantes trabalhos de alteração, como pode ver-se nas fotos de satélite publicadas pela FAS. Preparativos similares estão em andamento nas demais bases da Europa e Turquia.
    A NNSA confirma oficialmente que a bomba nuclear B61-12, definida como «um elemento fundamental da tríade nuclear dos EUA» [1] substituirá as actuais B61-3, B61-4 e B61-10. Com isso confirma o que já tínhamos anteriormente documentado.
    A B61-12 não é somente uma versão modernizada da sua predecessora. É uma nova arma: dispõe de uma cabeça nuclear com 4 opções diferentes de potência seleccionáveis; com uma potência media equivalente a 4 bombas como a utilizada contra Hiroxima; inclui um sistema de guia que permite lança-la sem ter que sobrevoar o objectivo; é capaz de penetrar no solo para destruir os búnqueres dos postos de comando num ataque de surpresa. Em resumo, as novas bombas atómicas que os EUA se dispõem a instalar em Itália e em outros Estados de Europa – no quadro da sua escalada contra a Rússia – são novas armas que tornam mais provável o inicio de um ataque nuclear.
    31st Fighter Wing, ou seja a esquadrilha de caças-bombardeiros estado-unidenses F-16 instalada na base de Aviano (Itália), mantém-se 24 horas do dia em disposição operacional para iniciar um ataque nuclear. E, como o documentou a FAS, pilotos italianos também treinam para realizar ataques nucleares, sob as ordens dos EUA, a bordo dos caças-bombardeiros Tornado localizados na base de Ghedi, na expectativa de que a força aérea italiana receba os F-35 que – segundo anuncia a força aérea dos EUA – estão concebidos para transportar a nova bomba atómica B61-12. 
    Nos EUA, a primeira esquadrilha de F-35, com sede na base de Hill (Estado de Utah), já foi oficialmente declarada «combat ready» (pronta para combate). A US Air Force diz que ainda não tem previsto quando poderá essa esquadrilha de F-35 ser declarada «combat proven» (com experiência de combate), mas afirma que é «provável o seu destacamento [fora de EEUU] em princípios de 2017».
    A ministra [italiana] da Defesa, Roberta Pinotti, espera que essa esquadrilha seja instalada em Itália, já «escolhida» pelos EUA para a instalação do MUOS [2] que «outras nações teriam desejado».
    Com as novas bombas nucleares estado-unidenses B61-12 instaladas em território italiano, mais os F-35 e o MUOS, o que é seguro é que o país atacado terá a Itália como alvo prioritário das represálias nucleares.
    ________________
    Notas
    [1] Referencia ao armamento nuclear das forças terrestres, navais e aéreas dos EUA. Nota da Rede Voltaire.
    [2] O MUOS, sigla de Mobile User Objective System é um sistema estado-unidense de comunicação militar via satélite destinado a garantir a direcção das operações das tropas dos EUA através do mundo. Para mais informação sobre o MUOS ver «“Seguridad” garantizada por Lockheed Martin», por Manlio Dinucci, Red Voltaire, 26 de Julho de 2013.
    Il Manifesto / Red Voltaire
                    

    Estrela gerando um enorme planeta como Netuno?

    TERÇA-FEIRA, 27 DE SETEMBRO DE 2016

    Uma estrela próxima de nós está gerando um enorme planeta gelado

    A TW Hydrae vista pelo ALMA – os anéis escuros são considerados locais de formação planetária e o anel escuro externo é a possível localização de um exoplaneta bebê, parecido com Urano ou Netuno.

    Uma jovem estrela parecida com o Sol, TW Hydrae, está mostrando sinais de que um enorme exoplaneta está se formando dentro de seu disco protoplanetário. TW Hydrae é uma espécie de celebridade em círculos protoplanetários. Com 10 milhões de anos de idade, acredita-se que a estrela é semelhante ao nosso sol quando era jovem e, à medida que as nossas técnicas observacionais têm melhorado, os astrônomos foram hipnotizados pelo disco protoplanetário da estrela, que contém vários anéis que podem ser indicativos de planetas prestes a nascer.  Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que é provável que um pequeno exoplaneta esteja nascendo muito perto da estrela, levando a especulações de que este poderia ser o local de nascimento de um exoplaneta parecido com a Terra. Agora, os astrônomos usaram dados do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), localizado no alto no deserto de Atacama, no Chile, para acrescentar outra camada de provas mostrando que o anel externo proeminente da estrela pode conter um exoplaneta gigante e gelado em suas primeiras fases de nascimento.

    Vizinho perfeito
    O ALMA, um interferômetro composto por 66 antenas de rádio, pode observar o sistema de TW Hydrae com uma precisão surpreendente. Durante seus estudos do disco protoplanetário da estrela, astrônomos conseguiram usá-lo como uma espécie de “placa de petri” protoplanetária devido à sua proximidade com a Terra (a uma distância de apenas 175 anos-luz) e seu alinhamento fortuito. O disco é quase perfeitamente na nossa frente, permitindo aos astrônomos estudarem o nascimento planetário em ação. Ao estudar dois comprimentos de onda de emissões de rádio diferentes da poeira quente no disco da TW Hydrae, diferentes tamanhos de partículas de poeira podem ser analisados.

    De acordo com modelos teóricos do disco protoplanetário, se um exoplaneta bebê estiver presente, os anéis escuros incorporados no interior do disco brilhante deverá conter partículas de pó de menor dimensão do que o resto do disco. Como esperado, em pesquisas realizadas por Takashi Tsukagoshi e sua equipe na Universidade de Ibaraki, no Japão, o vácuo mais proeminente, localizado a cerca de 22 UA (22 vezes a distância entre a Terra e o Sol), contém poucas partículas grandes e é cheio de partículas de poeira menores.

    Lugar de honra
    De acordo com os modelos dos cientistas, se um planeta estiver se formando dentro deste anel escuro, processos de fricção estão fazendo com que partículas de poeira maiores sejam forçadas para fora do anel à medida que o exoplaneta bebê orbita a estrela. Partículas de poeira menores, no entanto, permanecem inalteradas e preenchem o anel escuro. Com esta informação, os pesquisadores conseguiram calcular a massa e a composição do provável do planeta. De acordo com seus cálculos, esta estrela parecida com o Sol está no processo de formar um exoplaneta gigante de gelo, semelhante a Urano ou Netuno.

    “Combinado com o tamanho órbita e o brilho da TW Hydrae, o planeta seria um planeta gigante de gelo”, afirmou Tsukagoshi. Ao estudar este sistema de estrelas muito jovens, os astrônomos não só têm um assento na primeira fila das complexidades da formação planetária, eles estão olhando para o passado, quando o nosso sol era jovem, e vendo como alguns dos maiores planetas do nosso sistema solar provavelmente se formaram.
    FONTE: HYPESCIENCE.COM