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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Campos dos Goytacazes :Alunos e docentes da Uenf fecham BR 101 e realizam panfletagem


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ururau informa: manifestação de estudantes e professores da UENF fecha a BR-101

Alunos e docentes da Uenf fecham BR 101 e realizam panfletagem
 
Vagner Basilio/Arquivo/ Trânsito está seguindo no sistema pare e siga. Há engarrafamento no local

Alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) Darcy Ribeiro, com apoio dos docentes da instituição, estão realizando uma manifestação neste momento na BR 101, na altura do Km 62, em Campos, nas proximidades do Instituto Federal Fluminense (IFF/Guarus).

Com apitos, faixas e cartazes, os estudantes fecharam a rodovia e também a rua paralela a BR para entrega de panfletos.
Embora os manifestantes estejam realizando o movimento de forma que o trânsito flua no sistema pare e siga, há engarrafamento no local devido ao grande fluxo de caminhões que se encontram na rodovia.

Mais informações em instantes.


FONTE: http://www.ururau.com.br/cidades44098_Alunos-e-docentes-da-Uenf-fecham-BR-101-e-realizam-panfletagem

Campos dos Goytacazes:Rodoviários continuam os protestos

Rodoviários continuam os protestos

Patrícia Barreto
Fotos: Diego Correia
Rodoviários chegaram nesta manhã em passeata em frente à sede da Prefeitura. Antes, sob a Ponte Leonel Brizola, dois ônibus da empresa Brasil tiveram os pneus furados por manifestantes. Eles alegam que as linhas intermunicipais estão cobrando passagem social em trechos urbanos. Um dos coletivos transportava 40 passageiros, vindo de Cambuci para a cidade. Todos tiveram que descer. Segundo os rodoviários, o ônibus embarcou passageiros em Morro do Coco. A empresa negou.
Funcionários da Prefeitura não conseguem entrar para trabalhar. A Polícia Militar chegou ao local e foi recebida com vaias por alguns manifestantes. A polícia ameaça prender manifestantes por estarem impedindo o direito de ir e vir dos servidores.
Atualização:
Servidores da saúde pública se juntaram aos rodoviários na manifestação em frente à Prefeitura. Eles reivindicam o mesmo aumento salarial que os médicos tiveram em março. Os dois grupos fecharam a avenida Nilo Peçanha nos dois sentidos.
O secretário de Comunicação Social, Mauro Silva, sugeriu que uma comissão fosse formada para discutir as manifestações na Prefeitura. Os manifestantes não aceitaram e querem falar com a prefeita. Segundo a assessoria, ela não está na sede da Prefeitura.
Os servidores da área de saúde deixaram o local pouco depois das 11h. A avenida Nilo Peçanha foi liberada nos dois sentidos.
Representantes das empresas de ônibus e lideranças sindicais entraram pouco antes de meio-dia na Prefeitura para reunião com autoridades municipais. A imprensa acompanha.
Na reunião, secretários solicitaram que 30% da frota retorne, mas a proposta não foi aceita, sob alegação de insegurança. A PM informou que no dia da liminar viaturas estavam nas garagens das empresas para garantir a segurança, mas os grevistas argumentam que não haverá uma viatura para cada coletivo e, portanto, o clima de insegurança se manteria. 
Foi solicitado um prazo de sete dias ao sindicato para conservar com os empresários e ministério do Trabalho, onde poderá ser firmado um TAC para o cumprimento das reivindicações da categoria. 
A reunião na Prefeitura foi encerrada às 13h15. Os grevistas retornam ao sindicato e nova reunião acontece às 15h30.
30/04/2014 09:32 - Última atualização: 30/04/2014 13:20

Por que Odessa levanta-se em protesto?


30.04.2014
 
Por que Odessa levanta-se em protesto?. 20246.jpeg
O povo das regiões de Donetsk e Lugansk[1] ocupou prédios do governo golpista de Kiev, armou-se e declarou sua independência da Ucrânia.[2] Estão combatendo contra o regime de Kiev. A atenção do mundo está focada no que acontece ali. Mas há outros pontos em efervescência na Ucrânia. 

Diferente do Donbass, a região de Odessa não tem fronteira com a Rússia e não há ali qualquer porto de ancoragem da Frota Russa no Mar Negro. Mas o povo de Odessa está nas ruas, com bandeiras russas; e manifestou o desejo de separar-se da Ucrânia.

Em tempos antigos, a região foi habitada por gregos, as áreas povoadas concentravam-se ao longo dos rios Dnieper, Buh Sul e Dniester, que correm diretamente para o Mar Negro. Houve outras colônias: as antigas cidades gregas de Tyras, Olbia e Nikonia comerciavam com os cíntios e os cimérios.

Governantes sucessivos, na Idade Média, incluíram Nogai Ulus do Khanato da Horda Dourada[3] e muitos outros.

Durante o reinado do Khan Haci I Giray da Crimeia (1441-1466), o Khanato foi ameaçado pela Horda Dourada e o Império Otomano, e, à procura de aliados, o Khan aceitou ceder a área à Lituânia. Onde hoje está a cidade de Odessa era então uma cidade chamada Khadjibey (também chamada Kocibey, em inglês). Era parte da região de Dykra. Mas a maior parte da área, nesse período, permaneceu desabitada. Em  1765, os otomanos reconstruíram uma fortaleza em Khadjibey (Hocabey), que recebeu o nome de Yeni Dünya. Hocabey foi um centro sanjak [administrativo] da província de Silistre.

Durante a guerra Rússia-Império Otomano, uma pequena força russa, comandada pelo espanhol Grand Don José de Ribas y Boyonswas capturou a fortaleza e manteve-a, como local sinistro, por mais quatro anos. Então, Ribas recebeu ordens para construir uma cidade e um porto para acolher uma flotilha de galeras que ficariam sob seu comando. O comércio cresceu muito. François Sainte de Wollant, engenheiro de Brabante, foi responsável pela construção.

De Ribas foi o primeiro prefeito de Odessa. A cidade realmente prosperou sob o governo de Armand-Emmanuel du Plessis, Duque de Richelieu e herdeiro do legendário cardeal francês. Durante 12 anos de seu governo, a população quadruplicou, e a cidade tornou-se o coração da região de Novorossiysk [Nova Rússia]. Um teatro, uma tipografia e um instituto [de educação] foram construídos. Adiante, Richelieu voltou à França, onde foi ministro de Relações Estrangeiras e primeiro-ministro (duas vezes).

Os primeiros colonos na cidade de Odessa foram gregos, italianos, albaneses e armênios. Ao final do século 19, havia 49% de russos na população, mas via-se gente de todas as nacionalidades e de todos os países do mundo. Em 1912, a população chegou a meio milhão, e a cidade tornou-se a quarta maior do Império Russo, depois de Moscou, São Petersburgo e Varsóvia.

A Revolução de 1917 a fez mudar de mãos. Os comerciantes cosmopolitas da cidade foram indiferentes à força de ocupação de Brancos, Vermelhos e britânico-francesa. E sempre trataram com desrespeito as autoridades ucranianas lideradas por Michael Grushevsky (Mykhailo Hrushevsky), Symon Petliura e Pavel (Pavlo) Skoropadskyi. Não acreditavam que aquela gente fosse capaz de criar estado viável. Eram tratados como ocupantes, pela população falante de russo, de Odessa.

No início da 2ª Guerra Mundial, a cidade era habitada por russos (39,2 %), judeus (36,9 %), ucranianos (17,7 %) e poloneses (2,4 %). Parte da população deixou a cidade quando da ofensiva alemã e romena, 250 mil permaneceram, cercados pelo inimigo. Depois que o Exército Vermelho deixou a cidade, enfrentaram vida muito difícil sob ocupação. 80-90% desses que permaneceram eram judeus, e quase todos morreram nas mãos de soldados nazistas e romenos, e de nacionalistas ucranianos. Guetos e campos de concentração deram poucas chances de sobrevivência à vítimas do holocausto de judeus.

Nos anos 1980s, os judeus tiveram chance de partir para Israel. Depois, a independência da Ucrânia levou a drástica redução nos padrões de vida. A população de judeus caiu drasticamente. Apesar disso, a comunidade de judeus continuou a ser a mais numerosa e a mais influente.

O golpe em Kiev de fevereiro de 2014 teve pouco apoio dos comerciantes. Os governantes em Kiev são, na maioria, partidários do nacionalismo integralista ucraniano que surgiu nos anos 1920-30s como um misto de fascismo italiano e nacional-socialismo alemão com características ucranianas. O governo 'provisório' da Ucrânia traz à frente personalidades odiosas, que abertamente pregam ideologia nazista. Por exemplo, Andriy Parubiy, chefe do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, o qual, no início dos anos 1990s, tentou registrar um partido político nazista. Naquele momento, o Ministério da Justiça recusou-lhe o registro, porque o partido tinha, incluído no nome, a expressão "nacional-socialismo".

Parubiy inverteu a ordem das palavras, e passou a presidir a organização Social-nacionalista; e o programa do grupo continuou carregado de xenofobia e racismo. Pouco adiante, o grupo converteu-se em Partido Svoboda. Hoje é liderado pelo muito bem conhecido antissemita e xenófobo Oleh Tyahnybok. O Svoboda meteu uns poucos membros no governo de Yatsenyuk.

O Setor Direita foi a principal força por trás do golpe. É um conglomerado de grupos de orientação nazista, com Trizub como chefe. Defende a pureza da raça branca e prega expurgos como os do tempo de Hitler. O Setor Direita inclui também os "Patriotas da Ucrânia" criado por Parubiy como organização da juventude social-nacionalista. Os "Patriotas" formaram a massa que gerou a Assembleia Social-nacionalista em 2008. A primeira coisa que a Assembleia fez foi anunciar guerra contra outras raças, planos para converter a Ucrânia em estado nuclear, e a dominação global como meta. Segundo o programa dessa Assembleia, minorias têm de ser ou assimiladas ou exiladas.

Muitos dos que vivem em Odessa perderam familiares durante o holocausto de judeus; a perspectiva de virem a ser governados por gente do governo de Kiev é, para eles, inadmissível. Policiais ucranianos nunca trataram os judeus melhor do que os alemães os trataram; e pregam a ideologia nacionalista que praticamente se tornou ideologia de estado na Ucrânia contemporânea. O slogan de Maidan, "Longa vida à Ucrânia. Glória aos heróis!" e nada mais nada menos que a palavra-de-ordem da Organização dos Nacionalistas Ucranianos Banderistas, seguidores de Stepan Bandera, agente daAbwehr que jurou lealdade a Hitler. Bandera e Roman Shukhevych, capitão daWehrmacht, vice-comandante da força punitiva, são os heróis deles.

Em nenhum caso, em nenhuma hipótese, esse governo será aceitável para o povo de Odessa, que sempre lhe fará oposição. Tentar ver aí alguma 'mão de Moscou' é perda de tempo. A razão para o que o povo de Odessa sente e faz está na própria história da cidade. *****

 


Ucrânia?/A Humanidade na beira do abismo

A Humanidade na beira do abismo

Miguel Urbano Rodrigues
30.Abr.14 :: Colaboradores
Do imperialismo norte-americano pode-se sempre esperar o pior. O desenvolvimento e o desfecho da explosiva situação criada na Ucrânia são imprevisíveis. Mas a força mais poderosa capaz de impedir uma guerra apocalíptica é a luta dos povos em defesa da Paz.


A Humanidade está a ser empurrada para a beira do abismo. Desde a chamada crise dos misseis em l962 nunca foi tão transparente o perigo de uma guerra que poderia levar à sua destruição.
A responsabilidade cabe ao imperialismo e prioritariamente ao sistema de poder dos Estados Unidos, a potência que o hegemoniza, aspirando à dominação planetária.
O foco da crise localiza-se hoje na Ucrânia.
Partidos e organizações neofascistas instalaram-se no poder em Kiev com o apoio e o aplauso de Washington e da maioria dos governos da União Europeia. Após os acontecimento da Crimeia, a campanha contra a Rússia intensificou-se, assumindo uma amplitude extraordinária. Sucessivos pacotes de sanções, aprovados pelo presidente Obama e pelos seus aliados europeus, atingiram aquele país, acusado de crimes que não cometeu e de mirabolantes projetos agressivos. São, aliás sanções inéditas que visam personalidades e empresas, tão absurdas que Putin as qualificou de «repugnantes».
Na ofensiva em curso, Obama e aliados repetem diariamente que é preciso «travar a Rússia» porque ela se prepara para invadir a Ucrânia e anexar as suas províncias do Leste, maioritariamente russófonas, que exigem uma maior autonomia. Mas não apresentam provas dessas supostas intenções.
Um gigantesco coro desinformativo, montado pelos grandes media internacionais, funciona como complemento da campanha anti russa. Cadeias de televisão, jornais e rádios do Ocidente fazem a apologia dos «governantes democratas de Kiev» e apresentam como bandoleiros e terroristas os grupos armados que não lhe reconhecem legitimidade.
Cabe lembrar que o Parlamento de Kiev exibe com despudor a sua simpatria pelo fascismo, debatendo um projeto que suprime o feriado do 9 de Maio, comemorativo do «Dia da Vitória» que assinalou o final da II Guerra Mundial após a tomada de Berlim pelo Exército Vermelho.
Neste contexto explosivo, a NATO reforçou já o seu dispositivo militar na Polónia e enviou para ali aviões de combate.
O atentado contra o presidente da Câmara Municipal de Kharkov, favorável à autonomia das províncias russofonas, inseriu-se na serie de ações terroristas promovidas por bandos de arruaceiros, armados e financiados por organizações ocidentais.
Michel Chossudovsky (odiario.info,22.04.14) revelou pormenores chocantes da intervenção militar indireta dos EUA no sudeste ucraniano. Segundo ele, uns 150 mercenários norte-americanos da empresa dita de «segurança» Greystone LTDA, com sede em Barbados, semeiam a violência no território, com o objetivo de semear o caos. Sergei Lavrov,o ministro dos Estrangeiros da Rússia, confirmou a informação.
Os governos da Polónia e das repúblicas bálticas lançam achas na fogueira, empenhados em empurrar os EUA para um choque frontal com a Rússia.
Não é de estranhar que a extrema-direita europeia acompanhe com entusiasmo o agravamento da crise. Segundo as ultimas sondagens, os partidos neofascistas da França, da Inglaterra, da Holanda, da Áustria, da Suécia, da Itália e da Bélgica serão beneficiados nas próximas eleições para o Parlamento Europeu pela atmosfera de violência que envolve a crise ucraniana. O secretário-geral cessante da NATO, cão de guarda do imperialismo, aprofundou o seu discurso bélico.
Nunca desde 1962, repito, o perigo de uma guerra, que seria uma tragédia para a Humanidade, foi tão real.
A angústia das populações russófonas do sudeste ucraniano é compreensível. Mas os seus apelos à solidariedade da Rússia não ajudam a resolver a crise. Pelo contrário.
Não creio também que seja positivo o alarmismo de prestigiados intelectuais anti-imperialistas - James Petras e Paul Craig são dois exemplos - que admitem já a iminência de uma terceira guerra mundial, com recurso eventual a armas nucleares.
Do imperialismo norte-americano pode-se sempre esperar o pior. O desenvolvimento e o desfecho da explosiva situação criada na Ucrânia são imprevisíveis. Mas a força mais poderosa capaz de impedir uma guerra apocalíptica é a luta dos povos em defesa da Paz.
Somente milhões de homens e mulheres tomando as ruas em dezenas de países para condenar a guerra podem contribuir decisivamente para conter a loucura imperialista.
Tomar consciência dessa realidade é muito difícil. Esbarra com tremendos obstáculos. Mas é uma exigência de defesa da Humanidade.
Vila Nova de Gaia, 1 de Maio de 2014

terça-feira, 29 de abril de 2014

Venezuela,as mãos sujas do NED

As mãos sujas do NED na Venezuela


por Eva Golinger [*]
.O protestos anti governamentais na Venezuela que buscar uma mudança de regime foram conduzidos por vários indivíduos e organizações com laços estreitos ao governo estado-unidense. Leopoldo Lopez e Maria Corina Machado – dois dos líderes públicos por trás das violências que começaram em Fevereiro – têm longos historiais como colaboradores, beneficiários e agentes de Washington. O National Endowment for Democracy (NED) e a US Agency for International Development (USAID) canalizaram financiamentos de muitos milhões de dólares para os partidos políticos de Lopez, Primero Justicia e Voluntad Popular, e para a ONG de Machado, Sumate, e suas campanhas eleitorais.

Estas agências de Washington também despejaram mais de US$14 milhões para grupos da oposição na Venezuela entre 2013 e 2014 , incluindo financiamento para suas campanhas políticasem 2013 e para os actuais protestos anti-governo em 2014. Isto é a continuação do padrão de financiamento do governo dos EUA a grupos anti-Chavez na Venezuela desde 2001, quando foram dados milhões de dólares a organizações da chamada "sociedade civil" para executar um golpe de estado contra o Presidente Chavez em Abril de 2002. Dias após o seu fracasso, a USAID abriu em Caracas um Office of Transition Initiatives (OTI) para, juntamente com o NED, injectar mais de US$100 milhões em esforços para minar o governo Chavez e reforçar a oposição durante os oito anos seguintes.

No princípio de 2011, depois de serem publicamente reveladas suas graves violações da lei e soberania venezuelana, o OTI fechou as portas na Venezuela e as operações da USAID foram transferidas para seus escritórios nos EUA. O fluxo de dinheiro para grupos anti-governo não cessou, apesar da aprovação pela Assembleia Nacional da Venezuela da Lei de defesa da soberania política e auto-determinação nacional , no fim de 2010, a qual proíbe sem rodeios o financiamento estrangeiro de grupos políticos no país. Agências estado-unidense em grupos venezuelanos que recebem o seu dinheiro continuam a violar a lei com impunidade. Nos Orçamentos para operações no estrangeiro da administração Obama, foram incluídos entre US$5 e 6 milhões para financiar grupos da oposição na Venezuela através da USAID desde 2012.

O NED, uma "fundação" criada pelo Congresso em 1983 para basicamente fazer abertamente o trabalho da CIA , foi um dos principais financiadores da desestabilização na Venezuela durante toda a administração Chavez e agoa contra o Presidente Nicolas Maduro. Segundo o relatório anual 2013 do NED, a agência canalizou mais de US$2,3 milhões para grupos e projectos da oposição venezuelana. Nesse número incluem-se US$1.787.300 que foram directamente para grupos anti-governo dentro da Venezuela, enquanto outros US$590.000 foram distribuídos a organizações regionais que financiam e trabalham com a oposição venezuelana. Mais de US$300.000 foram destinados a esforços para desenvolver uma nova geração de líderes jovens a oporem-se politicamente ao governo Maduro.

Oscar Garcia Mendoza.Um dos grupos financiados pelo NED para trabalhar especificamente com a juventude é o FORMA (http://www.forma.org.ve ), uma organização liderada por Cesar Briceño e ligada ao banqueiro venezuelano Oscar Garcia Mendoza. Garcia Mendoza dirige o Banco Venezolano de Credito, que serviu para infiltrar o fluxo de dólares do NED e da USAID a grupos de oposição na Venezuela, incluindo Sumate, CEDICE, Sin Mordaza, Observatorio Venezolano de Prisiones e FORMA, dentre outros.

Outra parte significativa dos fundos do NED na Venezuela foi dada entre 2013 e 2014 a grupos e iniciativas que actuam nos media e dirigem a campanha para desacreditar o governo do Presidente Maduro. Algumas das organizações mais activas nos media visivelmente opostas a Maduro e que recebem financiamento do NED incluem Espacio Publico, Instituto Prensa y Sociedad (IPYS), Sin Mordaza e GALI . Ao longo do ano passado, foi travada uma guerra sem precedentes nos media contra o governo venezuelano e directamente contra o Presidente Maduro, o qual intensificou-se durante os últimos meses de protestos.

Em violação directa da lei venezuelana, o NED financiou também a coligação opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), através do International Republican Institute (IRI) estado-unidense, com US$100.000 para "partilhar lições aprendidas com [grupos anti-governo] na Nicarágua, Argentina e Bolívia ... e permitir a adopção da experiência venezuelana nestes países". Em relação a esta iniciativa, o relatório anual 2013 do NED declara especificamente o seu objectivo: "Desenvolver a capacidade de actores políticos e da sociedade civil da Nicarágua, Argentina e Bolívia para trabalhar sobre agendas baseadas em questões nacionais para os seus respectivos países utilizando lições aprendidas e as melhores práticas com êxito das contrapartes venezuelanas. O Instituto facilitará uma troca de experiências entre a Mesa Redonda Venezuelana de Unidade Democrática e contrapartes na Bolívia, Nicarágua e Argentina. O IRI juntará estes actores através de uma série de actividades sob medida que permitirão a adaptação da experiência venezuelana a estes países".

O IRI ajudou a construir os partidos de direita Primero Justicia e Voluntad Popular, e actuou com a coligação anti-governamental na Venezuela desde antes do golpe de estado de 2002 contra Chavez. De facto, o presidente do IRI naquele tempo, George Folsom, aplaudiu o golpe sem rodeios e celebrou o papel do IRI num comunicado de imprensa afirmando: "O Instituto serviu como uma ponte entre partidos políticos da nação e todos os grupos da sociedade civil para ajudar venezuelanos a forjarem um novo futuro democrático..."

Pormenorizado num relatório publicado pelo instituto espanhol FRIDE em 2010, as agências internacionais que financiam a oposição venezuelana violam leis de controle de divisas a fim de entregar seus dólares aos receptores. Também confirmado no relatório do FRIDE estava o facto de que a maioria das agências internacionais, com a excepção da Comissão Europeia, estão a trazer dinheiro estrangeiro e a cambiá-lo no mercado negro, em violação clara da lei venezuelana. Em alguns casos, como analisam os relatórios do FRIDE, as agências abrem contas bancárias no exterior para grupos venezuelano ou entregam-lhe o dinheiro em cash. A Embaixada dos EUA em Caracas também pode utilizar a mala diplomática para trazer grandes quantidades de dólares e euros para dentro do país que posteriormente são entregues ilegalmente a grupos anti-governo na Venezuela.

Fica claro que o governo dos EUA continua a alimentar esforços para desestabilizar a Venezuela numa clara violação da lei. Medidas legais mais fortes e de imposição podem ser necessárias para assegurar a soberania e a defesa da democracia da Venezuela. 
23/Abril/2014

[*] Jurista.

O original encontra-se em www.chavezcode.com/2014/04/the-dirty-hand-of-national-endowment.html 


Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Campos-RJ/Levando cartazes e um caixão rosa, cerca de 150 rodoviários se manifestaram hoje

protestos de hoje em Campos somam 45 em 2014

Levando cartazes e um caixão rosa, cerca de 150 rodoviários se manifestaram hoje em frente ao Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (INTT, antiga Emut), de onde seguiram em passeata pelas ruas centrais até a Câmara Municipal (foto de Genilson Pessanha - Folha da Manhã)
Levando cartazes e um caixão rosa, cerca de 150 rodoviários se manifestaram hoje em frente ao Instituto Municipal de Transporte e Trânsito (INTT, antiga Emut), de onde seguiram em passeata pelas ruas centrais até a Câmara Municipal (foto de Genilson Pessanha – Folha da Manhã)

Na manhã de hoje, além da reunião de alunos na reitoria da Uenf, reivindicando auxílio-moradia, algumas estudantes fizeram topless em defesa dos direitos da mulher (foto da leitora  Juli Viana)
Na manhã de hoje, além da reunião de alunos na reitoria da Uenf, reivindicando auxílio-moradia, algumas estudantes fizeram topless em defesa dos direitos da mulher (foto da leitora Juli Viana)

Ao que parece, a rede governista criada no WhatsApp para utilizar os supervisores municipais (todos indicados ao cargo de DAS 7) e tentar evitar os protestos de rua de Campos, pela cobrança de serviços públicos, não tem surtido o efeito desejado. Desde a última postagem do blog sobre o assunto, feita aqui, no último dia 17, contabilizando com imagens as 38 manifestações populares até então registradas no município em 2014, nem o feriadão da semana santa impediu que, de lá para cá, mais sete protestos de rua tenham eclodido neste viridente plaino goitacá, chegando ao total de 45 só neste ano.
Só hoje, foram mais duas manifestações: dos alunos da Uenf no prédio da reitoria da universidade estadual, com direito a topless de algumas estudantes, em defesa aos direitos da mulher; e dos rodoviários que saíram em passeata pelas ruas do centro da cidade, carregando um caixão rosa em alusão à prefeita Rosinha Garotinho (PR) e deixando o maior município fluminense sem ônibus pelo terceiro dia seguido, a despeito de uma decisão judicial que determinava seu retorno ao trabalho. E tanto um quanto o outro movimento anunciaram a intenção de fechar a BR 101: os estudantes e grevistas da Uenf, na próxima quarta (30/04); enquanto os rodoviários planejam fazê-lo já amanhã de manhã.
    Fonte: Folha da Manhã

O aproximar da guerra


por Paul Craig Roberts [*]
O regime Obama, revolvendo-se no orgulho e na arrogância, escalou desenfreadamente a crise ucraniana numa crise com a Rússia. Deliberadamente ou por estupidez, as mentiras propagandísticas de Washington estão a conduzir a crise a uma guerra. Relutante em ouvir mais ameaças sem sentido vindas de Washington, Moscovo já não aceita chamadas telefónicas de Obama e de altos responsáveis estado-unidenses.

A crise na Ucrânia foi origida pelo derrube por Washington do governo democrático eleito e sua substituição pelos seus sequazes escolhidos a dedo. Os sequazes trataram de actuar por palavras e acções contra as populações nos antigos territórios russos que líderes do Partido Comunista Soviético haviam anexado à Ucrânia. A consequência desta política louca é a agitação por parte das populações que falam russo para retornarem à Rússia. A Crimeia já se reincorporou à Rússia e a Ucrânia oriental e outras partes do sul da Ucrânia provavelmente se seguirão.

Ao invés de perceber o seu erro, o regime Obama encorajou seus sequazes instalados em Kiev a usarem violência contra aqueles nas áreas que falam russo, os quais estão a agitar-se por referendos de modo a poderem votar o seu retorno à Rússia. O regime Obama encorajou a violência apesar da declaração clara do Presidente Putin de que os militares russos não ocuparão a Ucrânia a menos que seja utilizada violência contra os manifestantes.

Podemos seguramente concluir que Washington ou não ouve quando lhe falam ou deseja a violência.

Como Washington e a NATO não estão posicionadas neste momento para levar forças militares significativas para dentro da Ucrânia com que confrontar os militares russos, porque o regime Obama está a tentar provocar acções dos militares russos? Uma resposta possível é que o plano de Washington para desalojar a Rússia da sua base naval no Mar Negro tendo fracassado, o plano de retirada de Washington é sacrificar a Ucrânia a uma invasão russa de modo a que possa demonizar a Rússia e forçar um grande incremento em gastos militares da NATO e em posicionamentos de tropas.

Por outras palavras, o prémio de retirada é uma nova guerra fria e milhões de milhões (trillions) de dólares mais em lucros para o complexo militar/segurança de Washington.

O punhado de tropas e aviões que Washington enviou para "reconfortar" os regimes incompetentes naqueles pontos permanentes de perturbação para o Ocidente – Polónia e países bálticos – e os vários navios com mísseis enviados para o Mar Negro representam nada mais do que provocações simbólicas.

As sanções económicas aplicadas a responsáveis individuais russos assinalam apenas a impotência de Washington. Sanções reais prejudicariam os estados da NATO, fantoches de Washington, muito mais do que prejudicariam a Rússia.

É claro que Washington não tem intenção de chegar a qualquer solução com o governo russo. As exigências de Washington tornam esta conclusão inevitável. Washington está a exigir que o governo russo puxe o tapete sob as populações que protestam no leste e sul da Ucrânia e que force as populações russas na Ucrânia a submeterem-se aos seus sequazes em Kiev. Washington também pede que a Rússia volte atrás na reunificação com a Crimeia e a entregue a Washington de modo a que o plano original de expulsar a Rússia da sua base naval no Mar Negro possa avançar.

Por outras palavras, a exigência de Washington é que a Rússia ponha outra vez o ovo partido no seu estado original e que o entregue a Washington.

Esta exigência é tão irrealista que vai muito além do significado de arrogância. O Louco da Casa Branca está a dizer a Putin: "Eu fracassei na minha tomada do seu quintal. Quero que você conserte a situação para mim e assegure o êxito da ameaça estratégica que pretendo levar ao seu quintal".

Os media presstitutos ocidentais e os estados europeus fantoches de Washington estão a apoiar esta exigência irrealista. Consequentemente, os líderes russos perderam toda a confiança na palavra e nas intenções do Ocidente e é assim que as guerras começam.

Políticos europeus estão a colocar seus países em grande perigo e o que ganham? Será que estes políticos europeus são chantageados, ameaçados, subornados com sacos de dinheiro, ou estarão tão habituados a seguir a liderança de Washington que são incapazes de fazer qualquer outra coisa? Como a Alemanha, Reino Unido e França têm benefícios por serem forçados por Washington a uma confrontação com a Rússia?

A arrogância de Washington é sem precedentes e é capaz de conduzir o mundo à destruição. Onde está o sentido de auto-preservação da Europa? Por que a Europa não emitiu ordens de prisão para cada membro do regime Obama? Sem a cobertura proporcionada pela Europa e pelos media presstitutos, Washington não seria capaz de conduzir o mundo à guerra. 
26/Abril/2014

Ver também: 
  • Moscow calls US, NATO military buildup near Russian borders ‘unprecedented’

    [*] Autor de The Failure of Laissez Faire Capitalism e Economic Dissolution of the West and How America Was Lost .

    O original encontra-se em www.paulcraigroberts.org/2014/04/26/moving-closer-war-paul-craig-roberts/ 


    Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
  • segunda-feira, 28 de abril de 2014

    1958: censura a “Doutor Jivago” no governo Kruchov

    26/04/2014 - 10h45 | Paul Craig Roberts | Outras Palavras (*)

    A silenciosa sovietização dos Estados Unidos

    Há sessenta anos, censura a “Doutor Jivago” resultou em desastre midiático. Hoje, russos são mais livres, na vida privada, que norte-americanos

       

    Outras palavras

    Russos são mais livres que norte-americanos atualmente?

    A propaganda americana no período da Guerra Fria teve pouco, ou nada, a ver com o colapso da União Soviética. No entanto, ao dramatizar as mentiras soviéticas o mundo ficou cego com as de Washington. Quando as autoridades soviéticas recusaram-se a publicar Doutor Jivago, obra do destacado escritor soviético Boris Pasternak, a CIA transformou o gesto num golpe midiático.

    Um jornalista italiano e membro do Partido Comunista soube do manuscrito censurado e se ofereceu para levá-lo a um editor de Milão, próximo dos comunistas: Giangiacomo Feltrinelli, que publicou o livro em italiano em 1957, apesar das objeções soviéticas.

    Feltrinelli acreditava que o Doutor Jivago era uma obra-prima e que o governo da União Soviética era tolo, ao não capitalizar em seu favor a obra de um grande escritor. Em vez disso, o Kremlin, dogmático e inflexível, caiu na arapuca da CIA.

    Os soviéticos fizeram tanta sujeira com o livro, que a controvérsia elevou o perfil da obra. De acordo com documentos recentemente revelados pela CIA, o órgão de espionagem norte-americano vislumbrou uma oportunidade para os cidadãos soviéticos se perguntarem por que o romance de um proeminente escritor russo só estava disponível no exterior.

    A CIA organizou uma edição na língua russa, publicada e distribuída aos cidadãos soviéticos na Feira Mundial de Bruxelas, em 1958. O golpe midiático foi consumado quando Pasternak recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em outubro de 1958.


    O uso do romance de Pasternak para minar a confiança dos cidadãos soviéticos em seu governo continuou até 1961. Naquele ano eu era um membro do programa de intercâmbio de estudantes EUA / URSS. Fomos encorajados a levar conosco cópias de Doutor Jivago.

    Disseram-nos que era improvável algum inspetor aduaneiro soviético saber inglês, e ser capaz de reconhecer o título dos livros. Se perguntassem algo, fomos instruídos a responder que se tratava de “leitura de viagem”. Se as cópias forem reconhecidas e confiscadas, não devíamos nos preocupar. Elas eram muito valiosas para serem destruídas. Os funcionários iriam lê-las primeiro, e vendê-las em seguida no mercado negro — uma forma eficiente para espalhar a distribuição.

    Leia a reportagem do Washington Post a respeito das ações da CIA aqui; e os documentos secretos da agência, aqui.

    O que me impressiona sobre os memorandos da CIA é como o governo dos Estados Unidos de hoje se assemelha com o governo soviético de 1958. A chefe da Divisão Soviética da CIA descreve, numa análise de julho de 1958, por que Doutor Jivago era uma ameaça para o governo soviético. A ameaça residia na “mensagem humanista de Pasternak”, segundo a qual “cada pessoa tem o direito a uma vida privada e merece respeito como ser humano”.

    Diga isso para a Agência de Segurança Nacional (NSA), para os detidos em Guantánamo, para os torturados nas prisões pela CIA. Nos Estados Unidos, a privacidade individual não existe mais. A NSA coleta e armazena cada e-mail, cada compra com cartão de crédito, cada conversa telefônica, todas as pesquisas de internet, cada uso das mídias sociais de todos os cidadãos. Pasternak tinha muito mais privacidade do que qualquer norte-americano hoje. Os viajantes soviéticos jamais foram submetidos a tateamento genital ou a porno-scanners. As penalidades impostas aos cidadãos soviéticos, por dizerem verdades inconvenientes ao governo, não eram mais graves do que as sanções impostas a Bradley Manning, Julian Assange e Edward Snowden.

    E hoje, os cidadãos russos são mais livres em sua vida privada do que os norte-americanos. A imprensa russa é mais vívida e crítica ao governo do que a imprensa norte-americana…

    Escrevi em uma das minhas colunas que, quando o comunismo alemão se dissolveu, a Stasi [temida polícia secreta da Alemanha Oriental] mudou-se para Washington…

    (*) Texto originalmente publicado no portal Outras Palavras; tradução Cauê Seignemartin Ameni
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    Nota do blog PN:
      Vejo o sentido de soviético de modo diferente do autor acima,vejo com sentido profundamente democrático no conteúdo popular.E até polêmico.
    Democracia capitalista verbalizada e vazia já conhecemos.