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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ghaleb Kandil: Por que a Síria não cairá?

Por que a Síria não cairá? ImprimirPDF
imagemCrédito: Resistir.inf
A derrota esmagadora do chamado "Exército Sírio Livre".
por Ghaleb Kandil
Os desenvolvimentos recentes na Síria revelaram uma série de sinais importantes, os quais terão repercussões decisivas no curso da guerra global conduzida pelos Estados Unidos para destruir este país. Ao contrário das informações e impressões dos estrategas americanos e seus aliados europeus, assim como dos seus cúmplices árabes – tal como transmitido por centenas de media empenhados na batalha – os esquadrões da morte, mercenários e grupos Takfiri introduzidos na Síria a partir de todas as partes do mundo sofreram uma derrota esmagadora ao nível das batalhas. No entanto, os responsáveis turcos e seus aliados qataris e sauditas prometeram – como já haviam feito no ano passado durante o mesmo período – que o mês do Ramadão testemunhará a queda do regime resistente na Síria. Estas ilusões entraram novamente em colapso no campo de batalha onde os gangs armados sofreram baixas de milhares de mortos, feridos e detidos.
Na verdade, o ataque abrangente lançados pelos extremistas contra Damasco acabaram – mesmo com o reconhecimento dos media ocidentais – com perdas maciças. Portanto, a força que incluía mercenários locais e jihadistas de toda a parte do mundo foi aniquilada completamente pelo exército sírio que está a perseguir os remanescentes nos arredores da capital. Em consequência, foram confiscadas toneladas de armas e a pesada infraestrutura dos grupos armados foi desmantelada e destruída, o que exigirá meses para reconstruir se os grupos armados alguma vez forem capazes de fazê-lo.
O resultado da batalha de Alepo, por outro lado, já pode ser antecipado pois os extremistas estão a cair aos milhares face ao progresso metódico do exército que foi capaz de cortar completamente as linhas de abastecimento dos mercenários que vinham dos campos de treino dirigidos pela CIA na Turquia. Consequentemente, os gangs armados já não podem mais receber reforços sem terem de pagar um pesado preço. Pois os seus comboios 4x4, que estão esquipados com artilharia pesada e lhes foram oferecidos pelos seus patrocinadores regionais, estão a mover-se sob o fogo dos helicópteros e aviões do exército e a caírem nas emboscadas montadas pela forças de elite que infiltraram linhas inimigas.
Segundo peritos, um terço dos grupos extremistas são compostos por jihadistas que vieram do Magrebe árabe, da Líbia, do Golfo, Afeganistão, Paquistão e Chechénia. Neste nível, o chefe de nacionalidade francesa da European Union Intelligence, Patrice Bergamini, reconheceu numa entrevista ao diário libanês Al-Akhabar, na sexta-feira 17 de Agosto, o papel importante desempenhado pelos jihadistas no conflito sírio, enfatizando que o público ocidental agora estava consciente da ameaça que representavam. É claro que a limpeza pelo Exército sírio da cidade de Alepo e sua zona rural é agora uma mera questão de tempo.
A derrota esmagadora sofrida pelos gangas armados por toda a Síria revela que o Exército Árabe Sírio, que foi construído sobre sólidas bases ideológicas, retirou rapidamente as lições da guerra e desenvolveu estratégias de contra-guerrilha urbana e rural, as quais lhe permitiram atingir os extremistas apesar dos maciços meios militares, materiais, financeiros e de media que lhes foram generosamente oferecidos pela coligação de dúzias de países, sem esquecer as sanções adoptadas contra o povo e o estado sírio fora do contexto das Nações Unidas.
A fim de entender os desenvolvimentos da situação, é importante também analisar o estado de espírito do povo sírio. Sem apoio popular real – o que naturalmente é ignorado pelos media ocidentais – o presidente Bashar al-Assad e seu exército não teriam sido capazes de resistir e deter este ataque. Este apoio popular deve-se a três factores. Em primeiro lugar, a maioria dos sírios está consciente do facto de que o seu país é alvejado por uma trama que pretende subjugar a Síria e incluí-la no campo imperialista ocidental e consequentemente removê-la de todas as equações regionais, pois sabe que durante estas últimas quatro décadas a Síria esteve no cerne dos equilíbrios de poder que nada podia ser feito no Médio Oriente sem o seu conhecimento e participação. Estes amplos segmentos populares são apegados à autonomia política do seu país e estão desejosos de defendê-la, o que explicaria porque milhares de jovens estão voluntariamente a aderir às fileiras do Exército.
Por outro lado, os peritos acreditam de vinte por cento da população – aqueles que em algum momento simpatizaram com a oposição – descobriram a cara real dos extremistas que multiplicam as suas selvajarias nas regiões sob o seu controle (violações, execuções, massacres, pilhagens, ...). À luz desta transformação que afecta o estado de espírito popular, especialmente nas áreas rurais onde o povo está farto, o estado sírio estabeleceu meios de comunicação discretos que permitem à população informar o exército acerca da presença de terroristas, o que explicaria como e porque durante estas últimas semanas as unidades especiais e a sua força aérea foram capazes de executar com êxito ataques bem concebidos contra as bases das gangs armadas.
Paralelamente a todos os desenvolvimentos no terreno, os aliados regionais e internacionais de Damasco estão a mostrar contenção e a desenvolver iniciativas políticas e diplomáticas a fim de evitar deixar a arena aberta diante dos ocidentais. A este nível, o êxito da reunião em Teerão entre trinta países, incluindo China, Índia, Rússia, nove países árabes e estados da América da Latina e África do Sul, transmite este novo equilíbrio de poder. A formação deste grupo constituiu uma forte mensagem aos ocidentais e põe seriamente em perigo o seu projecto de estabelecer – fora do contexto das Nações Unidas – uma zona de interdição de voo na parte Norte da Síria. Os últimos meses de 2012 serão decisivos ao nível da emergência de novos equilíbrios regionais e internacionais e na formulação de uma nova imagem a partir de Damasco, graças à vitória do estado nacional sírio na guerra global contra ele conduzida.
Desenvolvimentos rápidos
Até as eleições presidenciais americanas, as quais serão no princípio de Novembro, os desenvolvimentos sírios internos, regionais e internacionais tornar-se-ão mais rápidos do que antes. Obviamente, a intervenção militar estrangeira, quer de dentro ou de fora do Conselho de Segurança, está fora de cogitação, se bem que as sanções tenham atingido os seus níveis mais altos enquanto o Capítulo VII está a ser impedido pelo direito de veto. A seguir às eleições presidenciais americanas, veremos a materialização das linhas políticas principais que afectarão a máquina militar utilizada do outro lado da fronteira e de dentro do território sírio.
Portanto, nessa altura deveria haver ou um reconhecimento da impossibilidade de introduzir mudança ao nível da geografia e do papel da Síria o que deveria induzir preparações para negociações sérias e para soluções políticas – que são rejeitadas pelos americanos, os quais recusam-se a responder ao convite envido pela Rússia para encontrarem-se – ou sustentar a aliança guerreira e a mobilização do estado de hostilidade a partir de todas as direcções, isto é, desde a conferência de Meca até a visita do ministro dos Estrangeiros francês a estados vizinhos da Síria para reunir tantas cartas de pressão quanto possível.
Não haverá zonas tampão (buffer zones) nem embargos aéreos, antes esforços para isolar completamente certas regiões fronteiriças do controle do estado a fim de testar as oportunidades para estabelecer mini-estados, semelhantes àqueles estabelecidos por Saad Haddad e Antoine Lahd sob tutela israelense no Sul do Líbano. A este nível, a aposta está na zona rural de Alepo na qual todos aqueles que vendem a sua honra entre os dissidentes serão introduzidos a seguir aos preparativos em Doha, Riyadh e Aman para dar legitimidade formal ao projecto de divisão.
Por outro lado, Lakhdar Brahimi foi nomeado enviado e mediador para a solução política e a missão de observadores foi finalizada a fim de preparar a arena para todas as possibilidades. Brahimi portanto passará tempo em excursões antes de ser adoptada uma decisão, enquanto a Síria fortalece-se com o seu exército e o povo, preparando – a começar por Alepo e sua zona rural – o rumo da mudança futura.
25/Agosto/2012
O original (em árabe) encontra-se em New Orient Center for Strategic Policies e a versão em inglês em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=32490

Merkel apresenta uma forma disfarçada de nazismo??

 
 
28/08/2012 - 14h55 | Ignacio Ramonet | Madri

Uma forma particular de nazismo

Austeridade defendida por Merkel segue doutrina de Schumpeter, para quem o sofrimento social é necessário



Sadismo? Sim, sadismo. Como chamar de outra forma a complacência com aquilo que humilha as pessoas e as faz sofrer? Durante estes anos de crise, temos assistido — na Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e outros países da União Europeia — à impiedosa aplicação do ritual de punição “austeritária” exigido pela Alemanha, o que tem provocado um crescimento exponencial dos flagelos sociais (desemprego, pobreza, mendicância, suicídios).
Apesar disso, Angela Merkel e seus aliados continuam a afirmar que sofrer é bom e que, ao invés de suplício, o ato deveria ser considerado um instante de prazer… Segundo eles, cada nova expiação nos purificará, nos regenerará e nos aproximará do fim da tormenta. Essa filosofia da dor não se inspira no Marquês de Sade, mas sim nas teorias de Joseph Schumpeter, um dos pais do neoliberalismo, segundo o qual todo sofrimento social responde a um necessário objetivo econômico; e será errado, em consequência, amenizar o suplício, mesmo que ligeiramente.
Eis que Angela Merkel entra em cena como Wanda, a dominadora, encorajada por um coro de fanáticas instituições financeiras (Bundesbank, Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional…) e por todos os eurocratas sectários habituais (José Luís Barroso, Von Rompuy, Olli Rehn, Joaquin Almunia…). Todos apostam na existência de um masoquismo popular, que empurraria os cidadãos não apenas à passividade, mas a clamar por mais punições e mortificações — ad maiorem Europa gloriam [Para maior glória da Europa, trocadilho com ad maiorem Dei gloriam, lema dos jesuítas (Nota da Tradução]. Sonham realmente em administrar os povos por meio daquilo que a polícia chama de “golpe do boa-noite cinderela” —, isto é, fazer uso de substâncias capazes de eliminar total ou parcialmente a consciência das vítimas, deixá-las sem forças para, enfim, torná-las marionetes nas mãos de seus agressores. Mas devem tomar cuidado, porque as massas começam a rugir.
Na Espanha, por exemplo, onde o governo conservador aplica políticas selvagens de austeridade ao limite do sadismo [1], as manifestações de descontentamento social se multiplicam. Neste momento, o país se encontra (com a Grécia) no coração da crise financeira mundial. O presidente do governo, Mariano Rajoy, e sua equipe econômica têm dado, ao longo dos últimos meses, a impressão de avançar sem bússola. Dirigem a crise bancária com uma evidente falta de jeito, notadamente por deixar ocorrer a falência do Bankia e por praticar o negacionismo mais limítrofe, a propósito do plano de resgate europeu dos bancos espanhóis, que o ministro da economia local, Luis de Guindos, apresenta como a concessão de uma simples linha de crédito, que não afeta em nada o déficit público [2].
De fato houve, depois, a Cúpula Europeia de 28 e 29 de Junho — uma pressão conjugada da França, Itália e Espanha a fim de aceitar que o novo Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM, na sigla em inglês) possa emprestar diretamente aos bancos europeus em dificuldade (notadamente os espanhóis), sem que essa ajuda onere a dívida soberana dos Estados. Em contrapartida, contudo, os Estados deverão aplicar políticas severas de ajuste e austeridade exigidos pela UE, e ceder uma parte de sua soberania em matéria orçamentária e fiscal.



Berlim quer se beneficiar do choque causado pela crise, e de sua posição dominante, para alcançar um velho objetivo: integração política da Europa de acordo com as condições alemãs. ”Nosso projeto hoje — declarou Merkel num discurso no parlamento alemão, o Bundestag [3] — é atingir o que não foi feito (quando o euro foi criado) e acabar com o ciclo vicioso da dívida infinita e da não-aplicação das regras. Eu sei que isso é duro, doloroso. É uma tarefa hercúlea, porém indispensável”.
Se o chamado “salto federal” ocorrer, e se a Europa avançar rumo a uma maior união política, isso significará, para cada Estado-membro da UE, renunciar a novos elementos de sua soberania nacional. Uma instância central poderia intervir diretamente para ajustar o orçamento público e fixar os tributos de cada Estado, em nome dos compromissos europeus. Quais países estão dispostos a abandonar sua soberania nacional? Porque, se ceder certos aspectos da soberania é inevitável, em um processo de integração como a União Europeia, é necessário dizer também que não se deve confundir federalismo com neocolonialismo… [4]
Nos países da UE atualmente sujeitos aos planos de resgates, essas perdas de soberania já são uma realidade. Sobre a Espanha, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, também disse que a “Troika” (BCE, Comissão Europeia e FMI) irá controlar a reestruturação do sistema bancário [5]. Será que isso mudará depois da decisão adotada na Cúpula Europeia de 28 e 29 de junho últimos?
Isso é provável porque, como têm apontado os economistas Niall Ferguson e Nouriel Roubini: “A estratégia de recapitalizar os bancos, forçando os Estados a tomar emprestado dos mercados nacionais de bônus — ou do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF) — foi desastrosa para a Irlanda e Grécia, pois isso causou uma explosão da dívida pública e tornou os Estados ainda mais insolventes. E, ao mesmo tempo, os bancos tornaram-se eles mesmos um risco incontrolável, na medida em que passaram a deter uma parcela ainda maior da dívida pública”[6].
Se isso não funcionou, por que persistir com essas políticas “de austeridade” por tantos anos? A inquietação das sociedades tem conseguido retardar o sadismo econômico encarnado pela Alemanha. Mas por quanto tempo?
(*) Ignacio Ramonet é presidente da Associação Memória das Lutas (Medelu) e editor do Le Monde Diplomatique, edição espanhola. Tradução para o português de Hugo Albuquerque.


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

TRE: PREFEITA DE CAMPOS CONTINUA INELEGÍVEL

quinta-feira, agosto 30, 2012

TRE DECIDE: PREFEITA CONTINUA INELEGÍVEL

Do blog da Suzy:


Em julgamento dos embargos declaratórios na longa sessão de hoje, o plenário do Tribunal Regional Eleitoral manteve a condenação por uso indevido de meios de comunicação e abuso de poder na eleição de 2008.
O resultado já era esperado pelos advogados, porque nesse tipo de recurso não é comum mudança da sentença.
Na mesma sessão, o plenário do TRE rejeitou o recurso do Ministério Público Eleitoral e manteve o deferimento do registro do ex-prefeito Alexandre Mocaiber.

Cá comigo: o banco de advogados da prefeita interpôs este embargo declaratório, que é um instrumento em que a parte da ré solicita do Tribunal reforma da sentença condenatória ou clareamento de alguma questão que tenha ficado obscura à luz do direito. O TRE rejeitou o embargo declaratório interposto e a mantem INLEGÍVEL.


TRE: PREFEITA DE CAMPOS CONTINUA INELEGÍVEL

TRE libera registro de candidatura de Alexandre Mocaiber e mantêm decisão que torna a prefeita INELEGÍVEL.

Mais informações daqui a pouco.

Morte?! // O Futuro da Amérika é a Morte.

 

O Futuro da Amérika é a Morte





Paul Craig Roberts*

30.Ago.12 :: Outros autores

O ângulo a partir do qual Paul Craig Roberts analisa a realidade não é o do diário.info. Mas que um comentador informado como ele é afirme que “O estado policial que está em construção na América da “liberdade e democracia” não tem paralelo na história. Quando os únicos terroristas são farsantes organizados pelo FBI, é evidente que o propósito do estado policial não é proteger os americanos de terroristas muçulmanos. O objetivo é aterrorizar os cidadãos americanos”, uma tal afirmação merece certamente leitura.


“O dia em que vemos a verdade e nos calamos é o dia em que começamos a morrer.” - Martin Luther King
20 de agosto de 2012 “Information Clearing House” —- As teorias da conspiração floresceram agora naquilo que os complacentes media da prestituta chamam a “cultura da conspiração” (N.T. - prestituta é a tradução possível do neologismo presstitute, mistura de press, imprensa e prostitute, prostituta, denotando o caráter mercenário da imprensa dominante). De acordo com os prestitutos, os americanos precisam de encontrar qualquer explicação para as suas frustrações e falhanços e por isso viram-se contra os Bilderbergs, os Rotschilds, a Nova Ordem Mundial e por aí adiante.
Os leitores não ficarão surpreendidos que discorde dos prestitutos. De facto, a cultura da conspiração é o resultado do falhanço dos media prestitutos para investigarem e contarem a verdade. Estou certo que os media ocidentais são piores do que foram os media soviéticos. Os media soviéticos arranjavam maneira de ajudar o público a ler nas entrelinhas, ao passo que os ocidentais são tão orgulhosos por serem da confiança do governo que fornecem propaganda sem darem pistas aos leitores de que se trata de propaganda.
Os americanos têm sido alimentados com mentiras pelo “seu” governo e pelos media prestitutos durante tanto tempo que não é surpreendente vê-los acreditar cada vez mais haver conspiração contra eles. Milhões de americanos foram despejados dos seus empregos, carreiras e habitações enquanto os pulhas que os roubaram andam em liberdade e financiam os candidatos presidenciais. O mundo que milhões de americanos conheciam acabou e ninguém foi responsabilizado por isso. A explicação que os americanos tiram dos media é que é sua a culpa. Compraram casas que não deviam ter comprado e não se prepararam para os empregos certos. Não é desrazoável que os americanos cheguem à conclusão que existe uma conspiração contra eles.
Dizem aos americanos que o “seu” governo não consegue ajudá-los por causa do défice do orçamento e da carga sobre os nossos descendentes. Mas, os americanos veem os biliões que são gastos com os banksters (N.T. – neologismo intraduzível, mistura de banker, banqueiro e gangster, bandido), com as guerras e com a segurança interna. Porque é que um estado policial e mais um ataque a um país muçulmano são mais importantes do que manter os americanos com os seus empregos e as suas casas?
O 11º aniversário do 11/9 está a menos de um mês. Será que os media prestitutos vão lembrar aos americanos que o governo gastou mais de 6 milhões de milhões de dólares do seu dinheiro em custos futuros incontroláveis e já despendidos nas despesas da invasão e tentativa de ocupação do Afeganistão e do Iraque, tudo isso com o único resultado de enriquecer as administrações e os accionistas do complexo militar securitário, à custa da destruição da reputação dos Estados Unidos e de pôr a segurança Social e o Medicare no cepo?
Não, claro que não. A conversa vai ser sobre as nossas corajosas tropas que lutam e morrem para tornar o mundo mais seguro para a democracia e os direitos das mulheres. Washington vai enrolar-se na bandeira e exortar os americanos a “apoiarem as nossas tropas” na guerra orquestrada para o dia. Hitlery Clinton (Hillary Clinton, verdadeiro nome – N.T.) ainda monta o cavalo da moral e acusa a China e a Rússia, mas o que o mundo vê é hipocrisia. Ninguém, nem mesmo os governos-fantoche de Washington, já vê nas moralidades de Washington mais do que uma máscara para o domínio pela simples força. A democracia, segundo declara Washington, vem dos canos das armas.
A moral actual é toda sobre dinheiro, mas não para os 99%. Os 99% não podem encontrar bons empregos ou ganhar qualquer rendimento com as suas poupanças, porque a economia é para os 1%. Os licenciados universitários não conseguem emprego e pagar os empréstimos de estudante. A reciclagem de milhões de americanos cujos empregos foram deslocalizados ou preenchidos por estrangeiros com visa H1-B (visa temporário de não-imigrante – N.T.) provou-se ser uma fraude, pois não há emprego para a força de trabalho americana substituída a longo prazo e reciclada. A projeção oficial do emprego pelo governo americano é que poucos licenciados universitários são necessários na força de trabalho, donde que o velho slogan “educação é a resposta” seja outra mentira dos departamentos económicos da Ivy League (grupo de oito universidades privadas de prestígio do nordeste dos EUA – N.T.) que vendem as mentiras do sistema por dinheiro.
Qualquer cidadão americano habituado a viajar nos “grandes espaços” da América antes do 11/9 deve estar espantado com o súbito crescimento da intrusiva Homeland Security (segurança interna – N.T.), palavra com ressonâncias de gestapo como poucas terão existido. Os porno-scans (inspeções de raios X de corpo inteiro – N.T.) e as apalpações genitais passaram dos aeroportos para as estações rodoviárias e ferroviárias e as auto-estradas públicas, apesar da ausência de acidentes terroristas. Ninguém de pleno juízo imaginaria que a avózinha de 90 anos numa cadeira de rodas é um terrorista cujas fraldas têm que ser inspecionadas ou que pais loiros e de olhos azuis terão atado uma bomba na cintura da filha de 5 anos. Ninguém, excepto o departamento gestapo da Homeland Security.
Até alguns dos ingénuos conservadores patriotas agarrados à bandeira começam a reflectir sobre tanta segurança. As notícias de que o departamento da Homeland Security encomendou 750 milhões de cargas de munições letais são intrigantes mesmo para esses conservadores que sentem prazer por delegação com a matança dos “cabeças de turbante”.
Para que precisa o departamento da segurança interna de munições suficientes para atingir cada americano 2 vezes e meia? Porque está a Homeland Security a equipar-se com couraças de corpo inteiro? Porque estão a adquirir nova tecnologia que pode “saber tudo sobre nós instantaneamente a 500 metros?” Um novo manual do exército para as “Operações de Perturbação Civil” descreve como os militares podem ser usados internamente nos EUA para reprimir protestos, confiscar armas de fogo e matar cidadãos.
O estado policial que está em construção na América da “liberdade e democracia” não tem paralelo na história. Quando os únicos terroristas são farsantes organizados pelo FBI, é evidente que o propósito do estado policial não é proteger os americanos de terroristas muçulmanos. O objetivo é aterrorizar os cidadãos americanos.
Não é apenas a Homeland Security que está a ser militarizada. O governo anunciou que foi feita uma encomenda de munições pelo Serviço Meteorológico Nacional , mais tarde corrigido para Gabinete das Pescas. Se isto causa surpresa, porque encomendou a Administração da Segurança Social 174,000 cargas de balas de ponta cortada? (balas de expansão após o impacto, com efeitos mais destrutivos – N.T.)
As listas da encomenda das munições pela Homeland Security estão disponíveis online. É óbvio que não são munições para treino de tiro. São munições para matar pessoas: as balas de ponta cortada são para a espingarda militar M-16. Balas match grade são para espingardas de atirador especial (sniper) 0,308. Munições calibre 12 são para caça grossa. Balas de ponta cortada são para magnum 0,357 e pistolas calibre 0,40.
Como não houve qualquer ataque terrorista nos EUA desde o 11/9 (este, por seu lado, sob suspeita dos peritos), excepto os que foram organizados pelo FBI, esta compra maciça de poder de fogo não é obviamente para proteger os americanos dos terroristas muçulmanos. Então, é para quê?
Talvez este filme explique o que está reservado para o povo americano que confiou no “seu” governo. Os que protestam contra a guerra e os críticos do governo estão sendo redefinidos como “extremistas internos” que podem ser presos por ajudarem e serem cúmplices dos inimigos dos Estados Unidos. Se os americanos acordarem para a realidade de que estão a ser desapossados económica, política e socialmente, enquanto Washington os arrasta para a III Guerra Mundial e ocuparem as ruas em protesto, encontrarão uma força militar extrema.
A esquerda liberal é ainda mais ingénua que os conservadores agarrados à bandeira. Seja o que for que o governo faça, os conservadores estão do lado do governo. Isto porque os conservadores confundem patriotismo com apoio ao governo e não com defesa da Constituição, documento suspeito, tolerante para os criminosos, os terroristas e os que protestam contra a guerra e que fazem a América perder as guerras. A esquerda liberal considera Obama com a sua origem semi-negra como membro da classe oprimida, que para a esquerda liberal significa pessoas dotadas da mais elevada moralidade. A esquerda liberal continua a considerar Obama como um redentor, mesmo com Obama assinando no Gabinete Oval listas de cidadãos americanos a serem executados sem devido processo legal. Nem mesmo Naomi Wolf consegue acordar a esquerda liberal.
Não se espere que o Congresso ou os prestitutos façam o que quer que seja sobre a rápida concentração de poder no estado policial que Bush e Obama criaram. Não se espere ser resgatado pelos tribunais federais. Ainda que alguns juízes estejam inclinados a defender a Constituição contra o seu inimigo interno, os tribunais não têm poder quando o ramo executivo não respeita o primado da lei. Atualmente, o ramo executivo ignora a determinação de um juíz federal contra a detenção indefinida de cidadãos americanos. Os advogados do Departamento de Justiça (sic) nem sequer respondem às perguntas do juiz.
Um povo crédulo está desamparado se o governo decide escravizá-lo. É uma brincadeira de crianças para o governo lançar o descrédito sobre os líderes naturais do povo e os que lhe dão informação rigorosa. A maioria dos americanos tem uma base de conhecimentos muito estreita e preconceitos ideológicos muito vastos. Por conseguinte, não conseguem distinguir entre factos e ficção.
Veja-se o caso de Julian Assange. Quando o governo dos EUA, furioso com a publicação pela WikiLeaks da fuga de documentos que revelaram a falsidade e mentira de Washington, começou por atacar Assange, este teve um apoio quase universal. Então, Washington pôs na internet a história que Assange era um agente de informações a trabalhar para a CIA ou até para a ainda mais odiosa Mossad. Tanto os sítios da internet de esquerda como de direita caíram na óbvia esparrela. Temos aqui uma ingenuidade ao nível dos que acreditavam na acusação de Stalin de que Bukharin era agente capitalista.
Uma vez iniciado, o libelo contra Assange foi cancelado pelo esclarecimento pelo gabinete do procurador sueco das queixas feitas pelas duas mulheres que o seduziram. Vendo Assange recuperado, uma procuradora reabriu o caso arquivado e, segundo muitos acreditam, sob pressão de Washington. As feministas saltaram para a cena, exigindo que Assange seja punido pela sedução por mulheres que obviamente tinha enganado e de alguma maneira coagido.
Foi a repetição do caso Dominique Strauss-Kahn. Falsamente acusado de assédio sexual a uma empregada de hotel em New York, o director do Fundo Monetário Internacional, procurado em dois continentes por mulheres caçadoras de celebridades, foi eliminado da corrida à presidência da França e teve que se demitir da sua posição no FMI. A polícia de New York, habituada por décadas de propaganda feminista a encarar cada acusação sexual apresentada por uma mulher como a verdade absoluta, fez figura de parva e incompetente quando era evidente que a acusação era fabricada, com o objetivo de extorquir dinheiro a Strauss-Kahn e possivelmente para o eliminar da corrida à presidência francesa.
Muitos sítios da internet e comentadores normalmente de confiança foram apanhados pela falsa história.
Os hegemónicos de Washington e seus media prestitutos foram ainda mais bem-sucedidos a enganarem os americanos sobre ataques terroristas, Osama bin Laden, os talibãs, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Somália, o Iémen, o Paquistão, a Síria e o Irão. O que é espantoso é o facto de não ter havido quaisquer ataques na América, apesar das enormes provocações que Washington tem feito assassinando nada menos que um milhão de muçulmanos, destruindo três países muçulmanos, conduzindo operações militares contra sete países muçulmanos e preparando um ataque a um oitavo, o Irão.
O presidente da Rússia, cujos mísseis balísticos termonucleares podem varrer os EUA da face da terra, disseram para todo o mundo ouvir que Washington tem o mundo inteiro amedrontado com a sua deriva hegemónica. “Ninguém se sente seguro,” disse Putin. E acima de tudo os russos, com bases de mísseis americanas nas fronteiras e uma “oposição” política traidora e desleal financiada por Washington, que serve de sua quinta coluna na Rússia.
Putin reconheceu que a América quer mandar no mundo. Mas, Washington não vai mandar na Rússia e na China. Se o actual atrasado mental da Casa Branca mantiver a sua promessa ao primeiro-ministro de Israel Netanyahu de que os EUA atacam o Irão em Junho próximo se o Irão não encerrar o seu programa de energia nuclear (programa não-militar autorizado ao Irão como signatário do Tratado de Não-proliferação Nuclear), a Casa Branca terá aberto a porta à III Guerra Mundial. Nessa guerra, os EUA não ficariam imunes contra um ataque, como na I Grande Guerra e na II Grande Guerra. Desta vez, a América pode desaparecer em holocausto nuclear. Se algum dos mundos sobreviver, as pessoas agradecerão que seja Washington a sair de cena.
É Morte aquilo que o “nosso” governo em Washington, tanto de republicanos, como de democratas, nos traz. Ambos os partidos são dirigidos por neoconservadores que acreditam valer a pena uma guerra nuclear para conseguir a hegemonia americana no mundo. Se estes perigosos ideólogos continuarem a dominar, a vida na Terra tem fracas perspectivas.
*Paul Craig Roberts foi Secretário Assistente do Tesouro para a Política Económica e editor associado do Wall Street Journal. Foi colunista da Business Week, do Scripps Howard News Service e do Creators Syndicate. Teve diversos cargos universitários. As suas colunas na internet têm atraído seguidores no mundo inteiro. www.paulcraigroberts.org/
Tradução: Jorge Vasconcelos
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Observação de pensarnetuno: Excelente artigo, mas em alguns pontos vemos diferente, como nas abordagens sobre eventos na União Soviética.                 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Colômbia, Farc e governo rumo à paz?

 

 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012


Farc e governo divulgam informações sobre acordo inicial rumo à paz



Natasha Pitts
Jornalista da Adital
Adital
Na segunda-feira (27), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o governo do presidente Juan Manuel Santos divulgaram a assinatura de um acordo para começar uma conversa pacífica com o objetivo de acabar com o conflito armado interno que afeta o país há cerca de 50 anos. O acordo, que foi assinado em Havana, capital de Cuba, prevê a elaboração, no prazo de 18 meses, de um novo projeto de sociedade que inclua algumas postulações programáticas das Farc.
De acordo com o Observatório de Processos de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (ODDR), há também um consenso sobre a assinatura de um acordo de paz, visto que as duas partes acreditam que a busca pela paz é uma obrigação. Para isso, será estabelecida uma mesa de debates em Oslo, Noruega, daqui a um mês. A sede principal das discussões será Havana, Cuba, mas podem ser feitas reuniões também em outros países, deixando clara a importância da colaboração internacional.
O acordo assinado em fevereiro deste ano inclui seis pontos e uma regra de funcionamento. O primeiro diz respeito à ‘Política de desenvolvimento agrário integral’, iniciativa considerada determinante para impulsionar a integração entre as regiões e o desenvolvimento social e econômico equitativo do país.
O segundo ponto é ‘participação política’e definirá alguns direitos e garantias para o exercício da oposição política em geral e em particular para os novos movimentos que surjam logo após a assinatura do acordo final. Também serão debatidos alguns mecanismos democráticos de participação cidadã e medidas para promover maior participação na política nacional.
O terceiro contempla o tema ‘Fim do conflito’. A pauta específica sobre este ponto debaterá o cessar fogo, o abandono das armas e o fim das hostilidades de forma bilateral e definitiva. Nesta ocasião também será discutida a reincorporação das Farc à vida civil nos aspectos econômico, social e político segundo seus interesses.
O quarto ponto, ‘Solução ao conflito de drogas ilícitas’, se relaciona à problemática do narcotráfico, e vai puxar o debate sobre programas de substituição de cultivos ilícitos, recuperação ambiental das áreas afetadas com a participação das comunidades, programas de prevenção ao consumo e saúde pública.
O quinto ponto é ‘Vítimas e reparação’e tratará dos direitos humanos das vítimas e o sexto ponto de debate será ‘Implementação, verificação e legalização’.
Ficou definido durante a reunião em Havana que as conversas entre as partes serão ‘diretas e ininterruptas’. A intenção é garantir a efetividade do processo e terminar o trabalho sobre os pontos da agenda no menor tempo possível, de modo a cumprir com as expectativas da sociedade colombiana. Apesar disso, membros da Farc e do governo determinaram que os debates vão levar o tempo necessário para se chegar a um ponto comum.
Este percurso rumo à paz tem o apoio dos governos de Cuba e da Noruega como garantidores e da Venezuela e do Chile como acompanhantes. Posteriormente, outros países poderão oferecer colaboração e se unir para ajudar neste processo.


Egito enfrenta pressões no Sinai... vindas de mais longe

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miércoles, 29 de agosto de 2012
29 de agosto de 2012, 09:26Cairo, 29 ago (Prensa Latina) A vasta operação na Península do Sinai (nordeste) continuará, assegurou uma fonte militar egípcia, no meio de versões hoje sobre sua suspensão por pressões políticas diretas de Israel e, mais discretas, dos Estados Unidos.

A movimentação de tropas e blindados egípcios, aos quais se somou a força aérea, começaram há mais de duas semanas, após o mortífero ataque de desconhecidos armados contra um posto policial na península, no qual morreram 16 soldados e vários ficaram feridos.

A agressão foi atribuída a integristas islâmicos ou partidários do ex-presidente Hosni Mubarak, segundo versões divergentes, ambas carentes de confirmação.

Por seu lado, membros dos Ajuan Musulmín (Irmandade Muçulmana), a organização à que pertenceu o atual presidente, Mohamed Morsi, acusaram a inteligência israelense de ter induzido o ataque para complicar a vida do mandatário, que assumiu a presidência no dia 30 de junho deste ano depois de ganhar no segundo turno uma eleição muito disputada.

Horas após ser eleito, Morsi renunciou à sua condição de membro da Irmandade, em um gesto pensado para deixar claro que se propõe a ser o presidente de todos os habitantes do Egito, um país no qual coexistem credos islâmicos e cristãos.

No entanto, é óbvio que sua orientação política é coerente com a dessa entidade, criada em meados da década de 20 do passado século e perseguida por vários governos egípcios, incluído o do derrocado Mubarak, que enviou Morsi à prisão durante vários anos.

Nessa sensibilidade filosófica está incluído o apoio às aspirações palestinas a um Estado independente, uma ideia que choca com o objetivo primário de Israel de ocupar os territórios autônomos e absorver sua população em condição de cidadãos de segunda ou terceira classe.

A decisão de se distanciar da relação com Israel do anterior regime ficou em evidência em junho passado quando o ex-ministro de Petróleo Sameh Fajmi foi condenado a 15 anos de prisão por assinar com Tel Aviv um tratado de venda de gás a preços inferiores aos do mercado; além disso, o pacto está sujeito a revisão.

O golpe com certeza doeu a Israel, já que 40% do gás que consome vem das jazidas egípcias, cujas vantagens, além do preço baixo, são despesas inferiores de transporte e segurança no fornecimento.

Para o governo israelense, o início das operações militares no Sinai no começo deste mês constitui outro sinal inquestionável e preocupante de que os laços com o Egito vão mudar a curto prazo, em momentos de crescente tensão regional, nos quais Tel Aviv prefere se manter concentrado nos temas sírio e palestino, mas, sobretudo, no iraniano.

Membros da cúpula dirigente israelense preparam um ataque em massa, eletrônico, de foguetes e aéreo contra as centrais nucleares da República Islâmica do Irã, na certeza de que será apoiado pelos Estados Unidos e as potências europeias, que se prestariam para tal apoio.

Teerã foi claro em suas advertências de que uma agressão contra o Irã será respondida de maneira contundente dentro e fora do Oriente Médio, uma possibilidade que poderia levar o mundo a um combate de proporções apocalípticas, cujos resultados são imprevisíveis.

Nesse contexto, altos funcionários públicos israelenses incrementaram a pressão sobre o Cairo, entre eles o chanceler Avigdor Lieberman, notório por suas posturas extremistas, quem exigiu que Morsi visite seu país como prova das intenções de manter em vigência o acordo bilateral de paz. A recusa de Morsi ao chamado é mais que provável, considerando a falta de tato que implica semelhante exigência ao presidente de um país soberano como se fosse um governo submisso.

De seu lado, a chancelaria em Washington considerou que o deslocamento de forças egípcias na península deveria ter sido informada de antemão no marco do acordo entre ambos Estados, uma forma mais sutil de tomar partido, ficando menos evidente sua parcialidade a favor de Israel.

Agora, com a bola no seu campo, o presidente egípcio tem em suas mãos uma tarefa herculana: provar, ao mesmo tempo, sua dignidade nacional, independência e flexibilidade, termos que geralmente se contrapõem.

ocs/msl/cc
           Fonte: Prensa Latina

Síria: Terroristas degolam pessoas em Zamalka, mas assumem tal crueldade?

Grupo terrorista detiene a ciudadanos en la ciudad de Zamalka y los degolla en público
Aug 29, 2012

Damasco-Campo, SANA
Un grupo terrorista de mercenarios han detenido a ciudadanos en la ciudad de Zamalka situada en Damasco-Campo y luego los ha degollado ante los habitantes de la referida ciudad.
Fuentes en la Provincia informaron que los terroristas recogieron los cuerpos de las victimas y los colocaron en la mezquita de al-Sheikh Askar, y luego minaron la mezquita con explosivos.
Los terroristas planifican lanzar obuses de mortero contra el Ejército sirio desde la referida mezquita para forzarlo a responder y, si el Ejército responde o no, se prevé que los terroristas harían estallar la mezquita y responsabilizar al ejército sirio por la perpetración de una masacre para movilizar a la opinión pública internacional contra Siria en vísperas de la prevista reunión ministerial del Consejo de Seguridad.


Lynn A., Riyad Sh.
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Confiscar armas en los huertos de Arrazi en Damasco

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