Berit Roald/Reuters
Milhares deixam flores para homenagear as 93 vítimas
Anders Behring Breivik, o homem de 32 anos acusado pelos ataques terroristas contra a sede do governo norueguês em Oslo e contra um acampamento de jovens do Partido Trabalhista na ilha de Utoya, incidentes nos quais foram mortas 93 pessoas, afirmou ter sido motivado pelo desejo de levar a uma revolução na sociedade norueguesa, afirmou o advogado do acusado, Geir Lippestad, ontem. O acusado publicou na internet, no dia dos ataques, um manifesto xenófobo e de extrema-direita.

"Ele queria uma mudança na sociedade e, a partir da perspectiva dele, queria forçar uma revolução" disse Lippestad. "Ele desejava atacar a sociedade e a estrutura da sociedade".

"Nós, os povos europeus nativos livres, por este meio declaramos guerra prévia contra as elites marxistas e multiculturais da Europa Ocidental. Nós sabemos quem vocês são, onde vivem e vamos pegar vocês" diz o texto do acusado.

Um manifesto que Breivik publicou na internet reclama e condena a imigração de muçulmanos para a Europa e promete vingança contra "europeus nativos" que ele acusou de traírem sua herança.

O advogado de Breivik afirmou que seu cliente escreveu sozinho o documento, e a polícia norueguesa e o advogado de Breivik informaram que ele confessou o duplo atentando, mas negou a responsabilidade criminal pelo dia que abalou a pacífica Noruega e marcou o pior atentado na história do país.

Breivik foi acusado de terrorismo e será indiciado hoje pelos crimes.